domingo, 31 de outubro de 2010

Primeira Mulher Presidente

Enfim chegamos ao final de mais uma eleição histórica para presidente. Dessa vez histórica mesmo, pois o Brasil elegeu a sua "primeir mulher presidente". Bom, muitas explicações serão dadas e conversas irão surgir em torno da eleição e do futuro governo. Como destaquei aqui no Blog achava realmente ser importante haver um segundo turno, para que assim pudessemos ter mais clareza das propostas e posições. Outro elemento importante é que agora temos uma mulher no poder. No mais alto cargo do país. É a chefe de governo e de Estado. É vitória da mulher, e a partir de agora se inicia uma nova etapa ou era na política, na sociedade e na história do Brasil.

sábado, 30 de outubro de 2010

Evangelho do domingo: quando Deus nos visita

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo

OVIEDO, sexta-feira, 29 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 19, 1-10), 31º do Tempo Comum.


O Evangelho deste domingo nos enche de uma serena esperança. Jesus não veio para o presente fácil, para o aplauso falaz ou pelo elogio barato dos que estão no recinto seguro, e sim "veio buscar e salvar o que estava perdido". Aquela sociedade judaica havia feito uma classificação fechada dos que valiam e dos que não valiam.



Jesus romperá esse elenco maldito, diante do escândalo dos hipócritas, e será frequente vê-lo em contato com os que estavam condenados a toda marginalização: doentes, estrangeiros, prostitutas e publicanos. Eram as pessoas a quem, por estarem perdidas, Ele havia vindo para buscar. Concretamente Zaqueu tinha em sua conta que era rico e chefe de publicanos, com uma profissão que o tornava foco de ódio diante do povo e com uma riqueza de duvidosa aquisição.



Jesus, como Pastor bom que busca uma ovelha perdida ou uma dracma extraviada, buscará também este Zaqueu e o chamará pelo seu nome para hospedar-se em sua casa: "Hoje a salvação entrou nesta casa".



Lucas emprega mais vezes, em seu evangelho, a palavra "hoje": quando Jesus começa seu ministério público ("Hoje se cumpre esta escritura que acabais de ouvir - Lc 4, 16-22); quando está com Dimas, o bom ladrão, no calvário ("Eu te asseguro que hoje estarás comigo no paraíso" - Lc 23, 43).



O ódio dirigido a Zaqueu, a sinalização que murmura, condena e inveja... não serviram para transformar esse homem tão baixinho como aproveitador. Bastou um olhar diferente em sua vida, foi suficiente que alguém o chamasse pelo seu nome com amor e entrasse em sua casa sem interesses lucrativos, para que este homem se transformasse, para que voltasse a começar corrigindo seus erros.



A escuridão não se clareia denunciando sua tenebrosidade, e sim colocando um pouco de luz. Isso é o que Jesus fez nessa casa e nessa vida. E Zaqueu compreendeu, pôde ver seu erro, sua mentira e sua injustiça à luz da Presença diferente. A luz misericordiosa de Jesus provocou em Zaqueu a mudança que não puderam obter os ódios e acusações sobre este homem. Esse foi seu hoje, o momento da sua salvação.



Poderemos fazer que nosso mundo escute essa voz de Alguém que nos chama pelo nosso nome, sem usar-nos nem manipular-nos, sem jogar mais terra em cima de nós, sem sinalizar inutilmente todas as regiões escuras da nossa sociedade e das nossas vidas pessoais, mas simplesmente colocando luz sobre elas? Queira o Senhor visitar também hoje a casa deste mundo e desta humanidade. Será o milagre de voltar a começar para quem acolher Jesus, como Zaqueu.

Papa pede orações por uma América Latina missionária

Intenções de oração para o mês de novembro

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 29 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI pede orações para que a América Latina se converta em uma igreja missionária, assim como pelas vítimas das drogas.



Esta é a proposta que faz nas intenções de oração para o mês de novembro, contidas na carta pontifícia confiada ao Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas nos cinco continentes.



O Bispo de Roma apresenta duas intenções, uma geral ou outra missionária.



