quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Desejo a todos um 2010 abençoado e cheio de saude e paz para todos. As luzes do Natal continuem se propagando nesse novo ano que vai se iniciar.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dia de nomeações de Bispos para o Brasil

Hoje é o dia que normalmente o Papa nomeia os bispos para o Brasil. E hoje foram nomeados alguns e transferidos outros.

BELEM DO PARA - D. Alberto Taveira (arcebispo)
FRANCA -  D. Pedro Luiz Stringhini (bispo)
JUNDIAI - D. Vicente Costa (bispo)

GOIANIA - D. Waldemar Passini Dalbello (bispo auxiliar)
SAO PAULO - Rev.do Sacerdote Edmar Peron (bispo auxiliar)
 
Rezemos para que eles façam um bom trabalho pastoral.

sábado, 26 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL (3)

Se o Natal é verdadeiro, “tudo muda”, assegura Bento XVI

Na Missa do Galo na basílica de São Pedro
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Se realmente Jesus nasceu há mais de dois mil anos, “tudo muda”, afirmou Bento XVI na Missa do Galo, para explicar como o Natal tem uma importância decisiva na vida de cada pessoa.

A homilia da celebração eucarística, presidida na Basílica de São Pedro, converteu-se, portanto, em uma exortação a deixar o primeiro lugar na própria existência a Deus.

Na celebração, que neste ano começou às 22h, o bispo de Roma, ao meditar sobre o mistério que se viveu em Belém há mais de dois mil anos, assegurou que a notícia do nascimento de Jesus “não pode nos deixar indiferentes”. “Se é verdadeira, mudou tudo. Se é verdadeira, diz respeito a mim também”.

Deus, a prioridade

“A maioria dos homens não considera prioritárias as coisas de Deus. Estas não nos premem de forma imediata. E assim nós, na grande maioria, estamos prontos a adiá-las”, reconheceu.

“Antes de tudo faz-se aquilo que se apresenta como urgente aqui e agora. No elenco das prioridades, Deus encontra-Se frequentemente quase no último lugar. Isto – pensa-se – poder-se-á realizar sempre”, assegurou.

Mas “se alguma coisa na nossa vida merece a nossa pressa sem demora, isso só pode ser a causa de Deus”, afirmou, citando a famosa máxima da Regra de São Bento: “Nada antepor à obra de Deus”.

“Deus é importante, a realidade absolutamente mais importante da nossa vida”, disse.”O tempo empregue para Deus e, a partir d’Ele, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser próprio de pessoas humanas”.

“Mas a maior parte de nós, homens modernos, vive longe de Jesus Cristo, d’Aquele que Se fez homem, de Deus que veio para o nosso meio. Vivemos em filosofias, em negócios e ocupações que nos enchem totalmente e a partir dos quais o caminho para a manjedoura é muito longo.”

Deus vem ao encontro

Agora, “sozinhos, não poderíamos chegar até Ele. O caminho supera as nossas forças. Mas Deus desceu. Vem ao nosso encontro. Percorreu a parte mais longa do caminho. Agora pede-nos: Vinde e vede quanto vos amo”.

“O sinal de Deus é a sua humildade. O sinal de Deus é que Ele Se faz pequeno; torna-Se menino; deixa-Se tocar e pede o nosso amor.”

“Quanto desejaríamos nós, homens, um sinal diverso, imponente, irrefutável do poder de Deus e da sua grandeza! Mas o seu sinal convida-nos à fé e ao amor e assim nos dá esperança: assim é Deus. Ele possui o poder e é a Bondade.”

“Convida a tornarmo-nos semelhantes a Ele. Sim, tornamo-nos semelhantes a Deus, se nos deixarmos plasmar por este sinal; se aprendermos, nós mesmos, a humildade e deste modo a verdadeira grandeza; se renunciarmos à violência e usarmos apenas as armas da verdade e do amor.”

O pontífice concluiu sua meditação com esta oração: “Senhor Jesus Cristo, Vós que nascestes em Belém, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo é transformado”.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL (2) - Mensagem de Natal do Papa Bento XVI - Urbi et Orbi

Trago aqui a tradicional bênção Urbi et Orbi (para a cidade e o mundo) do Papa Bento XVI. É uma ocasião importante para refletirmos o Mistério do Natal e sua ligação com o mundo de hoje. Que o simbolismo do Natal encha o mundo de paz.

Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro,

e vós todos, homens e mulheres amados pelo Senhor!

