domingo, 7 de fevereiro de 2010

O problema da eutanasia

Bento XVI: a eutanásia mina a própria concepção de vida






Pede aos bispos escoceses que não cedam terreno sobre os princípios da Igreja







CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org). – Bento XVI pediu nesta sexta-feira aos bispos escoceses que defendam fielmente o Magistério da Igreja sobre a sacralidade da vida humana, especialmente no atual debate sobre a eutanásia e a manipulação de embriões.



Recebendo em visita "ad Limina" os onze bispos que constituem a Conferência Episcopal da Escócia, o Papa os advertiu contra a tentação de ceder nestas questões.



“Se o ensinamento da Igreja for comprometido, mesmo que ligeiramente, em uma dessas questões, então se tornará difícil defender a plenitude da doutrina católica de forma integral", disse-lhes ele.



Neste sentido, pediu aos prelados um compromisso de “envolver-se fortemente com os desafios apresentados pela crescente onda de secularismo que acomete seu país", em especial sobre a questão da eutanásia.



“O apoio à eutanásia atinge o âmago da concepção cristã de dignidade da vida humana”, afirmou o Papa.



Ele se referiu também à questão da biotecnologia. Afirmou que "os recentes desenvolvimentos no campo da ética médica e algumas práticas defendidas no campo da embriologia são motivo de preocupação".



Os bispos “devem continuamente exortar os fiéis a uma plena fidelidade ao Magistério da Igreja, sustentando e defendendo, ao mesmo tempo, o direito da Igreja de viver livremente na sociedade segundo suas próprias convicções".



Ao mesmo tempo, pediu que as posições da Igreja sejam apresentadas de forma positiva, como uma "mensagem de esperança", para que não sejam tomadas" como uma série de proibições e as posições retrógradas”.



Na verdade, a posição da Igreja é “criativa e promotora da vida”, “voltada para a mais plena realização do enorme potencial para o bem e para a felicidade que Deus dotou cada um de nós”.



“A Igreja oferece ao mundo uma visão positiva e inspiradora da vida humana, a beleza do matrimônio e da alegria da paternidade” - constatou . “Estando enraizada no amor infinito de Deus, transforma e enobrece a todos nós, abrindo nossos olhos para que reconheçamos e amemos a Sua imagem em nosso próximo”, concluiu.

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