sábado, 20 de fevereiro de 2010

Quaresma...tempo de reflexão (parte 2)

Num tempo de barulho e palavreado, atitude de escuta e silêncio na Quaresma

Mensagem de Dom António Vitalino para este tempo litúrgico
BEJA, sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana do episcopado português, Dom António Vitalino, pede aos fiéis que acrescentem às práticas tradicionais da Quaresma uma atitude de escuta e o silêncio.
Em mensagem para este tempo litúrgico, divulgada nesta sexta-feira, o bispo recorda que, “tradicionalmente e desde os tempos evangélicos, a Igreja recomenda durante a Quaresma a intensificação de três práticas significativas da seriedade do processo de conversão: a oração, o jejum e a esmola”.
“Esta trilogia, assumida livremente por amor a Cristo e aos irmãos mais carenciados, mantém o seu valor em ordem à nossa configuração a Cristo e ao nosso empenho solidário com todos os que sofrem.”
“Sentindo na nossa pele o sofrimento de Cristo e dos injustiçados deste mundo, crescemos na nossa identidade humana e cristã”, afirma.
Segundo o bispo, estas práticas quaresmais “nos ajudam a preparar-nos também para a nossa Páscoa, a nossa passagem duma vida efêmera, centrada em nós mesmos, para a plenitude da vida na caridade”.
No entanto, Dom António Vitalino pede que os católicos acrescentem a essas três práticas “a atitude de escuta e o silêncio, que fazem parte da oração autêntica, por muitos entendida apenas como vocal, de petição, e menos de admiração e contemplação do mistério de Deus e da vida”.
“Vivemos num tempo de barulho, de palavreado, de demagogia, de processos infindáveis, em que os sofismas das palavras procuram escamotear e ocultar os fatos, criando realidades virtuais contra as vítimas reais”, assinala.
“Precisamos de escutar os outros, sobretudo as vítimas, os que sofrem, as crianças e mães maltratadas, os pais de família desempregados, as vítimas do tráfico laboral, sexual e de órgãos.”
De acordo com o bispo, a oração da Igreja “ajuda-nos a cultivar estas atitudes de escuta, sensibilidade e compaixão com aqueles que continuam no presente a Paixão de Jesus, mas a quem falta a capacidade de oferta e doação manifestadas por Cristo”.
“Precisam de Cireneus que os ajudam a levar a cruz. Nesta companhia solidária contribuímos para realizar a justiça na sua plenitude”, afirma.

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