«Lux fulgebit hodie super nos, quia natus est nobis Dominus.
- Hoje sobre nós resplandecerá uma luz, porque nasceu para nós o Senhor»
(Missal Romano: Antífona de Entrada, da Missa da Aurora no Natal do Senhor).

A liturgia da Missa da Aurora lembrou-nos que a noite já passou, o dia vai alto; a luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós.

Todavia a Bíblia e a Liturgia não nos falam da luz natural, mas de uma luz diversa, especial, de algum modo apontada e orientada para um «nós», o mesmo «nós» para quem o Menino de Belém «nasceu». Este «nós» é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene actualidade deste acontecimento.

Ao princípio, ao redor da manjedoura de Belém, aquele «nós» era quase invisível aos olhos dos homens. Como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, para além de Maria e José, poucos e humildes pastores que acorreram à gruta avisados pelos Anjos. A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso na noite. À volta tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira «que ilumina todo o homem» (Jo 1, 9). E no entanto tudo acontece na simplicidade e ocultamente, segundo o estilo com que Deus actua em toda a história da salvação. Deus gosta de acender luzes circunscritas, para iluminarem depois ao longe e ao largo. A Verdade e também o Amor, que são o seu conteúdo, acendem-se onde a luz é acolhida, difundindo-se depois em círculos concêntricos, quase por contacto, nos corações e mentes de quantos, abrindo-se livremente ao seu esplendor, se tornam por sua vez fontes de luz. É a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna Povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o «sinal» da sua presença salvífica e libertadora e estender o «nós» dos crentes em Cristo à humanidade inteira.

Onde quer que haja um «nós» que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis. A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela própria recebeu em dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força. Mas, não O guarda para si: oferece-O a quantos O procuram de coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, a quantos suspiram pelo bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente económica mas antes ainda moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: «Vamos até Belém» (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança.

O «nós» da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar os seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e represália e a comprometerem-se com renovado vigor e generosidade no caminho para uma convivência pacífica. O «nós» da Igreja está presente nos outros países do Médio Oriente. Como não pensar na atribulada situação do Iraque e no «pequenino rebanho» de cristãos que vive na região? Às vezes sofre violências e injustiças, mas está sempre disposto a oferecer a sua própria contribuição para a edificação da convivência civil contrária à lógica do conflito e rejeição do vizinho. O «nós» da Igreja actua no Sri Lanka, na Península Coreana e nas Filipinas, e ainda noutras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. No continente africano, não cessa de erguer a voz até Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito dos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagáscar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los. Na Europa e na América do Norte, o «nós» da Igreja incita a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar as pessoas mais débeis, a começar daquelas ainda por nascer. Nas Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o «nós» da Igreja é factor de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade.

Fiel ao mandato do seu Fundador, a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas. Frente ao êxodo de quantos emigram da sua terra e são arremessados para longe pela fome, a intolerância ou a degradação ambiental, a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento. Numa palavra, a Igreja anuncia por toda a parte o Evangelho de Cristo, apesar das perseguições, as discriminações, os ataques e a indiferença, por vezes hostil, mas que lhe consentem de partilhar a sorte do seu Mestre e Senhor.

Queridos irmãos e irmãs, que grande dom é fazer parte de uma comunhão que é para todos! É a comunhão da Santíssima Trindade, de cujo seio desceu ao mundo o Emanuel, Jesus, Deus-connosco. Como os pastores de Belém, contemplamos cheios de maravilha e gratidão este mistério de amor e de luz! Boas-festas de Natal para todos!

[01937-06.01] [Texto original: Italiano]
[B0813-XX.01]
site: http://www.vatican.va/

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL

Hoje é um dia pra ser celebrado com alegria, e mais ainda a alegria deveria impregnar todo nosso ser cristão. No entanto, sabemos que muitas pessoas nesse período de festa de fim de ano se fecham e se isolam de tudo e de todos. Entretanto, não abandonemos nem recriminemos esses nossos irmãos e irmãs, pois com certeza tem seus motivos pra isso. Peçamos ao Menino-Deus que os ilumine e encha de paz seus corações. E, aos demais, a alegria reine e transborde aonde quer que estejamos nesse momento de festa. Mais uma vez FELIZ NATAL!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Finalidade do Direito Canônico (parte 1)

A finalidade do Código de Direito Canônico é tirada da Constituição Apóstolica, que promulga o mesmo. O Grande Papa João Paulo II na "Sacrae Disciplinae Legis" destaca tais finalidades e as aprofunda. Para facilitar a compreensão preferimos fazer tópicos, que foram diretamente tirados da própria Constituição. Tal Constituição, para os que desejam ver o texto completo, se encontra no início do Código de Direito Canônico (ed. Loyola). Assim se observa:

