sábado, 30 de janeiro de 2010

Quarto Domingo do Tempo Comum

Esses dias foram turbulentos. Com isso não tive muitas condições para passar por aqui. Estou voltando. Bom, estamos entrando no quarto domingo do Tempo Comum. A liturgia desse final de semana nos convida a olharmos nossa vocação de perto. Com o profeta Jeremias aprendemos que nossa missão vem de Deus. É Ele quem nos chama ainda quando estamos nos formando para esta vida. Com São Paulo compreendemos que toda nossa ação vem do Amor é movida por Ele e não tem sentido senão n'Ele. E no Evangelho o Senhor nos fala que devemos estar prontos para anunciar em todo e qualquer lugar. Em nossa própria pátria seremos incompreendidos, contudo, não é motivo para o desânimo. A messe precisa de nós.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

América Latina e Igreja

Dirigentes cristãos se encontram para discutir situação da América Latina

Encontro do CELADIC no Panamá
CIDADE DO PANAMÁ, quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 (ZENT.org).– Responsáveis pelas políticas econômicas de países da América Latina estiveram reunidos na Cidade do Panamá, entre os dias 20 e 23 janeiro, para discutir a situação econômica da região. No encontro, esteve presente também o cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, presidente da Cáritas Internacional.
“Vejo este encontro como um espaço no qual assumimos o novo mundo como um território por explorar, uma nova humanidade para interpretar”, disse o cardeal Maradiaga na sétima reunião anual do Conselho Geral da CELADIC.
Dirigentes da Guatemala, Panamá, Equador, Peru, Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil e Venezuela, membros do Conselho Geral, compartilharam suas preocupações com relação ao que chamaram de um “esvaziamento do pensamento, de propostas e de valores”, bem como com uma projeção de uma desigualdade histórica e crescente, que atenta contra a dignidade humana, tornando-se um obstáculo ao desenvolvimento humano integral.
Entre os objetivos a serem perseguidos, o Conselho Geral se comprometeu a “aprofundar a proposta de um modelo alternativo de desenvolvimento humano integral”, como também em “ampliar os convênios de cooperação com universidades e centros de formação superior”, “buscando promover uma nova classe dirigente na região, mais comprometida com as urgentes necessidades e legítimas aspirações de nossos povos”.
Em sua saudação final, o cardeal Maradiaga exortou a “não medir esforços para ampliar e aprofundar a atuação do CELADIC, visto como um espaço indispensável para um encontro gerador de um novo pensamento humanista e cristão, inspirado pela Doutrina Social da Igreja”, capaz de “interpretar e traduzir os anseios de nossos povos”.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Festa de São Paulo Apóstolo - Mensagem do Santo Padre

O Espírito conduz à unidade assumindo a diversidade, diz Papa

Ao rezar o Angelus na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Um dia antes de encerrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o Papa quis referir-se à Igreja como um organismo rico, vital e não uniforme.
Ele o fez hoje, ao rezar o Angelus com os peregrinos na praça de São Pedro.
Bento XVI afirmou que, graças aos carismas doados pelo Espírito Santo, “a Igreja se apresenta como um organismo rico e vital, não uniforme, fruto do único Espírito que conduz a todos a uma unidade profunda, assumindo a diversidade sem a abolir, e realizando assim um conjunto harmonioso”.
Referindo-se ao texto de São Paulo correspondente à liturgia de hoje, indicou que “a Igreja é concebida como um corpo, do qual Cristo é a cabeça, e que com Ele constitui um todo”.
E explicou que “o que o apóstolo pretende comunicar é a ideia de unidade na multiplicidade dos carismas, que são os dons do Espírito Santo”.
Em seguida, destacou que a Igreja “prolonga através da história a presença do Senhor ressuscitado, em particular por meio dos sacramentos, da Palavra de Deus, dos carismas e ministérios distribuídos pela comunidade”.
“Portanto, é precisamente em Cristo e no Espírito que a Igreja é una e santa, isto é, numa comunhão íntima que transcende as capacidades humanas e as sustenta”, acrescentou.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bons momentos!

