quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Viagem à São Paulo (2)

Amanhã irei estar nas edições Loyola com Padre Joãozinho. Vou ver de perto como funciona todo o sistema de elaboração dos livros etc. Vim a seu convite. E sábado ele lança um outro livro e dará um curso de acolhida. Depois dou mais detalhes. Aqui o clima ta ameno nem frio nem quente.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

TEMA DA JORNADA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS 2011, 29.09.2010

COMUNICADO DO PONTIFÍCIO CONSELHO DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


Hoje se tornou conhecido, na Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, o tema que o Santo Padre Bento XVI escolheu para a 45 Jornada Mundial das Comunicações Sociais 2001.



Italiano

Verità, annuncio e autenticità di vita nell’era digitale.



Francese

Vérité, annonce et authenticité de vie à l’ère du numérique.



Inglese

Truth, proclamation and authenticity of life in the digital age.



Spagnolo

Verdad, anuncio y autenticidad de vida en la era digital.



Tedesco

Wahrheit, Verkündigung und authentisches Lebens im digitalen Zeitalter.



Português


Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital.



[01305-XX.01] [Testo originale: Plurilingue]

Fonte: http://www.vatican.va/

Viagem à São Paulo

Cheguei finalmente à São Paulo, e como estão falando na TV a cidade está realmente com um aspecto nada agradável. Uma neblina terrível. Vim por Brasília e também lá num é nada bonito de se ver. Quem desejar ir nesse período para turismo por lá vai se sentir frustrado, pois está tudo encoberto. Bom, mas nada que passando por perto não se veja alguma coisa, né? Depois mando mais notícias.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Beatificada jovem esportista falecida aos 19 anos

Primeiro membro dos Focolares nos altares
Por Jesús Colina
ROMA, segunda-feira, 27 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Pelo menos 25 mil pessoas se uniram no último sábado, no santuário do Divino Amor de Roma, para a beatificação de Chiara Luce Badano, jovem italiana falecida aos 19 anos (1971-1990) após uma longa doença durante a qual deu prova de autenticidade cristã.



Como no santuário cabiam apenas 5 mil peregrinos, os demais participantes assistiram à celebração, presidida em nome de Bento XVI pelo arcebispo Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, da esplanada contígua.



Muitos dos presentes - de 71 países - fazem parte do Movimento dos Focolares, cujo carisma foi vivido pela jovem.



Na homilia, Dom Amato definiu a nova beata como "uma garota de coração cristalino", "moderna, esportista, positiva que, num mundo rico de bem-estar, porém deficiente de tristeza e infelicidade, nos transmite uma mensagem de otimismo e transparência".



Em seguida, lembrou de acontecimentos simples e cotidianos da vida de Chiara Luce, na localidade italiana de Sassello, onde vivia; são fatos cheios de surpreendente radicalidade evangélica: desde quando dava o lanche aos pobres, até quando acolheu uma senhora marginalizada, ou quando dava testemunho em um café com os amigos, pois "o que importa não é só falar de Deus. Tenho de anunciá-lo com a minha vida".



Sua vida se tornou ainda mais luminosa depois que os médicos diagnosticaram nesta apaixonada pelo jogo de tênis um câncer nos ossos (osteosarcoma), início de uma doença que a levaria à morte.



Quando tiveram de amputar-lhe as pernas, a garota disse: "não tenho pernas, mas o Senhor me deu asas".



"Essa garota aparentemente frágil, era na realidade uma mulher forte", acrescentou Dom Amato. Ela encontrou esta força na espiritualidade do Movimento dos Focolares, fundado por Chiara Lubich, com quem a jovem manteve uma intensa relação epistolar e de quem recebeu o nome de Chiara Luce.



"É um momento histórico, uma confirmação, por parte da Igreja, de que a espiritualidade da unidade leva à santidade", afirmou Maria Voce, atual presidente dos Focolares, ao constatar que se trata da primeira pessoa que segue este carisma eclesial.



"É um novo compromisso - acrescentou. Chiara Luce nos convida a percorrer o caminho da santidade."



Dom Pier Giorgio Micchiardi, bispo de Acqui, diocese italiana na qual Chiara Badano viveu, agradeceu pela beatificação durante a celebração e desejou que ela "ajude os jovens e os nem tão jovens a buscarem decididamente a amizade plena com Jesus".



Na celebração, participaram 14 bispos de vários países e representantes de vários movimentos, como a Ação Católica, Santo Egidio, Renovação Carismática, Schoenstatt e associações de escoteiros.



No final da celebração, a mãe de Chiara, Maria Teresa, reconheceu que "foi uma emoção muito profunda, nosso reconhecimento a Deus por nos ter dado uma filha é infinito".



Por meio dos jornalistas presentes, deixou esta mensagem aos pais que descobrem a doença de seus filhos: "São momentos de grande dor, mas o consolo só pode vir de Deus. Ele nos apoiou com a força da unidade, uma força que não provém apenas da unidade entre nós, mas da potência da unidade que todas as pessoas do Movimento desencadearam".

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Voto consciente!

Estamos nos aproximando das eleições. Vamos nos preparar por meio da oração pedindo proteção aos céus. Votemos com consciência e convicção. Nada de euforia ou mero entusiasmo eleitoreiro.

sábado, 25 de setembro de 2010

Apelo do Papa à oração pelo diálogo com ortodoxos

Nestes dias se reúne a Comissão Mista para debater a questão do primado
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - O Papa Bento XVI lançou um apelo hoje a todos os fiéis católicos, para que rezem pelo êxito do diálogo entre católicos e ortodoxos, que nestes dias entra em uma nova e importante fase.



Nesta semana, acontece em Viena (Áustria) a reunião plenária da Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa em seu conjunto, uma reunião que estava sendo preparada há muito tempo.



"O tema da atual fase de estudo é o papel do Bispo de Roma na comunhão da Igreja Universal, com particular referência ao primeiro milênio da história cristã", recordou o Papa.



"A obediência à vontade do Senhor Jesus e a consideração dos grandes desafios que hoje se apresentam ao cristianismo nos obrigam a comprometer-nos seriamente na causa do restabelecimento da plena comunhão entre as Igrejas."



O Papa exorta todos a "rezar intensamente pelos trabalhos da Comissão e por um contínuo desenvolvimento e consolidação da paz entre os batizados, para que possamos dar ao mundo um testemunho evangélico cada vez mais autêntico".



A Comissão está buscando uma leitura comum dos fatos históricos e dos testemunhos relativos ao primado petrino no primeiro milênio, com o fim de alcançar uma desejável e possível interpretação compartilhada.



A convergência na interpretação histórica do primado no primeiro milênio poderia ajudar a fazer avançar o diálogo entre os católicos e os ortodoxos sobre o tema central que os separa: o exercício do primado do Papa.



De fato, a esperada sessão, que começou no dia 20 e terminará no dia 27 de setembro, aborda pela segunda vez este tema, que também centrou o anterior encontro da Comissão Mista, realizado em Chipre em 2009.

Debate dos candidatos à Presidência realizado na TV Canção Nova

Brasil: TVs católicas transmitem debate com presidenciáveis

Nesta quinta-feira, às 21h30
BRASÍLIA, quinta-feira, 23 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O debate promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a Universidade Católica de Brasília (UCB) com os candidatos à Presidência será transmitido ao vivo pelas TVs católicas.



O evento acontece na UCB, nesta quinta-feira, às 21h30. A Rede Vida de Televisão será a geradora dos sinais, e este sinal estará aberto para retransmissão por qualquer emissora interessada, que poderá acessar a frequência por satélite, segundo informa a CNBB.



Várias redes católicas já garantiram a retransmissão do debate: 3º Milênio, Aparecida, Canção Nova, Horizonte, Imaculada Conceição, Nazaré, Século 21 e as rádios da Rede Católica de Rádios (RCR), Unda Brasil, Rádio Difusora de Goiânia e Rádio Maria.



A Associação Brasileira de TVs Universitárias (ABTU) é parceira na retransmissão do debate e a Unochapecó (SC) e a Univap (SP) também farão retransmissão.



Os quatro principais candidatos à Presidência do Brasil confirmaram presença no evento desta noite: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pensamento de hoje

Não permita que o medo atrapalhe.
"A esperança sempre traz o medo. Mas, se nao tivermos esperança ficaremos só com o medo. Que tal enfrentá-lo?" (Maria H. Izzo)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sociedade quer aplicação imediata da Ficha Limpa, diz arcebispo

Vice-presidente da CNBB enfatiza necessidade de “política séria”
BRASÍLIA, quarta-feira, 22 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O vice-presidente da CNBB e arcebispo de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, afirma que a sociedade espera do Supremo Tribunal Federal a aplicação imediata da Lei Ficha Limpa. O Supremo analisa nesta quarta-feira a validade da lei.



“Estamos vivendo um momento histórico. A CNBB entrou com muita força nesse processo todo. Conseguimos quatro milhões de assinaturas se contarmos as feitas pela internet, o que mostra que atuamos de forma árdua e intensa”, disse o arcebispo, segundo refere a CNBB.



“Agora chegou a vez do nosso organismo jurídico maior dar a resposta que a sociedade tanto quer, que é a imediata aplicação da Ficha Limpa. Confiamos nos ministros desta casa [STF], e eles levarão em consideração a vontade do povo. Tenho certeza que sairemos vencedores dessa luta”, afirmou Dom Luiz Soares.