 No n. 1: a finalidade do direito é a mesma da Igreja; a íntima relação entre o Código e o Concílio Vaticano II (João XXIII – 25 de janeiro de 1959);


 No n. 2: a pergunta sobre a necessidade da reforma vem do próprio Concílio que a desejou desde então (Concílio Vaticano II – princípios básicos do CIC); a reforma do Código atende ao princípio “Ecclesiae Bono”; o propósito único do Código é de restaurar a vida cristã; a natureza do Código é o espírito colegial;

 No n. 3: o Código traz em si o espírito do Concílio; grande colaboração do Episcopado e peritos de todas as partes do mundo; figuras importantes na elaboração do Código já falecidos (p. ex. Cardeais Pedro Ciriaci e Péricles Felici); colaboradores vivos no momento da promulgação;

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Será que o sertão vai mesmo virar mar e o mar sertão?

Sabemos que este é um dito antigo aplicado a "Antonio Conselheiro". Não se sabe ao certo o que acontecerá no futuro distante, mas no futuro próximo já se pode prever muitas coisas. O COP15 deu provas que ainda falta uma real preocupação com o "outro". Todos olham pra si e para seus progressos e qualidades de vida. Qualidade esta estipulada e defendida por meia dúzia, que por nenhuma hipótese abre mão. Contudo, ignoram ainda que vivemos em função do outro. Precisamos do outro. O mundo precisa ser salvo. E se isso não acontecer num futuro próximo, possivelmente veremos realizada a profecia naquele futuro que pode estar mais que próximo. Deus tenha misericórdia de nós! Assim seja.

sábado, 19 de dezembro de 2009

4o. DOMINGO DO ADVENTO

Evangelho de domingo: tentar Deus?


Por Dom Jesús Sanz Montes, arcebispo eleito de Oviedo
HUESCA; 2009 (ZENIT.org). Publicamos o comentário do Evangelho deste domingo (Lucas 1, 39-45) quarto do Advento, escrito por Dom Jesús Sanz Montes, bispo de Huesca e de Jaca, arcebispo eleito de Oviedo (Espanha).

Estamos chegando mais perto do verdadeiro Acontecimento que marcou a história dos homens, esse dia em que Deus deixou de nos enviar mensageiros para se fazer Ele mesmo mensagem e mensageiro por sua vez. Portador e porta-voz de um plano de amor que se manifestava em meios a sonhos truncados e falidos pelo mau uso da liberdade dos homens. Essa foi a festa de seu nascimento, real articulação entre a páscoa da Criação e a páscoa da Ressurreição.

Mas, neste quarto domingo do Advento, o último antes do Natal, Maria é apresentada como um contraponto de obediência e de fidelidade. Existem várias maneiras de "respeitar" a Deus, que no fundo são maneiras elegantes de tê-lo sob controle, para que não influencie ou modifique nossa vida real. Esta era a pretensão do rei Acaz: não queria "tentar" a Deus, nem importuná-lo, deixando-o onde estava, entre as nuvens e seus divinos labores. Entretanto, o profeta na verdade não aplaudirá este respeito que no fundo deprecia, esta veneração que termina ignorando.

A nós também é anunciada esta boa notícia prometida: Deus sem deixar de ser o Altíssimo, será um Deus presente em nossas vidas, um Deus que deseja permanecer em nosso solo, falar nossa língua, sofrer com nossas dores e brindar em nossas alegrias.

Se fosse Deus, mas não estivesse conosco, seria uma divindade distante, opressiva ou ineficaz. Se estivesse conosco, mas não fosse Deus, estaríamos diante de alguém bondoso, porém incapaz de acessar os segredos de nossos corações e de nossa história, onde nossa felicidade se faz e se desfaz. Ele é Deus e é necessário estar junto dele Ele para que possamos estar conosco mesmos, sem censura e sem traição. Neste horizonte aparece Maria, como alguém que confiou em Deus e que deixou Deus ser (um mistério de nossa liberdade humana e da condescendência divina), consentindo que sua Palavra eterna se fizesse biográfica na entranha de sua história de mulher crente. Maria co-protagonizou o primeiro Advento e recebeu a missão ao pé da cruz de co-estrelar todos os Adventos desde sua intercessão maternal para os irmãos de seu Filho.

