quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meios de comunicação não compreenderam a mensagem do Papa aos jovens

Apresentam-na como se o Papa não entendesse seus problemas laborais
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Os meios de comunicação “descuidaram ou entenderam mal” a mensagem que Bento XVI acaba de enviar aos jovens, motivo pelo qual o diretor do jornal vaticano, L'Osservatore Romano, propõe em um editorial de primeira página que se leia esse documento.



Giovanni Maria Vian faz referência aos artigos publicados pela imprensa, ou aos comentários de rádio e televisão, entre 3 e 5 de setembro, sobre a mensagem do Papa para a JMJ de Madri (agosto de 2011).



Muitos órgãos informativos colocaram nos lábios do Papa palavras que ele nunca escreveu. Segundo algumas manchetes, o Papa teria dito aos jovens que “Deus vem antes de um posto fixo de trabalho”, como se o Papa não se importasse com as dificuldades laborais e a precariedade que a juventude vive atualmente. O título aparecia com frequência entre aspas, mas o Papa nunca escreveu algo assim.



A mesma constatação expressou o diretor do jornal católico italiano Avvenire, Marco Tarquinio, que confessa: "abrimos os jornais e ficamos aturdidos. A mensagem do Papa é apresentada como um convite à precariedade”.



Pelo contrário, o pontífice escreve que “a questão do lugar de trabalho, e com ela a de ter um porvir assegurado, é um problema grande e urgente”, passagem que, segundo denuncia o diretor de Avvenire, “desaparece” das crônicas jornalísticas.



Tarquinio dirige-se aos jornalistas especializados em informação religiosa para pedir-lhes mais respeito pelos jovens e pelo Papa e convida, antes de tudo, a compreender o texto.



Já o diretor de L'Osservatore Romano considera que o texto do Papa foi “descuidado ou mal entendido pela mídia”.



“A uma cultura que duvida dos valores fundamentais, o Papa voltou a apresentar como decisivo o encontro com Jesus, apoiado pela fé da Igreja”, diz Giovanni Maria Vian.



“Não tem sentido ‘tentar eliminar Deus para dar vida ao homem” – afirma o diretor –, sintetizando a mensagem papal, definida como “um texto apaixonado e cheio de testemunhos pessoais: desde a recordação da JMJ de Sydney até o de sua juventude asfixiada pela ditadura nazista, quando desejava superar ‘a mediocridade da vida aburguesada’ com o encontro com Cristo’”.



“Uma espécie de carta escrita com a paixão inesgotável de uma vida. E com a sabedoria de quem verdadeiramente encontrou Jesus”, conclui.



Mas para descobrir a “sabedoria” desta mensagem, como reconhecem os dois diretores dos jornais católicos, é necessário lê-la.

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