domingo, 30 de maio de 2010

Domingo de atividades

O domingo está terminando. Esse final de semana foi de atividades e estudos. Ontem missa e lançamento do livro numa paróquia da região do grande Recife. Hoje duas missas pela manhã e formação para o grupo de acolhida da paróquia de Camaragibe. Foi muito bom e interessante. Gosto do grupo, pois é esforçado e versátil. Espero que cresçam mais e mais. O grupo tem futuro. Bom início de semana para tod@s.

sábado, 29 de maio de 2010

Domingo da Santíssima Trindade


Evangelho do domingo da Trindade: a casa de Deus

Por Dom Jesus Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, sexta-feira, 28 de maio de 2010 (ZENIT.org). Publicamos o comentário ao Evangelho do domingo da Santíssima Trindade, 30 de maio (João 16, 12-15), escrito por Dom Jesus Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e de Jaca.

A Santíssima Trindade não é uma palavra cruzada para os cristãos eruditos nem qualquer teorema de complicado. Trindade é aquela casa de Deus que os homens - sem Ele - não podem construir. "Se o Senhor não constrói a casa, em vão se cansam os pedreiros". E é que é impossível que se levante uma casa quando aqueles que a projetam, a financiam, a constroem e a vendem, rejeitaram a única pedra angular possível: "Jesus é a pedra que vós descartais, arquitetos, e que se converteu em pedra angular". Por isso, surpreende ver que há cristãos que são tão incondicionalmente acríticos e tão submissamente disciplinados para com os desígnios e ditames daqueles que fazem um mundo sem Deus ou contra Ele (e, portanto, sem humanidade ou contra ela), e continuam suspeitando e clamando contra aqueles que, com verdade e liberdade, são as novas vozes dos que continuam sem ter voz nos fóruns do nosso mundo.



Jesus nos abriu a porta que o pecado, infelizmente, fechou. Ele é a primeira pedra de um edifício novo, o lar da Santíssima Trindade entre nós. Não é uma casa concluída, sendo que Ele convida cada um a ser pedra viva daquele novo lar. O Pai, o Filho e o Espírito, com quem fazemos nosso sinal da cruz, com cujos nomes começamos a Eucaristia e com cuja bênção terminamos... eles são nossa casa, nossa nostalgia, nossa origem e também nosso destino. A Trindade, como casa de amor, de paz e concórdia; como casa de beleza e bondade, de justiça e verdade, de luz e de vida.



"Jesus não perdeu seus anos sofrendo e interpelando a maldade da época. Ele resolveu a questão de um modo muito simples: criando o cristianismo" (Péguy). Há tanta coisa a fazer, que não podemos perder tempo em lamentos e acusações. As babéis, seus projetos e proclamações, sempre tiveram data de expiração. Façamos o cristianismo, sejamos o cristianismo, deixando que o Espírito nos conduza à verdade plena. E que nosso coração e nossas comunidades cristãs, como parte da Trindade, como pedras vivas de sua casa estreada na história de cada dia, possam mostrar o espetáculo da bem-aventurança, que dá graça, que dá felicidade.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lançamento do meu livro

A todos e todas aviso sobre o lançamento do meu livro em Cruz de Rebouças, na cidade de Igarassú. Amanhã a noite após a missa das 19h. Celebro a missa e logo em seguida farei o lançamento no salão paroquial. Convido a todos vocês.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dias de atividades no Tribunal eclesiástico

Interessante é saber que muitas pessoas pensam que os padres não fazem nada nos dias que não há missa. No meu entendimento as pessoas imaginavam o contrário. Ao falar para muitas das minhas atividades durante a semana o espanto toma conta delas. Comecei a perceber que o que eu pensava estava equivocado. Por isso, que passei nas oportunidades que tinha de falar das coisas que fazia, como reuniões, missas etc. Daí, começaram a dizer que eu era amostrado. Lembrei-me das palavras de Jesus. Para alguns Jesus era um beberrão, para outros um louco, perdido na vida. Continuarei falando das minhas atividades e de tantos outros colegas. Não para amostração, mas para dizer que o que muitos realizam nos outros dias haverá repercussão também no caminho para o Reino de Deus. Ontem e hoje, por exemplo, me dediquei exclusivamente às atividades do tribunal eclesiástico, do qual faço parte. O tribunal é para tratar das causas matrimoniais, ou seja, daqueles irmãos e irmãs que por motivos diversos se separaram e constituíram nova vida matrimonial. E agora querem saber da possibilidade de poder casar novamente na Igreja, já que seus possíveis casamentos anteriores não foram bem e não deram absolutamente certo. No entanto, para isso é preciso entrar com processo, pois na verdade é um processo pra fazer isso. E, porque não dizer, é um processo mesmo! Trabalho com amor e empenho nessa causa, que não deixa de ser dramática, mas ao mesmo tempo magnífica. Podermos colaborar seriamente e vermos a possibilidade de tantas pessoas poderem refazer sacramentalmente sua vida. Todos podem se casar de novo? Sim e não! Como já falei é preciso um longo processo, que exige inúmeras etapas. É impossível? Também não! Continuarei depois falando sobre isso. Se tiver alguma dúvida sobre o assunto deixe seu comentário com pergunta. Responderei com prazer.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Catequese do Papa Bento XVI - site do Vaticano

○ Sintesi della catechesi in lingua portoghese

Queridos irmãos e irmãs,



Os sacerdotes têm a tríplice missão de ensinar, santificar e guiar a porção do povo que Deus lhes confiou, a exemplo do Santo Cura d’Ars, que se demonstrou pastor forte e determinado na defesa do bem das almas. Para conduzir o rebanho para onde o Senhor quer, e não na direcção que nos parece mais conveniente ou mais fácil, é necessária uma disponibilidade incondicional, deixando que o próprio Cristo governe a vida do sacerdote. Por isso, na base do ministério pastoral, está o encontro pessoal e constante com o Senhor, para conformar a própria vontade com a d’Ele. Convido os sacerdotes para as celebrações conclusivas do Ano Sacerdotal nos próximos dias 9, 10 e 11 de Junho: meditaremos sobre a conversão e a missão, o dom do Espírito e a relação com a Virgem Maria e renovaremos as nossas promessas sacerdotais, sustentados por todo o povo de Deus.



Amados peregrinos de língua portuguesa, com destaque para a Associação «Família da Esperança» pela numerosa presença dos seus membros: a minha saudação amiga para vós e para os fiéis de Niterói e de Curitiba. De coração a todos abençoo, pedindo que rezeis por mim, Sucessor de Pedro, cuja tarefa específica é governar a Igreja de Cristo, bem como pelos vossos Bispos e sacerdotes para que saibamos cuidar de todas as ovelhas do rebanho que Deus nos confiou. Obrigado!
[00776-06.01] [Texto original: Português]

terça-feira, 25 de maio de 2010

Pedofilia: a Igreja responde

Por Dom José Rafael Quirós, bispo de Limón, Costa Rica
LIMÓN, domingo, 23 de maio de 2010 (ZENIT.org-El Observador).- Publicamos a análise feita por Dom José Rafael Quirós, bispo de Limón, na Costa Rica, sobre a pedofilia e Igreja.

A pedofilia, transtorno da personalidade que consiste no interesse sexual centrado nas crianças de até 13 anos de idade, e que afeta uma porcentagem mínima da população, está presente, infelizmente, nos diversos grupos humanos sociais e profissionais.



Dado que o clero católico está composto por seres humanos, procedentes da sociedade, igualmente foi afetado por este comportamento - qualificado como crime e pecado pelo Papa Bento XVI, que, por sua vez, com total transparência e humildade, reconheceu que as medidas administrativas tomadas por parte de alguns superiores, como transferências e mudanças, mancharam de dor, tanto as vítimas como suas famílias e mesmo a Igreja.



No passado, a Igreja também cometeu erros no tratamento de fatos frequentemente denunciados, grandemente, a prática de guardar o silêncio, vigente na sociedade. Desde que foram publicadas algumas denúncias contra sacerdotes, foram dados passos concretos e decididos para erradicar este crime. O compromisso foi assumido pela Santa Sé, em primeira instância, pelo cardeal Joseph Ratzinger, sendo prefeito da Congregação para a Doutrina de Fé. Desde então, aquele que seria o Papa Bento XVI no futuro, demonstrou firmeza no tratamento de tais casos.



Normas vigentes



Em 18 de maio de 2001, a Congregação para a Doutrina da Fé enviou aos bispos de toda a Igreja e demais ordinários e hierarquia, uma carta com relação ao que considerava como os delitos mais graves contra a fé e a moral na Igreja e que eram reservados a esta instância superior.



No documento é estabelecido, claramente, que são delicta graviora (delitos mais graves) aqueles que atentam contra a santidade do Santíssimo Sacrifício e o Sacramento da Eucaristia, contra a santidade do sacramento da Penitência e contra o sexto mandamento (não pecar contra a castidade) do Decálogo, cometido por um clérigo contra um menor de 18 anos.



Este último delito, que é o que, de fato nos ocupa, já estava contemplado no cânon 1395 § 2, do Código do Direito Canônico (promulgado em 25 de janeiro de 1983), que ordena: "O clérigo que comete de outro modo um delito contra o sexto mandamento do Decálogo, quando este for cometido com (...) um menor de 18 anos, deve ser castigado com penas justas, sem excluir hipótese de exclusão do estado clerical se o caso requerer".