Hoje tive o que se chama de bons momentos com amigos. Estive com o Padre Joãozinho, a tarde, colocando as conversas em dia, em uma passagem sua aqui pelo nosso Recife. Falamos de vários projetos e os encaminhamentos do meu livro, que está prestes a sair pela Loyola. A apresentação do mesmo vai ser do Padre Joãozinho. Em meio à nossa conversa recebemos um telefonema da Loyola, onde gostaria de tratar do livro e de outras possibilidades. Isso me deixa feliz por ver que posso colaborar também nesse aspecto formativo com a vida e missão da Igreja. Rezemos uns pelos outros.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A vida é mais forte que a morte! - Depoimento do Haiti

Corpo do vigário geral de Porto Príncipe é encontrado junto a relicário

PORTO PRÍNCIPE, quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Durante a madrugada de terça para quarta-feira, equipes de resgate encontraram o corpo sem vida de Dom Beriot Charles, vicário geral da arquidiocese de Porto Príncipe.

Segundo informa o padre Antonio Sandoval, coordenador regional de Cáritas Latino-americana e do Caribe desde a capital haitiana, “no momento de seu resgate, o monsenhor segurava na mão um relicário com uma hóstia dentro. A todo o momento, o Senhor o acompanhou em seu caminho até Ele”.

O terremoto também matou Dom Joseph Serge-Miot, arcebispo de Porto Príncipe, que estava em sua residência.

A operação de resgate conseguiu salvar uma mulher de 60 anos, cuja identidade ainda é desconhecida, quase seis dias depois do terremoto. Ela foi levada imediatamente ao hospital.

Nessa quarta-feira, continuou explicando o padre Sandoval, “permanecia a busca por sobreviventes e os cuidados médicos”.

“As pessoas chegam com feridas graves em um grau avançado de decomposição. Dezenas de amputações de membros foram necessárias para que as vidas fossem salvas”, acrescenta o sacerdote.

“Os gestos de generosidade permanecem e demonstram que a vida é mais forte do que a morte”, afirma.

Ontem, a Cáritas pôde levar uma grande quantia de ajuda a um bairro pobre de Porto Príncipe, apoiada por soldados norte-americanos.

A Cáritas pôde transportar até o ponto de distribuição uma frota de caminhões com ajuda humanitária integrada por 1.000 cestas básicas para dois dias, junto a garrafas de água, lonas de plástico e alimentos não perecíveis. A ajuda foi entregue às mulheres feridas por um grupo de voluntários de Cáritas Haitiana.

Uma das beneficiadas pela ajuda, Rose St-Preux, de 32 anos, estava trabalhando em uma agência de viagens quando ocorreu o terremoto. Pôde se salvar porque o prédio, mesmo que muito danificado, não desabou. Imediatamente correu até sua casa, a qual já se encontrava completamente destruída.

Agora mora com sua mãe, sua irmã e três irmãos, que milagrosamente se salvaram. Eles vivem junto a outras 60 pessoas, em uma área próxima a Petain Ville Club, ponto onde a Cáritas realiza as doações.

“É muito duro – disse Rose – não termos nada. Esta ajuda da Cáritas é a primeira que recebemos”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião, rogai por nós!


Hoje é dia de São Sebastião (séc. III). Padroeiro de inúmeras diocesas, paróquias, capelas e grupos religiosos. Santo que não temeu o poder humano, mas afirmou sua fé. Por isso, morreu por amor ao Evangelho. São Sebastião, intercedei por todos nós, para que não tenhamos medo de enfrentar os novos impérios e imperadores que vão surgindo, e exigindo indiretamente que abandonemos a fé, para servir aos seus propósitos passageiros e desumanos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Iraque X Cristãos

Iraque: mais um cristão é assassinado em menos de 24 horas

Ataques à comunidade cristã se intensificam em Mosul
ROMA, terça-feira, 19 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).– Menos de 24 horas após o assassinato a tiros de Saadallah Youssif Jorjis, durante a cerimônia de posse do novo arcebispo de Mosul (cfr. ZENIT, 18 de janeiro de 2010), a comunidade cristã iraquiana chora a morte de mais uma vítima. Amjad Hamid Abdullahad, também sírio-católico, de 45 anos, foi morto a tiros por um grupo ainda não identificado.

