sábado, 24 de abril de 2010

China e a Igreja

Não sei se muitos daqueles que frequentam esse blog ouviu falar do problema que a Igreja passa na China. Há uma igreja católica, dita oficial, e outra Igreja Católica considerada clandestina. Vamos tentar esclarecer uma e outra rapidamente. O que chamei de dita oficial, porque não há uma ligação direta com o Papa. Ou seja, a China em seu tipo de governo considera uma interferência direta no país as nomeações dos Bispos católicos feita pelo Papa. E isso ela não aceita nem estava querendo aceitar. Por conta disso, foi "criada" uma Igreja católica, chamada oficial, cujo autoridade maior é o chefe da China. Ele nomeia os bispos etc. E a Igreja católica, que é chamada de clandestina? Como o próprio nome diz não é reconhecida oficialmente pelo governo, e seus membros são perseguidos. Há uma briga entre os membros cristãos católicos dessas duas realidades? Não sei informar com precisão, mas do pouco que ouvi falar e de ler não há conflitos, pois com certeza os cristãos querem viver em paz. O Papa escreveu, inclusive, uma carta endereçada aos cristãos chineses ( http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2007/documents/hf_ben-xvi_let_20070527_china_po.html )na esperança de que tudo possa ser resolvido, e a presença da Igreja seja fecunda naquele país. Nesses dias estamos presenciando aos poucos uma abertura do governo chinês e sua compreensão maior do papel da Igreja na construção de um mundo de paz e justiça ( http://www.zenit.org/article-24689?l=portuguese ). Nesses dias foram ordenados alguns bispos, que foram reconhecidos oficialmente pela Igreja. Isso é muito importante para todos nós. Unamo-nos em oração ao povo chinês, para que eles possam viver sua fé livremente e testemunhá-la naquele imenso país.

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