sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lançamento do meu livro

Bom dia a todos e todas que acompanham o blog. Convido vocês para o lançamento do meu livro. Vou lançar em lugares diferentes das nossas paróquias da região metropolitana do Recife. Vejam as datas e os locais. O que for mais conveniente pra você será pra mim também. Porém, espero ver todos. Aqui estão:

LANÇAMENTO DO LIVRO PODE OU NÃO PODE?:


- 07 de maio: Missa de abertura da Festa da Padroeira, às 19h. Lançamento após a missa no salão paroquial (Paulista - PE)


- 22 de maio: Missa na Paróquia de Pio X, às 19h. Lançamento após a missa no salão paroquial (Camaragibe - PE)

- 29 de maio: Missa na Paróquia de N. Sra. do Rosário, às 19h. Lançamento após a missa no salão paroquial (Cruz de Rebouças - Igarassú - PE)

Aguardo todos vocês.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Visita do Papa à Portugal

Milhares de crianças e jovens acompanharão Papa em Portugal

LISBOA, quinta-feira, 29 de abril de 2010 (ZENIT.org).- As crianças, adolescentes e jovens inscritos nas iniciativas que a Pastoral Juvenil de Lisboa organiza para acompanhar Bento XVI em Portugal já são mais de 10.500.



Segundo informa o portal oficial da visita, http://www.bentoxviportugal.pt/, até quarta-feira estavam registados no site «Eu Acredito» 3395 jovens, a que se juntam cerca 2200 outros inscritos através do Secretariado Diocesano de Ensino Religioso (SDER) do Patriarcado. As inscrições prosseguem até 2 de maio.



As inscrições de crianças das Catequeses e das Escolas Católicas ultrapassam as 5000, segundo a organização.



O programa de acompanhamento de crianças, jovens e adolescentes começa às 14h30 de 11 de Maio, com uma concentração ao fundo Parque Eduardo VII.



É nesse espaço que vai ser distribuída uma t-shirt aos participantes inscritos e onde serão dadas as indicações para a marcha até ao Terreiro do Paço (Praça do Comércio), que ocorre entre as 15h30 e as 16h30.



No fim na missa, que começa às 18h15, os jovens iniciam o trajeto até à Nunciatura Apostólica, de onde vão dar a “Boa Noite ao Papa” entre as 21h20 e as 22h15, na esperança de que Bento XVI dirija algumas palavras a partir da janela da embaixada do Vaticano.



No dia 12, às 7h00, os participantes partem de automóvel para Mira d’Aire, e a partir das 10h iniciam a peregrinação a pé para Fátima, em conjunto com jovens de outras dioceses do país.



O programa termina a 13 de Maio com a missa presidida por Bento XVI no Santuário, com o regresso a Lisboa marcado para as 14h.



O site “Eu Acredito” possibilita aos jovens de todo o país e do estrangeiro a inscrição em todas as atividades ou em parte delas.



Internet



O Twitter é a nova realidade que a preparação da visita do Papa Bento XVI a Portugal quis lançar. Basta carregar em http://twitter.com/bentoxvi_pt.



Nela se podem encontrar todas as notícias relacionadas com Bento XVI e as principais curiosidades sobre o seu pensamento.



Todos os dias será colocado um pensamento de Bento XVI sobre temas relacionados com a atualidade: a questão europeia, as questões fraturantes, quem é Deus, o que é o amor, o que pensa o Papa do Pecado, o que é a confissão.



Também foi lançada a página da visita do Papa no Facebook: http://www.facebook.com/home.php?#!/event.php?eid=111487195535141&ref=ts

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Catequese do Papa Bento XVI - site do Vaticano (28/04)

Sintesi della catechesi in lingua portoghese

Queridos irmãos e irmãs,
Houve dois santos sacerdotes no século dezenove que viveram o seu ministério na dedicação total aos mais pobres. A raiz profunda e a fonte inexaurível da sua atividade estavam na sua relação com Deus, conscientes de que não existe caridade sem viver em Cristo e na Igreja. O primeiro, São Leonardo Murialdo, experimentou a Misericórdia de Deus após uma crise existencial e espiritual na adolescência, e sentiu-se chamado ao sacerdócio, dedicando-se à juventude mais abandonada. Sabendo que a missão do sacerdote é "continuar a obra da redenção, a grande obra de Jesus", não cessava de recordar a si mesmo e aos seus confrades a coerência com o sacramento recebido. O segundo, São José Cottolengo, foi chamado para dar os últimos sacramentos a uma jovem mulher grávida que morria por falta de cuidados adequados. Foi um sinal de Deus no seu caminho que o transformou: doravante será "o ajudante da divina Providência" ao serviço dos mais necessitados. Nascia, assim, a Pequena Casa da Divina Providência, cujo coração pulsante eram os mosteiros de religiosas contemplativas que ele fundara.



Uma saudação cordial aos peregrinos vindos do Brasil e demais países de língua portuguesa, contando com as vossas orações por todos os sacerdotes para que se dediquem sempre com mais generosidade a Deus e ao rebanho a eles confiado. E que Deus vos abençoe a vós e as vossas famílias. Ide em paz!
[00586-06.01] [Texto original: Português]

terça-feira, 27 de abril de 2010

Programa da viagem do Papa a Portugal

Programa da visita do Papa a Fátima disponível para os peregrinos

FÁTIMA, terça-feira, 27 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Fátima vai acolher Bento XVI como peregrino de Nossa Senhora entre 12 e 14 de Maio.



O programa oficial com todas as atividades de Bento XVI em Portugal, e em Fátima, foi tornado público pelo Vaticano a 25 de Março.



No entanto, o Santuário anuncia agora no cartaz do mês de Maio, já disponível no site oficial do Santuário na Internet http://www.fatima.pt/portal/index.php?id=2712, todo o programa da Peregrinação, incluindo os momentos em que o Santo Padre estará presente.



Embora sem grandes alterações relativamente ao programa habitual proposto aos peregrinos para os dias da Peregrinação Aniversária de Maio, mas tendo em conta a presença do Papa, o Santuário procedeu a alguns pequenos ajustes nos horários das celebrações, em especial no dia 12.



Habitualmente, a 12 de Maio celebra-se, no Recinto, às 16:30, uma Missa, com a participação dos doentes, seguida de procissão Eucarística, e às 18:30 decorre, na Capelinha das Aparições, o início oficial da Peregrinação, com a saudação a Nossa Senhora e aos peregrinos.



No próximo mês de Maio, para a tarde do dia 12, está marcada, para as 16:00, uma procissão Eucarística, no Recinto, e, às 17:30, a chegada do Santo Padre à Capelinha das Aparições e o início oficial da Peregrinação Internacional Aniversária.



Na internet: http://www.fatima.pt/

domingo, 25 de abril de 2010

Quarto Domingo da Páscoa - meditação

Evangelho do domingo: como pastor bom

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, quinta-feira, 22 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste 4º domingo da Páscoa (Jo 10,27-30).
O Bom Pastor era uma imagem próxima para aqueles ouvintes de Jesus, tão acostumados ao pastoreio, tanto em sua vida nômade como na assentada. Mas aquela parábola era quase uma crônica autobiográfica de Jesus em relação àquelas pessoas: não ser estranho nem estranhar-se, dar vida e dar-se na vida, até dar a alma antes que alguém possa tirá-las das suas mãos. Aqui se desenhava o estupor diante de Jesus, experimentado por aqueles que ouviam sua voz e já não deixariam de reconhecê-la, permanecendo junto a Ele.



Nessa convivência com Jesus, rapidamente se entendia seu "segredo". E consistia em que esse Mestre não estava órfão: tinha um Pai, em cujas mãos Jesus cuidava das suas ovelhas; e delas ninguém poderia arrebatá-las. Jesus, o Pai, nós. O Pastor, o rebanho, as ovelhas. Como na metáfora do Evangelho e como na vida de cada dia.



Em nosso mundo, existem tantas vozes de pessoas que se oferecem para "cuidar" de nós e velar pelas nossas mil "seguranças"... Mas a pessoa acaba suspeitando de tanto favor "desinteressado", quando no fundo acaba ficando à intempérie, carregada de avisos, de normas, de recortes, de interesses e controles, de ameaças... E esses "cuidadores", com pouco coração, buscam talvez somente que compremos sua marca, votemos em seu partido, apoiemos seu negócio. O bom Pastor não tinha nenhum desses preços, porque para Ele, dar a vida é algo que se faz gratuitamente, por amor.



Não obstante, aquele Bom Pastor não ficou lá, há dois mil anos. Ele prometeu sua presença e proximidade até o final dos tempos. Seremos "ovelhas" desse tão Bom Pastor se também nós ouvirmos a sua voz, palparmos sua vida de doação e as mãos do Pai, das quais ninguém poderá nos tirar.



Na medida em que permanecemos nesse Bom Pastor, nosso coração cresce e se vê rodeado de uma paz que não engana, de uma esperança sem traição. Temos necessidade de pastores que nos recordem as atitudes do Bom Pastor, e devemos pedir ao Senhor que nos abençoe com muitos e santos sacerdotes, segundo o coração de Deus.



Mas cada um, a partir da vocação que tiver recebido, deve testemunhar o que supõe a companhia de tão Bom Pastor: deixar-se pastorear é deixar-se conduzir rumo ao destino feliz para o qual fomos criados, para que aquilo que Ele nos prometeu continue se cumprindo, e isso encha de alegria nosso coração, dessa alegria da Páscoa, que, como as ovelhas de Jesus, nas mãos do Pai, ninguém poderá nos roubar.

sábado, 24 de abril de 2010

China e a Igreja

Não sei se muitos daqueles que frequentam esse blog ouviu falar do problema que a Igreja passa na China. Há uma igreja católica, dita oficial, e outra Igreja Católica considerada clandestina. Vamos tentar esclarecer uma e outra rapidamente. O que chamei de dita oficial, porque não há uma ligação direta com o Papa. Ou seja, a China em seu tipo de governo considera uma interferência direta no país as nomeações dos Bispos católicos feita pelo Papa. E isso ela não aceita nem estava querendo aceitar. Por conta disso, foi "criada" uma Igreja católica, chamada oficial, cujo autoridade maior é o chefe da China. Ele nomeia os bispos etc. E a Igreja católica, que é chamada de clandestina? Como o próprio nome diz não é reconhecida oficialmente pelo governo, e seus membros são perseguidos. Há uma briga entre os membros cristãos católicos dessas duas realidades? Não sei informar com precisão, mas do pouco que ouvi falar e de ler não há conflitos, pois com certeza os cristãos querem viver em paz. O Papa escreveu, inclusive, uma carta endereçada aos cristãos chineses ( http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2007/documents/hf_ben-xvi_let_20070527_china_po.html )na esperança de que tudo possa ser resolvido, e a presença da Igreja seja fecunda naquele país. Nesses dias estamos presenciando aos poucos uma abertura do governo chinês e sua compreensão maior do papel da Igreja na construção de um mundo de paz e justiça ( http://www.zenit.org/article-24689?l=portuguese ). Nesses dias foram ordenados alguns bispos, que foram reconhecidos oficialmente pela Igreja. Isso é muito importante para todos nós. Unamo-nos em oração ao povo chinês, para que eles possam viver sua fé livremente e testemunhá-la naquele imenso país.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lançamento do meu primeiro livro

Para todos que acompanham o meu blog, gostaria de avisar que já lancei meu livro. Deve estar chegando nas livrarias católicas. Se não encontrarem peçam aos responsáveis da loja para providenciarem. Vou lançar também em algumas paróquias. Depois falo os dias. Coloco o link para maiores informações.

http://www.loyola.com.br/livraria/detalhes.aspx?COD=12971

Igreja e meios de comunicação

Igreja reflete sobre sua presença nos novos meios de comunicação

Roma acolhe o congresso “Testemunhas digitais”, de 22 a 24 de abril
ROMA, quinta-feira, 22 de abril de 2010 (ZENIT.org).- A Igreja na Itália prossegue seu caminho de reflexão sobre sua presença no mundo dos novos meios de comunicação.Este itinerário começou em 2002, com o congresso "Parábolas mediáticas", e continua agora, com o congresso "Testemunhas digitais. Rostos e linguagens da era da crossmedia" (Testimoni digitali. Volti e linguaggi nell'era crossmediale), que está sendo realizado em Roma de 22 a 24 de abril.