Segundo testemunhas disseram à agência AsiaNews, o “homicídio foi perpetrado diante das forças de segurança, que observaram todas as fases do ataque, sem interferir”.

Fontes da agência em Mosul disseram que “o governo atribui os ataques a fundamentalistas da Al-Qaeda”, mas que, na verdade, a comunidade cristã estaria sendo vítima “da disputa de poder entre árabes e curdos”.

Abdullahad era proprietário de um pequeno mercado de alimentos no norte de Mosul. Foi morto em frente à sua casa, quando saía para trabalhar.

Um católico de Mosul disse que “a tática é assassinar os cristãos, porque os meios de comunicação não se manifestam”.

De acordo com fontes da AsiaNews, os cristãos estão “vivendo em pânico”, e já se inicia uma fuga da cidade. “Estes ataques não estão ligados a criminosos comuns, mas sim a planos políticos muito precisos”, aos quais o governo não se contrapõe.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

SOS HAITI - CARITAS INTERNACIONAL

Crônica de um coordenador da Cáritas no Haiti

O sacerdote Antonio Sandoval
PORTO PRÍNCIPE, segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos a crônica enviada pelo sacerdote mexicano Antonio Sandoval, coordenador geral da Cáritas Latino-Americana e do Caribe, diretamente de Porto Príncipe, onde se encontra assistindo as vítimas do terremoto que atingiu o Haiti.

Os dias estão sendo marcados pela dor e pela tristeza das pessoas que praticamente perderam tudo, exceto a fé e a esperança. Cada noite, quando estou deitado, consigo ouvir os cantos das pessoas que rezam em sua língua a Deus e agradecem pela vida, ainda que em sua maior precariedade.

Desde a minha chegada, produto da providência, o que encontrei foi um povo devastado em suas construções: casas, escolas, igrejas, lojas, escritórios governamentais: muito do que tanto esforço lhes custou para construir está totalmente em ruínas.

À noite, as pessoas invadem os canteiros, quando existem, ou fecham as ruas para organizar-se para dormir nelas. A energia elétrica está suspensa em toda a cidade. Fogueiras em diversos lados falam da incipiente organização das pessoas para preparar seus escassos alimentos.

Percorri com a equipe da Cáritas diversos pontos de Porto Príncipe, que, por ser a capital e estar muito afetada, captou a atenção internacional. As cenas que nossa equipe viu (vários resgatistas mexicanos, dois religiosos de Pai Pei, cooperadores da Cáritas do Norte que se uniram, além do staff da Cáritas Internacional) e compartilhou na Cáritas Nacional são arrepiantes pela dor, mas, contraditoriamente, elas nos fortalecem ao descobrirmos que nenhum terremoto, por mais severo que seja, pode prostrar o ser humano.

Os sobreviventes entre os destroços, naturalmente, cada dia serão menos. Hoje foram resgatadas pessoas vivas do hospital que desmoronou, alguns com membros já em estado avançado de putrefação, aos quais não houve outro remédio a não ser a amputação de algum membro. Serras, cinzéis e martelos substituíram a carência de material cirúrgico adequado.

As mesas de trabalho dobráveis se transformaram em lugares para fazer as cirurgias necessárias. As religiosas mexicanas e os médicos que atenderam no hospital são um exemplo de entrega incansável. Assim também nossos resgatistas mexicanos, que deixaram suas famílias e seu trabalho para tentar atender este povo em seu sofrimento.

O Haiti parece ser levado adiante por uma mão que lhe impede de desmoronar. A presença da polícia nacional é escassa e a dos soldados das forças de paz das Nações Unidas está apenas em alguns lugares estratégicos.

Hoje o dia começou com esperança. Tivemos a primeira reunião de coordenação de todas as Cáritas presentes no país para a emergência. Predominou a vontade de concórdia e de colaboração para canalizar a ajuda que começa a chegar aos mais afetados. Sem protagonismos estéreis, chegamos a diversos acordos.