A intenção missionária é: "Para que a Igreja na América Latina prossiga a missão continental proposta pelos bispos, inserindo-a na universal tarefa missionária do Povo de Deus".



E a intenção geral é: "Para que as pessoas que são vítimas das drogas e de toda forma de dependência, graças ao apoio da comunidade cristã, encontrem no poder de Deus Salvador a força para mudar radicalmente a sua vida".

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Final de outubro

Estamos nos aproximando do fim de outubro. Significa final do ano se aproximando. Avaliação. Revisão. Depressão para alguns. Satisfação para outros. Como se preparar para o fim do ano e carregar as baterias para o outro?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Papa assinala a bispos do Brasil dever de emitir juízo moral em matérias políticas

Em circunstâncias em que “os direitos fundamentais” ou “a salvação das almas” exigirem
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 28 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI afirmou nesta quinta-feira a bispos brasileiros que “os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”, quando “os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem”.



O Papa, ao discursar para bispos do Maranhão no contexto da visita ad Limina Apostolorum, afirmou que em determinados pontos “política e fé se tocam”, e que os bispos, ao defender a vida, não devem temer “a oposição e a impopularidade”.



O dever dos bispos, no trabalho por alcançar uma ordem social justa, é “contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna”.



“Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”, afirmou o pontífice, citando a Constituição Pastoral Gaudium et Spes (n. 76).



“Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância.”



Segundo Bento XVI, “seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural”.



“Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal?”, questionou.



“Quando os projetos políticos contemplam – prosseguiu o Papa –, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases.”



“Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida ‘não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo’”, disse, citando a Evangelium Vitae (n. 82).



Catequese social



Segundo o pontífice, a melhor maneira de ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente é “uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja”.



“Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum”, disse o Papa, referindo-se novamente à Gaudium et Spes (n. 75).



“Neste ponto, política e fé se tocam”, afirmou. “A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão.”



Com efeito – prosseguiu o pontífice –, “sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana”.



“Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve ‘encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política’”, destacou o Papa, citando a encíclica Caritas in veritate (n. 56).
(Alexandre Ribeiro)

Papa vê importância da colaboração entre consagrados e consagradas hoje

Dedica sua catequese a Santa Brígida da Suécia, copadroeira da Europa

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 27 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI destacou hoje a importância atual da colaboração entre homens e mulheres consagrados a Deus, durante a audiência geral realizada na Praça de São Pedro, cuja catequese foi dedicada a Santa Brígida da Suécia (1303-1373).



"A colaboração de consagrados e consagradas, sempre no respeito pela sua vocação específica, é de grande importância no mundo de hoje", afirmou.



O Papa se referiu à ordem religiosa fundada por Santa Brígida, dedicada ao Santo Salvador e composta por monges e monjas sob a autoridade da abadessa.



O Pontífice afirmou que o caráter misto, sob a direção de uma mulher, dessa ordem "não deve nos surpreender".



E explicou que "na Idade Média, existiam fundações monásticas com um ramo masculino e um ramo feminino, mas com a prática da mesma regra monástica, que previa a direção da abadessa".



"De fato - acrescentou -, na grande tradição cristã, a mulher é reconhecida com dignidade própria e - a exemplo de Maria, Rainha dos apóstolos - um lugar próprio na Igreja, que, sem coincidir com o sacerdócio ordenado, é também importante para o crescimento espiritual da comunidade."



Espiritualidade conjugal



Por outro lado, o Papa se referiu a Santa Brígida da Suécia como modelo de esposa e de viúva, distinguindo dois períodos da sua vida, separados pelo falecimento do seu marido.



Do primeiro período, caracterizado "por sua condição de mulher felizmente casada", o Papa destacou o "compromisso educativo de Brígida com relação aos seus próprios filhos"; um sinal disso é que sua segunda filha, Karin, é venerada como santa.



Sublinhou sua "sabedoria pedagógica", que "era tão apreciada, que o rei da Suécia, Magnus, chamou-a à corte por certo tempo, com o fim de introduzir sua jovem esposa, Branca de Namur, na cultura sueca".