Frente às rápidas e contínuas transformações de uma rede que chega a modelar cada vez mais nossa forma de informar-nos e comunicar-nos, a Igreja se pergunta sobre o potencial que o "continente digital" oferece também ao anúncio do Evangelho.



O encontro é promovido pela Comissão Episcopal para a Cultura e as Comunicações Sociais e organizado por diversos organismos ligados à Conferência Episcopal Italiana (CEI).



Entre as personalidades que intervirão no congresso, destacam-se: Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé; o fundador e diretor do Media Lab del Massachusetts Institute of Technology, Nicholas Negroponte; e o presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, o arcebispo Claudio Maria Celli.



O congresso concluirá com um discurso do Papa Bento XVI.



"Estamos em uma nova condição midiática, em um mundo interconectado, no qual os meios de comunicação já não são instrumentos, mas fatores do ambiente", disse o secretário-geral da CEI, Dom Mariano Crociata, em uma coletiva de imprensa para apresentar o congresso.



Por outro lado, o porta-voz da CEI, Dom Domenico Pompili, declarou que o congresso "não pretende seguir modas tecnológicas, mas se interroga sobre a maneira como a rede muda nossa forma de viver e de pensar".



A professora de Sociologia e Antropologia da Universidade Católica de Milão, Chiara Giaccardi, explicou que, para os jovens que moram nas grandes cidades, "o espaço digital se converte em uma oportunidade para alimentar relações que, de outra forma, não poderiam ser cultivadas".



Esta especialista apresentará, no congresso, a pesquisa "Relações comunicativas e afetivas dos jovens no cenário digital" (Relazioni comunicative e affettive dei giovani nello scenario digitale).



No site do congresso (www.testimonidigitali.it), é possível acompanhar ao vivo as sessões de trabalho e acessar, na seção de documentos, os materiais dos trabalhos.



Também é possível ingressar em uma community sobre temas relacionados à evolução dos meios de comunicação.



Além disso, serão publicados comentários e reações em um Talk Blog dirigido por jornalistas, professores e especialistas, e haverá links específicos também no YouTube e na comunidade aNobii.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

"Eu sou o pão da vida" - Jo 6,35

Nesse tempo pascal a liturgia evidencia o Evangelho de São João, onde Jesus faz fortes afirmações. "EU SOU" é o que muitas vezes iremos escutar nesse tempo de Ressurreição. "Eu sou o pão vida" é mais uma dessas afirmações fortes e profundas que o Senhor Jesus diz no Evangelho joanino. Na homilia semanal junto à uma comunidade que celebro fiz justamente essa pergunta: o que quer dizer essa afirmação para nós? Qual o seu significado? Eu sei falar algo sobre isso? Muitas vezes escutamos as pessoas falarem que não sabem muita coisa ou quase nada de sua fé, da eucaristia, dos sacramentos etc. Será mesmo verdade isso? Será que você sabe muito pouco sobre sua fé? Ou será que há uma preguiça mental? Ou será que você acha que ter fé não tem nada a ver com conhecimento, com informação ou formação? Estamos acostumados a ver na Igreja em sua grande maioria pessoas já de idade. Tais pessoas quando perguntadas, por conta do peso da vida, dizem não saber de nada, no entanto, elas são seguras e firmes em sua fé cristã. E você que acha que elas não sabem nada de fé, e são como "maria vai com as outras", então começa a criticar e entrar em crise, mas ao mesmo tempo não se esforça também para pensar em sua fé e se esforçar para compreender que você também deve ter algo que sabe ou que talvez precise saber mais e mais. Portanto, ou em um ou em outro caso nunca é tarde para aprender, para compreender e para aprofundar sua fé. Todos nós precisamos pedir ao Espírito Santo, que reforce a nossa fé. Pedir não significa ficarmos sentados esperando, mas irmos ao encontro do Cristo Senhor, abrirmos nosso coração para Ele entrar. Com certeza Ele nos ensinará tudo o que precisamos.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Catequese do Papa Bento XVI - site do Vaticano

Sintesi della catechesi in lingua portoghese


Queridos irmãos e irmãs,




No sábado e domingo passados, Deus concedeu-me poder visitar Malta que celebra os mil novecentos e cinquenta anos do naufrágio de São Paulo nas suas costas e os sucessivos três meses de permanência evangelizadora do Apóstolo na ilha. Assim nasceu uma comunidade cristã fiel ao Evangelho que se esforça por conjugá-lo com as complexas questões do nosso tempo. Sinal disso é, por exemplo, o facto de o povo maltês se manter firme no respeito pela vida nascitura e pela sacralidade do matrimónio, decidindo não introduzir o aborto nem o divórcio no ordenamento jurídico do País. Com um vivo sentido de Deus e da Igreja, muitos jovens abraçam o chamamento de Jesus para ser presbíteros, aceitando partir para terras distantes a exemplo de São Paulo que levara o Evangelho aonde não tinha ainda chegado.



Amados peregrinos brasileiros de Curitiba e do Estado de São Paulo, quis partilhar convosco esta experiência que vivi com a Igreja de Malta e Gozo, na esperança de contar com a vossa oração e solidariedade por eles. Assim me ajudareis a levar o peso da missão que o Senhor há cinco anos me confiou. Nesta comunhão de sentimentos, vos agradeço e formulo votos de felicidades para vossas famílias e comunidades cristãs, e a todos abençoo.



[00556-06.01] [Texto original: Português]

terça-feira, 20 de abril de 2010

Visita à Malta do Papa superou as expectativas

Visita do Papa a Malta supera todas as expectativas

Metade da população viu Bento XVI
CIDADE DO VATICANO, segunda, 19 de abril de 2010 (ZENIT.org). – A metade da população do arquipélago de Malta saiu ao encontro de Bento XVI durante sua visita apostólica, um dado que permite compreender o efeito desta que foi sua décima quarta viajem internacional.



Em seu regresso a Roma, padre Federico Lombardi S.J,. diretor do Escritório de Informação da Santa Sé fez o seguinte balanço: “certamente foi sumamente positivo (...) diria que superou as expectativas dos organizadores malteses. Isto porque o calor da resposta, a quantidade espontânea de pessoas pelas ruas, todas tão alegres e cheias de entusiasmo, foi algo que impressionou profundamente”.



Dos cerca de 400 mil habitantes de Malta, estima-se que 200 mil estiveram presentes nas ruas para ver o Papa.



O padre Lombardi, falando aos microfones da Rádio Vaticana, atribuiu esta extraordinária participação às “raízes cristãs” do povo maltês e a sua “grande tradição católica”, que “se manifestou espontâneamente.



Com respeito ao encontro do Papa com vítimas de abuso sexual, ocorrido na Nunciatura Apostólica no domingo, padre Lombardi revelou que “a reunião foi muito simples”, “discreta” e “distante do barulho dos meios de comunicação”. Constituiu um “momento de oração”, seguido pela “escuta atenta por parte do Papa das palavras que estas pessoas queriam dizer, tudo o que sentiam em seus corações e queriam dizer ao Papa na condição de pastor e pai”.



“As respostas foram simples, muito espontâneas, compartilhando a dor, a oração, o alento e a esperança que o Papa podia transmitir a cada uma delas”. “É importante que este tenha sido um encontro no qual cada um pôde expressar o que sentia ao Papa, pois se tratava de curar feridas íntimas e muito profundas”.



“Parece-me que os testemunhos destes participantes, que quiseram falar de modo livre, foram sumamente positivos. Eu, que estava presente, pude ver que o clima era de profunda comoção, mas também muito sereno e pleno de esperança, de cura e de reconciliação”.



O diretor do “L'Osservatore Romano”, Giovanni Maria Vian, disse que “neste processo incessante de purificação, a Igreja de Roma é chamada a servir de exemplo, e é isto o que está fazendo seu bispo, desde o dia em que foi eleito como sucessor de Pedro”.



“Por esse motivo, também em Malta, Bento XVI indicou um caminho para seus fiéis e para o mundo, ao encontrar-se com as vítimas”, afirmou. “Para declarar sua vergonha e sua dor, e para assegurar que todo o possível está sendo feito para que a justiça seja estabelecida”.

Novo modo de pensar nos EUA

Pesquisa nos EUA mostra que pais querem menos sexo e drogas na TV

Estudo evidencia esforço para controlar ao que as crianças assistem
WASHINGTON, segunda-feira, 19 de abril de 2010 (ZENIT.org). – Um pesquisa recentemente divulgada nos EUA mostra que os pais estão preocupados com o que seus filhos assistem na televisão e querem mais ajuda para controlar a quantidade de sexo, violência e drogas nos programas a que as crianças assistem.



Estes foram os resultados de uma pesquisa que envolveu 500 pais de família, encomendada pela Conferência Episcopal do país.



Mais de 80% dos entrevistados disseram desejar um maior controle sobre os meios de comunicação, que mostram violência, sexo, consumo de drogas e álcool e linguagem censurável. Houve uma preocupação especial em destacar a necessidade de controle sobre cenas de abuso de álcool e consumo de drogas ilegais, uma vez que estes temas não costumam ser levados em consideração nas classificações.



Cerca de dois terços dos pais afirmaram acreditar que os controles seriam melhor empregados se contassem com os seguintes três fatores: uma melhor compreensão de como utilizar os controles, a capacidade de bloquear anúncios publicitários que considerassem inapropriados, e uma maior disponibilidade de produtos de multimídia dotados de sistemas de controle parental.



Os pais pediram ainda que a indústria de mídia os ajude a proteger as crianças, com três quartos dos entrevistados dizendo que a indústria poderia fazer mais neste sentido. 58% dos pais declararam esperar que o governo atue na questão.



Com base na pesquisa, especialistas da Conferência Episcopal propuseram uma série de recomendações.



Pedem que “haja uma ampliação dos sistemas de classificação de conteúdo, para que sejam inclusos não apenas conteúdo violento, sexual ou de linguagem chula, mas também o consumo de drogas ilegais, o abuso de álcool e o tabagismo, instando “os políticos e organismos de radiodifusão a desenvolverem recurso para capacitar os pais e demais espectadores a bloquearem anúncios de televisão não desejados, e a apoiarem iniciativas que promovam uma melhor utilização dos controles parentais na televisão”.