Depois começamos a visitar as comunidades atingidas fora de Porto Príncipe. Petit Goave e Leogane foram nossos destinos. A primeira estava com a igreja destruída e muitas casas, impossíveis de contar, ao longo do caminho, totalmente em ruínas. Em Leogane, o panorama foi desolador. Não pudemos chegar até o centro da cidade de carro porque as ruas estavam bloqueadas. Caminhamos pela avenida principal, que parecia ter sido vítima de um bombardeiro, onde 4 de cada 5 construções estavam no chão. No centro da cidade, na praça principal, na frente da igreja em ruínas, montou-se um acampamento no qual com certeza poderia haver cerca de 500 barracas, com aproximadamente 5 a 8 integrantes em cada uma. Está parecendo Porto Príncipe em sua destruição, mas sem a atenção que a capital atraiu. Não parece estar chegando ajuda a estas comunidades.

Junto à dor, antes comentada, existem muitos gestos de solidariedade. As religiosas da Madre Teresa improvisaram um pequeno hospital em uma casa que elas têm na periferia da cidade. Novamente, estão atendendo os doentes à intempérie, apenas cobertos por uma lona e sobre mesas e macas improvisadas. As pessoas, que não têm a quem recorrer, carregam seus doentes nos ombros às vezes por vários quilômetros. O transporte público é escasso e está saturado, impossível de introduzir um doente.

Os sinais de solidariedade da comunidade internacional estão começando a fluir, ainda que de maneira lenta. Esperamos que, a partir de amanhã, possamos ter elementos mais concretos sobre como se está mobilizando esta solidariedade.

sábado, 16 de janeiro de 2010

SOS HAITI - CAMPANHA DA CNBB

Haiti: situação muito dolorosa, diz secretário da CNBB

Dom Dimas Lara esteve no país em comitiva do governo brasileiro
BRASÍLIA, sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara, afirmou que o Haiti passa por uma “situação muito dolorosa” após o terremoto de terça-feira.

Dom Dimas falou à assessoria de imprensa da CNBB ao chegar a Brasília na madrugada de hoje, vindo da capital haitiana, em voo da Força Aérea Brasileira.

O bispo acompanhou a comitiva do ministro da defesa, Nelson Jobim. Dom Dimas expressou sua preocupação em dar apoio espiritual e humanitário às vítimas da tragédia, em especial aos soldados brasileiros em missão de paz no Haiti.

“O arcebispo de Porto Príncipe, dois bispos e centenas de religiosos morreram soterrados, e outras centenas estão desaparecidas no meios dos escombros. Em um sobrevoo pela capital, percebemos que a cidade está em ruínas”, disse Dom Dimas.

Segundo o secretário-geral da CNBB, vários militares brasileiros “só estão com a roupa do corpo, perderam tudo, pois até as condições das bases do Brasil foram seriamente danificadas, tamanha a força do terremoto”.

“Nesse momento eu gostaria de fazer uma homenagem aos nossos soldados. São uns verdadeiros heróis. Trabalhando incessantemente enquanto podem, inclusive chorando as perdas dos companheiros de farda”, disse.

SOS

A CNBB lançou a Campanha SOS Haiti. Em nota divulgada hoje, a presidência do organismo episcopal chama “todas as comunidades eclesiais, paróquias e dioceses a promoverem, no próximo domingo, dia 17, ou no dia 24 de janeiro, ou em outra data conveniente, orações e coletas em dinheiro para as vítimas do terremoto no Haiti”.

“Assim, nos unimos à campanha mundial promovida pela Caritas Internationalis em resposta ao apelo do papa Bento XVI”, afirma a nota.

As doações podem também ser depositadas nas contas: Banco do Brasil - Agência: 3475-4 - Conta Corrente: 23.969-0; Caixa Econômica Federal - OP: 003 - Agência: 1041 - Conta Corrente: 1132-1; Banco Bradesco - Agência: 0606 - Conta Corrente: 70.000-2.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Grande perda para todos nós


Descanso eterno dai-lhe, Senhor!

Expresso nessa jaculatória os mais sinceros sentimentos pela perda da Dr. Zilda Arns. Deus nos deu uma grande pessoa, que Ele a acolha no seu Reino. Fica a obra da nossa irmã Zilda Arns, que é obra e inspiração do Pai, a "Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa". Que o Senhor continue nos abençoando com pessoas maravilhosas, como foi Zilda e tantas outras.