E também a influência muito positiva em seu esposo e no conjunto da sua família, que, "graças à sua presença, converteu-se em uma verdadeira ‘igreja doméstica'".



Para o Papa, "este primeiro período da vida de Brígida nos ajuda a valorizar o que hoje poderíamos definir como uma autêntica ‘espiritualidade conjugal': juntos, os esposos cristãos podem percorrer um caminho de santidade, sustentados pela graça do sacramento do Matrimônio".



E desejou: "Que o Espírito do Senhor possa suscitar também hoje a santidade dos esposos cristãos, para mostrar ao mundo a beleza do matrimônio vivido segundo os valores do Evangelho: o amor, a ternura, a ajuda recíproca, a fecundidade em gerar e educar filhos, a abertura e a solidariedade com o mundo, a participação na vida da Igreja".



Modelo para viúvas cristãs



Com relação ao segundo período da vida de Santa Brígida, o Papa explicou que ela "renunciou a outro casamento para aprofundar na união com o Senhor através da oração, da penitência e das obras de caridade".



E a propôs como modelo para as viúvas cristãs, recordando que a santa, "quando seu marido morreu, após ter distribuído seus próprios bens aos pobres, ainda sem ter pensado na consagração religiosa, estabeleceu-se no mosteiro cisterciense de Alvastra", onde teve revelações divinas até a sua morte.



Bento XVI indicou que Santa Brígida estava convencida de que todo carisma está destinado à edificação da Igreja: "Precisamente por esse motivo, muitas de suas revelações estavam dirigidas, em forma de advertências inclusive severas, aos fiéis da sua época, incluindo as autoridades religiosas e políticas, para que vivessem coerentemente sua vida cristã".



Copadroeira da Europa



Finalmente, o Papa se referiu à santa, copadroeira da Europa desde o ano 2000, como a uma "figura eminente na história da Europa" e considerou que ela pode ajudar a Europa a "alimentar-se sempre das suas próprias raízes cristãs".



"Procedente da Escandinávia, Santa Brígida testemunha como o cristianismo havia permeado profundamente a vida de todos os povos desse continente", afirmou.



E acrescentou: "Declarando-a copadroeira da Europa, o Papa João Paulo II desejou que Santa Brígida - que viveu no século XIV, quando a cristandade ocidental ainda não havia sido ferida pela divisão - possa interceder eficazmente diante de Deus, para obter a graça tão esperada da plena unidade de todos os cristãos".

São Judas Tadeu, rogai por nós!



Hoje a Igreja comemora os mártires são Simão e são Judas Tadeu. Ambos discípulos do Senhor. Caminharam juntos com o Mestre. No Brasil tem crescido fortemente a devoção à São Judas. Muitas capelas são dedicas e em São Paulo há um santuário dedicado a ele. Chama-se Santuário São Judas Tadeu. Com certeza, muita gente passou e vai passar por lá hoje. É conhecido São Judas como o santo das causas perdidas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Brasil: Irmã Dulce será beatificada

Cardeal Geraldo Agnelo fez o anúncio em Salvador

SALVADOR, quarta-feira, 27 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – O arcebispo de Salvador (nordeste do Brasil), cardeal Geraldo Majella Agnelo, anunciou na manhã desta quarta-feira que a Irmã Dulce será beatificada em breve.



Segundo informa a arquidiocese, o pronunciamento foi feito na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador. O cardeal informou que até o fim do ano encerra o processo e será conhecida a data da cerimônia de beatificação.



De acordo com o arcebispo, uma comissão científica da Santa Sé aprovou esta semana um milagre atribuído à religiosa, fato decisivo no processo de beatificação.



Segundo Dom Geraldo, a religiosa é exemplo para os cristãos e a sua história de vida é o que justifica a beatificação e o processo de canonização.



“Todo santo é um exemplo de Cristo, como foi o caso dela [Irmã Dulce]; aquela dedicação diuturna durante toda a vida aos pobres e sofredores.”