Devemos descobrir que jamais incomodamos a um Deus que quis nos amar até ser e estar conosco. E pedimos que nos conceda nos tratar entre nós como somos tratados por Ele: que acolhendo e contemplando o Deus-conosco, possamos obter a nossa volta um tratamento de irmão para irmão.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

COP 15 - COPENHAGUE

Papa pede acordos úteis e justos pelo meio ambiente


Em seu discurso ao receber 8 novos embaixadores

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa pediu hoje às autoridades políticas que impulsionem acordos internacionais vinculantes para a proteção do meio ambiente.

Ele o fez em seu discurso dirigido aos novos embaixadores junto à Santa Sé da Dinamarca, Uganda, Sudão, Quênia, Cazaquistão, Bangladesh, Finlândia e Letônia, ao recebê-los no Palácio Apostólico para a entrega das suas cartas credenciais.

“Tanto no âmbito individual como político, é necessário agora assumir compromissos mais decididos e compartilhados de maneira mais ampla no que diz respeito à criação”, destacou o Papa.

Além disso, sublinhou a relação que existe entre a responsabilidade com a criação e a miséria e a fome.

Neste sentido, advertiu que a degradação do meio ambiente “constitui uma ameaça direta para a sobrevivência do homem e para seu próprio desenvolvimento; e inclusive pode ameaçar diretamente a paz entre as pessoas e as populações”.

O Papa recordou que “o bem do homem não reside em um consumo cada vez mais desenfreado nem no acúmulo ilimitado de bens – consumo e acúmulo que estão reservados a um pequeno número e propostos como modelos à massa”.

Sobre isso, Bento XVI disse que “as religiões vividas segundo sua essência profunda eram e são uma força de reconciliação e de paz”.

Mas corresponde “não somente às diversas religiões destacar e defender a primazia da pessoa e do espírito”, mas também ao Estado, que “tem o dever de fazê-lo, principalmente através de uma política ambiciosa que favoreça todos os cidadãos, por igual, no acesso aos bens do espírito”.

O Papa prosseguiu indicando aos embaixadores que o Estado deve valorizar a riqueza das relações sociais e animar a pessoa a prosseguir sua busca espiritual, pois “todo crente está chamado a perguntar a Deus sobre sua vontade a propósito de toda situação humana”.

“Diante de Deus, não existe nenhuma categoria ou hierarquia de pessoa, inferior ou superior, dominante ou protegido – declarou. Não existe para ele mais que a pessoa criada pro amor e que quer ver viver, em família e em sociedade, em uma harmonia fraterna.”

“Para a pessoa de fé ou a pessoa de boa vontade, a resolução dos conflitos humanos, como a delicada convivência das diferentes religiões, pode transformar-se em uma coexistência humana em uma ordem repleta de bondade e de sabedoria que tem sua origem e seu dinamismo em Deus”, continuou.

“Esta coexistência no respeito à natureza das coisas e à sabedoria inerente que vem de Deus – a tranquillitas ordinis – se chama paz”, acrescentou.

“Às vezes é difícil, para o mundo político e econômico, dar à pessoa o primeiro lugar; nele é ainda mais delicado considerar e admitir a importância e a necessidade do religioso, e garantir à religião sua verdadeira natureza e lugar em sua faceta pública”, reconheceu.

Mas “a paz, tão desejada, não se alcançará sem a ação conjunta do indivíduo, que descobre sua verdadeira natureza em Deus, e de dirigentes das sociedades civis e religiosas, que – no respeito à dignidade e à fé de cada um – saibam reconhecer e dar à religião sua nobre e autêntica função de cumprimento e de aperfeiçoamento da pessoa humana”.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ato desumano e inaceitável

Brasil: homem tenta incendiar sacerdote

Contido pelos fiéis, agressor foi preso

SÃO PAULO, terça-feira, 15 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O padre polonês Mário Uztazewisck, 65 anos, sofreu um atentado esse domingo, enquanto celebrava a missa das crianças, às 10h, em sua paróquia, no município de Tanabi (arquidiocese de Ribeirão Preto), a 477 km de São Paulo (Brasil).

Segundo informa a assessoria de imprensa da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), um homem chamado Marcos Buzzini Guimarães Teixeira, 30 anos, tentou atear fogo no sacerdote no momento em que os fiéis oravam com os olhos fechados.

Ele teria jogado meio litro de álcool no rosto e no paramento do padre. O homem foi então contido pelos fiéis e levado para fora da igreja.

Como o delegado da cidade e alguns policiais participavam da missa, o homem foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado.

Com ele, foram encontrados um isqueiro e uma caixa de fósforos. Aproximadamente 250 pessoas estavam na igreja na hora do crime.