O arcebispo participou nessa terça-feira, representando a CNBB, do lançamento de um manifesto em defesa da Lei Ficha Limpa, na sede nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília.



O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, após o lançamento do manifesto, afirmou: "chega de dinheiro em cuecas e nas meias. A sociedade brasileira está cansada de escândalos que se repetem no dia-a-dia. É necessário que tenhamos um fim para tudo isso e o Ficha Limpa é o começo desse fim".



"Tenho certeza de que o STF, ao apontar a constitucionalidade da lei e sua validade para essas eleições, dará um grande passo para tornar este um país cada vez mais republicano", disse.



Ao ser questionado sobre qual será o sentimento da sociedade caso a Lei Ficha Limpa seja declarada inconstitucional pelo plenário do STF, Dom Luiz Soares Vieira afirmou: "será uma grande frustração".



"O que a sociedade quer é ter uma política séria e quer dispor de um instrumento por meio do qual possa ser defendida de maus políticos. A Lei Ficha Limpa veio para isso", disse o vice-presidente da CNBB.

Na internet, manifesto em favor da Ficha Limpa: http://www.oab.org.br/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Partilhar a vida.

O mundo finge não querer aceitar que passamos essa vida partilhando. Somos seres em relação, de relação, para relação. Entretanto, somos cada dia levados ou, porque não dizer, forçados ao puro egoísmo. O outro!? Bom, o outro é um detalhe, que em alguns momentos é importante e noutro é um atrapalho. Mas, realmente é assim mesmo a vida. Na dinâmica cotidiana percebemos nitidamente que não é assim. Acho que poderíamos substituir o termo "dependência" por "PARTILHA". Que tal?! Não sou dependente, mas vivo em partilha. Recebo e dou ao mesmo tempo. Diz o hino de São Francisco: pois é dando que se recebe. Em outras palavras vivemos numa mútua partilha. E partilhar nos faz crescer a todos. Como seria bom se os homens e mulheres fossem aprofundando ainda mais o verbo "partilhar". Assim, talvez, aprendessem a partilhar a vida ainda mais e mais.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Papa Bento XVI se despede da população do Reino Unido

Após 28 anos de espera, o povo da Grã-Bretanha recebeu, mais uma vez, a visita de um Papa. O último a visitar as ilhas foi o papa João Paulo II, em 1982. O papa Bento XVI ficou três dias na região, de 16 a 19, onde visitou a Escócia e Inglaterra. Na à Escócia, o Santo Padre presidiu uma missa no Bellahouston Park, em Glasgow. O Pontífice Iniciou sua homilia, saudando os presentes com as seguintes palavras do Evangelho “Está perto de vocês o Reino de Deus” (Lc 10,9).



Em seguida, Bento XVI relembrou a visita de João Paulo II ao país, dizendo: “É com emoção que me dirijo a vocês, perto do local onde o meu amado predecessor, João Paulo II, cerca de 28 anos atrás, celebrou com vocês a santa missa, acolhido pela maior multidão jamais reunida na Escócia. Noto, com grande satisfação que a exortação de João Paulo II a vocês, de caminhar de mãos dadas com seus irmãos cristãos, tenha levado a uma maior confiança e amizade entre os membros da Igreja na Escócia, da Igreja Episcopal Escocesa e das outras comunidades cristãs”.Já na Inglaterra, Bento XVI foi recebido pelos presidentes das Câmaras dos Lordes e dos Comuns, por quem foi acompanhado ao local de onde fez seu discurso à sociedade civil, na Westminster Hall. “Ao dirigir-me a vocês tenho consciência do privilégio que me é concedido de falar ao povo britânico e a seus representantes na Westminster Hall, um edifício que tem um significado único na história civil e política dos habitantes destas ilhas. Manifesto minhas estimas pelo Parlamento, que há séculos tem sede neste lugar e que exerceu no mundo uma tão profunda influência no desenvolvimento de formas de governo participativas, especialmente na Commonwealth (Comunidade de nações britânicas) e mais em geral nos países de língua inglesa”.



O Santo Padre falou sobre política, história e parlamentarismo, sugerindo que “o mundo da razão e o mundo da fé precisam um do outro e não deveriam ter temor de entrar num profundo e contínuo diálogo, para o bem da nossa civilização”.



Na sequência do discurso à sociedade civil, o papa Bento XVI seguiu para a Abadia de Westminster, onde celebrou a oração das vésperas juntamente com o arcebispo de Cantuária, Doutor Rowan Williams.



O arcebispo da Cantuária dedicou grande parte do seu discurso ao papa São Gregório. “Cristãos da Bretanha, olhem para o ano de 597 com a mais fervorosa gratidão, quando Santo Agostinho chegou a essas terras para pregar o Evangelho aos anglossaxões a pedido do papa São Gregório ‘o Grande’. Para cristãos de todas as tradições e confissões, São Gregório representa uma autoridade espiritual completa: pastor e líder, erudito e guia espiritual”.



O arcebispo ainda lembrou que “os cristãos têm diversos pontos de vista sobre a natureza da vocação que pertence à Sé Apostólica de Roma. Ainda assim, como João Paulo II nos lembrou na sua encíclica Ut Unum Sint, devemos aprender a pensar juntos sobre como o ministério da Igreja Romana e o seu pastor supremo podem falar aos católicos da autoridade de Cristo e seus apóstolos para seremos um só corpo no amor de Cristo”.



No 18, Bento XVI reuniu-se com os líderes de confissões cristãs e das religiões majoritariamente representadas no Reino Unido: judeus, muçulmanos, hinduístas, sikhs, e outros. Na reunião, Bento VXI ressaltou o quanto a Igreja Católica está feliz com o testemunho espiritual oferecido pelos seus interlocutores. Segundo as palavras do Santo Padre, “é o testemunho comum de uma busca do sagrado com o objetivo de responder à questão última, que é aquela do sentido da existência humana, pois a ciência, apesar de toda a sua contribuição, não pode responder a essa questão”.



Beatificação

No último dia de visita apostólica ao Reino Unido, o papa Bento XVI celebrou uma missa, no Cofton Park de Birmingham, na Inglaterra, a missa de beatificação do cardeal John Henry Newman.



O Santo Padre agradeceu as pessoas que trabalharam durante muitos anos na promoção da causa do cardeal Newman, inclusive os padres do Oratório de Birmingham e os membros da família espiritual "Das Werk". Em seguida, o pontífice acrescentou: "a Inglaterra tem uma grande tradição de Santos Mártires, cujo corajoso testemunho ajudou e inspirou a comunidade católica local durante séculos. Todavia é justo e conveniente que reconheçamos hoje a santidade de um confessor, um filho desta nação que, mesmo sem derramar seu sangue pelo Senhor, deu testemunho eloquente durante uma longa vida dedicada ao ministério sacerdotal, especialmente à pregação, ao ensinamento e aos escritos”.



O Papa sublinhou que o lema do cardeal Newman, "Cor ad cor loquitur", que significa “o coração fala ao coração", nos faz entrar em sua compreensão da vida cristã, como chamado à santidade, experimentada como o intenso desejo do coração humano de entrar em íntima comunhão com o coração de Deus. "Não é de se admirar que quando o cardeal Newman faleceu, milhares de pessoas ficaram em fila pelas ruas da cidade enquanto o seu corpo era levado para a sepultura a menos de um quilômetro daqui. Cento e vinte anos depois, uma grande multidão se reúne novamente aqui para alegrar-se com o solene reconhecimento por parte da Igreja da excepcional santidade deste amado pai de almas", concluiu Bento XVI.

Fonte: Rádio Vaticano
Fotos: Thompson/AP
Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Momento importante da Visita do Papa ao Reino Unido - canonização de um Cardeal

Lição de Newman, segundo Bento XVI: “o coração fala ao coração”

Conceber a vida cristã como um convite à santidade, diz Papa na Missa de beatificação
BIRMINGHAM, domingo, 19 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Ao beatificar hoje John Henry Newman (1801-1890), em uma multitudinária Celebração Eucarística, Bento XVI sintetizou em seu lema de vida - "O coração fala ao coração" - a lição deixada aos cristãos por este teólogo, cardeal e fundador dos Oratórios de São Felipe Néri, na Inglaterra.



Diante dos 70 mil peregrinos reunidos no Cofton Park de Rednal, o Papa considerou em sua homilia que este lema, convertido também no lema da sua visita, "oferece-nos a perspectiva da sua compreensão da vida cristã como um chamado à santidade, experimentada como o desejo profundo do coração humano de entrar em comunhão íntima com o coração de Deus".



A oração espiritualiza



"Recorda-nos que a fidelidade à oração vai nos transformando gradualmente em semelhança de Deus." A oração, disse o Papa citando o novo beato, "tem o que se pode chamar de efeito natural na alma, espiritualizando-a e elevando-a".



Com a oração, sublinhou, o homem "já não é o que era antes; gradualmente (...) se vê imbuído de uma série de ideias novas e se vê impregnado de princípios diferentes".