A causa da beatificação da religiosa brasileira foi iniciada em janeiro do ano 2000 pelo próprio Dom Geraldo Majella. Desde junho de 2001, o processo tramita na Congregação das Causas dos Santos.



Irmã Dulce, natural de Salvador, faleceu em 1992, aos 78 anos. Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, desenvolveu uma vasta obra assistencial em favor dos mais pobres, especialmente no campo da saúde. Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Em 1991, já no leito de morte, recebeu a visita do Papa João Paulo II, em sua segunda viagem ao Brasil.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mensagem do Santo Padre por ocasião da 97 Jornada dos Migrantes e Refugiados

16 de janeiro de 2011
Queridos Irmãos e Irmãs!




O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado oferece a oportunidade, a toda a Igreja, para reflectir sobre o tema relacionado com o crescente fenómeno da migração, para rezar a fim de que os corações se abram ao acolhimento cristão e trabalhem para que cresçam no mundo a justiça e a caridade, colunas para a construção de uma paz autêntica e duradoura. «Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei» (Jo 13, 34) é o convite que o Senhor nos dirige com vigor e nos renova constantemente: se o Pai nos chama para sermos filhos amados no seu Filho predilecto, chama-nos também para nos reconhecermos a todos como irmãos em Cristo.



Deste vínculo profundo entre todos os seres humanos surge o tema que escolhi este ano para a nossa reflexão: «Uma só família humana», uma só família de irmãos e irmãs em sociedades que se tornam cada vez mais multi-étnicas e intra-culturais, onde também as pessoas de várias religiões são estimuladas ao diálogo, para que se possa encontrar uma serena e frutuosa convivência no respeito das legítimas diferenças. O Concílio Vaticano II afirma que « os homens constituem todos uma só comunidade; todos têm a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra o inteiro género humano (cf. Act 17, 26); têm, além disso, o mesmo fim último, Deus, cuja providência, testemunho de bondade e desígnios de salvação se estendem a todos» (Decl. Nostra aetate,1). Assim, nós «não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2008, 6).



O caminho é o mesmo, o da vida, mas as situações por que passamos neste percurso são diversas: muitos devem enfrentar a difícil experiência da migração, nas suas diversas expressões: internas ou internacionais, permanentes ou periódicas, económicas ou políticas, voluntárias ou forçadas. Em vários casos a partida do próprio país é estimulada por diversas formas de perseguição, de modo que a fuga se torna necessária. Depois, o próprio fenómeno da globalização característico da nossa época, não é só um processo socioeconómico, mas comporta também «uma humanidade que se torna mais interrelacionada», superando confins geográficos e culturais. A este propósito, a Igreja não cessa de recordar que o sentido profundo deste processo sazonal e o seu critério ético fundamental são dados precisamente pela unidade da família humana e pelo seu desenvolvimento no bem (cf. Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 42). Portanto, todos pertencem a uma só família, migrantes e populações locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui encontram fundamento a solidariedade e a partilha.



« Numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das nações, para dar forma de unidade e paz à cidade do homem e torná-la em certa medida antecipação que prefigura a cidade de Deus sem barreiras.» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate,7). É esta a perspectiva com a qual olhar também para a realidade das migrações. De facto, como já fazia notar o Servo de Deus Paulo VI, «a falta de fraternidade entre os homens e entre os povos» é causa profunda de subdesenvolvimento (Enc. Populorum progressio, 66) e – podemos acrescentar – incide em grande medida sobre o fenómeno migratório. A fraternidade humana é a experiência, por vezes surpreendente, de uma relação que irmana, de uma ligação profunda com o próximo, diferente de mim, baseado no simples facto de sermos homens. Assumida e vivida responsavelmente ela alimenta uma vida de comunhão e de partilha com todos, sobretudo com os migrantes; apoia a doação de si aos demais, ao seu bem, ao bem de todos, na comunidade política local, nacional e mundial.