Padre Mário sofreu apenas lesões leves nos olhos e passa bem. Ele está há 15 anos na paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Tanabi, e nunca havia sofrido atentado.

Princípios propostos para reforma do Código de Direito Canônico (Parte 2)

Continuamos os princípios que foram estabelecidos para a reforma:
6. Defesa dos direitos das pessoas: o uso do poder dos superiores, em todos os níveis, não pode ser arbitrário, porque encontra seu limite no direito natural, no direito divino e também no direito eclesiástico. Por isso, deve ser reconhecidos e defendidos os direitos de cada fiel. (cc. 204 §1 e 208)


7. Procedimento para proteger os direitos subjetivos: é necessário a instituição de tribunais administrativos, segundo diversos graus e de diferentes espécies...

8. Ordenação territorial: a territorialidade das circunscrições eclesiásticas é a regra geral, mas o território não deve ser considerado um elemento constitutivo, mas só determinativo de uma parcela do povo de Deus, e por isso, para exigências pastorais, o rito ou a nacionalidade dos fiéis ou outras diferentes razoes que não o território podem ser determinativos de uma parcela do povo de Deus.

9. Revisão do direito penal: antes de tudo, devem ser reduzidas as penas, que em geral devem ser ferendae sententiae e irrogadas e remidas apenas no foro externo; as penas latae sententiae (13 censuras latae sententiae e 5 reservadas à Santa Sé) devem ser previstas apenas para pouquíssimos e gravíssimos delitos (Cf. Comm. 1 (1969), pp. 84-85);

10. Nova disposição sistemática do Código: este principio estabelecia que, para refletir o espírito do Vaticano II, a ordem sistemática da matéria do novo Código devia ser diferente da do CIC 1917.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Princípios propostos para reforma do Código de Direito Canônico (Parte 1)

Foram dados pelos Bispos alguns princípios, que deveriam ser levados em consideração durante a reforma do Código de Direito Canônico. A Igreja já tinha um Código promulgado em 1917, mas que não correspondia mais às exigências da vida da Igreja e da sociedade. Por isso, constituiu uma comissão para reorganizar o Código de 1917. Eis aqui a primeira parte desses princípios:

PRINCÍPIOS DIRETIVOS DA REFORMA DO CÓDIGO


Os princípios estabelecidos pela primeira Assembléia Geral do Sínodo de 1967 (30 de setembro – 04 de outubro) foram:

1. Índole jurídica do Código: o Código deve conservar seu caráter jurídico, embora com um espírito próprio, requerido pela natureza social da Igreja;

2. Foro externo e interno: o Código deve conter normas que dizem respeito ao foro externo e também, se o exigir a salvação das almas, normas que dizem respeito a providencias a tomar no foro interno (Cf. Communicationes 1 (1969), p. 79.);

3. Meios para favorecer o cuidado pastoral: o Código deve tender à realização não só da justiça, mas também da equidade, fruto de benignidade e caridade, de modo que as normas não imponham obrigações quando instruções, exortações...que ajudem a comunhão entre os fieis, forem suficientes para melhor conseguir a finalidade da Igreja;

4. Inserção das faculdades especiais no Código: deve ser revista o sistema das faculdades especiais concedidas aos ordinários e outros superiores, de modo que muitas delas, em especial no que diz respeito às dispensas das leis universais, comecem a fazer parte do conteúdo do poder ordinário e próprio dos bispos e dos outros ordinários e sejam estabelecidos os casos de reserva à Santa Sé ou outra autoridade (Cf. Communicationes 1 (1969), p. 80);

5. Aplicação do principio de subsidiariedade: a aplicação do principio à vida da Igreja significa respeito pela justa autonomia de cada grupo inferior...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Aquecimento global

Brasil: contra aquecimento, CNBB pede políticas nacionais coerentes

Iniciativas que promovam a sustentabilidade do desenvolvimento humano

BRASÍLIA, sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu ao governo políticas coerentes com os compromissos assumidos contra o aquecimento do planeta.

O governo brasileiro declarou a intenção em diminuir, até 2020, em 38% a emissão de gases que provocam aquecimento da Terra, e a redução de 80% do desmatamento da Amazônia.

Em nota divulgada esta sexta-feira, a CNBB diz esperar que “essas metas sejam acompanhadas por políticas nacionais coerentes, que promovam a sustentabilidade do desenvolvimento humano, especialmente das populações mais empobrecidas e a integridade da criação”.

O texto do organismo episcopal, divulgado no contexto da cúpula do clima em Copenhague, assinala ao governo a importância de se obedecer a determinados princípios, nas políticas que afetam o meio ambiente.