Desde então, e muito antes, a prescrição é inequívoca a dar a qualificativa de delito a tais ações, contemplando entre outras penas, a expulsão do estado clerical, imposta após realizar o julgamento conforme as normas processuais canônicas. Junto à Carta Apostólica, se incluía o elenco de normas de procedimento a seguir nos casos mencionados; pautas que, efetivamente, regem para a Igreja Universal.



Sobre o procedimento



No último dia 12 de abril, a própria Congregação para a Doutrina de Fé, publicou um guia para que leigos e canonistas possam compreender os procedimentos básicos, diante casos de denúncias por abusos sexuais. Estas normas foram postas em prática, desde que foram promulgadas.



Com clareza foi indicado:



- A denúncia é apresentada diante o bispo ou ordinário da diocese. A ele corresponde realizar a investigação prévia e valorizar se a mesma tem ou não fundamento. Após isso, o bispo remitirá toda a informação à Congregação para a Doutrina da Fé. Durante este período, e até que se termine o processo, o bispo pode tomar medidas cautelares para garantir que não haverá danos às crianças, entre elas, restringir o exercício público do ministério sacerdotal.



É importante recordar que terão de ser observadas as leis civis que regulam esta matéria.



- Com a informação remitida pelo bispo, a Congregação estuda o caso e pode tomar diversas posições:



1. Autorizar o bispo para que desenvolva um processo penal judicial em seu tribunal diocesano. Neste caso, deverão ser seguidas as normas estabelecidas para todo processo penal, conforme os cânones 1717-1737 do Código de Direito Canônico.



2. Autorizar o bispo para que realize um processo penal administrativo, por meio de um delegado, com a assistência dos assessores. Por se tratar de um processo administrativo, no final é emitido um decreto, que admite um recurso à Santa Sé. Nestes casos, o acusado também tem direito a conhecer e responder à demanda e a revisar as provas.



Se julgado "culpado", em ambos os processos, o clérigo expõe sua imposição, entre outras penas, a mais grave, é a expulsão do estado clerical.



- Quando há um julgamento penal civil condenável, declarando o clérigo culpado por abusos sexuais contra um menor, ou quando as provas são contundentes, a Congregação pode optar por levar o caso diretamente ao Santo Padre, com a petição de que, ele mesmo, promulgue, mediante decreto, a expulsão do estado clerical.



Diante de uma acusação, se o clérigo reconhece o delito, pode solicitar, por própria iniciativa, a dispensa das obrigações sacerdotais, que o Santo Padre concede pelo bem da Igreja.



- Também cabem medidas disciplinares autorizadas pela Santa Sé, quando o clérigo acusado admite seus delitos e aceita viver uma vida de oração e penitência. Por decreto, é proibido ou restringido o exercício público do ministério. Em caso dessa ordem não ser respeitada, pode-se impor uma pena e até a expulsão do estado clerical. Em contrapartida, dessa decisão o clérigo pode recorrer à Santa Sé.



Todo o procedimento é assistido pela lei suprema da Igreja: "a salvação das almas" (cânon 1752 do Código de Direito Canônico), cumprindo assim sua missão, que não é a de condenar e destruir o pecador, mas sim a de sempre dar lugar ao arrependimento e à conversão, sem deixar de lado a justiça.



A partir da nossa realidade



Cumprindo as normas emitidas pela Santa Sé, a Conferência Episcopal da Costa Rica, desde 1º de novembro de 2005, publicou um protocolo de "Procedimento mediante acusação de conduta sexual inapropriada contra uma pessoa menor de idade". Estas disposições foram exibidas publicamente e não são de acesso restrito, de forma que, quem quiser se informar ou tiver a necessidade de apresentar um caso, encontrará um guia para reclamações dos direitos do ofendido.



A denúncia é apresentada nas respectivas cúrias diocesanas, nas quais, uma vez recebidas, o bispo atuará por meio do vigário geral, a quem corresponde dar andamento no processo de investigação. Este último informará ao bispo sobre o ato e fará as recomendações que o caso merece, tanto referente às medidas que devem ser tomadas quanto contra o acusado, como aquelas relacionadas à ajuda espiritual e ao apoio psicológico dos afetados.



Em caso da Congregação para Doutrina da Fé indicar que os casos devem ser tramitados judicialmente, a documentação será enviada ao Tribunal Eclesiástico Provincial da Costa Rica para que se dê andamento do processo penal.



Não é só um problema da Igreja Católica



Como nos recorda o Concílio Vaticano II, a Igreja, seguindo fielmente a missão que o Senhor deixou, sabe que "está fortalecida, com a virtude do Senhor ressuscitado, para triunfar com paciência e caridade sobre suas aflições e dificuldades, tanto internas quanto externas, e revelar ao mundo fielmente seu mistério, ainda que seja entre penumbras, até que se manifeste em todo o esplendor no final dos tempos".



Em pé e com a cabeça erguida, continuamos caminhando, lutando contra o pecado em suas múltiplas manifestações; as medidas tomadas vão nesta direção, de forma que, se pecou, humildemente pedirá perdão pelos erros cometidos; é isso que forma a Igreja e continuaremos com o caminho não acabado de conversão.



O combate contra a pedofilia deve ser assumido por toda a sociedade, sem encobrimento e com total transparência. Sem demérito da caridade, que está acima de tudo. Para isso, devemos denunciar estes crimes às autoridades competentes, se realmente o que se pretende é buscar a justiça. Existe quem apresenta esse mal como exclusivo e estendido, unicamente na Igreja Católica, mas a realidade é que também acontece, em alguns casos com maior incidência, em outros círculos de confiança compostos por familiares, amigos, vizinhos, profissionais e religiosos não-católicos.



Além de apontar publicamente os culpados de atos concretos, que é o mais fácil e pouco ajuda a solucionar o problema, a sociedade inteira deveria ter consciência de que o ambiente libertino e desenfreado promovido e explorado, que muitos denominam de "sociedade aberta e moderna", alimenta, em grande quantidade, este tipo de conduta. A mudança é de todos.

domingo, 23 de maio de 2010

Oração ao Espírito Santo


Vinde Espírito Santo,



Enchei os corações dos Vossos fiéis



E acendei neles o fogo do Vosso amor



Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado



E renovareis a face da terra



Oremos: ó Deus que instituistes os corações dos Vossos fiéis



Com a luz do Espírito Santo,



Fazei que apreciemos retamente todas as coisas



Segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre de suas consolações



Por Cristo Senhor nosso, Amém.

sábado, 22 de maio de 2010

Pentecostes - Festa da Igreja e da unidade

Evangelho de Pentecostes: Como brisa tempestuosa

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, sexta-feira, 21 de maio de 2010 (ZENIT.org). Publicamos o comentário ao Evangelho de domingo de Pentecostes, 23 de maio (Jo 20,19-23), escrito por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e de Jaca.

Temos percorrido as grandes etapas da vida do Senhor no decorrer da liturgia. Domingo passado celebramos a Ascensão do Senhor. Impressiona sobremaneira ver que esta "última Palavra" que Deus envia, seu Filho, seja dita com tanta precariedade. Porque não será este último dizer de Deus uma Palavra contundente e retumbante, mas humilde e livre como todas as suas. Acampou sua Palavra em nossas terras condenadas a tantos extermínios e abriu sua Morada para se unir conosco no Encontro mais estremecedor e decisivo, para estrear a felicidade, a verdadeira humanidade e a dita bem-aventurança de um amor sem preço nem ficção.



Podemos ter acesso ao que Jesus disse em seu aramaico, em seu Oriente Médio, já há tantos anos? Aqui arriscamos tudo. Porque este "tudo" se reduz a saber se aquilo que aconteceu então, é possível voltar a ocorrer hoje, aqui e agora. E Pentecostes é a graça de perpetuar, dia após dia, lugar após lugar, idioma após idioma, a Palavra e a Presença de Jesus.



Assim o prometeu Ele: "Já lhes disse tudo estando entre vós, mas meu Pai vos enviará o Espírito Santo para que vos ensine e recorde tudo o que eu vos disse". Esta foi a promessa cumprida por Jesus. E a história cristã conta que em todo o tempo, em cada canto da terra e em todas as línguas, Jesus se fez presente e audível onde houve um cristão e uma comunidade que permitiu que o Espírito Santo ensinasse e recordasse o que o Pai nos falou e mostrou em Jesus.