Na oração, segundo o Papa, pode entender-se esta experiência recolhida nos escritos do cardeal britânico: "Tenho minha missão - escreve -, sou um elo na corrente, um vínculo de união entre pessoas. Ele não me criou para o nada. Farei o bem, farei seu trabalho; serei um anjo de paz, um pregador da verdade no lugar que me é próprio. (...) Se o fizer, eu me manterei em seus mandamentos e O servirei nas minhas tarefas".



A missão do cristão



Esta visão e sua concepção do diálogo entre a fé e a razão, afirmou o Pontífice, constituem uma herança importantíssima, não só para os católicos britânicos, mas para os cristãos do mundo inteiro.



"Quero um laicado que não seja arrogante nem imprudente na hora de falar, nem alvorotado, mas homens que conheçam bem sua religião, que aprofundem nela, que saibam bem onde estão, que saibam o que têm e o que não têm; que conheçam seu credo a tal ponto, que possam prestar contas dele; que conheçam tão bem a história, que possam defendê-la", escreveu Newman, num trecho citado pelo Papa.



Bento XVI também apresentou a extraordinária figura de sacerdote de Newman com outro dos seus escritos: "Se vossos sacerdotes fossem anjos, meus irmãos, eles não poderiam compartilhar convosco a dor, sintonizar convosco, não poderiam ter compaixão de vós, sentir ternura por vós e ser indulgentes convosco, como nós podemos; eles não poderiam ser nem modelos nem guias, e não teriam te levado do teu homem velho à vida nova, como eles, que vêm do nosso meio".

Papa vira nova página para a Igreja Católica no Reino Unido

A visita papal alcança um inédito reconhecimento para os católicos por parte de instituições e da sociedade
Por Edward Pentin

LONDRES, domingo, 19 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Após os dois primeiros dias da visita papal, concentrados sobretudo em assuntos de Igreja-Estado, os dois últimos dias se tornaram muito mais pessoais e pastorais.



A dimensão institucional da viagem teve etapas pouco comentadas na manhã deste sábado, quando, na casa do arcebispo de Westminster, recebeu em audiência privada o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, o vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, e o líder da oposição, Harriet Harman.



O Santo Padre deu seus pêsames a Cameron pelo recente falecimento do seu pai, falou com cada um dos políticos durante cerca de 20 minutos e lhes entregou como lembrança uma medalha do seu pontificado.



Cameron, anglicano, presenteou o Papa com uma cópia da primeira edição do livro do novo beato, John Henry Newman, "Apologia pro vita sua", impressa em 1864, junto a um recorte de jornal que descreve um serviço religioso presidido pelo cardeal de Edgbaston, Birmingham.



Um momento significativo das relações institucionais que esta visita abriu aconteceu na sexta-feira à noite, quando se realizou um jantar de trabalho entre o governo do Reino Unido e a delegação papal, na Lancaster House de Londres. O tema foi a luta comum contra a fome e o subdesenvolvimento.



As demais atividades do sábado, a partir das 10h, deram o tiro de largada para uma maratona de celebrações litúrgicas e encontros pastorais, que começou com a Missa na catedral do Preciosíssimo Sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo, em Westminster. A liturgia desta catedral de estilo bizantino, consagrada em 1910, foi tão impressionante que alguns fiéis se comoveram até as lágrimas.



O Santo Padre expressou seu "profundo pesar" por abusos sexuais cometidos por sacerdotes e definiu tais abusos como "crimes atrozes", que provocaram "a vergonha e a humilhação" da Igreja.



Ele enquadrou estes delitos no contexto do sofrimento de Cristo: "Na vida da Igreja, em suas provas e tribulações, Cristo continua, segundo a expressão genial de Pascal, estando em agonia até o fim do mundo".



O Pe. Jonathan How, porta-voz da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, explicou a ZENIT que o Papa deu um sentido transcendente, à luz do sofrimento de Cristo, ao escândalo dos abusos cometidos por clérigos.



"Se nos sentimos envergonhados e humilhados pelos abusos, não fazemos mais que compartilhar o que as vítimas e Cristo experimentaram", esclareceu.



Confirmação na fé



Os peregrinos que participaram da Missa do sábado e da vigília no Hyde Park procediam de todos os lugares da Grã-Bretanha. Dan Williams de Cardiff confessou a ZENIT que um evento como este "só acontece uma vez na vida" e que espera que sirva para "reforçar a fé" no país.



Billy Macauley, que havia acompanhado o Santo Padre desde Glasgow, reconheceu que a visita papal foi "uma grande bênção", e que a Missa no Bellahouston Park foi "muito potente".



"É difícil imaginar que as palavras possam ter tanto significado para as pessoas; por isso rezamos para que o Santo Padre, guiado pelo Espírito Santo, continue confirmando na fé", afirmou.



Depois da Missa, cerca de 2.500 jovens das dioceses de Inglaterra, País de Gales e Escócia se reuniram na praça em frente à catedral, para cumprimentar o Bispo de Roma.



"Peço a cada um, em primeiro lugar - disse o Papa aos jovens - que olhe para o interior do próprio coração. Que pense em todo o amor que seu coração é capaz de receber e em todo o amor que é capaz de oferecer."



Como se esperava, o Santo Padre se reuniu mais tarde com 5 pessoas que sofreram abusos por parte de clérigos: 3 das vítimas eram de Yorkshire, 1 era de Londres e 1 da Escócia.



Uma fonte próxima das vítimas revelou à BBC que passaram cerca de 40 minutos com o Papa, "um bom período de tempo, (...) mais longo que o concedido ao primeiro-ministro".



O centro de Londres transformado



Às 18h do sábado, houve um momento que muitos britânicos e o Papa recordarão para sempre: a viagem, no papamóvel, percorrendo o coração de Londres. Mall, a grande avenida que conduz ao palácio de Buckingham, sinônimo de império, esplendor e momentos cruciais para a história do país, ficou decorada com enormes bandeiras do Vaticano e da União.



Todos aplaudiram - ainda que com o típico ar britânico reservado - durante a passagem do papamóvel, cercado por uma equipe de guarda-costas que caminhavam rapidamente. Entre a multidão, muitos começaram a correr para acompanhar seu ritmo, até que chegou ao último quilômetro de distância do Hyde Park, onde presidiu uma vigília na véspera da beatificação do cardeal John Henry Newman.



O Papa guiou milhares de fiéis em uma belíssima cerimônia de vigília de oração e adoração. Infelizmente, devido às inquietudes surgidas pela segurança, só puderam entrar as pessoas que tinham ingressos, deixando milhares no exterior, orbigadas a acompanhar a cerimônia através dos telões colocados no outro lado da parede que foi construída para esta ocasião.



Em seu discurso, o Papa ilustrou tudo o que os jovens católicos podem aprender com o cardeal Newman. Também se referiu ao exemplo dos mártires católicos e acrescentou que, ainda que os católicos de hoje não sejam esquartejados por sua fé, frequentemente são ridicularizados. Afirmou que temos de suportar isso, na certeza de que a "bondosa luz" da fé "nos mostrará o caminho".



Mais uma vez, estavam presentes pessoas de todas as idades e culturas, inclusive as mais jovens, com seus moletons de capuz, sinal comum de rebelião frente à autoridade, e todos se recolheram em profunda oração.



Para mim, pessoalmente, como católico britânico, ver o Vigário de Cristo atravessando lugares tão familiares como o Palácio de Buckingham, dando a bênção no Hyde Park, foi uma experiência quase surreal, algo que nunca imaginei que veria.



Talvez mais que o discurso no Westminster Hall na sexta-feira, nesses momentos tive a impressão de que a Igreja Católica conseguiu verdadeiramente ser aceita na Grã-Bretanha. Agora começa um novo capítulo para os católicos britânicos, que deixam para trás os problemas passados da Igreja Católica, a quem este país deve suas mais profundas raízes culturais.

sábado, 18 de setembro de 2010

E o dizimo como vai?

Essa é uma palavra não muito agradável de se ouvir em nossas comunidades cristãs católicas. Parece até que é absolutamente aceitável nas denominações protestantes ou ditas evangélicas. Minha rápida reflexão vai nessa linha. Quanta dificuldade para se começar uma reflexão nesse sentido em nossas comunidades em geral. Ao se falar do assunto já observamos nosso interlocutor com os olhos esbugalhados, alguns começam a torcer o nariz e a cabeça. Isso sem falar também nas ofertas das missas, que com todo respeito são descabidas e difícil de compreender, pois se observa no grupo de fiéis à frente que tem uma certa condição de vida. Quando vemos o resultado final das ofertas são literalmente catastróficas, ou seja, não corresponde nem de longe à realidade existente. Talvez se possa colocar em dúvida minha análise, mas em geral se sabe as condições de vida das comunidades em que se trabalha. E se a oferta da Santa Missa é dessa forma quanto mais o dizimo? Sem falar na participação dos nossos jovens, que literalmente não se sentem tocados para ajudar nessa parte. Alguns dirão que eles não tem condições! Será mesmo!? Costumo dizer que colaborar não é "bancar tudo". Colaborar significa "colaborar" e só e basta! Aliás tem que se educar a dar oferta na missa desde criança. Fiz essa experiência numa comunidade e realmente deu certo. Não sei se ainda continuam, mas estava dando super certo. Ah, e nunca escutei nenhuma reclamação dos pais nem de ninguém sobre isso. Mas fica sempre a pergunta: por que é complicado entre nós tratarmos sobre dizimo, oferta, coletas e outras coisas que são unicamente para o crescimento físico e espiritual da comunidade? Pois bem, e o dizimo como vai na sua comunidade? Bom final de semana.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Visita do Papa ao Reino Unido (2)

Escoceses enfileiram-se nas ruas para ver o Papa

Bento XVI completa seu primeiro dia da viagem ao Reino Unido
Por Edward Pentin
EDIMBURGO, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI aterrissou no aeroporto de Edimburgo um pouco antes das 10h30 de uma manhã marcada pelo vento e a humidade.