“O reconhecimento da água como direito humano, bem público e patrimônio de todos os seres vivos, com a conseqüente implementação de políticas hídricas que priorizem o ser humano e a dessedentação dos animais.”

Também a “implementação de uma ampla política de reforma agrária e agrícola com uma justa distribuição da terra, em favor das unidades familiares e comunitárias, mais produtivas por hectare, geradoras de oportunidade de trabalho, produtoras de alimentos, em consonância com o meio ambiente”.

A CNBB pede ainda o “aprimoramento e a implementação do Plano Nacional de Mudanças do Clima (PNMC), que orientem de modo adequado e coerente outros planos e iniciativas governamentais”.

Destaca a necessidade de se optar “por uma matriz energética limpa e diversificada, junto com um maior investimento tecnológico e atenção à sabedoria e ás práticas das populações tradicionais”.

O organismo episcopal pede também a “manutenção do código florestal e a busca de mecanismo de incentivo para a sua implementação”.

A CNBB requer “transparência e controle social sobre os investimentos públicos e privados para que as políticas de Reduções de Emissões Associadas ao Desmatamento e à Degradação Florestal (REDD) não sejam regidos pelos interesses do mercado”.

O episcopado convidou os fieis no Brasil a organizar neste final de semana “atos que sinalizem nossa preocupação com as decisões que serão tomadas na Conferência de Copenhague”.

A CNBB indica que ao meio dia de domingo, em consonância com a iniciativa das Igrejas de outros continentes, dêem-se 350 repiques de sino, gesto simbólico que visa “alertar os governos a não permitirem que se ultrapassem 350 partes por milhão (PPM), limite máximo e seguro de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera”.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Acordo Santa Sé e Estado brasileiro - em vigor

Todos já devem ter escutado sobre o acordo estabelecido entre a Santa Sé e o Estado brasileiro. Muitas foram as críticas sem sentido, pois demonstrou um claro desconhecimento da matéria e do sua proposta. Nada tem a ver com exclusivismo ou coisa parecida. Trazemos aqui a matéria que encontramos em "zenit.org" sobre o assunto:

Entra em vigor acordo entre Brasil e Santa Sé


Regula o ensino da Religião nas escolas públicas e outras questões

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 10 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O Palácio Apostólico Vaticano acolheu esta manhã a cerimônia de intercâmbio de instrumentos de ratificação do Acordo entre a Santa Sé e a República Federativa do Brasil, o que significa sua entrada em vigor.

O Acordo, firmado a 13 de novembro de 2008, “consolida ulteriormente os tradicionais vínculos de amizade e de colaboração existentes entre as duas partes”, indica um comunicado da Santa Sé.

“Compõe-se de um Preâmbulo e de vinte artigos, que regulam vários âmbitos, entre os quais: o status jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensino religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico e o regime fiscal”, acrescenta o comunicado.


Realizaram o intercâmbio o secretário para as Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, em representação da Santa Sé, e o embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa, em representação do Brasil.

Assistiram ao ato, por parte da Santa Sé, o chefe de Protocolo, Dom Fortunatus Nwachukwu, e os monsenhores Antoine Camilleri e Angelo Accattino.

Por parte da República do Brasil, os conselheiros da embaixada perante a Santa Sé Silvana Polich, Orlando Timponi e Alexandre Campello de Siqueira.

Também presenciou o ato o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Claudio Hummes.

O Acordo prevê o ensino religioso nas escolas públicas e a inserção de espaços dedicados ao culto nos ordenamentos urbanos, exime do pagamento de impostos instituições religiosas e reconhece as sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial e os títulos acadêmicos eclesiásticos.

O episcopado brasileiro sugeriu em 1991 a oportunidade de estipular um Acordo internacional entre Igreja e Estado. As negociações entre Governo e Santa Sé começaram oficialmente em 2006.

Em novembro do ano passado, o Acordo foi firmado durante uma visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, ao Vaticano, e esta quinta-feira entrou em vigor.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

História do direito canônico (síntese)

Retomando nosso encontro. Podemos dividir a história do direito canônico em 4 períodos em linhas gerais:
1. Do início ao Decreto de Graciano (1140)
· Esse é o período do Direito Antigo, que se pode subdividir:
o Época patrística: dos inícios até a metade do século VIII (séc. I – VIII)

2. Do Decreto de Graciano ao Concílio de Trento (1563)
· Esse é o período do Direito Novo e do desenvolvimento do Corpus Iuris Canonici (Corpo do Direito Canônico): contém uma forte unidade orgânica.
· Período das Decretais, que era uma forma típica da normativa da Igreja, os Concílios Ecumênicos e o desenvolvimento da “ciência” do direito canônico.