O Espírito prometido por Jesus nos faz continuadores daquela maravilha, quando homens, amedrontados e fugitivos poucos dias antes, começam a anunciar a passagem de Deus por suas vidas em cada uma das línguas dos que os escutam. Queira Deus que possamos prolongar tal acontecimento, sendo portadores de outra Presença e porta-vozes de outra Palavra, maior que as nossas, se consentirmos que também em nós o Espírito ensine e recorde Jesus, de maneira que possamos ser testemunhas de seu reino, da bondade e beleza características de uma nova criação, na qual a vida de Deus e a nossa brindarão em taça de bem-aventuranças.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Novo estudo sobre direito canônico

Bom dia. Hoje dei por encerrado um estudo sobre uma matéria do direito canônico pouco conhecida. É sobre as penalidades que pode sofre um fiel, seja ele leigo ou sacerdote, na Igreja. Vou apresentar nos Institutos que dou aula. Dividi em 4 temas. E um dos temas trata sobre pedofilia. Não é um trabalho exaustivo ou que pretende ser a última palavra. Como falei é um estudo e uma pequena contribuição sobre a matéria e sobre o tema do momento, que é a pedofilia. A falta de conhecimento leva ao falatório desrespeitoso e grosseiro muitas vezes. Acusações irresponsáveis contra a Igreja que tem uma preocupação ímpar sobre isso. Fato é, óbvio, muitas vezes quem estava no poder em determinada situação não fez nada, e que na verdade deveria ter tomado as devidas providências. Porém, podemos e devemos acusar de que a Igreja não faz nada, de modo geral? É a Igreja ou quem estava no poder em determinados momentos que não fez? Bom, fica ai alguns questionamentos. Vou abrir um espaço para uma pesquisa de opinião aqui no blog. Participem e deixem sua opinião.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Igreja dos Estados Unidos X Aprendizado com as vítimas abusadas

Estados Unidos: o que os bispos aprenderam sobre vítimas de abusos

Os sobreviventes ficam preocupados com as estratégias de prevenção
WASHINGTON, quarta-feira, 19 de maio de 2010 (ZENIT.org).- A Comissão Nacional de Revisão da Conferência Episcopal dos Estados Unidos publicou um conjunto de dez lições extraídas do trabalho com as vítimas ou sobreviventes de abusos infantis por parte do clero.



A lista foi preparada pela presidente da Comissão, Diane Knight, e foi publicada na sexta-feira passada pela conferência episcopal.



"Aprendemos que falta uma grande coragem por parte de uma vítima/sobrevivente para dar um passo adiante e revelar sua história depois de anos, às vezes décadas, de silêncio e sentimentos de vergonha", afirma o comunicado.



"Para a vítima/sobrevivente, no final é muito importante simplesmente ser compreendida", acrescenta.



Knight afirma que, "apesar de sua própria dor e sofrimento, muitas vítimas/sobreviventes estão preocupados por que a Igreja evite que esse tipo de abuso aconteça a mais crianças, assim como estão preocupados por si mesmos e suas próprias necessidades de cura".



"Enquanto a história de cada pessoa é diferente, o comum é a violação da confiança", afirma.



Knight acrescenta que "alguns sobreviventes não confiam absolutamente em nada, até hoje, enquanto outros foram capazes de trabalhar através dessa dor, com a ajuda e o apoio de seus entes queridos".



"Aprendemos que na atualidade existem métodos de terapia que funcionam especialmente bem com e para sobreviventes de abusos sexuais infantis e que os indivíduos podem ser ajudados, mesmo depois de muitos anos de tentativa sem êxito de simplesmente esquecer-se dos fatos", afirma.



O comunicado da comissão afirma ainda que "nós aprendemos que o abuso roubou de algumas vítimas/sobreviventes sua fé. Para alguns, isso significa a perda de sua fé católica, mas para outros significa a perda total da fé em um Deus".



"Aprendemos, contudo, que temos muito a aprender", conclui o comunicado.



A Comissão Nacional de Revisão é um grupo consultivo de 13 leigos com experiência em áreas como direito, educação, meios de comunicação e ciências da saúde.



A Comissão foi criada em 2002, quando os bispos dos Estados Unidos aprovaram a "Carta para a Proteção de Crianças e Jovens". A Comissão Nacional de Revisão está atualmente trabalhando em "Causas e Estudo de Contexto", sobre casos de abuso sexual de menores por sacerdotes, que está sendo desenvolvido pelo Colégio John Jay de Justiça Criminal e será publicado em 2011.



Para ter acesso ao comunicado original em inglês, acesse: www.usccb.org/comm/archives/2010/10-095.shtml

terça-feira, 18 de maio de 2010

Programa Nacional de Direitos Humanos

3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)

BRASÍLIA, domingo, 16 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos, a seguir, a declaração da 48ª Assembleia Geral da CNBB sobre o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).
"Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça" (Mt 6,33)

A promoção e a defesa dos Direitos Humanos fazem parte da mensagem bíblica e constituem parte da missão da Igreja Católica, em sua ação evangelizadora, especialmente, diante de violações que atentam contra a dignidade humana. Na Encíclica Pacem in Terris, de 1963, o Beato João XXIII estabeleceu um autêntico paradigma dos Direitos Humanos, alicerçados numa visão integral da pessoa humana.



A Igreja, por esta Encíclica, continua afirmando que "Em uma convivência humana bem constituída e eficiente, é fundamental o princípio de que cada ser humano é pessoa; isto é, natureza dotada de inteligência e vontade livre. Por essa razão, possui em si mesmo direitos e deveres, que emanam direta e simultaneamente de sua própria natureza. Trata-se, por conseguinte, de direitos e deveres universais, invioláveis e inalienáveis." (Pacem in Terris, 9) Entre os direitos principais, listados pelo Papa, se encontram, em primeiro lugar, o "direito à existência, à integridade física, aos recursos correspondentes a um digno padrão de vida" (idem, 11).



O conjunto de Direitos afirmados na Pacem in Terris ultrapassa os que constam na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas de 1948, sobretudo, pela ênfase dada aos direitos sociais e econômicos. Distingue-se também da visão individualista dos Direitos Humanos ao integrar os direitos individuais aos sociais, a partir do princípio da responsabilidade social e do dever de solidariedade que liga as pessoas humanas. Os direitos sociais, nesta perspectiva, não são uma concessão ou um ato de caridade social, mas um dever de justiça que o Estado é obrigado a garantir, tendo em vista a dignidade da pessoa humana e o seu direito à vida.



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fiel à missão confiada por Cristo à Igreja, tem procurado agir na defesa dos Direitos Humanos, dentro de uma sociedade pluralista na qual vivemos. É oportuno lembrar aqui a luta empreendida pelos Bispos do Brasil em favor da redemocratização do País e sua ação efetiva contra o arbítrio e a tortura. Recordamos também, algumas iniciativas da CNBB e das diversas Pastorais Sociais, do passado aos nossos dias, em prol da democracia, do direito e da justiça: as Campanhas da Fraternidade, a luta contra o trabalho escravo, a defesa dos povos indígenas e afro-descendentes, a dignidade dos aprisionados, o empenho pela reforma agrária, a justa distribuição da terra, a preservação do meio ambiente, o apoio na elaboração dos Estatutos da Criança e do Adolescente, do Idoso e da Igualdade Racial, a luta pela elaboração da Lei 9840, contra a corrupção eleitoral, e a recente Campanha conhecida como "Ficha Limpa".



Quando a Igreja se pronuncia sobre os Programas Nacionais de Direitos Humanos, ela o faz com o propósito de exercer o seu direito de sujeito presente na sociedade e participante dos destinos de nosso povo. Tal direito, sendo também um dever constitutivo de sua missão, é irrenunciável. Diante dessas iniciativas governamentais, a Igreja Católica somente "quer servir à formação da consciência na política e contribuir a que cresça a percepção das verdadeiras exigências da justiça" (Deus caritas est, 28a).



Para a Igreja, a mesma veemência que se demonstra na defesa da vida em sua dimensão social deve ser demonstrada no tocante à defesa da vida em sua dimensão pessoal, bem como na defesa de todos aqueles valores e realidades que dignificam o ser humano, como a família, a religião, a reta compreensão da sexualidade, entre outros. Não pode haver desconexão entre a moral social e a moral da pessoa. "A Igreja propõe, com vigor, esta ligação entre ética da vida e ética social, ciente de que não pode ‘ter sólidas bases uma sociedade que afirma valores como a dignidade da pessoa, a justiça e a paz, mas contradiz-se radicalmente aceitando e tolerando as mais diversas formas de desprezo e violação da vida humana, sobretudo se débil e marginalizada'". (Caritas in veritate,15)



Nas ações programáticas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), conforme é afirmado na Nota da Presidência da CNBB, de 15 de janeiro de 2010, encontramos "elementos de consenso que podem e devem ser implementados imediatamente". Entretanto, identificamos também determinadas ações programáticas que não podem ser aceitas. Reafirmamos nossa posição, já muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, da dignidade da mulher, do direito dos pais à educação religiosa e ética de seus filhos, do respeito aos símbolos religiosos, e contrária à prática e à descriminalização do aborto, ao "casamento" entre pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por casais homoafetivos e à profissionalização da prostituição.



A linha de continuidade que existe em torno desses pontos, entre os Programas de Direitos Humanos de 1996 (PNDH-1), de 2002 (PNDH-2) e de 2009 (PNDH-3), é reveladora de uma antropologia reducionista que está na base de certas formulações nas quais pretensos direitos são incluídos entre os Direitos Humanos, embora constituam a negação mesma de Direitos Fundamentais. Só uma visão integral de pessoa humana pode fundamentar corretamente os Direitos Humanos. Como afirmou o Papa Bento XVI, perante a ONU, em seu discurso por ocasião do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em abril de 2008, "Tais direitos estão baseados na lei natural inscrita no coração do homem e presente nas diversas culturas e civilizações. (...) Contudo não se deve permitir que esta ampla variedade de pontos de vista obscureça o fato de que não só os direitos são universais, mas também o é a pessoa humana, sujeito destes direitos".