O Venerável João Paulo II, por ocasião deste mesmo Dia celebrado em 2001, ressaltou que «(o bem comum universal) abrange toda a família dos povos, acima de todo o egoísmo nacionalista. É neste contexto que se considera o direito de emigrar. A Igreja reconhece-o a cada homem no duplo aspecto da possibilidade de sair do próprio País e a possibilidade de entrar num outro à procura de melhores condições de vida. » (Mensagem para o Dia Mundial das Migrações 2001,3; cf. João XXIII, Enc. Mater et Magistra,30: Paulo VI, Octogesima Adveniens,17). Ao mesmo tempo, os Estados têm o direito de regular os fluxos migratórios e de defender as próprias fronteiras, garantindo sempre o respeito devido à dignidade de cada pessoa humana. Além disso, os imigrantes têm o dever de se integrarem no país que os recebe, respeitando as suas leis e a identidade nacional. «Procurar-se-á então conjugar o acolhimento devido a todo o ser humano, sobretudo no caso de pobres, com a avaliação das condições indispensáveis para uma vida decorosa e pacífica tanto dos habitantes originários como dos adventícios» (João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2001, 13).



Neste contexto, a presença da Igreja, como povo de Deus a caminho na história no meio de todos os outros povos, é fonte de confiança e esperança. De facto, a Igreja é «em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano» (Conc. Ec. Vat. II, Const. Dog. Lumen gentium,1); e, graças à acção do Espírito Santo nela, «o esforço por estabelecer a universal fraternidade não é vão» (Ibid, Const. Past. Gaudium et spes, 38). De modo particular é a Sagrada Eucaristia que constitui, no coração da Igreja, uma fonte inexaurível de comunhão para toda a humanidade. Graças a ela, o Povo de Deus abraça «todas as nações, tribos, povos e línguas» (Ap 7, 9) não com uma espécie de poder sagrado, mas com o serviço superior da caridade. Com efeito, a prática da caridade, sobretudo em relação aos mais pobres e débeis, é critério que prova a autenticidade das celebrações eucarísticas (cf. João Paulo II, Carta apost. Mane nobiscum Domine, 28).



À luz do tema «Uma só família humana», deve ser considerada especificamente a situação dos refugiados e dos outros migrantes forçados, que são uma parte relevante do fenómeno migratório. Em relação a estas pessoas, que fogem de violências e de perseguições, a Comunidade internacional assumiu compromissos bem determinados. O respeito dos seus direitos, assim como das justas preocupações pela segurança e pela unidade social, favorecem uma convivência estável e harmoniosa.



Também no caso dos migrantes forçados a solidariedade alimenta-se na «reserva» de amor que nasce do considerar-se uma só família humana e, para os fiéis católicos, membros do Corpo Místico de Cristo: somos de facto dependentes uns dos outros, todos responsáveis dos irmãos e das irmãs em humanidade e, para quem crê, na fé. Como já tive a ocasião de dizer, «Acolher os refugiados e dar-lhes hospitalidade é para todos um gesto obrigatório de solidariedade humana, para que eles não se sintam isolados por causa da intolerância e do desinteresse» (Audiência geral de 20 de Junho de 2007: Insegnamenti II, 1 [2007], 1158). Isto significa que todos os que são forçados a deixar as suas casas ou a sua terra serão ajudados a encontrar um lugar no qual viver em paz e em segurança, onde trabalhar e assumir os direitos e deveres existentes no país que os acolhe, contribuindo para o bem comum, sem esquecer a dimensão religiosa da vida.