3. Do Concílio de Trento à codificação de 1917
· O Concílio de Trento e a reforma católica são as bases do direito canônico.

4. Do CIC 1917 ao CIC 1983 (CIC = sigla em latim e significa "CODEX IURIS CANONICI", que em português se deu "CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO")
· A importância é a promulgação do Código de 1917, e na promulgação do Código de 1983 desejado pelo Concílio Vaticano II.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

2. Imaculada Conceição

Virgem Maria, estrela que orienta a vida da Igreja, diz Bento XVI
Papa reuniu-se para rezar o Ângelus com os peregrinos na solenidade mariana
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 8 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- A Virgem Maria é a estrela que ilumina e guia a vida da Igreja e de todos os fiéis, afirmou Bento XVI hoje, solenidade da Imaculada Conceição.
Em sua intervenção do Ângelus ao meio-dia, com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa afirmou que esta solenidade é uma “das mais belas festas” marianas.
“Que dom imenso é ter por mãe Maria Imaculada! Toda vez que experimentamos nossa fragilidade e a sugestão do mal, podemos nos voltar a Ela, e nosso coração recebe luz e conforto”, disse o Papa.
“Também nas provações da vida, nas tempestades que fazem vacilar a fé e a esperança, pensemos que somos seus filhos e que as raízes de nossa existência afundam na infinita graça de Deus.”
“A própria Igreja, ainda que exposta às influências negativas do mundo, encontra sempre Nela a Estrela para orientar-se e seguir o caminho indicado por Cristo. Maria é de fato a Mãe da Igreja, como proclamou solenemente o Papa Paulo VI e o Concílio Vaticano II”, disse o Papa.
Bento XVI confiou à Virgem Imaculada “cada um de nós, nossas famílias e nossas comunidades, toda a Igreja e o Mundo inteiro”.
À tarde, o Papa foi até a Praça de Espanha, no centro de Roma, para render homenagem a Maria, levando flores a um monumento a Ela dedicado.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ó Maria, concebida sem pecado - rogai por nós!

Imaculada Conceição: o “sensus fidei” feito dogma
História e reflexões sobre a festa mariana
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- A Igreja celebra hoje a festividade da Imaculada Conceição. Como é tradição, o Papa lhe rendeu homenagem, com um cesto de flores, diante da imagem que se encontra na Praça de Espanha, em Roma.
O ministro geral da Ordem dos Frades Menores Franciscanos, padre José Rodríguez Carballo, nos microfones de Rádio Vaticano, compartilhou reflexões sobre o terceiro dogma mariano, proclamado há 155 anos pelo Papa Pio IX, recolhendo assim o “sentido de fé” (sensus fidei) do povo cristão.
Padre Rodríguez Carballo assinala como a fé cristã, em sua tradição, combinou sempre a religiosidade popular com a reflexão dos teólogos e do Magistério. “Tudo isso sob o sopro do Espírito Santo”, afirma.
A festa que se celebra é um claro exemplo disso, assegura o sacerdote, que indica que as Sagradas Escrituras não se referem à Imaculada Conceição de Maria explicitamente. Não obstante, desde o século II, Santo Irineu de Lyon fazia alusão ao contraste entre Eva e Maria.
Ambas mulheres, livres de pecado original: a primeira, usando mal sua liberdade, pecou e se distanciou do Paraíso; a segunda permaneceu fiel a sua natureza imaculada e se converteu para todo ser humano em um modelo de qualquer virtude representada em alto grau.
“De todos os modos, a proclamação de Maria como pura, limpa e sem mancha como santuário de impecabilidade não se entendia desde o seio materno, mas desde seu nascimento”, explica o superior dos franciscanos.
O religioso recorda o teólogo Juan Duns Scotto (segunda metade do século XIII), grande mestre de Oxford e Paris, que “defendeu o mistério imaculista em toda sua plenitude, apelando à redenção preventiva de Maria por Cristo seu filho antes de vir ao mundo”.
“Logo depois desta teoria, houve uma série de estudos mariológicos sobre a ‘cheia de graça’ e ‘morada do Verbo Encarnado’, que faria da ordem franciscana como uma porta-voz da declaração dogmática desta verdade de fé para a Igreja Universal”, explica o frade.
Os estudos teológicos e o clamor do povo por aceitar a Virgem como Imaculada concluíram na proclamação do dogma da Imaculada Conceição, em 1854.
Para isso, o Papa Pio IX consultou 603 bispos ao redor do mundo, dos quais 546 se declararam favoráveis ao dogma. “Ao povo voltava deste modo o que do povo saiu: Maria, palácio na casa de Deus, a pura e limpa, a puríssima”, assinala o franciscano.
Ele destaca o enorme significado que isso implica: “Maria é uma mulher de nossa própria constituição que molda em absoluto o ideal de pureza, beleza e santidade descrita no Apocalipse como a mulher vestida de sol coroada de estrelas, com a lua por pedestal, e pisando na cabeça da serpente”.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Consciência ecológica