Em nossa ação pastoral, continuaremos envolvendo as comunidades cristãs e mobilizando a sociedade brasileira, para o necessário discernimento e o atento acompanhamento das propostas legislativas, durante a sua tramitação no Congresso Nacional, relativas a determinadas ações programáticas do PNDH-3, em vista da efetivação dos Direitos Humanos em nosso País.



Renovamos nosso compromisso com o efetivo respeito aos Direitos Humanos, de modo especial dos pobres e das camadas mais frágeis de nossa população. Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, imploramos as luzes de Deus, para que, em um clima de diálogo democrático, possamos construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.



Brasília, 12 de maio de 2010



Dom Geraldo Lyrio Rocha

Arcebispo de Mariana

Presidente da CNBB



Dom Luiz Soares Vieira

Arcebispo de Manaus

Vice-Presidente da CNBB



Dom Dimas Lara Barbosa

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Secretário-Geral da CNBB



(Com CNBB)

Balanço do Pontificado de Bento XVI

Cinco anos depois, Bento XVI continua surpreendendo

Entrevista com Ramiro Pellitero
Jesús Colina
ROMA, segunda-feira, 17 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Ainda são muitos os aspectos a serem descobertos pela opinião pública sobre o pensamento de Bento XVI, como explica, nesta entrevista concedida a ZENIT, Ramiro Pellitero, sacerdote e médico, professor da Faculdade de Teologia e do Instituto Superior de Ciências Religiosas, e capelão da Clínica da Universidade de Navarra.



Coincidindo com a celebração do quinto aniversário do pontífice, acaba de publicar um livro intitulado À linha de um pontificado: o grande 'sim' de Deus (Ed. Eunsa, 2010).



-Entre as perguntas que nossos leitores querem fazer, há uma primeira que talvez esteja relacionada ao título do livro: Bento XVI tem repetido ao longo de seu pontificado que o cristianismo não é um conjunto de "nãos", principalmente de caráter ético, mas um grande "sim". Mas isso continua sem ser compreendido. Por quê?



Ramiro Pellitero: Penso que isso vem de longa data e tem causas diversas. Aponto duas que me parecem importantes. De um lado, ao explicar a fé cristã nos últimos séculos, certo moralismo - que Bento XVI mostrou em mais de uma ocasião - colocava o dever antes da verdade. Mas quando se ama a Deus e ao próximo, nossos deveres não são um peso nem uma negação, mas uma libertação e uma plena realização da própria personalidade.



Ao mesmo tempo, parece que nas notícias e na mídia há uma pressão "interessada" em silenciar esse grande "sim" que é o Evangelho a tudo o que é bom, belo e nobre: ao amor humano, ao verdadeiro progresso, à vida em todas suas fases, à razão e às mais valiosas experiências da humanidade. Isto é silenciado, enquanto se põe em primeiro lugar só as negações que são deduzidas daquele grande "sim". Certamente, o sim ao verdadeiro progresso não pode deixar de ser um não ao que escraviza as pessoas, as destrói ou pelo menos as prejudica: não ao egoísmo das injustas desigualdades sociais, às ameaças à vida, à falta de liberdade religiosa etc. Quem pode ter esse interesse em manipular o que disse o Evangelho, calando o "sim" e permitindo ouvir somente o "não", de maneira que se dê impressão triste e retrógrada do cristianismo? Esta pergunta eu faria, em especial, aos que trabalham a serviço da opinião pública.



-Quais são os aspectos do pensamento de Bento XVI que a opinião pública ainda não descobriu?



Ramiro Pellitero: Penso que é necessário uma atenção maior, por parte da opinião pública, em torno dos núcleos deste pontificado: a validez da razão e ao mesmo tempo sua necessidade de se abrir à transcendência; a "revolução" do amor e a aprendizagem de uma esperança que compromete todos, principalmente a favor dos mais pobres e fracos. Entre os cristãos, o Papa promoveu um redescobrimento da Eucaristia e da Palavra de Deus, como fontes de uma vida cheia de sentido no dia a dia. Quem dá por lógico que estes pontos pertencem ao "já ouvido" ou "já vivido", como se já não merecessem atenção, comete um erro. Todos e cada um - e, no caso dos cristãos, também como Igreja - estamos sendo convidados por Bento XVI a perceber nossa responsabilidade.



-É interessante que um dos capítulos de seu livro fale de "evangelização e comunicação", enquanto nos últimos dois anos o Papa teve de confrontar sérias crises de comunicação. O que significa a comunicação para Bento XVI?



Ramiro Pellitero: Entendo que para Bento XVI, como intelectual de seu tempo e agora Pastor supremo da Igreja, a comunicação é um valor muito importante. Mas é necessário, acima de tudo, ter clara a mensagem que se irá comunicar. Neste caso, trata-se de nada menos que do Evangelho, com toda sua riqueza, força e capacidade transformadora do homem e da história. Talvez o Papa avalie os elementos da comunicação em uma ordem e proporção diferentes se comparados ao que fazem alguns profissionais da comunicação. Penso que, para ele, a coisa mais importante é a verdade e o bem, antes de outros valores legítimos, mas secundários, como a mera atualidade, a utilidade ou a dialética. Estes aspectos podem ser, à primeira vista, mais atraentes, enquanto geram mais "notícia"; mas deveriam se colocar ao serviço das pessoas, ao serviço da verdade e do bem, da justiça e da paz.



- Aproveitando a resposta da pergunta anterior, Joseph Ratzinger tem sido realmente um teólogo notável. Ele deixou de sê-lo agora como Papa, para transformar-se em um Pastor?



Ramiro Pellitero: Eu não acho que ele tenha deixado de se manifestar como teólogo, embora agora se veja mais claramente o que considera propósito da teologia: o conhecimento e, mais ainda, a participação no amor de Deus que transforma o mundo. Isso comporta a abertura do humanismo para a transcendência, a ampliação da racionalidade além do empírico (para as dimensões da verdade e do bem), a verdadeira sabedoria que leva à civilização do amor.



Em outras palavras, a teologia esboça e abre o senso da realidade para a vida das pessoas. Nesta medida, provê um marco de referência para a pedagogia da fé e do apostolado cristão. Como o Papa mesmo disse antes da Comissão Teológica Internacional, em dezembro de 2009, o verdadeiro teólogo é aquele que, tornando-se pequeno diante de Deus, permite que Ele lhe toque o coração e a existência, para colocar-se a serviço do Evangelho. Com efeito, tal é o horizonte da teologia, que hoje - e sempre - pode iluminar a cultura contemporânea; e que, no caso do Papa, está totalmente ao serviço de seu ministério pastoral.



-A quem se dirige seu livro e qual seria sua principal mensagem?



Ramiro Pellitero: O texto se dirige a um público amplo, com espírito jovem e humor aberto; com certo gosto pela leitura, mas principalmente com capacidade de surpreender-se e rebelar-se ante uma existência monótona ou aburguesada, trocando-a por uma vida plenamente vivida, se vale a redundância. Sem dúvida, são os jovens - de todas as idades - os que têm melhor disposição para captar e realizar este projeto. O livro convida a prestar uma atenção maior ao Papa. Seus gestos e palavras nos confirmam, como cristãos, na perene atualidade do Evangelho. Convidam-nos a mudar tantas coisas que devem ser mudadas, como consequência do amor a Deus e ao próximo. Um amor que necessariamente passa pela cruz, e que, também necessariamente, leva à felicidade.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Importante para jornalistas - mas é bom sabermos

Para que jornalistas informantes de religião não tenham desculpas

Curso oferecido em Roma para os que fazem cobertura dos eventos da Igreja Católica
ROMA, segunda-feira, 17 de maio de 2010 (ZENIT.org).- A Faculdade de Comunicação Institucional da Universidade Pontifícia da Santa Croce oferecerá em setembro, pela segunda vez, um seminário com duração de uma semana, que tem como objetivo proporcionar aos jornalistas que escrevem sobre religião um conjunto de ferramentas para aprimorar sua cobertura na Igreja Católica.



O seminário, intitulado The Church Up Close: Covering Catholicism in the Age of Benedict XVI, acontecerá em Roma, de 6 a 12 de setembro de 2010. Será em inglês e está aberto a todos os jornalistas ativos, ainda que o número de participantes seja limitado.



É possível consultar uma informação mais detalhada do seminário The Church Up Close em seu site (http://www.church-communication.net/), onde também é possível baixar a programação.



Junto às apresentações que descrevem a natureza da Igreja e o funcionamento do Vaticano, será oferecida no seminário uma variedade de temas, como: a relação entre a Igreja Católica e a comunidade anglicana (considerando a imediata visita do Papa ao Reino Unido); a pesquisa com células-tronco e temas de bioética; o Papa Pio XII e os judeus; as minorias cristãs no mundo; a beatificação do cardeal Newman; a diplomacia da Igreja.



Além do seminário, será dedicada atenção especial às recentes controvérsias midiáticas sobre os escândalos de abusos sexuais.