Mas o sol também estava brilhando, e o Santo Padre surgiu descansado, demonstrando paz e alegria ao sair do avião.



Ele foi saudado pelo duque de Edimburgo, um gesto sem precedentes, significando o quanto a Coroa valoriza a primeira visita de Estado de um Papa. Também foram recebê-lo o arcebispo primaz da Escócia, Inglaterra e Gales, cardeal Keith Patrick O'Brien, o arcebispo Vincent Nichols, e o coordenador do governo da visita, Lord Patten of Barnes.



Os fiéis enfileiraram-se na rota da comitiva que levou o Papa ao Palácio de Holyroodhouse, onde a rainha Elizabeth II o aguardava. Ali estavam ainda o arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, e autoridades políticas.



A grandeza da ocasião não foi despercebida pelo Papa. Enquanto a Guarda Escocesa tocava o hino nacional, ele fez uma saudação de respeito. Então caminhou – ainda sorrindo – pelo Palácio com a rainha, momento em que se detiveram para uma reunião fechada de 20 minutos, da qual também participou o príncipe Phillip.



Mas foram as saudações formais, na sequência, que evidenciaram o teor da visita, verdadeiramente histórica, e os temas que surgirão nos próximos três dias. O Santo Padre falou com ênfase da contribuição da Grã-Bretanha para o mundo, ressaltando que o bem que o país alcançou se deve a suas “profundas raízes cristãs”.



O pontífice criticou o “secularismo agressivo”, advertiu quanto à exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública, que conduz a uma visão redutiva da pessoa e de seu destino.



Ele também dirigiu algumas palavras aos meios de comunicação, especialmente os britânicos, convidando a promover “a paz das nações, o desenvolvimento integral dos povos e a difusão dos autênticos direitos humanos”.



Herança comum



Em seu discurso, a rainha, que é também a Suprema Governadora da Igreja da Inglaterra, afirmou que a presença do Papa “recorda-nos nossa comum herança cristã”. Ela se referiu à contribuição da Igreja Católica para o bem do mundo e destacou a importância do diálogo. Pediu que os britânicos e o Papa “permaneçam unidos” na convicção de que as “religiões jamais podem-se tornar veículos de ódio”.



Uma breve recepção, para 400 convidados, incluindo bispos, líderes religiosos e políticos, foi realizada antes do Papa seguir no papamóvel para almoçar com os bispos da Escócia. A polícia estima que 100 mil pessoas foram às ruas de Edimburgo para saudar o pontífice em sua passagem. A multidão o aplaudiu calorosamente. O Papa estava acompanhado no trajeto pelo cardeal O'Brien e por monsenhor Georg Gaenswein, seu secretário.



As ameaças de protesto não se concretizaram na Escócia. Além de um pequeno grupo de pessoas colando cartazes sobre episódios de abuso sexual, não houve outros incidentes. Em contrapartida, uma viva multidão compareceu ao Bellahouston Park, um grande espaço verde nos arredores de Glasgow, para participar da Missa ao ar livre no entardecer.



Estimativas apontam entre 70 mil e 100 mil pessoas. Um ambiente de festa era a cena quando o Papa chegou, com os peregrinos acenando com bandeiras.



“É maravilhoso e nós, como escoceses, temos o privilégio do Papa ter vindo aqui”, disse a peregrina Alice Boyle, que também participou quando João Paulo II ali esteve em 1982.



Tom Emans, outro peregrino que acenava com uma bandeira do Vaticano, disse esperar que esta visita “ajude as pessoas a pensar sobre a religião e também no próximo; será um momento de testemunho dos valores cristãos”.



Em sua homilia, o Papa disse que a evangelização da cultura é de máxima importância, em um tempo em que a ditadura do relativismo ameaça obscurecer a verdade da natureza humana, seu destino e seu bem último.



Segundo o pontífice, há quem queira excluir a religião do discurso público, privatizá-la ou pintá-la como uma ameaça à igualdade e à liberdade, mas a religião, de fato, é garantia de liberdade e respeito autênticos”.



Aos jovens, diante das tentações do mundo, o pontífice afirmou que só uma coisa dura verdadeiramente: o amor pessoal de Jesus Cristo por cada pessoa.



Após a Missa, o Papa dirigiu-se ao aeroporto de Glasgow e, tendo cumprido uma agenda cheia, voou para Londres. Um outro dia histórico será esta sexta-feira, quando ele falará no Westminster Hall, lugar onde São Thomas More, o padroeiro dos políticos, foi julgado e condenado por defender os princípios cristãos, em oposição ao Estado.



Por essa razão e pelo grande simbolismo que envolve, alguns aguardam este discurso como um dos mais importantes de seu pontificado.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CNBB define debate com presidenciáveis

Evento acontece dia 23 e terá transmissão das TVs católicas
BRASÍLIA, quinta-feira, 16 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) definiu nessa terça-feira os detalhes finais do debate entre os candidatos à presidência da República, que acontecerá na UCB (Universidade Católica de Brasília), no próximo dia 23.



O debate é promovido pela Comissão Brasileira Justiça e Paz, Universidade Católica de Brasília, Associação Nacional de Educação Católica e Associação Brasileira de Universidades Comunitárias, com o apoio da CNBB.



Segundo informa a assessoria de imprensa da CNBB, participaram da reunião os representantes das candidaturas de Marina Silva (PV), José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Plínio Sampaio (PSol), candidatos à Presidência cujos partidos têm representação na Câmara dos Deputados.



De acordo com o secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Daniel Seidel, o debate irá priorizar o tempo de exposição dos candidatos com uma pauta voltada para os problemas sociais que afetam diretamente a população brasileira.



“Os candidatos terão qualidade do tempo e de espaço para responder as questões, para que haja profundidade e compromisso com aquilo que eles têm condições para enfrentar os grandes problemas nacionais. A pauta terá como foco os mais empobrecidos da sociedade, ou seja, irá olhar para a sociedade que nós queremos com o voto, privilegiando aquilo que vai ser a construção de um Brasil novo”, disse.



Seidel enfatizou os objetivos do debate. “Nosso desejo é proporcionar aos católicos, aos cristãos e à sociedade em geral um debate que reflita sobre a situação do país e quais são as proposições que os candidatos apresentam para enfrentar esses grandes problemas, desde a questão do desenvolvimento urbano à moradia, reforma agrária, família e questões referentes ao desenvolvimento humano. Os temas ligados à defesa da vida estarão inseridos nesse debate também”, afirmou o secretário.



O debate acontecerá no próximo dia 23, das 21h30 às 23h30, e será dividido em quatro blocos e três intervalos. Cada candidato terá, em média, 3 minutos para responder às perguntas. Cada um poderá levar até 43 convidados. Cada uma das entidades organizadoras poderá convidar 50 pessoas. O público é estimado em 500 pessoas.



Além das TVs e rádios de inspiração católica, os sites da Universidade Católica de Brasília e das entidades promotoras transmitirão o debate ao vivo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pensamento de hoje

Tudo lhe parece chato?
"O segredo mágico da infância é permanecer aberto para todas as coisas da vida e ter o poder criativo e imaginário de torná-las interessantes e divertidas. Quem colocou um breque nesta brincadeira?" (Maria Helena Izzo)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Inveja, o ciúme e a busca do poder

Artigo de Dom Eurico dos Santos Veloso
JUIZ DE FORA, segunda-feira, 13 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir artigo do arcebispo emérito de Juiz de Fora (Minas Gerais, Brasil), Dom Eurico dos Santos Veloso, enviado a ZENIT nesse final de semana, intitulado “A Inveja, o ciúme e a busca do poder”.

A inveja, o ciúme e a disputa do poder estão em toda parte.

A ética profissional exige que cada um reconheça a gestão de seus colegas de profissão. Muito mais isto deveria acontecer entre os membros da Igreja, principalmente do clero, pois, devemos reconhecer que é Deus quem faz o chamado ao ministério da Igreja e dá a missão a quem Ele quer. Quem somos nós para duvidarmos da decisão do Senhor?



No entanto, alguns podem questionar essa missão eclesial. É evidente que não vivemos num mundo perfeito. Porém, é evidente também que a inveja, o ciúme e a busca do poder entre alguns membros do clero maculam a imagem do Reino de Deus e da Igreja de Jesus Cristo.



Qualquer membro do clero, por respeito a esta imagem, deveria respeitar e reconhecer nos demais ministros ordenados o senhorio de Jesus Cristo que nele, necessariamente, se manifesta e se apresenta.



Certamente, o compromisso com Deus como ministro ordenado, como padre é de enorme responsabilidade. Os apóstolos Tiago e João perguntaram a Jesus qual seria o privilégio deles em cargos importantes, mas Jesus lhes disse que eles não sabiam o que falavam. Ao invés, foram, sim, convidados pelo Senhor a participar de sua Paixão.