Dom Gabino Zavala, presidente da Comissão Episcopal para as Comunicações, assinalou que “a transição para a televisão digital oferece uma excelente oportunidade para dar às crianças uma proteção adicional”.



Mais informações no site (em inglês): www.usccb.org/comm/Parents-Hopes-Concerns-Impact-Media-on-Children.pdf

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aniversário do Papa Bento XVI - 5 anos de Papado

Os primeiros 5 anos de Bento XVI

“Um humilde trabalhador da vinha do Senhor”
Por Carmen Elena Villa
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 19 de abril de 2010 (ZENIT.org) "Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais me elegeram. Um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor": estas foram as primeiras palavras do então recém-eleito pontífice Bento XVI, quando, às 18h de Roma, a Capela Sistina deixou ver a fumaça branca, para que o cardeal chileno Jorge Arturo Medina Estevez pronunciasse as duas palavras mais esperadas nesse então pela opinião pública: "Habemus papam".



Era o terceiro conclave do qual participava Joseph Ratzinger, que foi elevado a cardeal por Paulo VI, em 1977. Durante 24 anos, serviu a Igreja como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.



Este grande humanista tem o recorde, entre todos os pontífices, de quem mais livros escreveu antes de subir ao trono de Pedro: são 142 obras publicadas que apresentam sua rica teologia e espiritualidade, caracterizada por explicar, em uma linguagem muito simples, os grandes mistérios da fé que podem ser entendidos em um interessante diálogo com a luz natural da razão.



Com características profundamente humanas, Bento XVI gosta de gatos, toca piano e seu compositor favorito é Mozart. Seus pais se chamavam José e Maria. É irmão do também sacerdote George Ratzinger; juntos, eles receberam o sacramento da Ordem, em 1951.



Seus ensinamentos



Depois de ter terminado o tema dos salmos, que o Papa João Paulo II havia iniciado nas catequeses das quartas-feiras, Bento XVI começou a falar sobre um tema que para ele sempre foi fundamental: a tradição do cristianismo e o pensamento dos primeiros séculos. Por isso, dedicou várias das audiências a falar de cada um dos apóstolos, de acordo com as Sagradas Escrituras e a Tradição. Depois, quis aprofundar nos padres da Igreja, mostrando quão atual é seu pensamento.



Bento XVI instituiu dois anos temáticos para ressaltar personagens e aspectos particulares do cristianismo: o primeiro foi o Ano Paulino, para comemorar os dois mil anos do nascimento de São Paulo. Sua inauguração e encerramento aconteceram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, onde, segundo a Tradição, jazem os restos do Apóstolo dos Gentios. Também dedicou várias de suas catequeses a este importante apóstolo, que se converteu ao cristianismo depois de ter perseguido a Igreja.



Igualmente, o Pontífice quis dedicar um ano aos sacerdotes, o qual será encerrado no próximo mês de junho. Dessa maneira, quis comemorar os 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Santo Cura de Ars, padroeiro dos párocos.



Em seu pontificado, escreveu o livro "Jesus de Nazaré", em qualidade de teólogo, não de Papa. Em sua obra, ele mostra a pessoa de Jesus Cristo como Filho de Deus, totalmente obediente ao Pai, sem perder uma só característica da sua humanidade. Espera-se, para o final deste ano, a publicação da segunda parte desta importante obra cristológica.



Três encíclicas evidenciaram seu incrível talento intelectual ao serviço da fé. A primeira foi Deus caritas est (fevereiro de 2006), dividida em duas partes: no início, recorda alguns pontos essenciais sobre o amor de Deus; depois, busca concretizar esse amor na entrega ao próximo.



Depois veio a encíclica Spe salvi (novembro de 2007), na qual assegura que, graças à esperança, o homem pode enfrentar o presente, por mais difícil que possa ser. Exortas as pessoas a terem sempre sua meta no que é eterno.



E na Caritas in veritate (julho de 2009), fala sobre a caridade baseada sempre na verdade, como caminho para o verdadeiro desenvolvimento. Bento XVI quis, nesta carta, prestar uma homenagem ao seu predecessor, Paulo VI, e à encíclica Populorum Progressio, publicada em 1967.



Beatificações e canonizações



Nestes 5 anos de pontificado, Bento XVI proclamou 516 beatos; as beatificações começaram a ser celebradas na diocese dos beatos e presididas por um arcebispo, em representação do Papa (em geral, Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos).



O Papa também canonizou 28 novos santos, entre eles o sacerdote belga Damião de Veuster (1840-1889), o "apóstolo dos leprosos". Em outubro deste ano, canonizará também a primeira australiana, Madre Mary Mackillop (1842 - 1909), cofundadora das Religiosas de São José.



Fatos sem precedentes



Algumas publicações e pronunciamentos de Bento XVI fizeram história, entre eles a Anglicanorum coetibus (publicada em novembro de 2009), que institui ordinariados pessoais para permitir a outro credo que entre em comunhão com a Igreja Católica.



Durante estes cinco anos, ele visitou três sinagogas (em Colônia, Nova York e Roma), três mesquitas (em Istambul, Aman e Jerusalém) e teve um encontro com a comunidade islâmica de Roma, ao concluir o fórum católico-muçulmano de novembro de 2008.



Outra publicação sem precedentes foi a carta pastoral aos católicos da Irlanda, devido aos casos de abuso sexual a menores por parte do clero; tal documento foi resultado de uma reunião do Papa com os bispos irlandeses para examinar os casos, suas causas e medidas para que estes fatos não se repitam.



Peregrino



Dentre suas viagens fora da Itália, a primeira foi à Alemanha, onde presidiu a Jornada Mundial da Juventude de Colônia.



Também visitou a Polônia (maio de 2006), onde orou no campo de concentração de Auschwitz. Em julho do mesmo ano, participou, em Valência, do Encontro Mundial das Famílias e, em setembro, voltou à Alemanha e visitou Munique, Altötting e Ratisbona. Em dezembro, este na Turquia, onde se encontrou com o patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I.



Sua primeira viagem à América Latina foi ao Brasil (maio de 2007), onde inaugurou a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida. Em setembro, viajou à Áustria, para celebrar os 850 anos da fundação do Santuário de Mariazell.



Esteve nos Estados Unidos em abril de 2008, para celebrar os 200 anos de arquidiocese metropolitana de Baltimore, fato que trouxe o nascimento de outras quatro dioceses: Nova York, Filadélfia, Boston e Louisville. Lá também se encontrou com judeus e com outras denominações cristãs do país.



Em Sydney (Austrália), em julho de 2008, celebrou a Jornada Mundial da Juventude, refletindo sobre receber a força do Espírito Santo para ser testemunhas de Cristo. Em setembro do mesmo ano, esteve na França, para comemorar os 150 anos das aparições de Nossa Senhora de Lourdes.



Em março de 2009, viajou à África, onde entregou o Insturmentum laboris do sínodo sobre a Igreja neste continente. Em maio, esteve na Terra Santa, alentando a Igreja do país. Em setembro, viajou à República Tcheca, onde visitou a imagem do Menino Jesus de Praga e recordou a figura de São Venceslau.



Sua última viagem fora da Itália foi à pequena República de Malta, para celebrar os 1950 anos dos naufrágios de São Paulo.



Nestes cinco anos, Bento XVI soube imprimir na Igreja suas melhores qualidades como pessoa: inteligência, sensibilidade, solidariedade, humanismo, firmeza e disciplina.



"Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e agir inclusive com instrumentos insuficientes; e me confio às vossas orações", disse.



"Na alegria do Senhor ressuscitado, confiando em sua ajuda contínua, continuemos adiante. O Senhor nos ajudará e Maria, sua Santíssima Mãe, estará ao nosso lado", afirmou.

domingo, 18 de abril de 2010

Terceido Domingo da Páscoa - meditação

Evangelho do domingo: a última pesca

Por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo

OVIEDO, sexta-feira, 16 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos, a seguir, a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste 3º domingo da Páscoa, 18 de abril (Jo 21,1-19).

O relato da última aparição de Jesus ressuscitado aos seus discípulos tem uma cena belíssima. Novamente entre redes, como no começo; novamente diante de um trabalho cansativo e ineficaz, como tantas vezes; novamente a dureza de cada dia, em um cotidiano sem Jesus, como antes de que tudo acontecesse.
Alguém estranho, muito cedo, da margem do lago, atreve-se a provocar, fazendo uma pergunta onde mais doía: sobre o que havia... onde não existia mais que cansaço e vazio.
Haviam aprendido que a verdade das coisas nem sempre coincide com o que nossos olhos conseguem enxergar e nossas mãos, tocar; e se fiaram daquele desconhecido. O resultado foi o inesperado, esse que surpreende porque já não se espera, porque nos é dado quando estamos nos retirando e estamos de volta... de todos os nossos "nadas" e inutilidades. Para uns, seria uma boa vista, talvez magia para outros, mas, para o discípulo amado, só poderia ser o Senhor.
Há algumas brasas, que recordam aquela fogueira em torno da qual, alguns dias antes, o velho pescador jurou não conhecer Jesus, negando-o três vezes. Agora, junto ao fogo irmão, Jesus lavará com misericórdia a fraqueza de Pedro, transformando para sempre seu barro frágil em pedra fiel.
O verdadeiro milagre não é uma rede que se enche, como vazio que se torna plenitude desmerecida. O maior milagre é que a traição covarde se transforma em confissão de amor. Até três vezes o confessará. A traição desumanizou Pedro, fez que ele fosse como no fundo não era e o obrigou a dizer com os lábios o que seu coração não queria. O amor de Jesus, sua graça sempre pronta, o humanizará de novo, até re-estrear sua verdadeira vida. Sem ironia, sem indiretas, sem pagamento de contas atrasadas. Gratuitamente, assim como a própria graça.
No nosso mundo existem muitas fogueiras e lugares em que Deus e os irmãos são traídos e, agindo assim, somos desumanizados, partidos. Mas há outras brasas, as que Jesus prepara ao amanhecer das nossas escuridões e depois das nossas fadigas, e nela nos convoca em companhia nova, transformando-nos em humanidade distinta. Lá, permite-nos voltar a começar, na alegria do milagre da sua misericórdia desmerecida. É a última pesca, a das nossas torpezas e cansaços.
Feliz quem tiver olhos para reconhecê-lo, como João, e quem se deixar renascer, como Pedro.