Entre as autoridades que participarão do seminário, destacam-se as seguintes: cardeal Francis Stafford, penitenciário maior emérito da Penitenciaria Apostólica; professor David Jeager, O.F.M., especialista da Santa Sé para relações com Israel; cardeal Peter K.A. Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz; Dom Peter Wells, da Secretaria do Estado; padre Frederico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé; Dom Lucio Ruiz, chefe da Assessoria Vaticana de Internet; e Yago de la Cierva, diretor de Comunicação da Jornada Mundial da Juventude de Madri 2011.



Segundo o presidente do comitê organizador, Prof. D. John Wauck, "o seminário The Church Up Close é uma versão condensada de uma série de aulas que nossa faculdade oferece atualmente - uma vez ao mês, em italiano - durante o ano acadêmico, para os vaticanistas residentes em Roma. O êxito desses cursos nos incentivou a oferecer um programa semelhante, durante uma semana e em inglês, para jornalistas que não residem permanentemente em Roma".



O professor Wauck considera que "informar sobre uma instituição tão antiga e estendida como a Igreja Católica sempre foi um enorme desafio. Em um mundo interconectado e próximo como o nosso, é cada vez mais necessário contar sobre as histórias da Igreja local com uma perspectiva global. Este seminário deveria ajudar os jornalistas a fazê-lo. Além disso, Roma é um cenário ideal para refletir sobre a relação entre religião e meios de comunicação junto a jornalistas do mundo inteiro".



O seminário de setembro prevê, junto às sessões acadêmicas, visitas e encontros pessoais com oficiais da Cúria e corresponsáveis veteranos do Vaticano. O objetivo é proporcionar não só um conhecimento básico do ambiente vaticano, mas também uma análise séria e profunda dos desafios mais importantes que a Igreja enfrenta atualmente. No quinto ano de pontificado, o seminário oferecerá igualmente uma perspectiva sobre o pensamento do Papa e sua liderança na maior igreja do mundo. Este seminário é possível graças à generosa colaboração da fundação norte-americana Our Sunday Visitor.



Para mais informações: chrchupclose@pusc.it

domingo, 16 de maio de 2010

Festa da Ascensão do Senhor - meditação

Evangelho de domingo: o adeus de quem permanece

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm
OVIEDO, sexta-feira, 14 de maio de 2010 (ZENIT.org). - Publicamos o comentário ao Evangelho de domingo, 16 de maio, da Ascensão do Senhor (em vários países), 7º domingo da Páscoa (Lucas 24,46-53), de autoria de Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e de Jaca.

Houve alguém na história que realizou o sonho de Deus para o homem, alguém que não transformou este sonho em pesadelo, alguém que foi feliz na única dependência que nos torna livres: a de Deus. Toda a história precedente estava por demasiado repleta de outras alternativas além daquela oferecida por Deus: os frutos proibidos do Éden, as confusas torres de Babel, os ídolos de deuses falsos. Jesus inaugurou uma nova maneira de ser e de estar diante de Deus, diante dos homens e do mundo. Com o cumprimento da vida terrestre do Senhor, não termina aqui sua missão. Porque esta novidade de um povo, por Ele inaugurada, não se concluiu com sua Ascensão para o Pai. Jesus, ao entrar no céu, abre as portas que até então estavam fechadas por todos os pecados e tormentos humanos.



Lucas, que inicia seu evangelho no templo, quando Jesus menino é apresentado, também o conclui no templo, apresentando os discípulos de Jesus como portadores de sua presença e porta-vozes de sua Palavra.



Ainda têm de esperar pela chegada do Espírito prometido, para que sejam revestidos da força que vem do alto. Aqueles discípulos ficaram atônitos diante dessa despedida, diante do adeus menos desejado e mais temido, o adeus d'Aquele a quem mais amaram e amarão os homens que realmente souberam amar. Por isso, os anjos arrancaram os discípulos de sua imobilidade, para dizer-lhes o mesmo que Jesus havia dito: não fiquem parados, olhando para o céu. Há muito a fazer.



Não era uma despedida, a de Jesus, para provocar nostalgias românticas nem sentimentalismos tristes. Era um adeus para um novo encontro com quem prometeu estar, de outro modo, entre eles "até o fim do mundo". Por isso, "em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria", com uma atitude muito diferente da de alguns dias atrás, quando se esconderam por medo dos judeus. Assim como o Pai enviou Jesus, agora este envia seus discípulos. Deverão agora contar para todos o que viram e ouviram, o que tocaram com suas mãos, sua convivência com o Filho de Deus. E Jerusalém se encherá de alegria, a alegria destes discípulos, colocada em seus corações por Jesus e que nada nem ninguém lhes poderá tirar.

sábado, 15 de maio de 2010

Missa de Nossa Senhora de Fátima - Camaragibe

Bom dia. Hoje irei celebrar na Capela de Nossa Senhora de Fátima, aqui em Camaragibe. É o penúltimo dia da Festa. Uma Capela agradável e cheia de vida. São devotos da Nossa Mãe Santíssima. Tenho uma devocação especial pela Virgem de Fátima. E fico feliz em poder celebrar numa comunidade que a tem como padroeira. A todos daquela comunidade minhas felicitações e boas festas.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Homilia do Papa em Porto - Portugal

HOMILIA DO SANTO PADRE

Amados Irmãos e Irmãs,
«Está escrito no Livro dos Salmos: […] receba outro o seu cargo. É necessário, portanto, que […] um se torne connosco testemunha da ressurreição» (Act 1, 20-22). Assim falou Pedro, lendo e interpretando a palavra de Deus no meio de seus irmãos, reunidos no Cenáculo depois da Ascensão de Jesus ao Céu. O escolhido foi Matias, que tinha sido testemunha da vida pública de Jesus e do seu triunfo sobre a morte, permanecendo-Lhe fiel até ao fim, não obstante a debandada de muitos. A «desproporção» de forças em campo, que hoje nos espanta, já há dois mil anos admirava os que viam e ouviam a Cristo. Era Ele apenas, das margens do Lago da Galileia às praças de Jerusalém, só ou quase só nos momentos decisivos: Ele em união com o Pai, Ele na força do Espírito. E todavia aconteceu que por fim, pelo mesmo amor que criou o mundo, a novidade do Reino surgiu como pequena semente que germina na terra, como centelha de luz que irrompe nas trevas, como aurora de um dia sem ocaso: É Cristo ressuscitado. E apareceu aos seus amigos, mostrando-lhes a necessidade da cruz para chegar à ressurreição.



Uma testemunha de tudo isto, procurava Pedro naquele dia. Apresentadas duas, o Céu designou «Matias, que foi agregado aos onze Apóstolos» (Act 1, 26). Hoje celebramos a sua memória gloriosa nesta «Cidade Invicta», que se vestiu de festa para acolher o Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus por me trazer até ao vosso meio, encontrando-vos à volta do altar. A minha cordial saudação para vós, irmãos e amigos da cidade e diocese do Porto, vindos da província eclesiástica do norte de Portugal e mesmo da vizinha Espanha, e quantos mais estão em comunhão física ou espiritual com esta nossa assembleia litúrgica. Saúdo o Senhor Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente, que desejou com grande solicitude a minha visita, me acolheu com grande afecto e se fez intérprete dos vossos sentimentos no início desta Eucaristia. Saúdo seus Predecessores e demais Irmãos no episcopado, os sacerdotes, os consagrados e consagradas, e os fiéis leigos, com um pensamento particular para quantos estão envolvidos na dinamização da Missão Diocesana e, mais concretamente, na preparação desta minha Visita. Sei que a mesma pôde contar com a real colaboração do Presidente da Câmara do Porto e de outras Autoridades públicas, muitas das quais me honram com a sua presença, aproveitando este momento para as saudar e lhes desejar, a elas e a quantos representam e servem, os melhores sucessos a bem de todos.



«É necessário que um se torne connosco testemunha da ressurreição»: dizia Pedro. E o seu Sucessor actual repete a cada um de vós: Meus irmãos e irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida. Para isso, em cada celebração eucarística, ouviremos mais atentamente a Palavra de Cristo e saborearemos assiduamente o Pão da sua presença. Isto fará de nós testemunhas e, mais ainda, portadores de Jesus ressuscitado no mundo, levando-O para os diversos sectores da sociedade e quantos neles vivem e trabalham, irradiando aquela «vida em abundância» (Jo, 10, 10) que Ele nos ganhou com a sua cruz e ressurreição e que sacia os mais legítimos anseios do coração humano.



Nada impomos, mas sempre propomos, como Pedro nos recomenda numa das suas cartas: «Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder a quem quer que seja sobre a razão da esperança que há em vós» (1 Ped 3, 15). E todos afinal no-la pedem, mesmo quem pareça que não. Por experiência própria e comum, bem sabemos que é por Jesus que todos esperam. De facto, as expectativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois «sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: "Sem Mim, nada podeis fazer" (Jo 15, 5), e encoraja: "Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo" (Mt 28, 20)» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 78).



Mas, se esta certeza nos consola e tranquiliza, não nos dispensa de ir ao encontro dos outros. Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo, que aliás só pode ser missionária, no movimento expansivo do Espírito. Desde as suas origens, o povo cristão advertiu com clareza a importância de comunicar a Boa Nova de Jesus a quantos ainda não a conheciam. Nestes últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade; hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos. O campo da missão ad gentes apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas; realmente aguardam por nós não apenas os povos não-cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos sócio-culturais e sobretudo os corações que são os verdadeiros destinatários da actividade missionária do povo de Deus.