Por fim, gostaria de dirigir um pensamento particular, sempre acompanhado da oração, aos estudantes estrangeiros e internacionais, que também são uma realidade em crescimento no âmbito do grande fenómeno migratório. Trata-se de uma categoria também socialmente relevante na perspectiva do seu regresso, como futuros dirigentes, aos países de origem. Eles constituem «pontes» culturais e económicas entre estes países e os que os recebem, e tudo isto se orienta para formar «uma só família humana». É esta convicção que deve apoiar o compromisso a favor dos estudantes estrangeiros e acompanhar a atenção pelos seus problemas concretos, como as dificuldades económicas ou o mal-estar de se sentirem sozinhos ao enfrentar um ambiente social e universitário muito diferente, assim como as dificuldades de inserção. A este propósito, apraz-me recordar que « pertencer a uma comunidade universitária significa estar na encruzilhada das culturas que formaram o mundo moderno» (cf. João Paulo II, Aos Bispos dos Estados Unidos das Províncias eclesiásticas de Chicago, Indianapolis e Milwaukee em visita «ad limina», 30 de Maio de 1998, 6: Insegnamenti XXI, 1 [1998], 1116). A cultura das novas gerações forma-se na escola e na universidade: depende em grande medida destas instituições a sua capacidade de olhar para a humanidade como para uma família chamada a estar unida na diversidade.



Queridos irmãos e irmãs, o mundo dos migrantes é vasto e diversificado. Conhece experiências maravilhosas e prometedoras, assim como, infelizmente, muitas outras dramáticas e indignas do homem e de sociedades que se consideram civis. Para a Igreja, esta realidade constitui um sinal eloquente do nosso tempo, que dá mais realce à vocação da humanidade de formar uma só família e, ao mesmo tempo, as dificuldades que, em vez de a unir, a dividem e dilaceram. Não percamos a esperança, e rezemos juntos a Deus, Pai de todos, para que nos ajude a ser, cada um em primeira pessoa, homens e mulheres capazes de estabelecer relações fraternas; e, a nível social, político e institucional, incrementem-se a compreensão e a estima recíproca entre os povos e as culturas. Com estes votos, invocando a intercessão de Maria Santíssima Stella maris, envio de coração a todos a Bênção Apostólica, de modo especial aos migrantes e aos refugiados e a quantos trabalham neste importante âmbito.



Castel Gandolfo, 27 de Setembro de 2010.



BENEDICTUS PP. XVI


Fonte: http://www.vatican.va/

Atividades

Bom dia. Escrevo de Campina Grande. Hoje dou aulas aqui nessa bela cidade. O clima é ameno e gostoso. Cidade que se desenvolve a cada dia. Por sinal é muito bonita e atraente. Estou no intervalo da aula, mas já estou retornando. Hoje a noite tenho reunião com a PJ, que está se formando, na paróquia.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Brasil: Não há divisão na Igreja por causa das eleições

Presidente da CNBB considera positiva discussão do tema do aborto
BRASÍLIA, sexta-feira, 22 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou que as discussões em torno das eleições presidenciais no país não causaram um “racha” na Igreja.



Dom Geraldo Lyrio falou aos jornalistas nessa quinta-feira, em coletiva de imprensa em Brasília, no encerramento da reunião do Conselho Permanente da CNBB.



Ao destacar que o clima da reunião desta semana entre os bispos dirigentes da CNBB foi “muito sereno”, o prelado afirmou: “não há um ‘racha’ na Igreja por causa do momento político”.



“As decisões mais importantes do Conselho Permanente não estão tendo divisões e distanciamentos. Isso prova que não há racha nenhum”, disse, segundo informa a assessoria de imprensa da CNBB.



O presidente da CNBB considera normal que haja divergências em uma Conferência episcopal como a brasileira, que tem quase 450 bispos.



“Em um clima de liberdade que a Igreja procura cultivar, é perfeitamente compreensível que aqui ou ali alguém dê acentuação maior num aspecto e noutro. Não é porque eu discordei de você que eu devo interpretar que está havendo um racha”, disse.



Mesmo que tenha havido uma acentuação maior nas discussões ao redor do tema do aborto, o prelado afirma que “o estranho seria se nós chegássemos ao final do segundo turno sem que assuntos dessa gravidade tivessem entrado em pauta”.



Sobre a manifestação do bispo de Guarulhos (São Paulo), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que orientou os católicos de sua diocese a não darem o voto à candidata Dilma Rousseff, Dom Geraldo Lyrio afirmou que cada bispo, na sua diocese, tem o direito de se manifestar conforme sua competência de pastor.