sábado, 17 de abril de 2010

Confusão terminológica

A confusão entre pedofilia e efebofilia

Conta o professor Tonino Cantelmi, psicoterapeuta e especialista em psiquiatria
Por Mirko Testa
ROMA, sexta-feira, 16 de abril de 2010 (ZENIT.org).- A origem da tempestade da mídia que caiu sobre o secretário do Estado do Papa, cardeal Tarcisio Bertone, é uma simplificação, muitas vezes alimentada pelos meios de comunicação, que fazem confusão entre pedofilia e efebofilia.
Disso está convicto o professor Tonino Cantelmi, que é presidente da Associação Italiana de Psicólogos e Pisiquiatras Católicos (AIPPC), e ensina Psicopatologia na Pontíficia Universidade Gregoriana de Roma.
Em declarações a ZENIT, o psicoterapeuta aponta os agentes informativos como causadores, em parte, do equívoco: “A confusão feita ao comparar a pedofilia com a homossexualidade, creio eu, que parte disso diz respeito a vocês, jornalistas.”
“Muitas vezes lemos: sacerdote acusado de pedofilia por ter abusado de um menino de 13 anos. Mas isso não é pedofilia!”, afirmou.
“Certamente - acrescentou Cantelmi - o cardeal Bertone se referia à efebofilia, ou seja, à atração sexual por adolescentes, com idades entre 11 e 17 anos”.
“E os abusos cometidos por membros do clero têm a ver principalmente com as crianças pós-púberes, e têm como protagonistas pessoas homossexuais”, explicou.
"Por honestidade, devemos dizer que a pedofilia não tem nada a ver com a homossexualidade – continuou. A pedofilia é uma doença, uma perversão grave que não está ligada à orientação sexual”.
Além disso, continuou, “a causa da pedofilia não é o celibato. O que desencadeia a pedofilia é um transtorno da personalidade que na maioria das vezes é narcisista, maligno, ligado as pessoas muito manipuladoras, de perfil antissocial e sádico”.
O professor Tonino Cantelmi afirmou ainda que a comunidade científica internacional é unânime sobre esse ponto: “não há nenhuma prova que possa demonstrar que o celibato está na origem da pedofilia. O celibato não tem relação com isso”.
“Tanto é que, dos 10.000 pedófilos ativos na Itália, a maior parte está formada por heterossexuais e por pessoas que têm família”, concluiu.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Artigo interessante do Padre Zezinho...leiam

Deixo aqui o link para acessar o artigo. Mas também no blog tem o link para o site do Padre Zezinho e lá tem o artigo.

http://www.padrezezinhoscj.com/interna.php?id_submenu=2&id_artigo=626

Carta Mensagem do Prefeito da Congregação para o Clero

Mensagem do cardeal Hummes para preparar a conclusão do ano sacerdotal

Convida os presbíteros a participarem em Roma
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 15 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos a mensagem "O encerramento do Ano Sacerdotal", que o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes, dirigiu aos presbíteros com data de 12 de abril, para preparar a conclusão do ano especial, que se realizará nos dias 9, 10 e 11 de junho na praça de São Pedro, no Vaticano.


O ENCERRAMENTO DO ANO SACERDOTAL

Caros Presbíteros,

A Igreja sem dúvida está muito feliz com o Ano Sacerdotal e agradece ao Senhor por haver inspirado o Santo Padre a decidir sua realização. Todas as informações que chegam aqui a Roma sobre as numerosas e multíplices iniciativas programadas pelas Igrejas locais no mundo inteiro para realizar este ano especial constituem a prova de como foi bem recebido e - podemos dizer – correspondeu a um verdeiro e profundo anseio dos presbíteros e de todo o povo de Deus. Estava na hora de dar uma atenção especial de reconhecimento e de empreendimento em favor do grande, laborioso e insubstituível presbitério e de cada presbítero da Igreja.

É verdade que alguns, mas proporcionalmente muito poucos, pesbíteros cometeram horríveis e gravíssimos delitos de abuso sexual contra menores, fatos que devemos rejeitar e condenar de modo absoluto e intransigente. Devem eles responder diante de Deus e diante dos tribunais, também civis. Mas estamos antes de mais nada do lado das vítimas e queremos dar-lhes apoio tanto na recuperação como em seus direitos ofendidos.

Por outro lado, os delitos de alguns não podem absolutamente ser usados para manchar o inteiro corpo eclesial dos presbíteros. Quem o faz, comete uma clamorosa injustiça. A Igreja, neste Ano Sacerdotal, procura dizer isto à sociedade humana. Qualquer pessoa de bom senso e boa vontade o entende.

Dito necessariamente isso, voltamos a vós, caros presbíteros. Queremos dizer-vos, mais uma vez, que reconhecemos o que sois e o que fazeis na Igreja e na sociedade. A Igreja vos ama, vos admira e vos respeita. Sois também alegria para nossa gente católica no mundo, que vos acolhe e apoia, principalmente nestes tempos de sofrimentos.

Daqui a dois meses chegaremos ao encerramento do Ano Sacerdotal. O Papa, caros sacerdotes, convida-vos de coração a vir de todo o mundo a Roma para este encerramento nos dias 9, 10 e 11 de junho próximo. De todos os países do mundo. Dos países mais próximos de Roma dever-se-ia poder esperar milhares e milhares, não é verdade? Então, não recuseis o convite premuroso e cordial do Santo Padre. Vinde e Deus vos abençoará. O Papa quer confirmar os presbíteros da Igreja. A vossa presença numerosa na Praça de São Pedro constituirá também uma forma propositiva e responsável de os presbíteros se apresentarem, prontos e não intimidados, para o serviço à humanidade, que lhes foi confiado por Jesus Cristo. A vossa visibilidade na praça, diante do mundo hodierno, será uma proclamação do vosso envio não para condenar o mundo, mas para salvá-lo (cfr. Jo 3,17 e 12,47). Em tal contexto, também o grande número terá um significado especial.

Para essa presença numerosa dos presbíteros no encerramento do Ano Sacerdotal, em Roma, há ainda um motivo particular, que a Igreja hoje tem muito a peito. Trata-se de oferecer ao amado Papa Bento XVI nossa solidariedade, nosso apoio, nossa confiança e nossa comunhão incondicional, diante dos frequentes ataques que lhe são dirigidos, no momento atual, no âmbito de suas decisões referentes aos clérigos incursos nos delitos de abuso sexual contra menores. As acusações contra o Papa são evidentemente injustas e foi demonstrado que ninguém fez tanto quanto Bento XVI para condenar e combater corretamente tais crimes. Então, a presença massiva dos presbíteros na praça com Ele será un sinal forte da nossa decidida rejeição dos ataques de que è vítima. Portanto, vinde também para apoiar o Santo Padre.

O encerramento do Ano Sacerdotal não constituirá propriamente um encerramento, mas um novo início. Nós, o povo de Deus e os pastores, queremos agradecer a Deus por este período privilegiado de oração e de reflexão sobre o sacerdócio. Ao mesmo tempo, propomo-nos de estar sempre atentos ao que o Espírito Santo quer nos dizer. Entretano, voltaremos ao serviço de nossa missão na Igreja e no mundo com alegria renovada e com a convicção de que Deus, o Senhor da história, fica conosco, seja nas crises seja nos novos tempos.

A Vrigem Maria, Mãe e Rainha dos sacerdotes, interceda por nós e nos inspire no seguimento de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

Roma, 12 de abril de 2010.

Cardeal Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo
Prefeito da Congregação para o Clero

10 CONSELHOS PARA PROTEGER AS CRIANÇAS DE ABUSADORES

Bispos dos EUA divulgam 10 conselhos para proteger as crianças

No Mês para a Prevenção do Abuso contra Crianças
WASHINGTON, D.C. quinta-feira, 15 de abril de 2010 (ZENIT.org). – A Conferência Episcopal dos EUA divulgou nesta semana uma série de conselhos para proteger as crianças de abusos, um esforço inovador das várias dioceses do país comprometidas com a segurança dos menores.

Nesta segunda-feira, a Conferência dos Bispos Católicos publicou uma lista com os dez pontos, elaborada pela diretora executiva do Secretariado para as Crianças e os Jovens, Teresa Kettelkamp.

Durante o mês de abril, definido como o Mês para a Prevenção do Abuso contra Crianças, os integrantes das dioceses norte-americanas discutem atualizações em seus próprios programas e esforços para a defesas dos jovens.

O episcopado sublinhou que constituiu um “esforço-chave” a elaboração da “Carta de 2002 para a Proteção das Crianças e dos Jovens”.

Com base nas informações coletadas pela Igreja na apuração de vários casos de abusos sexuais por membros do clero, Kettelkamp sintetizou as conclusões em 10 diretrizes ou ações.

Kettelkamp lembrou aos fiéis que “ninguém tem o direito de ter acesso às crianças”, e que “ninguém, não importa quem seja, ter direito automático de conviver com as crianças e os jovens confiados à Igreja sem que antes tenha passado por uma seleção adequada”.

Para a especialista, “é ingênuo supor que as pessoas conheçam automaticamente os limites, pelo que as organizações a as famílias devem estabelecê-los de modo muito claro”.

Barreiras de segurança

Para a diretora executiva do secretariado, “o abuso sexual de menores pode ser evitado”.

Para isso, exortou os membros da Igreja “a construir barreiras de segurança ao redor das crianças e dos jovens”, por meio de monitores, códigos de conduta, políticas e procedimentos, além da implementação de programas específicos de segurança”.

A lista de conselhos adverte que “a experiência mostra que a maior parte dos abusos ocorre por parte de alguém em quem a vítima confia, muitas vezes da própria família”.

“A formação e a educação permite que os adultos estejam a par das técnicas de prevenção do abuso”, prosseguiu.

“Alguns abusadores isolam uma vítima em potencial dando-lhe atenção excessiva ou presenteando-a com presentes caros”.

“Outro recurso comum de aproximação consiste em permitir que os jovens se engajem em atividades que seus pais ou responsáveis não aprovariam, como por exemplo ver material pornográfico, ingerir álcool ou consumir drogas, ou ainda, atividades que envolvam contato excessivo”.

Kettelkamp finalmente destacou que “avaliar precedentes em igrejas, escolas e outras instituições tende a manter distantes os abusadores, seja por que desencoraja eventuais ataques, ou porque permite identificar abusadores e proibi-los de ter contato com crianças”.

Os 10 conselhos podem ser consultados na página www.usccb.org/comm/archives/2010/10-066.shtml (em inglês).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Artigo do Arcebispo de São Paulo sobre pedofilia

10/04/2010

Muito mais que pedofilia

As notícias sobre pedofilia, envolvendo membros do clero, difundiram-se de modo insistente. Tristes fatos, infelizmente, existiram no passado e existem no presente; não preciso discorrer sobre as cenas escabrosas de Arapiraca... A Igreja vive dias difíceis, em que aparece exposto o seu lado humano mais frágil e necessitado de conversão. De Jesus aprendemos: “Ai daqueles que escandalizam um desses pequeninos!” E de S.Paulo ouvimos: “Não foi isso que aprendestes de Cristo”.

As palavras dirigidas pelo papa Bento XVI aos católicos da Irlanda servem também para os católicos do Brasil e de qualquer outro país, especialmente aquelas dirigidas às vítimas de abusos e aos seus abusadores. Dizer que é lamentável, deplorável, vergonhoso, é pouco! Em nenhum catecismo, livro de orientação religiosa, moral ou comportamental da Igreja isso jamais foi aprovado ou ensinado! Além do dano causado às vítimas, é imenso o dano à própria Igreja.

O mundo tem razão de esperar da Igreja notícias melhores: Dos padres, religiosos e de todos os cristãos, conforme a recomendação de Jesus a seus discípulos: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles, vendo vossas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus!” Inútil, divagar com teorias doutas sobre as influências da mentalidade moral permissiva sobre os comportamentos individuais, até em ambientes eclesiásticos; talvez conseguiríamos compreender melhor por que as coisas acontecem, mas ainda nada teríamos mudado.