A Luz perpétua ilumine! Descanse em paz. Amém.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Relações diplomáticas da Santa Sé - importante ler

Santa Sé mantém relações diplomáticas com 178 Estados


Avanços da diplomacia vaticana alcançados em 2009

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Atualmente, são 178 os Estados que têm relações diplomáticas plenas com a Santa Sé, segundo um comunicado publicado hoje pela Sala de Imprensa vaticana.

A eles é preciso acrescentar a União Europeia, a Soberana Ordem Militar de Malta e uma missão de caráter especial: a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Quanto a organizações internacionais, a Santa Sé está presente na ONU em qualidade de “Estado observador” e é membro de 7 organizações ou agências do sistema ONU, observador em outros 8 e membro ou observador em 5 organizações regionais.

O comunicado de hoje recorda os passos dados pela Santa Sé durante 2009 neste sentido.

Assim, recorda que, em 9 de dezembro de 2009, estabeleceu relações diplomáticas com a Federação Russa, no nível de nunciatura apostólica por parte da Santa Sé e de embaixada por parte da Federação Russa.

Este avanço foi comentado hoje pelo Papa em seu discurso ao Corpo Diplomático da Santa Sé, durante a tradicional audiência que se realiza todo começo de ano, no qual o Papa se refere à situação mundial.

“Há algumas semanas, a Santa Sé e a Federação da Rússia estabeleceram relações diplomáticas plenas, motivo este que me dá profunda satisfação”, afirmou.

O Vaticano e a ex-União Soviética já haviam estabelecido relações diplomáticas em 1990, após a queda do regime comunista, mas unicamente com simples escritórios de representação.

Além disso, durante 2009, concretamente no dia 12 de janeiro, a Santa Sé e a Land Schleswig-Holstein da Alemanha assinaram um acordo para regular a situação jurídica da Igreja Católica nessa região; o intercâmbio de instrumentos de ratificação desse acordo ocorreu no dia 27 de maio.

Por outro lado, no dia 5 de março foi feito o 4º acordo adicional à Convenção entre a Santa Sé e a Áustria para a regulação de relações patrimoniais; o intercâmbio da ratificação foi realizado no dia 14 de outubro.

No dia 10 de dezembro, procedeu-se ao intercâmbio de instrumentos de ratificação do acordo com o Brasil, assinado em 13 de novembro de 2008.

E no dia 17 de dezembro, concluiu uma nova convenção monetária entre o Estado da Cidade do Vaticano e a União Europeia, que substituiu a de 29 de dezembro de 2000 e entrou imediatamente em vigor.

Em seu discurso de hoje, Bento XVI também qualificou como “significativa” a recente visita que recebeu do presidente da República Socialista do Vietnã, “país caro ao meu coração, onde a Igreja está celebrando sua presença plurissecular com um Ano Jubilar”.

E acrescentou: “Neste espírito de abertura, recebi, ao longo do ano 2009, numerosas personalidades políticas vindas de diversos países; também eu visitei alguns deles, sendo minha intenção continuar, na medida do possível, a fazê-lo no futuro”.

Alegria da fé - Papa Bento XVI

O mundo necessita redescobrir a alegria da fé, afirma Papa

Ao batizar 14 recém-nascidos

CIDADE DO VATICANO, domingo, 10 de janeiro de 2010 (ZENIT.org) .- O mundo “que com frequência caminha tateando pelas trevas da dúvida”, necessita redescobrir a alegria da fé, disse Bento XVI neste domingo, ao batizar sete meninas e sete meninos na Capela Sistina.

Este “é um grande dia para estes recém-nascidos”, disse o Papa na homilia, interrompida algumas vezes pelo choro dos bebês.

"Com o Batismo” - afirmou – “participando da morte e ressurreição de Cristo, iniciam com Ele a alegre e emocionante aventura do discipulado", acrescentando ainda que “Também em nossos dias, a fé é um dom que deve ser redescoberto, cultivado e testemunhado".