O grande e verdadeiro privilégio de um sacerdote não é outro senão participar do amor, da vida de Cristo, especialmente nos seus sofrimentos e na sua dor, que foi sempre em favor do próximo.



A dignidade do sacerdote, do padre, não deriva de favores humanos, mas de Deus, que o chama a ser testemunha e comunica a ele a Sua graça, através da consagração sacramental da Ordem.



Grandiosa é a dignidade de um padre, mas não menos importante é a grande obrigação que pesa sobre ele.



O sacerdote é apoiado por uma força extraordinária, mas ele é portador de uma enorme responsabilidade que é o valor de seu testemunho, que não deve ser menosprezado mesmo entre os seus irmãos de dignidade sacerdotal.



O mundo está inundado de perversões, incluindo nelas a chamada “invidia clericalis”. Terrivelmente, ela tem se infiltrado no seio da Igreja, minando a dignidade do sacerdócio e da própria vida eclesial.



A Palavra de Deus nos apresenta com honestidade toda a miséria humana, a miséria de cada homem, mas ela é frutuosa ao nos apresentar também a capacidade de regeneração presente nos corações. E isso deve ser uma grande verdade também para os sacerdotes. Jesus escolheu doze homens. Viveu com eles durante cerca de tres anos. Estes deveriam ter percebido os seus ensinamentos. No entanto, quando Jesus instituiu o sacerdócio, um deles o traiu. Perguntamos: o que aconteceu com Judas? Cometeu o pecado de confiar unicamente em suas próprias forças. Desejou experimentar a sua própria lógica, e querer seguir a sua própria vontade, com seus próprios recursos e seus interesses.



Obviamente, ninguém pode ser um ministro ordenado com suas próprias forças. Deus exige humildade para obediência a tudo e ser guiado unicamente por Ele. Judas não pensou assim.



É muitíssimo triste presenciarmos a disputa do poder, a inveja e o ciúme, dentro da própria Igreja e, às vezes, usando qualquer arma, qualquer ferramenta, para ver a derrota do outro, do próprio irmão, com verdadeiras batalhas, de propagandas desonestas, buscando o jargão do “politicamente correto”, e até mesmo a mídia para difamar o outro.



Há o pecado de dizer verdades supostamente incômodas que ninguém quer ouvir, mas por trás delas está apenas a vontade do escândalo e não da correção fraterna do irmão. Evidentemente, que a situação de um comportamento de concorrência atrai a glória para si e não busca o crescimento, a unidade, a comunhão, e a boa imagem do Cristianismo, que nenhum cristão, principalmente os ministros ordenados têm o direito de manchar. Estes, sim, deveriam evitar a preguiça, o contencioso, a ganância e a hipocrisia, e trabalhar arduamente para melhorar o seu próprio estado de vida, o seu testemunho pessoal. Em verdade, o crescimento individual, pessoal, de um dos seus membros, deveria ser o ganho de crescimento de todo o corpo eclesial. A comunhão deve ser uma expressão constante no seio da mãe Igreja, mesmo e sobretudo, no relacionamento entre os seus membros ordenados que deveriam ser os primeiros a testemunhar uma verdadeira fraternidade.

domingo, 12 de setembro de 2010

Domingo é o Dia do senhor

Não podemos nos esquecer que hoje é Domingo, e que para nós cristãos é o Dia do Senhor. O domingo está deixando de ser um dia de encontro da família, para se tornar um dia em que simplesmente se perde nas coisas fúteis da vida. Nem se vai para a Igreja nem para nada, mas se prende nos bares e festinhas da vida. E a família como vai? É a pergunta que devemos nos fazer ainda hoje. Portanto, valorizemos esse dia como encontro grandioso com Deus na Eucaristia, e encontro com a família. Bom domingo a todos.

sábado, 11 de setembro de 2010

24 Domingo do Tempo Comum

Meditação do Evangelho do 24 domingo: você é um pródigo?

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, sexta-feira, 10 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 15, 1-32), 24º do Tempo Comum.

Estamos frente a uma das páginas evangélicas mais surpreendentes, na qual, como dizia Charles Péguy, parece que Deus perdeu a vergonha. Diante da pergunta sobre a misericórdia, Jesus descreve uma parábola que simbolicamente representa os dois tipos de pessoas que estão com Ele: os publicanos e pecadores, por um lado, e os fariseus e letrados, por outro. Mas o protagonismo não é dos filhos nem de quem os representa, mas do pai e da sua misericórdia.



Publicanos e pecadores (o filho mais novo): este filho sempre havia sido medidor do seu destino; decidirá ir embora e voltar, fazendo, para ambos os momentos, um discurso diante do seu pai. Surpreende a atitude do pai descrita com intensidade por uma lista de verbos que desarmam os discursos do seu filho e que indicam a tensão do seu coração: "Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos" (Lc 15,20). É o processo-relato da misericórdia.



E o erro daquele filho menor, que o conduziu à fuga rumo às miragens de uma falsa felicidade e de uma escravizante independência, será transformado pelo pai em gozo e encontro, em alegria inesperada e desmerecida. A última palavra dita por esse pai, que é a que permanece sobre todas as penúltimas ditas pelo filho, é o triunfo da misericórdia e da graça.



Fariseus e letrados (o filho mais velho): triste é a atitude deste outro filho, aparentemente cumpridor, sem escândalos... mas ressentido e vazio. Não pecou, como seu irmão, mas não foi por amor ao pai, e sim por amor a si mesmo, à sua imagem, à sua fama. Quando a fidelidade não produz felicidade, é sinal de que não se é fiel por amor, e sim por interesse. Ele tinha ficado com seu pai, mas havia colocado um preço ao seu gesto, que o impedia de permanecer como filho. Tendo tudo, queixava-se da falta de um cabrito. Quem vive calculando, não pode entender, nem sequer ver o que lhe é oferecido gratuitamente, em uma quantidade e qualidade infinitamente maiores do que se pode esperar.



Talvez cada um de nós seja uma variante desta parábola e tenha uma parte da atitude do filho mais novo e uma parte da do filho mais velho. O importante é que, no caminho da nossa vida, possamos ter um encontro com a misericórdia. Há muitas maneiras de viver longe do Pai Deus e muitas formas de desprezar seu amor estando junto d'Ele, porque podemos ser um filho perdido ou um filho órfão.



A trama desta parábola é a da nossa possibilidade de ser perdoados. O sacramento da Penitência é sempre o abraço desse Pai que, vendo-nos em todas as nossas distâncias, aproxima-se e nos abraça, beija e nos convida para a sua festa. Esta é a revolução de Deus que, de forma desproporcional e gratuita, com sua própria medida, não quer se resignar a que se perca um só dos seus filhos queridos.

Brasil: “lupa eleitoral” deve ser usada para avaliar envergadura moral dos candidatos

“Não basta prometer que vai fazer ou dizer que já fez”, afirma arcebispo
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 10 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – No processo eleitoral deste ano no Brasil, os cristãos “estão instituindo e mostrando o quanto é decisiva a envergadura moral do candidato, avaliando os valores que definem seus juízos, critérios e suas opções políticas”, afirma o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo.



O arcebispo considera – em artigo divulgado à imprensa nesta sexta-feira – que “é hora de mudar os rumos com a lupa eleitoral tecida pelos valores cristãos”.



“As eleições deste ano estão levantando, como lupa eleitoral, não apenas os feitos do candidato, mas, sobretudo, sua envergadura moral sustentada por valores irrenunciáveis quando se trata de escolher alguém para representar o povo e governar o Estado.”



“Não basta prometer que vai fazer ou dizer que já fez. Os eleitores, particularmente aqueles que iluminam a sua cidadania com a vivência e a confissão de sua fé cristã, estão convocando, com uma força considerável, toda a sociedade para que use a lupa eleitoral que mostra se o candidato tem cacife moral para a representação a que se propõe”, afirma Dom Walmor.



O arcebispo considera que a conduta moral dos candidatos deve-se pautar “no espírito de serviço, pelas virtudes da caridade, da modéstia, da moderação”.



“Mas, em especial – prossegue o prelado –, se o candidato norteia sua vida e suas decisões no respeito à vida, em todas as suas etapas, desde a fecundação até o declínio natural.”



Também se é “clara e comprovadamente contra o aborto e se não tem propensão para autoritarismos ideológicos que levarão à produção de mordaças à imprensa, ou ainda, tenha um modus interpretandi da realidade que influencie em escolhas de prioridades que não considere os excluídos da sociedade”.



“Que esteja atento também aos candidatos que estão mais na linha do populismo e do uso de mecanismos para produzir índices altos de aprovação”, indica.



De acordo com o arcebispo, “a envergadura moral, e não apenas a competência administrativa, está se tornando cada vez mais decisiva para quem usa a lupa eleitoral”.



“Os responsáveis por este movimento são os eleitores que estão se deixando mover por sua fé cristã, emoldurada e alavancada por valores que não podem ser negociados e que têm força para decidir rumos outros nestas eleições.”