Trata-se de um mandato cuja fiel realização «deve seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte, de que Ele saiu vencedor pela sua ressurreição» (Conc. Ecum. Vaticano II, Decr. Ad gentes, 5). Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus!



Queridos irmãos e amigos do Porto, levantai os olhos para Aquela que escolhestes como padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição. O Anjo da anunciação saudou Maria como «cheia de graça», significando com esta expressão que o seu coração e a sua vida estavam totalmente abertos a Deus e, por isso, completamente invadidos pela sua graça. Que Ela vos ajude a fazer de vós mesmos um «sim» livre e pleno à graça de Deus, para poderdes ser renovados e renovar a humanidade pela luz e a alegria do Espírito Santo.
[00690-06.01] [Texto original: Português]

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!





Dia de Nossa Senhora de Fátima

O Santo Padre está em Fátima, Portugal. Já tive a graça de lá estar. Lugar encantador e enriquecedor espiritualmente. Todos os devotos deveriam passar em Fátima, mas oportunidades não irão faltar a todos. Trago aqui a homilia do Papa no dia de hoje em Fátima. Meditemos suas palavras.

HOMILIA DO SANTO PADRE




Queridos peregrinos,

«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9). Assim começava a primeira leitura desta Eucaristia, cujas palavras encontram uma realização admirável nesta devota assembleia aos pés de Nossa Senhora de Fátima. Irmãs e irmãos muito amados, também eu vim como peregrino a Fátima, a esta «casa» que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos. Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna protecção. Vim a Fátima, porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos. Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo», de que a Igreja, de que os sacerdotes «amam» Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à protecção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus.



São a linhagem que o Senhor abençoou… Linhagem que o Senhor abençoou és tu, amada diocese de Leiria-Fátima, com o teu Pastor Dom António Marto, a quem agradeço a saudação inicial e todas as atenções com que me cumulou nomeadamente através de seus colaboradores neste santuário. Saúdo o Senhor Presidente da República e demais autoridades ao serviço desta Nação gloriosa. Idealmente abraço todas as dioceses de Portugal, aqui representadas pelos seus Bispos, e confio ao Céu todos os povos e nações da terra. Em Deus, estreito ao coração todos os seus filhos e filhas, especialmente quantos vivem atribulados ou abandonados, no desejo de comunicar-lhes aquela esperança grande que arde no meu coração e que, em Fátima, se faz encontrar mais sensivelmente. A nossa grande esperança lance raízes na vida de cada um de vós, amados peregrinos aqui presentes, e de quantos estão em comunhão connosco através dos meios de comunicação social.



Sim! O Senhor, a nossa grande esperança, está connosco; no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo: um futuro de comunhão consigo. Tendo experimentado a misericórdia e consolação de Deus que não o abandonara no fatigante caminho do regresso do exílio de Babilónia, o povo de Deus exclama: «Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus» (Is 61, 10). Filha excelsa deste povo é a Virgem Mãe de Nazaré, a qual, revestida de graça e docemente surpreendida com a gestação de Deus que se estava operando no seu seio, faz igualmente sua esta alegria e esta esperança no cântico do Magnificat: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador». Entretanto não se vê como privilegiada no meio de um povo estéril, antes profetiza-lhe as doces alegrias duma prodigiosa maternidade de Deus, porque «a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem» (Lc 1, 47.50).



Prova disto mesmo é este lugar bendito. Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana. Uma experiência de graça que os tornou enamorados de Deus em Jesus, a ponto da Jacinta exclamar: «Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo. Quando Lho digo muitas vezes, parece que tenho um lume no peito, mas não me queimo». E o Francisco dizia: «Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 40 e 127).



Irmãos, ao ouvir estes inocentes e profundos desabafos místicos dos Pastorinhos, poderia alguém olhar para eles com um pouco de inveja por terem visto ou com a desiludida resignação de quem não teve essa sorte mas insiste em ver. A tais pessoas, o Papa diz como Jesus: «Não andareis vós enganadas, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12, 24). As Escrituras convidam-nos a crer: «Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma (cf. Card. Joseph Ratzinger, Comentário teológico da Mensagem de Fátima, ano 2000). Sim! Deus pode alcançar-nos, oferecendo-Se à nossa visão interior.



Mais ainda, aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem. Que Ele tem poder para incendiar os corações mais frios e tristes, vemo-lo nos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 32). Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré. E o entusiasmo que a sua sabedoria e poder salvífico suscitavam nas pessoas de então era tal que uma mulher do meio da multidão – como ouvimos no Evangelho – exclama: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Contudo Jesus observou: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 27. 28). Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo.



«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9) com uma esperança inabalável e que frutifica num amor que se sacrifica pelos outros, mas não sacrifica os outros; antes – como ouvimos na segunda leitura – «tudo desculpa, tudo acredita, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 7). Exemplo e estímulo são os Pastorinhos, que fizeram da sua vida uma doação a Deus e uma partilha com os outros por amor de Deus. Nossa Senhora ajudou-os a abrir o coração à universalidade do amor. De modo particular, a beata Jacinta mostrava-se incansável na partilha com os pobres e no sacrifício pela conversão dos pecadores. Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz.



Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: «Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim» (Gn 4, 9). O homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo… Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162).



Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu. Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem Peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade.
[00686-06.01] [Texto original: Português]

quarta-feira, 12 de maio de 2010

De volta às atividades...

Aos que visitam o blog e são de outras localidades fora do estado, partilho que por aqui o clima mudou hoje. Ta com aparência de chuva, e já deu umas chuvinhas rápidas. Retorno sempre na terça das aulas na Paraíba, e a quarta é dia de continuar algumas das muitas atividades que temos, graças a Deus. Devo agora começar a organizar um comentário à nova edição do Código de Direito Canônico, que vai sair próximo ano pela Sociedade Brasileira dos Canonistas (SBC). Seremos um grupo de canonistas das mais diversas áreas do direito para comentar o Código em língua portuguesa. Rezem por nós, para que o trabalho produza o bom efeito desejado. É um serviço que prestamos com amor à Igreja no Brasil.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Início da visita do Papa Bento XVI


Bento XVI inicia amanhã visita de 4 dias a Portugal

Cerimônias em Fátima, cultura, pastoral social e vida da Igreja estão no centro da visita
LISBOA, segunda-feira, 10 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Bento XVI chega terça-feira a Lisboa para uma visita de quatro dias, que o levará também a Fátima e ao Porto, celebrando três Missas e proferindo sete discursos, além de dirigir uma mensagem e uma saudação aos fiéis portugueses.



Nesta 15ª viagem apostólica desde que há cinco anos foi eleito sucessor de João Paulo II, o Papa vai centrar as suas intervenções em três eixos fundamentais: a cultura, a acção social e a vida da Igreja em Portugal.



No entanto, um dos principais motivos para esta viagem é a celebração do décimo aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, reafirmado elo próprio Bento XVI no passado Domingo, durante a saudação inicial da oração "Regina Coeli".



"Convido todos a acompanhar-me nesta peregrinação, participando activamente com a oração: com um só coração e uma só alma invoquemos a intercessão da Virgem Maria pela Igreja, em particular pelos sacerdotes, e pela paz no mundo", pediu.



O Papa vai proferir sete discursos: à chegada e à partida (11 e 14 de Maio), no Encontro com o Mundo da Cultura (12), na celebração das Vésperas e na Bênção das Velas em Fátima (ambas no dia 12) e nos encontros do dia 13 com os agentes da Pastoral Social e com os Bispos, igualmente em Fátima.



Na que as autoridades portuguesas afirmam ser a maior operação de segurança de sempre no país, Bento XVI vai recorrer a helicópteros, ao «Papamóvel» e a viaturas blindadas fechadas para os trajectos em Lisboa, Fátima e Portugal.



Ao longo de meses, desde o início formal da visita, em Outubro, a viagem tem vindo a ser preparada, pelo lado da Igreja em Portugal, por uma equipa coordenada por D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, com comissões distribuídas pelas três dioceses a visitar pelo Papa: Lisboa, Fátima e Porto.



No total, entre autoridades, serviços oficiais, voluntários e colaboradores, a organização da visita mobilizou cerca de 10.000 pessoas.



Mais de 2.500 profissionais, entre jornalistas, realizadores, técnicos, operadores de câmara, assistentes e outro pessoal de apoio vindos de mais de 25 países estão acreditados para a fazer a cobertura noticiosa da visita.



Terceiro Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967) e de João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI esteve, enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, estreitamente ligado às Aparições de Fátima, estudando profundamente a Mensagem de Fátima, além de ter presidido às cerimónias do 13 de Maio em 1996.



Foi o autor do comentário teológico sobre a Terceira Parte do Segredo de Fátima, revelado precisamente em 2000, quando João Paulo II se deslocou pela terceira e última vez a Portugal.



Esta é a 15ª viagem de Bento XVI fora da Itália, maioritariamente na Europa: quatro em países que fazem fronteira com a sua Alemanha natal - Polónia (2006), Áustria (2007), França (2008) e República Checa (2009) - outras duas viagens a solo germânico (2005 e 2006), Espanha (2006), Turquia (2006) e Malta (2010).