Dirigindo-se aos presentes, em especial aos pais e padrinhos, o Papa expressou seu desejo de que "o Senhor conceda a cada um de nós a graça de viver a beleza e a alegria de sermos cristãos".

Assim, segundo ele, é possível introduzir os demais "na plenitude do compromisso com Cristo."

“O Batismo ilumina com a luz de Cristo, abre nossos olhos para Seu esplendor e nos introduz no mistério de Deus por meio da luz divina da fé”, acrescentou.

Referindo-se ao papel dos pais e padrinhos, disse: “devem comprometer-se a alimentar, com palavras e o testemunho de suas vidas, a chama de fé destas crianças, para que esta possa iluminar o mundo”, concluiu.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Festa do Batismo do Senhor


Neste final de semana a Igreja comemora a festa do Batismo do Senhor. Esta festa nos chama a refletirmos sobre a importância do Sacramento do Batismo, bem como nos faz recordar que fomos batizados em Cristo, e que precisamos cada dia dar testemunho da nossa fé. Ser um batizado significa ser de Cristo. Portanto, concluindo o ciclo do natal e iniciando um novo tempo da Igreja mergulhemos nas Palavras do Senhor e aprofundemos nossa fé.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O acidente-incidente com o Papa

Papa agradece agentes da Inspetoria do Vaticano


Ao recebê-los em audiência por ocasião do ano novo

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI agradeceu hoje aos agentes da Inspetoria de Segurança Pública do Vaticano pelo seu trabalho, que considera “particularmente importante para a missão do Papa”.

A tarefa dos agentes, afirma, “proporciona o clima de tranquila serenidade que permite aos que vêm visitar o centro da Cristandade a possibilidade de uma autêntica experiência religiosa, em contato com testemunhos fundamentais da fé cristã”.

Bento XVI agradeceu aos membros da Inspetoria “por este precioso serviço que prestais ao Papa e à Igreja. (...) Que o Senhor vos recompense pelos sacrifícios frequentemente escondidos em favor de tantos crentes e visitantes e na tutela da missão do Papa”.

“A cada um de vós é pedido compromisso e grande responsabilidade no cumprimento do dever, mas aos olhos da fé este deve constituir uma forma particular de servir o Senhor e quase ‘preparar-lhe o caminho’”, assegurou o pontífice aos presentes.

Este serviço é necessário “para que a experiência vivida no seio da cristandade represente para cada peregrino ou visitante uma ocasião particular para o encontro com o Senhor, que transforma a vida”.

Além disso, o Papa elogiou dos agentes a “prontidão e a sensibilidade de alma”, assim como a “fidelidade e a dedicação, junto aos notáveis sacrifícios que isso comporta”.

“Tenho certeza de que estes são fruto também da vossa fé e do vosso amor pela Igreja”, afirmou, assegurando-lhes que este trabalho os levará a ser “cada vez mais fortes e coerentes na fé e a não ter medo ou respeito humano ao manifestá-la”.

A Inspetoria de Segurança Pública do Vaticano conta com cerca de 150 agentes e, como todas as divisões da polícia estatal italiana, depende do Ministério do Interior.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Retomando nosso tema...

Retomo nosso assunto sobre o Direito Canônico. Já falei que meu intuito é divulgar e despertar a curiosidade para essa matéria, que aparentemente parece chata e cansativa. No entanto, cada dia mais se torna importante seu conhecimento. Trago hoje alguns destaques da Constituição Apostólica "Sacrae Disciplinae Leges", que foi escrito pelo Grande Papa João Paulo II. São pontos diretamente extraídos do documento esquematicamente organizados para uma melhor compreensão e amplidão, do que se propõe com o Código de Direito Canônico. Eis o esquema:

Constituição Apostólica “Sacrae Disciplinae Leges”


A Constituição que promulga o Codex nos traz um conteúdo rico e denso. Contudo, nos deixa claro qual a intenção de tal norma promulgada, seu objetivo, sua fonte de interpretação, sua conexão profunda com o Concílio Vaticano II e a influência do mesmo na reforma do Código.