Segundo Dom Walmor, a lupa eleitoral deve ser usada por toda a sociedade, “especialmente por aqueles que professam a fé cristã, com uma força diferente e qualificada - fora do contexto puramente partidário”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM" DOS BISPOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DO BRASIL (REGIÃO NORDESTE III)

DISCURSO DO SANTO PADRE

Senhor Cardeal,
Amados Arcebispos e Bispos do Brasil,

Saúdo calorosamente a todos vós, por ocasião da vossa visita ad Limina a Roma, aonde viestes reforçar os vossos vínculos de comunhão fraterna com o Sucessor de Pedro e por ele serdes animados na condução do rebanho de Cristo. Agradeço as amáveis palavras que Dom Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, dirigiu-me em vosso nome, e vos asseguro as minhas orações pelas vossas intenções e pelo amado povo nordestino, do vosso regional Nordeste 3.



Há mais de cinco séculos, justamente na vossa região, se celebrava a primeira Missa no Brasil, tornando realmente presente o Corpo e o Sangue de Cristo para a santificação dos homens e das mulheres desta bendita nação que nasceu sob os auspícios da Santa Cruz. Era a primeira vez que o Evangelho de Cristo vinha a ser proclamado a este povo, iluminando a sua vida diária. Esta ação evangelizadora da Igreja Católica foi e continua sendo fundamental na constituição da identidade do povo brasileiro caracterizada pela convivência harmônica entre pessoas vindas de diferentes regiões e culturas. Porém, ainda que os valores da fé católica tenham moldado o coração e o espírito brasileiros, hoje se observa uma crescente influência de novos elementos na sociedade, que há algumas décadas eram-lhe praticamente alheios. Isso provoca um consistente abandono de muitos católicos da vida eclesial ou mesmo da Igreja, enquanto no panorama religioso do Brasil, se assiste à rápida expansão de comunidades evangélicas e neo-pentecostais.



Em certo sentido, as razões que estão na raiz do êxito destes grupos são um sinal da difundida sede de Deus entre o vosso povo. É também um indício de uma evangelização, a nível pessoal, às vezes superficial; de fato, os batizados não suficientemente evangelizados são facilmente influenciáveis, pois possuem uma fé fragilizada e muitas vezes baseada num devocionismo ingênuo, embora, como disse, conservem uma religiosidade inata. Diante deste quadro emerge, por um lado, a clara necessidade que a Igreja católica no Brasil se empenhe numa nova evangelização que não poupe esforços na busca de católicos afastados bem como daquelas pessoas que pouco ou nada conhecem sobre a mensagem evangélica, conduzindo-os a um encontro pessoal com Jesus Cristo, vivo e operante na sua Igreja. Por outro lado, com o crescimento de novos grupos que se dizem seguidores de Cristo, ainda que divididos em diversas comunidades e confissões, faz-se mais imperioso, da parte dos pastores católicos, o compromisso de estabelecer pontes de contato através de um sadio diálogo ecumênico na verdade.



Tal esforço é necessário, antes de qualquer coisa, porque a divisão entre os cristãos está em contraste com a vontade do Senhor de que «todos sejam um» (Jo 17,21). Além disso, a falta de unidade é causa de escândalo que acaba por minar a credibilidade da mensagem cristã proclamada na sociedade. E hoje, a sua proclamação é talvez ainda mais necessária do que há alguns anos atrás, pois, como bem demonstram os vossos relatórios, mesmo nas pequenas cidades do interior do Brasil, observa-se uma crescente influência negativa do relativismo intelectual e moral na vida das pessoas.



Não são poucos os obstáculos que a busca da unidade dos cristãos tem por diante. Primeiramente, deve-se rejeitar uma visão errônea do ecumenismo, que induz a um certo indiferentismo doutrinal que procura nivelar, num irenismo acrítico, todas as "opiniões" numa espécie de relativismo eclesiológico. Paralelamente a isto está o desafio da multiplicação incessante de novos grupos cristãos, alguns deles fazendo uso de um proselitismo agressivo, o que mostra como a paisagem do ecumenismo seja ainda muito diferenciada e confusa. Em tal contexto - como afirmei em 2007, na Catedral da Sé em São Paulo, no inesquecível encontro que tive convosco, bispos brasileiros - «é indispensável uma boa formação histórica e doutrinal, que habilite ao necessário discernimento e ajude a entender a identidade específica de cada uma das comunidades, os elementos que dividem e aqueles que ajudam no caminho da construção da unidade. O grande campo comum de colaboração devia ser a defesa dos fundamentais valores morais, transmitidos pela tradição bíblica, contra a sua destruição numa cultura relativista e consumista; mais ainda, a fé em Deus criador e em Jesus Cristo, seu Filho encarnado» (n. 6). Por essa razão, vos incentivo a prosseguir dando passos positivos nesta direção, como é o caso do diálogo com as igrejas e comunidades eclesiais pertencentes ao Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, que com iniciativas como a Campanha da Fraternidade Ecumênica ajudam a promover os valores do Evangelho na sociedade brasileira.



Prezados irmãos, o diálogo entre os cristãos é um imperativo do tempo presente e uma opção irreversível da Igreja. Entretanto, como lembra o Concílio Vaticano II, o coração de todos os esforços em prol da unidade há de ser a oração, a conversão e a santificação da vida (cf. Unitatis redintegratio, 8). É o Senhor quem doa a unidade, esta não é uma criação dos homens; aos pastores lhes corresponde a obediência à vontade do Senhor, promovendo iniciativas concretas, livres de qualquer reducionismo conformista, mas realizadas com sinceridade e realismo, com paciência e perseverança que brotam da fé na ação providencial do Espírito Santo.



Queridos e venerados irmãos, procurei evidenciar brevemente neste nosso encontro alguns aspectos do grande desafio do ecumenismo confiado à vossa solicitude apostólica. Ao despedir-me de vós, reafirmo uma vez mais a minha estima e a certeza das minhas orações por todos vós e pelas vossas dioceses. De modo particular, quero aqui renovar a expressão da minha solidariedade paterna aos fiéis da diocese de Barreiras, recentemente privados da guia do seu primeiro e zeloso pastor Dom Ricardo José Weberberger, que partiu para a casa do Pai, meta dos passos de todos nós. Que repouse em paz! Invocando a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, concedo a cada um de vós, aos sacerdotes, aos religiosos, às religiosas, aos seminaristas, aos catequistas e a todo povo a vós confiado uma afetuosa Bênção Apostólica.
[01180-06.01] [Texto original: Português]
[B0528-XX.01]

Orar costuma fazer bem...

Bom dia a todos e todas. Como diz um verso de uma canção do Padre Zezinho: Orar costuma fazer bem!. Nessa perpectiva peço suas orações por mim neste dia de hoje, que é especial, pois é meu aniversário. Por enquanto não me sinto já velho, mas começando a amadurecer em todos os sentidos. De fato, a vida vai nos ensinando muitas coisas. Que Deus continue me iluminando cada dia mais, para que eu possa colaborar na simplicidade com sua grandiosa obra de salvação. Aos que rezarem meu obrigado de coração.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Critérios para músicas dedicadas à Nossa Senhora - CNBB

Termina hoje, 6, em São Paulo (SP), o Encontro de Compositores promovido pelo Setor de Canto e Música Litúrgica da CNBB. A reunião começou no sábado, 4, e discute critérios para a composição de músicas sobre a Virgem Maria.




“Trata-se de um momento de partilha da caminhada e tempo especial de formação no serviço de composição litúrgico-musical”, explica o assessor do Setor de Canto e Música Litúrgica da CNBB, padre José Carlos Sala, que coordena a reunião.



De acordo com o padre Sala, com o tema “O canto em memória de Maria”, o grupo de compositores visa ao aprofundamento dos critérios que podem auxiliar o compositor quando se trata de compor para celebrações em que ocorre a memória da figura de Maria.



“A devoção a Maria é muito marcante e intensamente presente nas comunidades, de norte a sul do país, e o compositor necessita de aprofundamento teológico, bíblico e litúrgico a fim de que as músicas a ela dedicadas estejam em sintonia com o pensamento da Igreja e, ao mesmo tempo, afinadas com a realidade cultural do povo”, esclarece o assesor.



Padre Sala explica, ainda, que toda celebração da Igreja cristã, inclusive as celebrações que são realizadas em memória de Maria, Mãe do Senhor, é sempre para o louvor do Pai, por Jesus Cristo, seu Filho, na comunhão e sob a inspiração do Espírito Santo. “Os referenciais básicos para a composição são a bíblia, a teologia mariana presente em nossa tradição, a cultura musical e a vida e história do povo”, disse.



O assessor da CNBB recorda que o texto que melhor inspira canções sobre a Virgem Maria é o hino que ela contou, de acordo com o evangelho de São Lucas, conhecido como Magnificat.



“É aí que podemos sintonizar de maneira mais profunda com os sentimentos de seu coração e sua experiência de fé, esperança e caridade: uma mulher pobre, profundamente solidária com sua gente, totalmente entregue à missão que Deus lhe confia, de servir incondicionalmente à causa maior da libertação de seu povo e de toda a humanidade, para que as promessas de Deus se realizem em plenitude, e o Reino aconteça “assim na terra como no céu”, acentua padre Sala.