Há quem logo tem a solução, sempre pronta à espera de aplicação: É só acabar com o celibato dos padres, que tudo se resolve! Ora, será que o problema tem a ver somente com celibatários? E ficaria bem jogar nos braços da mulher um homem com taras desenfreadas, que também para os casados fazem desonra? Mulher nenhuma merece isso! E ninguém creia que esse seja um problema somente de padres: A maioria absoluta dos abusos sexuais de crianças acontece debaixo do teto familiar e no círculo do parentesco. O problema é bem mais amplo!

Ouso recordar algo que pode escandalizar a alguns até mais que a própria pedofilia: É preciso valorizar novamente os mandamentos da Lei de Deus, que recomendam atitudes e comportamentos castos, de acordo com o próprio estado de vida. Não me refiro a tabus ou repressões “castradoras”, mas apenas a comportamentos dignos e respeitosos em relação à sexualidade. Tanto em relação aos outros, como a si próprio. Que outra solução teríamos? Talvez o vale tudo e o “libera geral”, aceitando e até recomendando como “normais” comportamentos aberrantes e inomináveis, como esses que agora se condenam?

As notícias tristes desses dias ajudarão a Igreja a se purificar e a ficar muito mais atenta à formação do seu clero. Esta orientação foi dada há mais tempo pelo papa Bento XVI, quando ainda era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Por isso mesmo, considero inaceitável e injusto que se pretenda agora responsabilizar pessoalmente o papa pelo que acontece. Além de ser ridículo e fora da realidade, é uma forma oportunista de jogar no descrédito toda a Igreja católica. Deve responder pelos seus atos perante Deus e a sociedade quem os praticou. Como disse S.Paulo: Examine-se cada um a si mesmo. E quem estiver de pé, cuide para não cair!

A Igreja é como um grande corpo; quando um membro está doente, todo o corpo sofre. O bom é que os membros sadios, graças a Deus, são a imensa maioria! Também do clero! Por isso, ela será capaz de se refazer dos seus males, para dedicar o melhor de suas energias à Boa Notícia: para confortar os doentes, visitar os presos nas cadeias, dar atenção aos abandonados nas ruas e debaixo dos viadutos; para ser solidária com os pobres das periferias urbanas, das favelas e cortiços; ela continuará ao lado dos drogados e das vítimas do comércio de morte, dos aidéticos e de todo tipo de chagados; e continuará a acolher nos Cotolengos criaturas rejeitadas pelos “controles de qualidade” estéticos aplicados ao ser humano; a suscitar pessoas, como Dom Luciano e Dra. Zilda Arns, para dedicarem a vida ao cuidado de crianças e adolescentes em situação de risco; e, a exemplo de Madre Teresa de Calcutá, ainda irá recolher nos lixões pessoas caídas e rejeitadas, para lavar suas feridas e permitir-lhes morrer com dignidade, sobre um lençol limpo, cercadas de carinho. Continuará a mover milhares de iniciativas de solidariedade em momentos de catástrofes, como no Haiti; a estar com os índios e camponeses desprotegidos, mesmo quando também seus padres e freiras acabam assassinados.

E continuará a clamar por justiça social, a denunciar o egoísmo que se fecha às necessidades do próximo; ainda defenderá a dignidade do ser humano contra toda forma de desrespeito e agressão; e não deixará de afirmar que o aborto intencional é um ato imoral, como o assassinato, a matança nas guerras, os atentados e genocídios. E sempre anunciará que a dignidade humana também requer comportamentos dignos e conformes à natureza, também na esfera sexual; e que a Lei de Deus não foi abolida, pois está gravada de maneira indelével na coração e na consciência de cada um.

Mas ela o fará com toda humildade, falando em primeiro lugar para si mesma, bem sabendo que é santa pelo Santo que a habita, e pecadora em cada um de seus membros; todos são chamados à conversão constante e à santidade de vida. Não falará a partir de seus próprios méritos, consciente de trazer um tesouro em vasos de barro; mas, consciente também de que, apesar do barro, o tesouro é precioso; e quer compartilhá-lo com toda a humanidade. Esta é sua fraqueza e sua grandeza!

Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo


Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, ed. 11. 04.2010

Discurso do Santo Padre aos Bispos do Norte do Brasil

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DEI PRESULI DELLA CONFERENZA EPISCOPALE DEL BRASILE (REGIONE NORTE II) , 15.04.2010




VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" AOS BISPOS DA CONFERENCIA EPISCOPAL DO BRASIL (REGIÃO NORTE II)

DISCURSO DEL SANTO PADRE



Amados Irmãos no Episcopado,



A vossa visita ad Limina tem lugar no clima de louvor e júbilo pascal que envolve a Igreja inteira, adornada com os fulgores da luz de Cristo Ressuscitado. Nele, a humanidade ultrapassou a morte e completou a última etapa do seu crescimento penetrando nos Céus (cf. Ef 2, 6). Agora Jesus pode livremente retornar sobre os seus passos e encontrar-Se como, quando e onde quiser com seus irmãos. Em seu nome, apraz-me acolher-vos, devotados pastores da Igreja de Deus peregrina no Regional Norte 2 do Brasil, com a saudação feita pelo Senhor quando se apresentou vivo aos Apóstolos e companheiros: «A paz esteja convosco» (Lc 24,36).



A vossa presença aqui tem um sabor familiar, parecendo reproduzir o final da história dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 33-35): viestes narrar o que se passou no caminho feito com Jesus pelas vossas dioceses disseminadas na imensidão da região amazônica, com as suas paróquias e outras realidades que as compõe como os movimentos e novas comunidades e as comunidades eclesiais de base em comunhão com o seu bispo (cf. Documento de Aparecida, 179). Nada poderia alegrar-me mais do que saber-vos em Cristo e com Cristo, como testemunham os relatórios diocesanos que me enviastes e que vos agradeço. Reconhecido estou de modo particular a Dom Jesus Maria pelas palavras que acaba de me dirigir em nome vosso e do povo de Deus a vós confiado, sublinhando a sua fidelidade e adesão a Pedro. No regresso, assegurai-o da minha gratidão por tais sentimentos e da minha Bênção, acrescentando: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24,34).



Nesta aparição, palavras - se as houve - diluíram-se na surpresa de ver o Mestre redivivo, cuja presença diz tudo: Estive morto, mas agora vivo e vós vivereis por Mim (cf. Ap 1,18). E, por estar vivo e ressuscitado, Cristo pode tornar-Se «pão vivo» (Jo 6, 51) para a humanidade. Por isso sinto que o centro e a fonte permanente do ministério petrino estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja. Podeis assim compreender a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados.



Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.



Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem. Este, porém, «descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.



Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap. Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.



«Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o "ouro" da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado! Hoje e aqui, tudo isto desejo à esperançosa parcela deste Corpo que é o Regional Norte 2, ao conceder a cada um de vós, extensiva a quantos convosco colaboram e a todos os fiéis cristãos, a Bênção Apostólica.



[00519-06.01] [Texto original: Português]
[B0221-XX.01]

http://212.77.1.245/news_services/bulletin/news/25408.php?index=25408&po_date=15.04.2010&lang=po

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Novas iniciativas do Papa contra a pederastia

Cardeal Bertone anuncia iniciativas do Papa contra pederastia

Em uma coletiva de imprensa concedida no Chile
SANTIAGO, terça-feira, 13 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Segundo o secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, anunciou no Chile, o Papa tomará iniciativas para enfrentar os atos de pederastia cometidos por membros da Igreja e “não deixará de nos surpreender”.



Em uma coletiva de imprensa concedida nessa segunda-feira no Seminário Pontifício de Santiago, o purpurado, que visita em nome do Santo Padre o país flagelado pelo terremoto, afirmou: “creio que o Papa ainda tomará outras iniciativas. Não posso antecipar, mas se estão pensando outras iniciativas. Não vai deixar de nos surpreender com essas iniciativas sobre este tema específico”.



Segundo o purpurado italiano, “também outras instituições devem tomar iniciativas concretas, de coração”, para defender a dignidade das crianças e das mães jovens.



Em resposta aos jornalistas, afirmou: “muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e me disseram recentemente, que há relação entre homossexualidade e pedofilia”.



A pederastia, reconheceu, é uma patologia “que toca todas as categorias de pessoas, e percentualmente em menor medida aos sacerdotes”, mas de todos os modos, estas condutas negativas de sacerdotes “são muito graves e escandalosas”.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Papa Bento XVI e seu lado político

O lado político de Bento XVI

Um livro analisa os fundamentos do pensamento social do pontífice
Por padre John Flynn, L.C.
ROMA, terça-feira, 13 de abril de 2010 (ZENIT.org). – Estamos acostumados a considerar os Papas como guias espirituais e teológicos, mas um livro publicado recentemente ressalta a importância e a influência do pensamento social e político de Bento XVI.



Em The Social and Political Thought of Benedict XVI (O Pensamento Social e Político de Bento XVI), Thomas R. Rourke analisa a trajetória do Papa sobre esses temas, tanto antes como depois de sua eleição à cátedra de Pedro. Rourke é professor no departamento de Ciências Políticas da Universidade de Clarion, na Pensilvânia.



Embora seja mais conhecido como teólogo, Bento XVI é um pensador de política muito profundo, e seu pensamento social merece mais atenção do que até agora recebeu, defende Rourke.



Ele começa analisando o fundamento antropológico do pensamento do Papa. Em seu livro “No caminho de Jesus Cristo”, o então cardeal Ratzinger considerava o desenvolvimento do conceito de pessoa.



A contribuição da Bíblia e do pensamento cristão permitiram que o conceito original grego fosse consideravelmente enriquecido, sobretudo no sentido de ver a pessoa como um ser relacional. Isso conduz a uma espiritualidade de comunhão, que Rourke afirma que está na raiz da compreensão da doutrina social de Bento XVI.



Assim, na comunidade de pessoas divinas da Trindade, descobrimos as raízes espirituais da comunidade humana. Por isso, na antropologia do Papa, não somos indivíduos que num segundo momento entramos em relação com outras pessoas. Melhor, a relação está na própria base da natureza da pessoa.



Essa fraternidade entre as pessoas tem fundamento na paternidade de Deus e, por isso, diferencia-se de modo fundamental do ponto de vista secular da fraternidade, tal como foi exposta na Revolução Francesa.



Junto a isso, está a dimensão de criação. Criada à imagem de Deus, a vida humana recebe uma dignidade inviolável, levando o Papa a condenar a interpretação utilitarista de nossa humanidade.



Política



Ainda que essa antropologia possa parecer muito abstrata, é o fundamento necessário para a filosofia política, explica Rourke. Nossa visão do que é uma vida compartilhada pelas pessoas fundamenta-se necessariamente no que entendemos por ser uma pessoa e uma comunidade.



Segundo Rourke, Bento XVI considera a política como um exercício da razão, mas de uma razão informada também pela fé. Como resultado, o cristianismo não define o aprendizado como uma mera aquisição de conhecimento, mas deve ser orientado por valores fundamentais, como a verdade, a beleza e a bondade.



