segunda-feira, 9 de agosto de 2010

E o drama continua - Peço orações pelos Padres SCJ no Congo (LEIAM E REZEM)

Vivemos mesmo um clima de total intranqüilidade e insegurança. Ontem, dia 8 de agosto, pelas 19h30m, quando estávamos terminando de jantar, um aviso de militares que fazem a guarda do quarteirão, nos comunicava que os Mai-Mai estavam de novo se posicionando para nos atacar.



Sem perda de tempo toda a comunidade dos noviços, mestre e os dois outros formadores, inclusive os militares que estavam cuidando de nossa casa, partimos em fuga para a cidade. Passando pela Radio MOTO, dos assuncionistas, fiz um comunicando, dizendo de nossa fuga e em seguida fomos ao bispo diocesano, D. Melquisedeck. Contamos-lhe toda a nossa tragédia. Entrou imediatamente em contato com o comandante do exercito. Sem grandes garantias imediatas, pois o exercito aqui é bem pobre e nem viaturas possui para ir em socorro de emergência.



Do palacio do bispo, fomos ao convento das Irmãs Orantes que nos acolheram fraternalmente. Em pouco temppo arrumaram dormitórios para os noviços e quartos para nós. Passamos uma noite de pesadelos novamente.



De manhã, meus colegas da equipe de formação, comunicaram que iriam abandonar Kiragho imediatamente. Um voltaria para Kisangani; outro para Mambassa. Disse-lhes francamente que permaneceria no meu posto, mesmo se todos quiserem partir.



O dia estava muito triste. Inclusive em vez do sol, uma chuva que entristecia mais ainda nossas horas. Fui conversar com o bispo, falando de minha decisão.



Hoje à tarde, depois do almoço, vamos voltar à Kiragho e conversarei com os noviços. Tenho certeza que todos vão querer partir; ir para Kisangani.



De minha parte não vou me opor à decisão de cada um. Mesmo se todos os noviços quiserem também ir embora, eu fico, pois o Sr. bispo pede insistentemente que não abandonemos o local, e que hoje mesmo ele vai falar com o Ministro do Interior, para nos dar uma grande cobertura e proteção. O clima é tenso.



Tenho que agüentar a barra sozinho. A grande questão: os noviços que vão a Kisangani, deverão voltar para casa? ou a Província lhes dará um novo local para continuarem o noviciado desse ano? Vamos interromper o noviciado desse ano?



Infelizmente a província não dispõe de local para abrigar essa grande turma. Que fazer? Que o Senhor nos ilumine! D Melkisedeck vai visitar os noviços refugiados no convento das irmãs, esta tarde. Aproveitei um momento de folga para lhes comunicar essa triste noticia! Peço que rezem! Vivemos um momento bem difícil!



P. Osnildo Carlos Klann, mestre dos noviços

Nenhum comentário:

Postar um comentário