terça-feira, 20 de abril de 2010

Visita à Malta do Papa superou as expectativas

Visita do Papa a Malta supera todas as expectativas

Metade da população viu Bento XVI
CIDADE DO VATICANO, segunda, 19 de abril de 2010 (ZENIT.org). – A metade da população do arquipélago de Malta saiu ao encontro de Bento XVI durante sua visita apostólica, um dado que permite compreender o efeito desta que foi sua décima quarta viajem internacional.



Em seu regresso a Roma, padre Federico Lombardi S.J,. diretor do Escritório de Informação da Santa Sé fez o seguinte balanço: “certamente foi sumamente positivo (...) diria que superou as expectativas dos organizadores malteses. Isto porque o calor da resposta, a quantidade espontânea de pessoas pelas ruas, todas tão alegres e cheias de entusiasmo, foi algo que impressionou profundamente”.



Dos cerca de 400 mil habitantes de Malta, estima-se que 200 mil estiveram presentes nas ruas para ver o Papa.



O padre Lombardi, falando aos microfones da Rádio Vaticana, atribuiu esta extraordinária participação às “raízes cristãs” do povo maltês e a sua “grande tradição católica”, que “se manifestou espontâneamente.



Com respeito ao encontro do Papa com vítimas de abuso sexual, ocorrido na Nunciatura Apostólica no domingo, padre Lombardi revelou que “a reunião foi muito simples”, “discreta” e “distante do barulho dos meios de comunicação”. Constituiu um “momento de oração”, seguido pela “escuta atenta por parte do Papa das palavras que estas pessoas queriam dizer, tudo o que sentiam em seus corações e queriam dizer ao Papa na condição de pastor e pai”.



“As respostas foram simples, muito espontâneas, compartilhando a dor, a oração, o alento e a esperança que o Papa podia transmitir a cada uma delas”. “É importante que este tenha sido um encontro no qual cada um pôde expressar o que sentia ao Papa, pois se tratava de curar feridas íntimas e muito profundas”.



“Parece-me que os testemunhos destes participantes, que quiseram falar de modo livre, foram sumamente positivos. Eu, que estava presente, pude ver que o clima era de profunda comoção, mas também muito sereno e pleno de esperança, de cura e de reconciliação”.



O diretor do “L'Osservatore Romano”, Giovanni Maria Vian, disse que “neste processo incessante de purificação, a Igreja de Roma é chamada a servir de exemplo, e é isto o que está fazendo seu bispo, desde o dia em que foi eleito como sucessor de Pedro”.



“Por esse motivo, também em Malta, Bento XVI indicou um caminho para seus fiéis e para o mundo, ao encontrar-se com as vítimas”, afirmou. “Para declarar sua vergonha e sua dor, e para assegurar que todo o possível está sendo feito para que a justiça seja estabelecida”.

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