Ainda este ano, o Papa fará mais três viagens em território europeu: Chipre, Reino Unido e Espanha.



(Com http://www.bentoxviportugal.pt/ )

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Segunda-feira: dia intenso de atividade

Estou em Campina Grande mais uma vez, mas agora para dar continuidade às minhas atividades normais. Aqui ministro aula de Direito Canônico. Matéria pouco apreciada e por isso mesmo pouco conhecida até mesmo no meio religioso, por incrível que pareça. Contudo, é uma disciplina que trata de todos os elementos da vida da Igreja e suas implicações no cotidiano cristão. Os alunos no primeiro momento sentem um impacto, mas depois vão percebendo o quanto ela se torna importante para a vida eclesial. Sinto que estou contribuindo para um maior conhecimento da disciplina e sua apreciação na vida da Igreja. Agradeço a atenção, paciência e carinho daqueles e daquelas que se informam e se formam comigo. Fazem-me crescer com seu interesse e ajudam no meu crescimento com seus questionamentos e críticas, pois assim me aprofundo cada vez mais para tentar responder e corresponder melhor aos anseios que acabam sendo suscitados em cada um. Boa noite a todos e bom descanso.

domingo, 9 de maio de 2010

Sexto Domingo da Páscoa - meditação

Evangelho do domingo: flor de maio

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, sexta-feira, 7de maio de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Jo14,23-29), 6º da Páscoa.

Esta passagem começa com uma expressão que nos aproxima implicitamente da fé de Nossa Senhora: guardar a Palavra de Deus e deixar que Ele nos ame, fazendo morada em nós.



Maria amou o Senhor guardando suas palavras e vivendo-as; por isso todos a chamariam de bem-aventurada, começando pelo próprio Jesus. E por isso também seu coração foi constituído morada de Deus, onde encontrar sua Presença e onde ouvir sua Voz. Esta foi a grandeza de Maria e a mais alta maternidade. Amar a Deus é guardar, assim, sua Palavra, como fez Maria, deixando que faça e diga em nós, inclusive para além do que o nosso coração é capaz de compreender.



Jesus faz uma promessa fundamental: o Pai enviará em seu nome um Consolador (um Paráclito), o Espírito Santo, para que ensine e recorde tudo o que Jesus foi mostrando e dizendo e que nem sempre foi compreendido nem guardado.



A vida "espiritual" é precisamente acolher esse Espírito prometido por Jesus, para que, em nós e a nós, ensine e recorde tantas coisas que não terminamos de ver nem compreender em nossa vida, tantas coisas que não fazemos "em memória de Jesus" e, por isso, nós as vivemos distraidamente, em um esquecimento que nos deixa o coração tremendo e acovardado também, como o daqueles discípulos, dividido por dentro e enfrentado por fora.



A alusão que fizemos a Maria para compreender o pano de fundo deste evangelho não é algo banal e piedoso. A Palavra cumprida de Deus se fez carne na Santa Virgem. Ela foi e é modelo de espera e de esperança quando todos se vão, fugindo para suas lágrimas, suas cidades, suas tarefas ou suas casas fechadas e trancafiadas.



É como uma "primeira entrega" do que Deus daria àqueles homens, quando, com Maria, recebem, em Pentecostes, o cumprimento disso que agora lhes era prometido. E o que foi prometido a eles também é prometido a nós. Não é em vão que o povo cristão aprende a esperar este Espírito Consolador com Maria e a guardar as Palavras de Deus como Ela, neste tempo florido de maio.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Crise Global e a análise da Igreja

Santa Sé analisa crise global e suas soluções por meio da ética

Nas conclusões da sessão plenária da Academia Pontifícia para as Ciências Sociais
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 6 de maio de 2010 (ZENIT.org).- A crise econômica global e um olhar para reprojetar o caminho foram os principais temas da XVI Sessão plenária na Academia Pontifícia das Ciências Sociais que concluiu ontem na Cidade do Vaticano.



No encontro de 4 dias, participaram 50 personalidades de diferentes países, pertencentes ao mundo eclesial, acadêmico, mercadológico, financeiro e à sociedade civil.



A presidenta desse órgão, Mary Ann Glendon, ex-embaixadora dos Estados Unidos na Santa Sé, deu a conhecer as conclusões desse evento na manhã de ontem, em coletiva de imprensa.



A Academia Pontifícia para as Ciências Sociais foi fundada em 1994 pelo papa João Paulo II. O documento que guiou este órgão foi a encíclica Centesimus Annus, de João Paulo II (1991), e posteriormente a Deus Caritas Est, de Bento XVI (2006)



Nesta sessão, seus membros se focaram na encíclica Caritas in veritate (2009).



As discussões, tanto dos membros desta academia como dos especialistas convidados, focaram-se em três aspectos: os fracassos financeiros, reguladores e também os fracassos morais da atual crise. Por outro lado, analisaram também a atual crise na Grécia.



"A fragilidade do sistema econômico, foi em parte, consequência da dependência excessiva da especulação das atividades financeiras separadas por uma atividade produtiva em uma realidade econômica", garantiu Mary Ann Glendon.



Outros dois membros dessa academia - a professora Margaret Archer e o professor Partha Dasgupta - se referiram ao perigo do "financiamento" das relações humanas, cujas atividades, incluindo as familiares, permanecem baixas a mera dimensão comercial.



Um dos convidados dessa reunião, professor Stefano Zamagni, advertiu sobre os perigos de pensar sobre os negócios dessa forma, em que a corporação deixa de ser uma associação de pessoas e se converte em uma simples mercadoria. Ilustrou como o "financiamento" impõe uma ordem social que não só reduz a visão humana da pessoa, como também cria instabilidade na economia.



Outro ponto analisado neste encontro foi a influência da crise econômica nos países pobres, devido a que os países ricos desviaram a atenção que tinham neles para aliviar sua própria crise.



"A fim de proporcionar uma maior atenção sobre a situação de fome e saúde, a academia afirmou também que satisfazer estas necessidades básicas, especialmente as crianças desde o ventre materno, é uma contribuição decisiva para a produtividade econômica", disse Glendon.



"Um enfoque em uma reforma do instrumento financeiro não pode nos distrair das políticas básicas do desenvolvimento", assegurou a ex-embaixadora.



Nesta reunião, foram discutidos os princípios estabelecidos na Caritas in Veritate sobre a necessidade de criar um regulamento internacional mais forte, assim como medidas concretas sugeridas para garantir a transparência nos instrumentos financeiros e para evitar o risco moral dos salvamentos.



Referindo-se à atual crise econômica na Grécia, os especialistas focaram suas reflexões em uma maior regulamentação das finanças internacionais, medidas concretas para garantir maior transparência de alguns planos de resgate financeiro.



Sobre esse tema, Glendon afirmou também que não excluiu a possibilidade de novas estruturas europeias e de um novo tratado para melhor garantir os fundamentos da moeda única.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

FICHA LIMPA, BRASIL!!!

Brasil: deputados aprovam texto principal do “Ficha Limpa”

BRASÍLIA, quarta-feira, 5 de maio de 2010 (ZENIT.org).- O Plenário da Câmara dos Deputados do Brasil aprovou na noite dessa terça-feira, por 388 votos, o substitutivo para o projeto “Ficha Limpa”.

A proposta evita as candidaturas de pessoas condenadas por decisão colegiada da Justiça por crimes de maior gravidade, como corrupção, abuso de poder econômico, homicídio e tráfico de drogas.



O texto aprovado amplia os casos de inelegibilidade e unifica em oito anos o período durante o qual o candidato ficará sem poder se candidatar.



Segundo o relator, deputado José Eduardo Cardozo, a aprovação do projeto "é de vital importância para a sociedade brasileira e para o futuro do Poder Legislativo".



A principal novidade em relação ao texto do grupo de trabalho que analisou o tema é a possibilidade de o candidato apresentar recurso com efeito suspensivo da decisão da Justiça.



O efeito suspensivo permitirá a candidatura, mas provocará a aceleração do processo, porque o recurso deverá ser julgado com prioridade pelo colegiado que o receber. Se o recurso for negado, será cancelado o registro da candidatura ou o diploma do eleito.



O texto original do “Ficha Limpa” foi proposto pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e recebeu mais de um milhão de assinaturas de apoio, coletadas por entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).



O bispo emérito de Blumenau, Dom Angélico Sândalo Bernardino, afirmou hoje em coletiva de imprensa na Assembleia Geral da CNBB, em Brasília, que o episcopado espera que o projeto "Ficha Limpa" "seja aprovado no Senado sem muitas modificações. A aprovação é questão de dignidade para o Legislativo e de restabelecimento da credibilidade junto ao povo brasileiro.