O encontro conta com a participação de 35 compositores provenientes de todas as regiões do país. Na reunião, eles têm aprofundamento teológico, bíblico e litúrgico, além de oficinas de composição de música e letra. “Muitos deles são bem conhecidos por suas inúmeras composições e outros recém chegados que estão colocando seus dons a serviço do louvor da comunidade cristã”, recorda o assessor.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meios de comunicação não compreenderam a mensagem do Papa aos jovens

Apresentam-na como se o Papa não entendesse seus problemas laborais
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Os meios de comunicação “descuidaram ou entenderam mal” a mensagem que Bento XVI acaba de enviar aos jovens, motivo pelo qual o diretor do jornal vaticano, L'Osservatore Romano, propõe em um editorial de primeira página que se leia esse documento.



Giovanni Maria Vian faz referência aos artigos publicados pela imprensa, ou aos comentários de rádio e televisão, entre 3 e 5 de setembro, sobre a mensagem do Papa para a JMJ de Madri (agosto de 2011).



Muitos órgãos informativos colocaram nos lábios do Papa palavras que ele nunca escreveu. Segundo algumas manchetes, o Papa teria dito aos jovens que “Deus vem antes de um posto fixo de trabalho”, como se o Papa não se importasse com as dificuldades laborais e a precariedade que a juventude vive atualmente. O título aparecia com frequência entre aspas, mas o Papa nunca escreveu algo assim.



A mesma constatação expressou o diretor do jornal católico italiano Avvenire, Marco Tarquinio, que confessa: "abrimos os jornais e ficamos aturdidos. A mensagem do Papa é apresentada como um convite à precariedade”.



Pelo contrário, o pontífice escreve que “a questão do lugar de trabalho, e com ela a de ter um porvir assegurado, é um problema grande e urgente”, passagem que, segundo denuncia o diretor de Avvenire, “desaparece” das crônicas jornalísticas.



Tarquinio dirige-se aos jornalistas especializados em informação religiosa para pedir-lhes mais respeito pelos jovens e pelo Papa e convida, antes de tudo, a compreender o texto.



Já o diretor de L'Osservatore Romano considera que o texto do Papa foi “descuidado ou mal entendido pela mídia”.



“A uma cultura que duvida dos valores fundamentais, o Papa voltou a apresentar como decisivo o encontro com Jesus, apoiado pela fé da Igreja”, diz Giovanni Maria Vian.



“Não tem sentido ‘tentar eliminar Deus para dar vida ao homem” – afirma o diretor –, sintetizando a mensagem papal, definida como “um texto apaixonado e cheio de testemunhos pessoais: desde a recordação da JMJ de Sydney até o de sua juventude asfixiada pela ditadura nazista, quando desejava superar ‘a mediocridade da vida aburguesada’ com o encontro com Cristo’”.



“Uma espécie de carta escrita com a paixão inesgotável de uma vida. E com a sabedoria de quem verdadeiramente encontrou Jesus”, conclui.



Mas para descobrir a “sabedoria” desta mensagem, como reconhecem os dois diretores dos jornais católicos, é necessário lê-la.

As eleições estão chegando...

Em quem votar? Qual o melhor candidato? Qual o melhor programa de governo? Mas a maioria dos brasileiros se interessa por programa de governo? Sabe-se lá pra que serve? São algumas das perguntas que me faço quando estou assistindo o guia eleitoral. O que se pretende mesmo? O que se quer? Alguns fazem propostas absurdas, que todos sabemos de nada adiantará. Sem falar na candidatura presidencial. A apelação é geral. Por exemplo, o que os candidatos à presidência pensam em fazer com a política externa brasileira? Que rumo tomar daqui por diante?...Bom, procuremos observar criteriosamente os projetos e tentemos votar o mais consciente possível. A Igreja já está fazendo sua parte. O resto é conosco em outubro.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

07 de setembro - Dia da Independência

Bom dia a todos e todas. É 07 de setembro dia da nossa Independência. Há muitas contestações e críticas quanto a esse dia, mas é preciso ter um marco, uma data forte, um momento de início. Se não fosse esse dia, qual seria então? E se também aquele ou sei lá qual, não fosse tão interessante ou questionador ou isso e aquilo. Enfim, tivemos uma data que mais ou menos ali se deu a nossa independência. E hoje é o Brasil que celebramos. Construamos um país melhor, de mais paz, fraternidade, harmonia, acolhedor. Essas são algumas das nossas características mais marcantes, mas é preciso sempre ir além. Nesse dia hoje tirei para ir adiantando algumas coisas que tenho pendentes. Não me arrependo de ter optado por estar em minha casa e não ter ido passear, mas sei que muitos irão se beneficiar com meu pequeno gesto. Aos que foram passear fico daqui rezando com amor. Aproveitem sadiamente o momento. Bom feriado.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Jornada Mundial da Juventude de Madri renovará a Igreja

Entrevista com o sacerdote que organiza a partir de Roma a JMJ
Por Anita S. Bourdin
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 6 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri não será um evento pontual, mas renovará toda Igreja, assegura o responsável pela Seção de Jovens do Conselho Pontifício para os Leigos.



Em virtude deste cargo, o sacerdote francês Eric Jacquinet está dando seguimento a partir do Vaticano à preparação dessa JMJ, que acontece em agosto de 2011.



Nesta entrevista concedida a ZENIT, ele reflete sobre a mensagem que o Papa acaba de dirigir aos jovens por ocasião da JMJ, que terá como tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Colossenses 2, 7).



ZENIT: O Papa escreveu uma encíclica sobre a caridade e uma sobre a esperança. Por que decidiu agora discutir com os jovens o tema da fé?



Padre Eric Jacquinet: O Papa presta muita atenção na situação dos jovens no contexto atual. Sabe que a juventude é um período caracterizado por grandes aspirações. Nesse sentido, oferece um testemunho pessoal muito impactante, nesta mensagem, recordando sua própria juventude, sua aspiração a uma vida grande e bela, em momentos da ditadura do nacional-socialismo. Agora, constata que muitos jovens estão desiludidos e sem pontos de referência para edificar suas vidas. E o Santo Padre está convencido de que é o resultado de uma cultura ocidental marcada por três males: o eclipse do sentido de Deus, o relativismo e o niilismo. Como resposta, o Papa oferece aos jovens uma visão positiva da existência, baseada na fé em Deus.



ZENIT: Como o Papa articula esta proposta?



Padre Eric Jacquinet: Para falar da fé, o Papa utiliza duas imagens presentes no tema: a da árvore enraizada e a da casa edificada sobre o cimento. Assim como a árvore precisa de raízes para viver e resistir à intempérie, do mesmo modo o Papa convida os jovens a encontrar em Cristo o manancial de sua vida. E assim como a casa só é sólida se se funda em cimento estável, do mesmo modo nossas vidas só se edificam de maneira duradoura sobre a Palavra de Deus, acolhida com a Igreja. A fé na Palavra de Cristo é, portanto, o antídoto para os venenos do eclipse de Deus, do relativismo e do niilismo, com seu conjunto de consequências negativas para a vida dos jovens. O Papa os convida a entrar em comunhão profunda com Cristo, em quem encontrarão vida.



ZENIT: Qual é, segundo o senhor, o ponto chave desta mensagem do Papa aos jovens do mundo?



Padre Eric Jacquinet: O tema da JMJ de Madri está tomado da carta de Paulo aos Colossenses, pois estes também estavam contaminados por filosofias religiosas que desviavam os cristãos do Evangelho. O Papa constata que nos encontramos na mesma situação. Uma corrente laicista quer excluir Deus da vida pública e correntes religiosas anunciam uma felicidade sem Cristo. Como fazia São Paulo, o Papa recorda que o caminho da felicidade passa pela salvação da Cruz de Cristo e que as demais propostas não são mais que ilusões. Bento XVI leva, portanto, os jovens a encontrar Cristo na Cruz, com palavras muito fortes: “a cruz frequentemente nos dá medo, porque parece ser a negação da vida. Na realidade, é o contrário. É o ‘sim’ de Deus ao homem, a expressão máxima de seu amor e a fonte de onde emana a vida eterna [...]. Por isso, quero convidar-vos a acolher a cruz de Jesus, sinal do amor de Deus, como fonte de vida nova”. Depois, mostrará como o apóstolo Tomé, que nos representa muito bem, passou da dúvida à fé em Cristo morto e ressuscitado.



ZENIT: Como os jovens podem colocar em prática durante este ano os ensinamentos do Papa?



Padre Eric Jacquinet: Durante todo este ano, os jovens são convidados a se reunir em grupos pequenos, em suas paróquias, capelanias, movimentos, grupos de oração, para meditar esta carta. Por que não se lê um parágrafo por mês, pedindo a cada jovem que reflita com antecedência sobre algumas perguntas para deixar espaço depois a um momento de partilha?



ZENIT: Em 2010, a JMJ celebra seus 25 anos. Quais são seus frutos?



Padre Eric Jacquinet: São numerosos. Antes de tudo, para os jovens, são um lugar de experiência espiritual, de descoberta da presença de Cristo vivo. Por outro lado, é uma experiência eclesial muito forte. Encontramos jovens católicos, solidamente enraizados em Cristo, procedentes do mundo inteiro. Os sacerdotes e bispos (que oferecerão as catequeses) também se aproximam dos jovens. Isso reforça consideravelmente o laço dos jovens com Cristo e com a Igreja. E mostra ao mundo uma imagem renovada e bela da Igreja. De fato, as JMJ existem porque há jovens que se comprometem. Estes jovens depois continuam seu compromisso na Igreja. As JMJ têm gerado um grande número de vocações consagradas e sacerdotais. Por último, pode-se dizer que, para o país de acolhida, a JMJ é uma grande bênção. Dado que exige o compromisso de todas as realidades eclesiais, a JMJ é a oportunidade para uma renovação profunda da Igreja, das paróquias, dos grupos de jovens, no país de acolhida.