Quando a razão separa-se de uma compreensão clara dos fins da vida humana, estabelecidos pela criação e afirmados nos Dez Mandamentos, então não há ponto de referência para fazer julgamentos morais. Se isso acontece, abre-se então caminho ao consequencialismo, que nega que algo seja bom ou ruim por si próprio.



Uma interessante linha de pensamento nos escritos do cardeal Ratzinger é a separação Igreja-Estado, comenta Rourke. A separação de Jesus, em Marcos 12:17, dos dois, “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, significa que o cristianismo destruiu a ideia de um estado divino.



Antes do cristianismo, a união da Igreja e do Estado era uma prática normal, e até mesmo no Antigo Testamento ambos foram fundidos. De fato, essa foi a causa da perseguição dos cristãos pelo Império Romano, ao se negarem e aceitar a religião do estado.



A separação dos dois por Jesus foi benéfica para o Estado, posto que não teve de viver com a expectativa da perfeição divina, afirmava o cardeal Ratzinger. Essa nova perspectiva cristã abriu a porta para uma política baseada na razão.



Mitologia



Além disso, ele afirmava que quando voltamos para a compreensão pré-cristã da política, terminamos por eliminar as limitações morais, como na Alemanha nazista e nos Estados comunistas.



No mundo atual, o então futuro pontífice advertia que a interpretação mitológica do progresso, da ciência e da liberdade representam um perigo. O elemento em comum que eles contêm é a tendência ao desenvolvimento de uma política irracional que busca o poder acima da verdade.



Como Papa, Ratzinger retomou esse tema, em sua segunda encíclica, sobre a esperança. Ele advertia que o que esperamos como cristãos não deveria se misturar com o que podemos conquistar com a atual política.



Voltando ao que o cardeal Ratzinger escreveu em seu livro Igreja, Ecumenismo e Política, Rourke afirma que a separação Igreja-Estado tornou-se confusa na época moderna, ao se interpretar como uma exclusão da Igreja de toda arena pública do Estado.



Se aceitarmos isso, a democracia se reduz a uma séria de procedimentos, não limitados por valores fundamentais. Ao invés disso, o futuro Papa afirmava da necessidade de um sistema de valores para retornar aos primeiros princípios, como a proibição da remoção de vidas inocentes, ou a base da família, fundada na união permanente de um homem e uma mulher.



Consciência



Entre os muitos outros temas que Rourke examina, está o da consciência. À primeira vista, isso pode parecer que tem pouco a ver com os temas sociais ou políticos. Contudo, ela desempenha um papel crítico.



É no foro íntimo de nossa consciência onde preservamos as normas fundamentais em que se baseia a ordem social. É também um limite do poder do Estado, posto que o Estado não tem autoridade legítima para transgredir essas normas. Por isso, a consciência está na raiz da limitação ao governo.



A destruição da consciência é o requisito prévio para um regime totalitário, explicava o então arcebispo Ratzinger em uma conferência feita em 1972. “Quando prevalece a consciência, há um limite do domínio das ordens humanas e das escolhas humanas, algo sagrado que se deve permanecer inviolável e que, na sua soberania definitiva, evita qualquer controle, seja próprio ou de outro qualquer”, afirmou.



Rourke explica que, ao dizer isso, o futuro Papa não estava por tirar a importância dos limites constitucionais e institucionais ao poder. Este ponto é, de certo modo, mais fundamental. Isso significa que nenhuma instituição ou estrutura pode preservar as pessoas da injustiça, quando os que têm autoridade abusam de seu poder. Nessa situação é o poder da consciência, levantado pelo povo, que pode proteger a sociedade.



Esta, por sua vez, conecta-se à fé, que é o “mestre” definitivo da consciência. A fé converte-se em uma força política no mesmo sentido que fez Jesus, ao se converter em testemunho da verdade da consciência. “O poder da consciência é encontrado no sofrimento; é o poder da Cruz”, explicava Rourke em seu resumo do que foi dito na conferência de 1972.



“O cristianismo começa não com um revolucionário, mas com um mártir”, dizia o arcebispo Ratzinger.



Continuidade



O estudo de Rourke inclui um apêndice que examina a última encíclica sobre temas sociais de Bento XVI, “Caridade na Verdade”. Embora o livro estava quase terminando quando a encíclica foi publicada, Rourke discutiu sobre o que o Papa escrevia, que estava em consonância com os temas de seus escritos anteriores.



A introdução mostra isso claramente, observava Rourke, por seu nexo da verdade com o amor, e a ideia que há uma verdade objetiva, contrária à tendência do relativismo.



Rourke comentava que a encíclica conclui com a afirmação constante do Papa de que o que é verdadeiramente humano é derivado de Cristo e que Cristo nos leva a descobrir a plenitude de nossa humanidade. Esse humanismo cristão é o que Bento XVI diz ser nossa maior contribuição para o desenvolvimento. Uma inspiradora meta pela qual se esforçar.

domingo, 11 de abril de 2010

Domingo da Misericórdia e a bênção do Papa

PALAVRAS DE ORAÇÃO PELO PAPA Regina Caeli


ANTES Regina Caeli
DEPOIS Regina Caeli

Às 12h de hoje, segundo domingo da Páscoa, Divina Misericórdia, o Papa Bento XVI leva a recitação do Regina Caeli do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, onde está passando uns dias de descanso.
Estas palavras do Papa introduz a oração mariana do tempo pascal com os fiéis e peregrinos reunidos no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo e link de áudio e vídeo com a Praça de São Pedro:


ANTES Regina Caeli

Queridos irmãos e irmãs!

Este domingo celebra a oitava da Páscoa, como um dia o Senhor fez, marcados com a insígnia da ressurreição e da alegria dos discípulos para ver Jesus Desde os tempos antigos, este domingo é chamado "depois da Páscoa"Nome latino"madrugada"Devido aos neófitos que usavam vestes brancas no batismo, na noite de Páscoa e deposto depois de oito dias. Papa João Paulo II nomeou o mesmo no domingo Divina MisericórdiaPor ocasião da canonização de Irmã Maria Faustina Kowalska, 30 de abril de 2000.

Misericórdia e bondade de Deus é a página completa do Evangelho de João (20:19-31) neste domingo. Ela diz que Jesus depois da ressurreição, ele visitou seus discípulos, atravessando as portas fechadas da Última Ceia. Agostinho explica que "a câmara não impediu a entrada desse órgão em que os deuses viviam. Ele nasceu que deixou intacta a virgindade da mãe foi capaz de entrar na sala superior a portas fechadas" (Em IOH. 121,4: CCL 36 / 7, 667), e São Gregório acrescenta que o nosso Redentor, foi apresentado após a Ressurreição, com um corpo de natureza incorruptível e palpável, mas em um estado de glória (cf. Hom. em EVAG., 21,1: CCL 141, 219). Jesus carrega as marcas da paixão, a concessão de Tomé para tocá-los. Como é possível, porém, que um discípulo pode duvidar? Na realidade, a condescendência divina que nos permite lucro mesmo incredulidade de Tomé, assim como os fiéis discípulos. Na verdade, tocando as chagas do Senhor, não o único discípulo cura seus hesitantes, mas a nossa suspeita.

A visita do Ressuscitado não se limita à área do Cenáculo, mas vai além, para que todos possam receber o dom da paz e da vida com a "Breath Maker". Na verdade, duas vezes Jesus disse aos seus discípulos: "A paz esteja convosco", e acrescentou: "Como o Pai me enviou, também eu vos envio". Dito isto, soprou sobre eles, dizendo: "Recebei o Espírito Santo. Para quem perdoar os pecados serão perdoados, para perdoar aqueles que não não será perdoado." Esta é a missão da Igreja constantemente assistida pelo Paráclito levar a todos a boa notícia, a alegre realidade de Deus misericordioso ", porque - como diz São João - acreditam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que crendo, tenhais vida em seu nome "(20:31).

À luz desta palavra, incentivar, em particular, todos os pastores a seguirem o exemplo do Santo Cura d'Ars, que "no seu tempo, foi capaz de transformar os corações e as vidas de muitas pessoas, porque é capaz de los a experimentar o amor misericordioso do Senhor. urgentes de nosso tempo como um anúncio e um testemunho semelhante à verdade (Carta de convite do Sacerdotal). Desta forma, vamos torná-lo mais familiar e fechar os olhos não viram, mas cuja misericórdia infinita, temos certeza absoluta. A Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, apoiamos a missão da Igreja, e invoco a alegria exultante: Regina Coeli ...
[00491-01.01] [Texto original: Italiano]


DEPOIS Regina Caeli

Como todos sabem, ontem houve o trágico acidente aéreo em Smolensk, onde especialistas estão o Presidente da Polónia, Lech Kaczynski Senhor, sua esposa, outras altas autoridades do Estado polonês e de todos follow-up, incluindo o Arcebispo Ordinário Militar. Ao manifestar a minha profunda simpatia, asseguro-vos uma oração sincera para o repouso das vítimas e de apoio à amada nação polonesa.

Ontem iniciou-se em Turim, a exposição solene do Santo Sudário. Também eu, se Deus quiser, irei para reverenciar o dia 2 de Maio. Estou muito satisfeito com este evento, que novamente está provocando uma enorme onda de peregrinos, mas também de estudos, reflexões e especialmente recurso extraordinário para o mistério do sofrimento de Cristo. Espero que este ato de adoração a procurar ajudar a todos o rosto de Deus, que era a aspiração íntima dos Apóstolos, assim como a nossa.

Dirijo uma saudação especial aos peregrinos reunidos em Roma para domingo Divina Misericórdia. Abençoe todos do coração, especialmente os dirigentes do Centro de Espiritualidade em Sassia Espírito Santo: a de que a imagem de Jesus Misericordioso, queridos amigos, em você brilhar em sua vida!

Je salue les francophones Cordialement pèlerins, particulièrement Le Groupe des Iris de l'Allemand Œuvre Jean-Joseph de Marselha, les «trois Pèlerinages Blancheurs» et les jeunes étudiants de Rouen par leur accompagnés Archeveque! En ce Dimanche da Páscoa et de la Divina Misericórdia, je vous convidar à découvrir concret combien est l'amour de notre Dieu au cours de la Célébration des Sacrements. Comme la première chrétienne communauté que manquait pas au rendez-vous avec le Ressuscité, n'hésitez pas à l'à mansão Eucharistie está participando, a fonte de salut et de Reconfort. jeunes Chers, avec puissiez-vous répondre à l'appel du Seigneur generosidade et devenir de sa palavras de authentiques Serviteurs et des ses ministres de Sacrements. Que intercede la Mère de Miséricorde pour tous! temps Fructueux pascal!

Saúdo todos os visitantes de língua Inglês que se juntam a nós para a Regina Caeli oração nesta Oitava de Páscoa. A liturgia da Igreja convida-nos hoje, com o apóstolo Tomé, a reconhecer o Cristo ressuscitado como nosso Senhor e nosso Deus, nosso coração ea acolher em seus dons de paz, misericórdia, perdão e vida nova. Sobre vós e vossas famílias, invoco a efusão Continuação da alegria e da esperança nascida da gloriosa ressurreição de Cristo dentre os mortos. Feliz Páscoa!

