domingo, 13 de dezembro de 2009

Aquecimento global

Brasil: contra aquecimento, CNBB pede políticas nacionais coerentes

Iniciativas que promovam a sustentabilidade do desenvolvimento humano

BRASÍLIA, sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu ao governo políticas coerentes com os compromissos assumidos contra o aquecimento do planeta.

O governo brasileiro declarou a intenção em diminuir, até 2020, em 38% a emissão de gases que provocam aquecimento da Terra, e a redução de 80% do desmatamento da Amazônia.

Em nota divulgada esta sexta-feira, a CNBB diz esperar que “essas metas sejam acompanhadas por políticas nacionais coerentes, que promovam a sustentabilidade do desenvolvimento humano, especialmente das populações mais empobrecidas e a integridade da criação”.

O texto do organismo episcopal, divulgado no contexto da cúpula do clima em Copenhague, assinala ao governo a importância de se obedecer a determinados princípios, nas políticas que afetam o meio ambiente.

“O reconhecimento da água como direito humano, bem público e patrimônio de todos os seres vivos, com a conseqüente implementação de políticas hídricas que priorizem o ser humano e a dessedentação dos animais.”

Também a “implementação de uma ampla política de reforma agrária e agrícola com uma justa distribuição da terra, em favor das unidades familiares e comunitárias, mais produtivas por hectare, geradoras de oportunidade de trabalho, produtoras de alimentos, em consonância com o meio ambiente”.

A CNBB pede ainda o “aprimoramento e a implementação do Plano Nacional de Mudanças do Clima (PNMC), que orientem de modo adequado e coerente outros planos e iniciativas governamentais”.

Destaca a necessidade de se optar “por uma matriz energética limpa e diversificada, junto com um maior investimento tecnológico e atenção à sabedoria e ás práticas das populações tradicionais”.

O organismo episcopal pede também a “manutenção do código florestal e a busca de mecanismo de incentivo para a sua implementação”.

A CNBB requer “transparência e controle social sobre os investimentos públicos e privados para que as políticas de Reduções de Emissões Associadas ao Desmatamento e à Degradação Florestal (REDD) não sejam regidos pelos interesses do mercado”.

O episcopado convidou os fieis no Brasil a organizar neste final de semana “atos que sinalizem nossa preocupação com as decisões que serão tomadas na Conferência de Copenhague”.

A CNBB indica que ao meio dia de domingo, em consonância com a iniciativa das Igrejas de outros continentes, dêem-se 350 repiques de sino, gesto simbólico que visa “alertar os governos a não permitirem que se ultrapassem 350 partes por milhão (PPM), limite máximo e seguro de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera”.

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