Faz-se necessário adquirimos uma consciência ecológica. Podemos afirmar que muitas das nossas comunidades já têm, mas não todas ainda. Vemos nas nossas festas de Padroeiros e Padroeiras. O acúmulo de lixos sem nenhuma seleção. Devemos cultivar cada dia essa consciência. Ia dizer que abri um parênteses para tratar do assunto, visto que estamos iniciando mais uma conferência sobre o clima, na Dinamarca. No entanto, é importante recordar que o direito canônico provém do direito divino natural e positivo. O que seria um e outro? Poderíamos dizer que o primeiro não é escrito, mas se deduz pelo seu sistema e ordenação. O segundo é o que foi revelado e que está contido na Sagrada Escritura em linha de princípio. Portanto, aquele ou aquela que reflete sobre o direito seja canônico ou qualquer outro deve ter esta consciência.

Vamos salvar o planeta terra

Conferência de Copenhague: convite à conversão moral, assegura o Papa
“A salvaguarda da criação exige a adoção de estilos de vida sóbrios”
CIDADE DO VATICANO, domingo, 6 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Para Bento XVI, a Conferência da ONU sobre a mudança climática, que começa nesta segunda-feira em Copenhague, constitui um convite a uma conversão moral e a uma mudança nos estilos de vida.
Assim explicou neste domingo aos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro para participar do tradicional encontro semanal por ocasião do Ângelus, ao fazer referência à cúpula com que a comunidade internacional procura enfrentar o fenômeno do aquecimento global.
“Desejo que as sessões de trabalho ajudem a encontrar ações respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundado na dignidade da pessoa humana e orientado ao bem comum”, reconheceu o Papa, falando da janela dos seus aposentos.
Segundo o pontífice, “a salvaguarda da criação exige a adoção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo com relação aos pobres e às gerações futuras”.
A partir desta perspectiva, concluiu, “para garantir pleno êxito à conferência, convido todas as pessoas de boa vontade a respeitarem as leis estabelecidas por Deus na natureza e a redescobrir a dimensão moral da vida humana”.
A Santa Sé participa da conferência com uma delegação que é dirigida pelo arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.

domingo, 6 de dezembro de 2009

2. O que é direito canônico?

Como falei anteriormente o direito canônico se entende tudo o que está escrito num livro, que se dá o nome de "Código de Direito Canônico". Aqueles que já ouviram falar, tudo bem. E aqueles que nunca ouviram nada, cumpre falar que existe uma edição em língua portuguesa. Encontra-se, em especial, nas livrarias católicas (Paulinas, Paulus, Vozes...). O Código de Direito Canônico contém 1752 cânones, e é dividido em 7 livros. Proximamente vou falar um pouco sobre os livros e a história do Código de Direito Canônico.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O que é direito canônico?

Não pretendo esgotar essa pergunta nesse momento. Vou somente iniciar em simples palavras dizendo que o Direito Canônico é um livro que contém as leis, normas etc. sobre como deve viver e agir os membros da Igreja. Quando se fala de membros está se tratando de todos aqueles que são batizados ou incorporados na Igreja. Outro elemento importante a ser destacado é que ele dirigido diretamente aos fiéis cristãos católicos ligados à Roma. Ou no termo próprio do direito aos cristãos de "rito latino" (cf. cânon 1). Continuaremos a reflexão.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Direito Canonico

Este blog surgiu a partir de inúmeros questionamentos feitos sobre a matéria do direito canônico. Tanto em sala de aula, como na ativade pastoral. Navegando e pesquisando na net, pude observar que não há tantos blogs referentes ao direito canônico. O objetivo deste blog é, portanto, contribuir para que o direito da Igreja aos poucos se faça mais conhecido e compreeendido por aqueles e aquelas que sentem necessidade de conhecê-lo e de se informar sobre o assunto. Espero que este instrumento gentilmente disponibilizado sirva de ajuda. Paz a todos.