Herzlich grüße ich sehr Pilger para deutschsprachigen Gäste hier und heute und die em Castelgandolfo Besonders teilnehmer an der der des Hörer Bayerischen Rundfunks Romfahrt. Der Herr auferstandene trägt Wundmale die für immer cercador Liebe an sich. Er kommt zu uns, hum morrer unserer Wunden der Lieblosigkeit Eigenliebe, des Zweifels der zu und Selbstzerstörung heilen. Wie der wir Apostel Thomas wollen morrer übergroße Barmherzigkeit Erkennen Gottes, durch uns sie auf Grund von verwandeln lassen und die Antwort des lernen neu Glaubens: "Mein Herr und mein Gott" (Joh 20:28). Der Friede des Auferstandenen euch Weissen uma bela diesem Sonntag und in der kommenden Woche.

Com afecto saludo a los fieles de lengua española, en particular a los de la Parroquia Peregrinos La Puríssima Concepción de Los Molinos. En este segundo domingo de Pascua, Dedicado a La Divina Misericórdia invoquemos a la Santísima Virgen María, para quê nsa Alcance de gracia do experimento, os Resucitado Presencia de Cristo en la Iglesia, Actuate Que sigue el hombre con no amor do Pará, um de Traves La Fuerza de los sacramentos renovadora, specialy en el y en la de la Reconciliación Eucaristia. ¡Feliz Domingo Feliz Pascua y!

Serdecznie pozdrawiam Polakow. Z głębokim przyjąłem Bolem Wiadomości ou tragicznej Smierci Pana Lecha Kaczyńskiego, Prezydenta Polski, małżonki Jégo o osób towarzyszących. Zginęli drodze w fazer Katyn Miejsce tysięcy Kazna oficerów Polskich, zamordowanych siedemdziesiąt Temu lat. Wszystkich Polecam miłosiernemu Panu Życie. Czynię para jednocząc pielgrzymami zgromadzonymi się z w w sanktuarium Łagiewnikach o czcicielami Miłosierdzia nd Bozego całym Świecie.

[Saúdo cordialmente todos os pólos. Com profunda tristeza que ouvi a notícia da trágica morte do Sr. Lech Kaczynski, Presidente da Polónia, a esposa e as pessoas que os acompanhavam. Eles são especialistas em viagens de Katyn, o local de execução de milhares de oficiais polacos militar matou setenta anos atrás. Confio ao Senhor misericordioso de toda a vida. Eu faço isso pela união com os peregrinos reunidos no Santuário de Lagiewniki e todos os devotos da Misericórdia de Deus no mundo.]

Saúdo com afecto os peregrinos de língua italiana, presente tanto aqui como na Praça de São Pedro: a UNITALSI muitos jovens que incentivam o trabalho voluntário, a União do Apostolado Católico, fundada por um padre romano grande, St. Vicente Pallotti, o Movimento Família do Amor, cujos membros estavam de vigília à noite para rezar para o Papa ea Igreja - muito obrigado! -, As misericórdias de Itália, que traduzem a misericórdia de serviço social evangélica, e os candidatos finalmente a confirmação da Statte fiel e Pordenone. Para todos, e especialmente os moradores de Castel Gandolfo, desejo um bom domingo.
[00492-XX.01] [Texto original: Multilingual]
[B0212-XX.02]

Tempo Pascal

Neste tempo pascal a Igreja convida para rezarmos ou cantarmos a oração do Regina Coeli. Para uma melhor compreensao do texto acesso link abaixo. Foi feito pelo meu amigo Padre Joãozinho, SCJ.

http://www.youtube.com/watch?v=5T0BhsrE71E

Feliz Páscoa a todos e todas.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lançamento do meu primeiro livro na Expocatólica

Viagem do Papa à Malta

Viagem Apostólica DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA Malta sobre a ocasião do aniversário 1950 do naufrágio de S. Paulo (17 a 18 de abril de 2010) - N. AVISO 3 , 09.04.2010




Viagem Apostólica DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA Malta sobre a ocasião do aniversário 1950 do naufrágio de S. Paulo (17 a 18 de abril de 2010) - N. AVISO 3



1. Briefing pelo director do Gabinete de Imprensa da Santa Sé



Informamos a todos os jornalistas acreditados Terça-feira abril 13, 2010, O 11:30, Em 'Casa João Paulo II Imprensa da Santa Sé, Centro, Padre Federico Lombardi, diretor de Imprensa da Santa Sé Centro, realizará uma conferência para explicar as Programa de Viagem Apostólica de Sua Santidade Bento XVI para Malta em 1950 ° naufrágio de São Paulo (17-18 de Abril de 2010).



2. Embarque do avião em Roma e Luqa Papal



2.1. Check-in e entrega de bagagem para um voo Roma-Luqa está agendada a partir de 12:50 horas de 17 de abril de 2010, na sala VIP "Sala Welcome" no Terminal 1 (localizado logo atrás da Feltrinelli Library) do Aeroporto Internacional aeroporto Leonardo da Vinci (Roma). Encerrada às 13.50. Embarque no avião com o Papa Bus está prevista às 14h25min de 17 de abril de 2010 de Portão B15 no Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci aeroporto (Roma). Encerrada às 14:40.



2.2. O check-in e bagagens para o porão, Roma Luqa vôo está programado no Grand Hotel Excelsior em Floriana Malta às 13h00 em 18 de abril de 2010. Encerrada às 14h00. A bordo do avião papal está prevista às 18h20min de 18 de abril de 2010 em Luqa Aeroporto Internacional de Malta, que partem de autocarro do Grand Hotel Excelsior em Floriana Malta em 15,45 (Assigned Pier Grand Harbour Valletta a partir da qual partem para o aeroporto internacional de Malta Luqa às 17h35). Embarque no avião papal encerrada às 18:35.



3. Clima



Em abril, o clima de Malta é agradável, com temperatura média (min e max) entre 12 e 20 º C e pouca chance de chuva.



4. Tensão e Telecomunicações



A corrente elétrica é de 230 V 50 Hz Plugs são ao estilo britânico de três pinos de seção retangular.



telefones celulares GSM e BlackBerry (EDGE linha) funciona perfeitamente.



5. Requisitos e conselhos de saúde



Qualquer pessoa que sofrem de doenças que requerem tratamento especial, mesmo durante a viagem, por favor obter a documentação mais recente clínico e medicação que a utiliza. É conveniente que cada um carrega com ele a indicação do seu tipo de sangue.
[00479-01.02]
[B0205-XX.01]

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Livro em mãos

Comunico a todos os que me acompanham nesse espaço, que já estou com o meu livro em mãos. Ficou muito bonito, podem acreditar. Lançarei amanhã a noite na Expocatólica. O evento é muito bem organizado. Vários seguimentos estão expondo seus produtos. São diversos tipos, desde livros até material litúrgico em geral. Vale realmente a pena vir conferir de perto. Vou animar os padres e amigos em geral. Aproveito também para me reciclar e levar novas idéias para os seminaristas e todos os que tenho contato. É preciso se reciclar e se atualizar. Lanço meu livro aqui, como já falei, e posteriormente também em Recife. Avisarei a data. Aguardem.

João Paulo II - 5 anos de sua partida

A tumba de João Paulo II, cinco anos depois
Lugar se tornou um dos mais visitados de Roma
Por Carmen Elena Villa
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 2 de abril de 2010 (ZENIT.org). – Desde 2005, quando morreu João Paulo II, as Criptas Vaticanas, onde se encontra sua tumba, são um dos locais mais visitados por turistas e peregrinos em Roma.
Fontes ligadas à Basílica de São Pedro disseram à ZENIT que uma média de 12 mil pessoas visitam diariamente o lugar, onde se encontram as sepulturas da maioria dos Pontífices, entre eles São Pedro, segundo a tradição.
“Este é um local sagrado, por isso pedimos silêncio e discrição” diz o anúncio que se escuta em vários idiomas quando se visita as Criptas Vaticanas.
O ingresso se dá pelo lado direito superior da Basílica de São Pedro, de onde os peregrinos descem às Criptas e podem admirar algumas ruínas das colunas da primeira basílica, construída por ordem do imperador Constantino entre 326 e 333.
Os visitantes encontram primeiramente a tumba de Calisto III. Seguindo o percurso, chegam às tumbas de Bonifácio VIII, Nicolau III, Inocêncio VII, Nicolau V, Paulo II, Paulo VI, Marcelo II, João Paulo I e Inocêncio IX.
Algumas tumbas mostram a imagem do Papa correspondente. É a mesma imagem que pode ser vista na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, onde estão representados os 266 Papas da Igreja Católica.
ZENIT esteve no local nesta manhã e verificou que a maior parte dos visitantes se aglomeram diante da tumba de João Paulo II.
Outros peregrinos, em especial os mais idosos, se detêm diante das tumbas de Paulo VI e de João Paulo I. Outros perguntam pelo corpo de João XXIII, que, desde 2002, se encontra na Basílica de São Pedro, encerrado numa urna de cristal, diante qual rezam centenas de peregrinos todos os dias. João Paulo II jaz onde antes se encontrava o corpo do “Papa Bom”.

Local de peregrinação

Diante da tumba de João Paulo II há sempre um sentinela, que pede que os visitantes permaneçam nas áreas delimitadas por cordas; grupos pequenos são autorizados a seguir, guiados pelo sentinela. Muitos depositam flores, rosários, medalhas e outros objetos sacros, enquanto outros apenas observam a lápide com curiosidade.
“Desde a morte de João Paulo II, tivemos que organizar as coisas de uma forma diferente, dada a quantidade de peregrinos que nos visitam todos os dias”, disse um dos responsáveis à ZENIT.
Antigamente, o acesso às Criptas Vaticanas se dava pelo interior da Basílica. Não havia indicações claras, e eram poucas as pessoas que desciam nos horários abertos à visitação.
Hoje, porém, os peregrinos que chegam à Praça São Pedro logo perguntam pelo jazigo do Pontífice. Sua tumba se transformou em parada obrigatória para todos os que visitam a Cidade Eterna.
“Para mim é emocionante, pois é a primeira vez que venho aqui”, disse à ZENIT Antonia, proveniente da Galícia, na Espanha, logo após ter visto a tumba. “Sempre ouvi falar e li sobre ele, e foi muito emocionante para mim visitar seu túmulo. O ambiente e a atitude das pessoas me fascinaram”.
Para Valentín, também da Espanha, visitar a tumba de João Paulo II era um dos principais objetivos de sua viajem a Roma. “Admirava sua simplicidade e proximidade das pessoas. O momento de sua morte foi muito difícil, porque ele foi muito importante, deixou uma marca na história do cristianismo e também da história universal”.
“Ao ver a tumba de João Paulo II, quase não pude conter minha emoção”, disse María José, uma peregrina da Argentina. “Lembrei-me de sua vida. Era uma pessoa muito simples, humana, próxima. Foi uma grande tristeza quando nos deixou, ainda nosso atual Papa seja uma pessoa maravilhosa”.
Com a música sacra soando ao fundo, os peregrinos recordam e agradecem àquele Pontífice morto num dia como este, acompanhado pelas orações de dezenas de milhares de fiéis na Praça São Pedro, aos quais disse: “Eu sou feliz, sejam também vós”.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Declarações da Sala de Imprensa da Santa Sé

Em resposta às perguntas dos jornalistas sobre o caso do bispo Prelado de Trondheim, Mons. Georg Müller, SS.CC., o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé deixou a seguinte declaração:




Confirmo as informações dadas no Comunicado do Administrador Apostólico de Trondheim (Noruega), Mons. Bernd Eidsvig, sobre o Bispo Prelado de Trondheim, Mons. Georg Müller, SS.CC., Bispo da Prelazia entre 1997 e 2009.



