sábado, 27 de março de 2010

Rezemos pelo Papa e Igreja

Vaticano: New York Times publica especulações contra o Papa

Santa Sé e arquidiocese de Munique desmentem as acusações
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de março de 2010 (ZENIT.org).- As novas acusações do New York Times contra Bento XVI não passam de “mera especulação”, esclarece a Santa Sé, confirmando que o Papa é alheio à reintegração pastoral na arquidiocese de Munique de um sacerdote condenado por atos de pederastia.
O jornal nova-iorquino repetiu hoje, em um artigo, informações publicadas pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung (cf. ZENIT, 12 de março de 2010), nas quais se acusava o cardeal Joseph Ratzinger de ter designado o sacerdote conhecido como “H.” à assistência pastoral em uma paróquia de Munique, sem nenhum limite.
Este é o segundo artigo consecutivo publicado pelo New York Times com o objetivo de atacar Bento XVI diretamente. Ambos os artigos foram categoricamente desmentidos pelo Vaticano.
Hoje, o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, referiu-se a um novo comunicado da arquidiocese bávara no qual se repete que o cardeal Ratzinger não teve participação alguma na decisão de reintegrar pastoralmente este sacerdote; tal decisão foi tomada pelo então vigário-geral, Gerhard Gruber, que assumiu plena responsabilidade por ela.
Segundo a arquidiocese, Ratzinger havia se limitado a acolher o presbítero na própria arquidiocese; ele chegou da diocese de Essen, em janeiro de 1980, para ser submetido à psicoterapia em Munique, devido aos seus transtornos sexuais, e precisava de uma residência.
“Mais especulações” é o título da breve nota na qual o L’Osservatore Romano informa sobre esta questão, em sua edição italiana de amanhã.
Segundo as informações da arquidiocese de Munique, apresentadas pelo Pe. Lombardi aos jornalistas, que no Vaticano solicitaram um esclarecimento hoje, “o artigo do New York Times não contém nenhuma nova informação, além das que a diocese já comunicou sobre os conhecimentos do então arcebispo acerca da situação do sacerdote H.”.
“A arquidiocese confirma, portanto, sua suposição segundo a qual o então arcebispo não conhecia a decisão de reinserir o sacerdote H. na atividade pastoral paroquial – prossegue o comunicado. A arquidiocese desmente qualquer outra versão, considerando-a mera especulação.”
“O então vigário geral, Dom Gerhard Gruber, assumiu plena responsabilidade na decisão, própria e equivocada, de reinserir H. na pastoral da paróquia”, conclui a arquidiocese de Munique.

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