“Tenho uma admiração muito grande por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini e os seus procedimentos estão dentro daquilo que a Igreja espera. Ele, dentro da sua competência de pastor, tem o direito e até o dever de, segundo sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz e mais conveniente.”



“Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.



O arcebispo recordou também que não cabe à CNBB repreender nenhum bispo. “Acima do bispo no governo da Igreja só existe uma autoridade: o Papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas aos bispos ou repreendê-los”.



“O papel da Conferência é articular os bispos para facilitar o diálogo, a convivência e o exercício da nossa corresponsabilidade diante dos grandes desafios vividos pela Igreja e pela sociedade da qual a Igreja também deve se ocupar”, disse.

domingo, 24 de outubro de 2010

Festa de Nossa Senhora do Rosário

Aqui na nova paróquia em que estou é festa de Nossa Senhora do Rosário. A festa litúrgica é dia 07 de outubro, mas o munípio conta com uma outra festa no dia 27 de setembro: Cosme e Damião, que são padroeiros da cidade. Assim, se mudou a data mais para frente. Que Nossa Mãe Santíssima proteja a todos dessa cidade. Ah, tem show da Banda Adoração e Vida com Walmir Alencar. Penso que muitos devam conhecer.

sábado, 23 de outubro de 2010

Evangelho do domingo: comprar Deus?

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, sexta-feira, 22 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 18, 9-14), 30º do Tempo Comum.

Quem se encontrou com o Deus vivo alguma vez, desfrutou da sua amizade e saboreou seu amor, nunca se terá por justo, porque só Deus é justo; e aproximar-se do único Justo supõe fazer a experiência de comprovar nossa desproporcional diferença com relação a Ele. Saber-se pecador, reconhecer-se como não justo, não significa viver tristes, sem paz ou sem esperança, mas situar a segurança em Deus e não nas próprias forças ou em uma virtude hipócrita.



Alguém que verdadeiramente não orou nunca continuará precisando afirmar-se e convencer-se de sua própria segurança, já que a de Deus, a única fidedigna, não foi sequer intuída. E quando alguém se tem por justo e está inchado de sua própria segurança, isto é, quando vive em sua mentira, costuma maltratar seus próximos, desprezá-los "porque não chegam à sua altura", porque não estão no nível da "sua" santidade.



Temos, então, o retrato robô de quem, estando incapacitado para orar por estas três atitudes incompatíveis com a autêntica oração, como o fariseu da parábola, chega a acreditar que pode comprar de Deus a salvação. A moeda do pagamento seria sua arrogante virtude, sua santidade postiça. Até aqui o fariseu.



Mas havia outro personagem na parábola: o publicano, ou seja, um proscrito da legalidade, alguém que não fazia parte do censo dos bons. E, como em outras vezes, Jesus o mostrará como exemplo, não para ressaltar morbosamente sua condição pecadora, mas para que nela resplandeça a graça que pode fazer novas todas as coisas.



Aquele publicano não se sentia junto diante de Deus, nem tinha segurança em sua própria coerência, tampouco desprezava ninguém. Nem sequer a si mesmo. Ele só disse uma frase, lá do fundo do templo, na penumbra dos seus pecados: "Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!". Belíssima oração, tantas vezes repetida pelos muitos peregrinos que, em sua vida de escuridão, de erros, de horrores, talvez também tenham começado a receber gratuitamente uma salvação que não se pode comprar.



Jesus nos ensina a orar vivendo na verdade, não no disfarce de uma vida enganosa e enganada diante de todos, menos de Deus. Tratar de amizade com quem nos ama é reconhecer que só Ele é Deus, que nós somos uns pobres pecadores que receberam o dom de voltar a começar sempre, de voltar à luz, à alegria verdadeira, à esperança, para refazer aquilo que em nós e entre nós possa ter manchado a glória de Deus, o nome de um irmão ou a nossa dignidade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Artigo interessante do Padre Zezinho...leiam

18/10/2010


JURÁSSICOS E MESOZOICOS





Como não poderia deixar de ser, o debate sobre o aborto descambou para a ironia, a agressão e a invectiva. Um colunista da Folha de São Paulo, 11.10.2010, na chama de mesozoicos; outro coloca todos os religiosos no mesmo barco de ultrapassados e há quem declare moderno quem é pró-grávida, ainda que em prejuízo do seu feto. Considera assunto de saúde pública e não de fé e moral. Em outras palavras, imoral é deixar uma mulher morrer de aborto mal feito, mas, com a devida assepsia não é imoral abortar o feto! Não o consideram um ser humano!