A problemática referente um caso de abuso sexual de um menor de idade dos anos 90, chegou ao conhecimento das autoridades religiosas em janeiro de 2009. A questão foi discutida e examinada com rapidez através da Nunciatura de Estocolmo, por mandado da Congregação para a Doutrina da Fé. Em maio de 2009 o Bispo apresentou sua demissão, que foi tempestivamente aceita pelo Santo Padre, e em junho deixou a Prelazia. O mesmo foi submetido a um período de terapia e não realiza mais nenhum tipo de trabalho pastoral.



Do ponto de vista das leis civis o caso estava prescrito. A vítima, hoje de maior, preferiu até o momento permanecer anônima.
[00477-01.01] [Testo originale: Italiano]
[B0203-XX.03]

terça-feira, 6 de abril de 2010

Todos estamos com o Papa

A Igreja está com o Papa, assegura cardeal Sodano

“Estamos reunidos em torno de vós”, afirma no Domingo de Páscoa
ROMA, domingo, 4 de abril de 2010 (ZENIT.org). – O cardeal Ângelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, em sua saudação a Bento XVI por ocasião da Páscoa, assegurou que a Igreja é particularmente solidária ao Santo Padre neste momento em que se verifica um campanha de críticas por parte dos veículos de comunicação.



No início da Missa presidida pelo Papa na praça São Pedro, o purpurado, que era também secretário de Estado vaticano, afirmou: “Estamos reunidos em torno de vós”



“Somos profundamente gratos pela força de vontade e pela coragem apostólica com as quais anuncia o Evangelho de Cristo”, afirmou referindo-se ao Papa.



“Está com ele o povo de Deus, que não cessa de se impressionar com os rumores do momento, com as provas que por vezes atingem a comunidades dos que creem”, sublinhou.



“Com ele estão os cardeais, seus colaboradores na Cúria Romana. Com ele estão os bispos de todo o mundo, que dirigem as 3 mil circunscrições eclesiásticas do planeta. Estão particularmente com ele nestes dias os 400 mil sacerdotes que servem generosamente o povo de Deus, nas paróquias, nos oratórios, nas escolas, nos hospitais e em tantos outros ambientes, bem como nas missões pelas regiões mais remotas do mundo”.



O cardeal Sodano lembrou então as palavras do Papa, quando, na quinta-feira passada, durante a Missa para a Bênção dos Óleos Santos, descreveu a atitude de Cristo durante sua Paixão: “insultado, não respondia com insultos, maltratado, não ameaçava vingança, mas confiava naquele que julga com justiça”.



“Nesta solenidade pascoal” – concluiu o cardeal Sodano – “nós rezaremos por Vossa Santidade, para que o Senhor, Bom Pastor, continue a sustentar-vos em sua missão a serviço da Igreja e do mundo”.

Viagem à São Paulo

Estou aqui em São Paulo. Cheguei hoje pela manhã. Chove sem parar, embora não tão forte quanto o Rio de Janeiro. A chuva daqui foi pra lá. O Congresso inicia próxima quinta-feira. O lançamento do livro será na sexta-feira, às 18h30, na Expocatólica. Conto com a oração daqueles e daquelas que me acompanham nesse blog. Abraço. São Paulo, rogai por nós!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nasceu hoje...

Boa tarde a todos e todas que acompanham esse meu blog. Gostaria de lhes comunicar que nasceu hoje, de fato, meu primeiro livro. Soube da notícia a pouco tempo atrás pela Loyola. Queria partilhar com todos essa alegria. Esse livro dedico a todos os fiéis leigos e leigas engajados na vida da Igreja. Que buscam viver em suas vidas o Evangelho e perceber a vontade do Senhor. Estarei indo a São Paulo participar de um evento e aproveitarei para lançar. Vai ser na "Expocatólica". Um evento voltado para o mundo católico e cristão. Rezem para que tudo corra bem. Saudações mais uma vez de FELIZ PÁSCOA. Quem quiser pode acessar o site: http://www.expocatolica.com.br/

domingo, 4 de abril de 2010

Mensagem de Páscoa do Papa Bento XVI - Bênção Urbi et Orbi

«Cantemus Domino: gloriose enim magnificatus est».


«Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!» (Liturgia das Horas: Páscoa, Ofício de Leituras, Ant. 1).

Queridos irmãos e irmãs!

Transmito-vos o anúncio da Páscoa com estas palavras da Liturgia, que repercutem o antiquíssimo hino de louvor dos hebreus depois da travessia do Mar Vermelho. Conta o Livro do Éxodo (cf. 15, 19-21) que, depois de atravessarem o mar enxuto e terem visto os egípcios submersos pelas águas, Miriam – a irmã de Moisés e Aarão – e as outras mulheres entoaram, dançando, este cântico de exultação: «Cantai ao Senhor que Se revestiu de glória. Precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro!» Por todo o mundo, os cristãos repetem este cântico na Vigília Pascal, cujo significado é depois explicado na respectiva oração; uma oração que agora, na plena luz da Ressurreição, jubilosamente fazemos nossa: «Também em nossos dias, Senhor, vemos brilhar as vossas antigas maravilhas: se outrora manifestastes o vosso poder libertando um só povo da perseguição do Faraó, hoje assegurais a salvação de todas as nações fazendo-as renascer pela água do Baptismo: fazei que todos os povos da terra se tornem filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito».


O Evangelho revelou-nos o cumprimento das figuras antigas: com a sua morte e ressurreição, Jesus Cristo libertou o homem da escravidão radical, a do pecado, e abriu-lhe a estrada para a verdadeira Terra Prometida, o Reino de Deus, Reino universal de justiça, de amor e de paz. Este «êxodo» verifica-se, antes de mais nada, no íntimo do próprio homem e consiste num novo nascimento no Espírito Santo, efeito do Baptismo que Cristo nos deu precisamente no mistério pascal. O homem velho cede o lugar ao homem novo; a vida anterior é deixada para trás, pode-se caminhar numa vida nova (cf. Rm 6, 4). Mas o «êxodo» espiritual é princípio duma libertação integral, capaz de renovar toda a dimensão humana, pessoal e social.



Sim, irmãos, a Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade! Se Cristo – o Cordeiro de Deus – não tivesse derramado o seu Sangue por nós, não teríamos qualquer esperança, o destino nosso e do mundo inteiro seria inevitavelmente a morte. Mas a Páscoa inverteu a tendência: a Ressurreição de Cristo é uma nova criação, como um enxerto que pode regenerar toda a planta. É um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, fazendo-a pender de uma vez por todas para o lado do bem, da vida, do perdão. Somos livres, estamos salvos! Eis o motivo por que exultamos do íntimo do coração: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»



O povo cristão, saído das águas do Baptismo, é enviado por todo o mundo a testemunhar esta salvação, a levar a todos o fruto da Páscoa, que consiste numa vida nova, liberta do pecado e restituída à sua beleza original, à sua bondade e verdade. Continuamente, ao longo de dois mil anos, os cristãos – especialmente os santos – fecundaram a história com a experiência viva da Páscoa. A Igreja é o povo do êxodo, porque vive constantemente o mistério pascal e espalha a sua força renovadora em todo o tempo e lugar. Também em nossos dias a humanidade tem necessidade de um «êxodo», não de ajustamentos superficiais, mas de uma conversão espiritual e moral. Necessita da salvação do Evangelho, para sair de uma crise que é profunda e, como tal, requer mudanças profundas, a partir das consciências.



Peço ao Senhor Jesus que, no Médio Oriente e de modo particular na Terra santificada pela sua morte e ressurreição, os Povos realizem um verdadeiro e definitivo «êxodo» da guerra e da violência para a paz e a concórdia. Às comunidades cristãs que conhecem provações e sofrimentos, especialmente no Iraque, repita o Ressuscitado a frase cheia de consolação e encorajamento que dirigiu aos Apóstolos no Cenáculo: «A paz esteja convosco!» (Jo 20,21).



Para os países da América Latina e do Caribe que experimentam uma perigosa recrudescência de crimes ligados ao narcotráfico, a Páscoa de Cristo conceda a vitória da convivência pacífica e do respeito pelo bem comum. A dilecta população do Haiti, devastado pela enorme tragédia do terremoto, realize o seu «êxodo» do luto e do desânimo para uma nova esperança, com o apoio da solidariedade internacional. Os amados cidadãos chilenos, prostrados por outra grave catástrofe mas sustentados pela fé, enfrentem com tenacidade a obra de reconstrução.



Na força de Jesus ressuscitado, ponha-se fim em África aos conflitos que continuam a provocar destruição e sofrimentos e chegue-se àquela paz e reconciliação que são garantias de desenvolvimento. De modo particular confio ao Senhor o futuro da República Democrática do Congo, da Guiné e da Nigéria.



O Ressuscitado ampare os cristãos que, pela sua fé, sofrem a perseguição e até a morte, como no Paquistão. Aos países assolados pelo terrorismo e pelas discriminações sociais ou religiosas, conceda Ele a força de começar percursos de diálogo e serena convivência. Aos responsáveis de todas as Nações, a Páscoa de Cristo traga luz e força para que a actividade económica e financeira seja finalmente orientada segundo critérios de verdade, justiça e ajuda fraterna. A força salvífica da ressurreição de Cristo invada a humanidade inteira, para que esta supere as múltiplas e trágicas expressões de uma «cultura de morte» que tende a difundir-se, para edificar um futuro de amor e verdade no qual toda a vida humana seja respeitada e acolhida.



Queridos irmãos e irmãs! A Páscoa não efectua qualquer magia. Assim como, para além do Mar Vermelho, os hebreus encontraram o deserto, assim também a Igreja, depois da Ressurreição, encontra sempre a história com as suas alegrias e as suas esperanças, os seus sofrimentos e as suas angústias. E todavia esta história mudou, está marcada por uma aliança nova e eterna, está realmente aberta ao futuro. Por isso, salvos na esperança, prosseguimos a nossa peregrinação, levando no coração o cântico antigo e sempre novo: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»
[00459-06.01] [Texto original: Italiano]
[B0198-XX.01]

sábado, 3 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA - ALELUIA, O SENHOR RESSUSCITOU!

Sábado Santo

Durante o Sábado Santao a Igreja nos convida a estarmos em vigília, junto ao Senhor no Sepulcro. Podemos comparar com nossa tradição de fazermos passarmos a noite na casa do defunto ao seu lado, rezando, cantando etc. No caso do Senhor é preciso silenciarmos nosso coração, pois grande é o mistério de sua paixão, morte e aquilo que acontecerá depois Sua Ressurreição. Como não sabemos nem temos como explicar com palavras nem gestos ou algo do gênero nos resta, portanto, silenciarmos.