“Estamos cansados de ver dinheiro nas meias e nas cuecas dos corruptos; é hora de dar um basta nesta situação, por isso a urgência da aprovação do projeto, e esperamos que ele entre em vigor ainda nestas eleições”, disse.
(Com Agência Câmara; CNBB)

De volta para o dia-a-dia

Essa semana foi inusitada e muito enriquecedora, pois participei de um curso de parapsicologia com Padre Quevedo, como já havia postado anteriormente. Uma semana diferente das outras. Agora estou de volta ao cotidiano e já organizando novas coisas, além daquelas que são corriqueiras. Lembro mais uma vez que amanhã irei lançar meu livro na Paróquia de N. Senhora de Fátima, em Paratibe - Paulista - PE. Foi lá que ele nasceu. E outros estão começando a ser germinado. Conto com a oração de todos e todas.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

JMJ 2011

Vaticano confirma Cibeles e Cuatro Vientos como lugares da JMJ 2011

Santa Sé também aprovou a proposta de santos padroeiros para o evento
MADRI, terça-feira, 4 de maio de 2010 (ZENIT.org). - A Praça de Cibeles de Madri, o aeródromo de Cuatro Vientos e a rua Recoletos serão os cenários do encontro do Papa Bento XVI com os jovens na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2011. A Santa Sé confirmou a proposta de estabelecer santos padroeiros para o evento.

A Praça Cibeles, um dos conjuntos monumentais por excelência de Madri, receberá o Papa por ocasião de sua visita para a JMJ de 2011. O local, proposto pelo arcebispado de Madri com aprovação das autoridades municipais, é um dos mais emblemáticos símbolos da cidade.

A rua será o cenário da Via Sacra, que será realizada no dia seguinte.

O encontro do Papa com os jovens se dará na noite de 20 de agosto, no aeródromo de Cuatro Vientos, localizado a 8 km a sudoeste de Madri. Em seu perímetro de 10 quilômetros, serão recebidos os participantes do encontro e da Missa que será celebrada no dia seguinte. As instalações do histórico aeródromo já acolheram os participantes do encontro de João Paulo II em sua visita à Espanha, em 2003.

A Santa Sé também confirmou a proposta dos padreiros da JMJ: os santos Isidoro o Lavrador, João da Cruz, Nossa Senhora da Cabeça, João de Ávila, Teresa de Jesus, Rosa de Lima, Inácio de Loyola, Rafael Arnáiz e Francisco Xavier.

Todos os santos escolhidos são de origem espanhola, e isso tem o intuito de arraigar a JMJ à cultura do país, como também se fez na JMJ de Colônia, quando foram propostos santos relacionados à história cristã da Alemanha.
Mais informações em: http://www.madrid11.com/

Curso de Parapsicologia

Bom dia. Estamos no segundo e último dia de Curso de Parapsicologia aqui em Campina Grande, Paraíba - PB. Está sendo, como sempre, muito proveitoso e enriquecedor. Os assuntos são múltiplos e diversos. São enigmáticos e surpreendentes ao mesmo tempo. Vai-se descobrindo aos poucos o quanto a mente nossa tem poder, e pode ludibriar no dia-a-dia. Por isso vem tantas superstições e manias, que facilmente poderiam ser dissipadas com um pouco mais de conhecimento da nossa parte. Damos muitas e muitas vezes crédito a tantas coisas, que na prática não passam de problemas meramente psicológicos. Um bom tratamento surtiria eficazmente efeito. Aliás, é disso que muitos desses maníacos precisam. Rezemos, então, uns pelos outros.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Curso de Parapsicologia

Boa tarde...
Como falei estou em Campina Grande, na Paraiba, num curso de Parapsicologia, com Padre Quevedo. Já participei, mas nunca é demais rever as coisas. Não percam essa oportunidade, caso haja perto de você. Abraço.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Semana de formação

A segunda-feira para mim é de aula e estudos particulares. E nessa semana, em especial, vou participar aqui em Campina Grande de um a formação em Parapsicologia, com o Padre Quevedo. Creio que todos já escutaram falar dele. É sempre uma oportunidade para enriquecer o conhecimento, e assim poder ajudar melhor ao nosso povo. Aconselho a todos que tiverem oportunidade de participar de um encontro como este, que não deixem de ir. É sempre válido e frutuoso.
Aproveito ainda para lembrar que na sexta-feira estarei lançando meu livro na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Paratibe, na cidade de Paulista - PE. Aguardo a presença amiga. Ainda adianto que já estou na preparação de um outro futuro livro.

domingo, 2 de maio de 2010

Quinto Domingo da Páscoa - meditação

Evangelho de domingo: amor novo e único

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de abril de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos o comentário ao Evangelho do domingo 2 de maio, quinto de Páscoa (João 13, 31-35), escrito por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca y Jaca (Espanha).

O texto que o Evangelho deste domingo nos apresenta é quase um prolongamento do que escutávamos no domingo passado. Porque a consequência de nos sabermos pastoreados por Jesus, Bom Pastor de nossas vidas, é justamente não sermos lobos para ninguém. E a consequência de estar nesse redil que são as mãos do Pai, onde somos conhecidos por nosso nome, é precisamente não ser estranhos para ninguém.

Este texto está tomado do Testamento de Jesus, de sua Oração Sacerdotal. Tudo a ponto de cumprir-se, como quem escrupulosamente se esmera em viver o que dele Outro esperava, mas não como se fosse um roteiro artificial e sem entranhas, mas como quem realiza até o fundo e até o fim um projeto, um plano de amor. E toda essa vida nascida para curar, para iluminar e para salvar está a ponto de ser sacrificada, em cuja entrega se dará glória a Deus. Pode parecer até inclusive mórbida essa visão de morte, ou como sempre sucede, para uns será escândalo e para outros, loucura (cf. 1Cor 1,18), riso e frivolidade para quem jamais intuiu que o amor não consiste em dar muitas coisas, mas basta uma só: doar-se a si mesmo, de uma vez e para sempre.

Neste contexto de dramatismo doce, de tensão serena, Jesus deixa um mandato novo aos seus: amar-se reciprocamente como Ele amou. Por que Jesus amou de outra maneira, como nunca antes e nunca depois. Essa era a novidade radical e escandalosa: amar até o fim, cada pessoa, nos momentos sublimes, assim como nos banais e cotidianos.

O apaixonante de ser cristão, de seguir Jesus, é que aquilo que sucedeu há 2 mil anos volta a acontecer... quando por nós e por nossa forma de amar e de nos amar, reconhecem que somos de Cristo. Mais ainda: que somos Cristo, Ele em nós. É o acontecimento que continua. Quem ama assim, deixa então que Outro ame nele, e o mundo vai-se preenchendo daquilo que esse Outro – Jesus – foi e é: luz, bondade, paz, graça, perdão, alegria... Esta é nossa senha, nosso uniforme, nossa revolução: amar como Ele, e ser por isso reconhecidos como pertencentes a Jesus e aos de Jesus: sua Igreja.

sábado, 1 de maio de 2010

Condenação X Justiça

Não basta condenar os outros; é preciso iluminar-se

Arcebispo pede coerência de vida e iluminação da consciência
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 30 de abril de 2010 (ZENIT.org).- O arcebispo de Belo Horizonte (Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, considera que a indignação diante dos horrores da imoralidade deve remeter todos e cada um ao mais recôndito da própria consciência.



Para ordenar as contradições, o arcebispo indica a coerência de vida e a iluminação da própria consciência. Dom Walmor – em artigo enviado a ZENIT nesta sexta-feira – recorda e ambienta sua reflexão na passagem evangélica da mulher apanhada em adultério.



Diante dos interlocutores que queriam condená-la, Jesus ergue-se e diz: ‘Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra!’. “Essa palavra remeteu, de maneira contundente, os conterrâneos de Jesus ao núcleo mais recôndito de sua consciência”, afirma.



“Por que foram embora sem atirar pedras? – questiona o arcebispo. As razões apresentadas para a condenação da mulher estavam afiadas na ponta da língua.”



“Mudaram de posição quando foram remetidos ao espaço sagrado da própria consciência, cuja luz deve iluminar a verdade da conduta de cada um e urgir posturas coerentes e balizadas na verdade do amor. Todos saíram, a começar pelos mais velhos.”



Segundo Dom Walmor, em questão, “como fenômeno central deste tempo, no horizonte da sociedade contemporânea, está o problema da consciência. Curiosamente, parece contracenar com uma permissividade que tem configurado a sociedade moderna com um anseio de moralidade”.



“Será mesmo anseio de moralidade a ira que se levanta atacando pessoas e instituições depositárias do compromisso e fidelidade nos princípios morais? Não pode ser simples orquestração de ataques para diminuir o poder desfrutado por esta ou aquelas pessoas?”



Dom Walmor afirma que “a indignação diante dos horrores da imoralidade, consequência nefasta de patologias ou de escolhas convenientes e espúrias, remeta os indignados todos e a cada um ao mais recôndito da própria consciência”.



“Este caminho poderá ser o novo que precisa despontar para ordenar as contradições e incoerências que estão tomando conta dos mais diversificados ambientes, instituições e situações.”



“A coragem de atirar pedras supõe uma coerência de vida com força para sustentar a autenticidade que o mundo está reclamando, sob pena de animalização das relações interpessoais a ponto dos absurdos que vão sendo colhidos aqui e acolá.”



Diz o arcebispo: “quem sabe está se abrindo um ciclo novo para a sociedade com a interpelação que nasce da iluminação da própria consciência? Não basta condenar os outros. É preciso iluminar-se”.
(Alexandre Ribeiro)