ZENIT: Às vezes se diz que as JMJ são um acontecimento pontual, sem projeção posterior. Que pensa?



Padre Eric Jacquinet: No Evangelho, os encontros dos discípulos com o Ressuscitado são acontecimentos pontuais, de duração curta, mas que no entanto mudaram a vida dos discípulos e deram frutos para a história do mundo. Pode acontecer o mesmo com alguns acontecimentos eclesiais, como é a JMJ. Além disso, cada JMJ não é um simples acontecimento de cinco dias. É um processo que se desenvolve em um ou dois anos de preparação e que depois dá frutos, se se sabe colher. Em geral, pode-se dizer que durante estes 25 anos as JMJ têm contribuído realmente para a formação de novas gerações de católicos, pessoas que hoje estão comprometidas na Igreja e na sociedade. E isso tem um impacto mensurável em alguns lugares.



ZENIT: Como se desenvolverá a JMJ de Madri?



Padre Eric Jacquinet: A abertura será na terça-feira, 16 de agosto, com uma missa presidida pelo arcebispo de Madri, cardeal Antonio María Rouco Varela. O Papa chegará na quinta-feira, 18 de agosto. Pelas manhãs de quarta, quinta e sexta-feira, haverá as catequeses, em cerca de 300 locais, por grupos linguísticos. Na sexta-feira, acontece a Via-Sacra, que sem dúvida será muito emocionante, como em cada ocasião. O festival da juventude irá propor atividades culturais (exposições, espetáculos, debates, encontros) todas as noites. O sábado à noite será o momento da grande vigília e no domingo acontece a missa de encerramento. Não haverá tédio!



ZENIT: Como se inscrever?



Padre Eric Jacquinet: É muito simples. A página oficial – http://www.madrid11.com – permite se inscrever em grupos desde julho. A ideia é alentar todos os jovens a unirem-se a um grupo, ali onde estão, para viajar juntos. Pode ser um grupo da paróquia ou da diocese. Também há movimentos, comunidades e associações que propõem viajar com eles. Estes grupos propõem uma primeira escala em uma diocese espanhola, nos dias precedentes à JMJ, para participar de um primeiro encontro, acolhidos nas paróquias e famílias, até 15 de agosto. Todos os grupos se dirigem depois para Madri.

Rezemos pela JMJ 2011

Santa Sé mobilizou-se contra lapidação de mulher iraniana

Reitera a condenação moral à pena de morte
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 6 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – A Santa Sé condenou moralmente e se mobilizou para deter o apedrejamento da mulher iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada por adultério, cuja execução poderia ser iminente.



O padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, ofereceu este comentário depois que o filho, Sajjad Ghaderzadeh, lançou um apelo ao Papa Bento XVI, para que intervenha para deter a execução.



O porta-voz vaticano assegurou em uma conversa com os jornalistas nesse domingo que “a Santa Sé acompanha o caso com atenção”.



“A posição da Igreja, contrária à pena de morte, é conhecida e a lapidação é uma forma particularmente brutal”, acrescenta.



“Quando é solicitado à Santa Sé de maneira apropriada que intervenha em questões humanitárias junto a outros países, como aconteceu muitas vezes no passado, ela o faz, mas não de forma pública, e sim através dos canais diplomáticos próprios”, diz.



A mulher foi condenada ao apedrejamento por adultério e cumplicidade na morte de seu marido, em 2006. Seu filho considera que só a mobilização internacional pode salvá-la da lapidação.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Igreja não toma posicionamentos e pronunciamentos partidários

Arcebispo explica que o que se procura é garantir critérios e juízos
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 3 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirma que a Igreja “não se aventura em posicionamentos e pronunciamentos que se tornam partidários”, mas permanece no território da ética.



Em artigo enviado à imprensa nesta sexta-feira, o prelado recorda que a CNBB enviou recentemente carta aos bispos “esclarecendo sobre a proposta do plebiscito de iniciativa popular pelo limite da propriedade da terra no Brasil, em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar”.



“A proposta, nessa Semana da Pátria – cita Dom Walmor –, ‘não é de iniciativa da CNBB, nem se realiza sob sua responsabilidade’. Somente o Congresso Nacional pode convocar um plebiscito - o Executivo, no máximo, pode enviar mensagem ao Parlamento propondo sua convocação.”



Segundo o arcebispo, a presidência da CNBB entende que “o apoio das pastorais sociais ao proposto plebiscito ‘está em sintonia com suas orientações sobre as questões da terra. Nas igrejas particulares, os senhores bispos darão orientações que julgarem convenientes’”.



“Este plebiscito está se realizando, portanto, apoiado pelas pastorais sociais, com a participação de movimentos populares e outros segmentos da sociedade, inclusive partidários”, afirma Dom Walmor.



Segundo o arcebispo, “nesta hora, a Igreja Católica evoca, com sabedoria e cautela, os princípios que norteiam suas posições e opções”.



“A Igreja não se entrincheira nas plagas partidárias e não se deixa levar pela ambição de poder articular, por exemplo, bancadas no Parlamento ou nas assembleias legislativas. Esse é o desafio sempre posto nas discussões quando se pensa o papel e a participação da Igreja nos tempos eleitorais.”



“Há quem pense que a Igreja perde por não posicionar-se diretamente contra ou a favor de nomes, sem deixar de considerar, é claro, o direito e a autonomia de cada cristão católico e de seus grupos.”



O cuidado – afirma Dom Walmor – é “exatamente no sentido de não permitir que se confunda ou se abandone a ambiência própria da sua ética alimentada pelo evangelho de Jesus Cristo, diferentemente dos partidos”.



“A ética da Igreja é um luzeiro que não se abandona ou se substitui, como acontece, por exemplo, na troca de partidos e nas alianças políticas, por interesses, até condenáveis e espúrios, muitas vezes.”



“Compreende-se que a Igreja permanecendo no território da ética, alavancada pelos ensinamentos do evangelho, não se aventura em posicionamentos e pronunciamentos que se tornam partidários. Por isso, não têm lugar adequado os pronunciamentos que se tornam, por si e por sua forma, partidários”, explica.



De acordo com Dom Walmor, “a palavra e o pronunciamento da Igreja são importantes e têm autoridade e força educativa para trabalhar, não os interesses partidários, mas a consciência cidadã dos eleitores”.



“A Igreja procura garantir critérios e juízos que, na sua liberdade, inclusive partidária, lhes permitam avaliar os candidatos e não escolher aqueles que agirão, por princípios e opções pessoais e partidárias, na contramão dos valores do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja”, afirma o arcebispo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Quando falta a capacidade de amar, tudo cansa e causa fastio

Mensagem do bispo de Beja para o retorno das férias
BEJA, terça-feira, 1º de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Neste momento em que muitos encerram o período de férias de verão na Europa, o bispo de Beja (Portugal), Dom António Vitalino, deseja que os católicos cuidem das suas atividades cotidianas com amor, pois “quando falta a capacidade de amar, tudo cansa e causa fastio”.



Em mensagem divulgada nessa segunda-feira na página na internet da diocese, o bispo afirma esperar que “nas semanas passadas tenhamos desfrutado de alguma tranquilidade, de modo a sentir um novo alento para orientar a nossa vida e o quadro das nossas relações no sentido do desenvolvimento sustentável e coeso”.



“Refiro-me não apenas aos aspectos econômicos, mas a tudo o que diz respeito à realização humana, pessoal e comunitária.”



“Oxalá o tempo de férias tenha contribuído para fortalecer alguns laços, sobretudo com aquelas pessoas e realidades que ao longo dum ano intenso de trabalho são mais descuradas”, afirma o prelado.



Dom António Vitalino recorda que no regresso ao trabalho e à rotina diária “muitas pessoas entram em stress e depressão”.



“Para que isso não aconteça torna-se necessário cultivar uma relação de empatia com tudo o que faz parte da nossa vida, fazer as coisas por gosto e amor. Como se costuma dizer, quem corre por gosto não cansa”, afirma.



O bispo indica que uma boa relação com as pessoas de família, com os colegas de trabalho, com os amigos dos tempos livres contribui para viver a realidade diária com gosto e alegria.



“Para os crentes – prossegue Dom Vitalino –, a relação de fé com Deus é sempre uma grande força para viver o dia a dia com ânimo e esperança. E o encontro com as outras pessoas da mesma comunidade de fé fortalece ainda mais essas capacidades.”



“Voltar a celebrar a fé na sua comunidade eclesial, participar nos encontros de formação, retomar serviços de voluntariado, escutar a Palavra das Escrituras Sagradas e os ecos produzidos nos corações.”



“Cantar as lindas melodias das celebrações litúrgicas, desfrutar alguns momentos de silêncio sintonizado com a presença de Deus e muitos outros aspectos produzidos pela celebração comunitária da fé, tudo isso é um lenitivo eficiente para enfrentar a vida diária sem angústia”, afirma o bispo.