No n. 1: a finalidade do direito é a mesma da Igreja; a íntima relação entre o Código e o Concílio Vaticano II (João XXIII – 25 de janeiro de 1959);

No n. 2: a pergunta sobre a necessidade da reforma vem do próprio Concílio que a desejou desde então (Concílio Vaticano II – princípios básicos do CIC); a reforma do Código atende ao princípio “Ecclesiae Bono”; o propósito único do Código é de restaurar a vida cristã; a natureza do Código é o espírito colegial;

No n. 3: o Código traz em si o espírito do Concílio; grande colaboração do Episcopado e peritos de todas as partes do mundo; figuras importantes na elaboração do Código já falecidos (p. ex. Cardeais Pedro Ciriaci e Péricles Felici); colaboradores vivos no momento da promulgação;

No n. 4: autoridade primacial do Papa (caráter) em emanar o Código, contudo, não se pode desconsiderar a colaboração colegial; fonte primária do Código – Antigo e Novo Testamentos;

No n. 5: a finalidade do Codex é criar na sociedade eclesial uma ordem, considerando tudo que faz parte da vida da Igreja, isto é, a fé, a graça, os carismas, e principalmente a caridade; instrumento indispensável na atividade da Igreja (núcleo essencial);

No n. 6: a característica do Código é ser complemento do magistério proposto pelo Concílio Vaticano II; elemento de “novidade” tanto no Codex quanto no Concílio; a imagem da Igreja presente no Codex; a dimensão ecumênica; o caráter de historicidade e fidelidade expressado no Código;

No n. 7: necessidade do Codex para a Igreja (corpo social e visível); a exigência de se observar as leias; o objetivo de que o Codex se torne instrumento eficaz, para adequar-se ao espírito do Concílio; exclusividade das normas (Igreja latina);

No n. 8: promulgação com força de lei; força obrigatória a partir do 1º. do Advento de 1983; observância sincera e de boa vontade das normas propostas, para que se promova a salvação das almas.

Fonte: cf. AAS 75 (1983-II), nn. VII-XIV.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Paz e respeito humano para 2010

A paz começa por um “olhar respeitoso”, diz Papa


Na homilia da missa do Dia Mundial da Paz

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- A paz começa por um olhar respeitoso, e as pessoas serão capazes de respeitar os outros e o meio ambiente se levarem em seu espírito um sentido pleno da vida, afirmou Bento XVI esta sexta-feira.

O Papa presidiu, na Basílica de São Pedro, esta manhã, a missa da solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, no 43º Dia Mundial da Paz.

O pontífice meditou sobre o mistério do rosto de Deus e do homem, enfocando “uma via privilegiada que conduz à paz”.

A paz, “de fato – disse o Papa –, começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião”.

“Mas quem, a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a ‘profundidade’ do rosto do homem?”

Na realidade –prosseguiu o pontífice –, “só se temos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou um inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.

Bento XVI acrescentou que “nossa percepção do mundo e, em particular, de nossos similares, depende essencialmente da presença em nós do Espírito de Deus”.

“É uma espécie de ‘ressonância’: quem tem o coração vazio, não percebe mais que imagens planas, privadas de esplendor.”

Em contrapartida – afirmou o pontífice –, “quanto mais estivermos habitados por Deus, seremos também mais sensíveis a sua presença no que nos cerca: em todas as criaturas, e especialmente nas outras pessoas, ainda que às vezes o rosto humano, marcado pela dureza da vida e do mal, possa resultar difícil de apreciar e de acolher como epifania de Deus”.

Segundo o Papa, “para nos reconhecermos e respeitarmos como realmente somos, quer dizer, irmãos, precisamos nos referir a um Pai comum, que nos ama a todos, apesar de nossos limites e nossos erros”.

Ao recordar este Dia Mundial da Paz, Bento XVI enfatizou que “a pessoa é capaz de respeitar as criaturas na medida em que leva em seu próprio espírito um sentido pleno da vida”.

“De outro modo – prosseguiu – será levada a depreciar a si mesmo e ao que a cerca, a não ter respeito pelo entorno em que vive, pelo criado.”

“Se a pessoa se degrada, degrada-se o entorno em que vive; se a cultura tende a um niilismo, se não teórico, prático, a natureza não poderá não pagar as consequências disso”, afirmou Bento XVI.