Ainda bem, que a era do eufemismo terminou. Agora já se sabe quem quer e quem não quer uma lei que declare que o aborto não é um crime. Não esta matando um bebê, uma criança ou um adulto. Está apenas interrompendo um feto!... É luta que se trata em torno de conceitos. O que é vida? O que é ser humano e pessoa? O que é crer? Existe um criador ou não existe? Se ele existe, pode alguém interromper uma vida da qual ele é o dono?



A maternidade é um chamado e uma reposta, tanto quanto o é a sexualidade humana. Uma decorre da outra. Homem e mulher se entregam e um outro ser humano é concebido. Aí os dois precisam dar sua resposta: querem aquele fruto? Aceitam enfrentar as consequências de uma gestação? Querem gerar o que acabam de conceber? Deixarão que ele amadureça, ou no momento não convém que ele fique naquele ventre?



As leis de agora dizem que o feto tem o direito de nascer e que matá-lo é crime. E é por mudança nesta lei que se batem os que defendem o direito de não ter que gerar o fruto de sua relação. E querem que o Estado descriminalize sua decisão. Agora seriam declarados criminosos. Mataram um ser humano. Como não consideram o feto um ser humano e não o veem como filho, não querem a pecha de criminosos pelo fato de terem causado a morte do seu filho em formação.



Alguém que os defende decide, então, que isto é moderno e que defender o feto é pensamento jurássico. Incidentalmente está todo mundo querendo entender melhor aquele período!...Pareceu menos mortal para o planeta do que os avanços de agora!...Mas , segundo eles, o mundo avançou o suficiente para não mais considerar crime tirar a vida de um feto humano.



Laicistas atacam a visão religiosa, dizendo que a religião não tem o direito de mandar no ventre de quem não crê. Religiosos atacam a visão laicista dizendo que não aceitam ser governados por quem assina uma lei que extermina fetos humanos indesejados. Se somos contra a pena de morte para um frio assassino, também não admitimos a pena de morte contra um feto indefeso cujo “crime” foi nascer em ventre errado e na hora errada.



O debate vai longe. Acirrou-se. Caiu no terreno da agressão e da desqualificação do outro. Mas o fato inconteste é que se luta por uma lei que legitime a interrupção de uma vida humana nas primeiras semanas de seu trajeto. Se Deus não existe, então o direito é do Estado e do casal. Se Deus existe, o dono da vida é ele e de ninguém mais.



Aí, então, o articulista faz piada dizendo que crer num Deus autor da vida é coisa de período mesozoico ou resquício da Idade Média, típico de república de aiatolás... E os religiosos de hoje, que no Brasil chegam a quase 90% da população reagem dizendo que eliminar uma vida inconveniente é que é retrocesso, coisa do tempo das cavernas.



Se não há modernidade em defender um feto, mesmo com o risco de saúde para a mãe, também não há modernidade em sugá-lo para fora do ventre e declarar que, por lei soberana de um povo democrático e livre, o aborto já não é mais crime!



Virou confronto!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Oriente Médio: Igreja deve dar à mulher o lugar que lhe corresponde

Intervenções no Sínodo dos Bispos

ROMA, quinta-feira, 20 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Várias mulheres, ouvintes no Sínodo do Oriente Médio, desejam que a Igreja dê à mulher o lugar que lhe corresponde. Isso poderia ser um testemunho para mulheres muçulmanas, às vezes "maltratadas", afirmam.



No transcurso da 11ª congregação geral, a religiosa libanesa Marie-Antoinette Saadé, responsável pela formação e pelo noviciado da Congregação das Irmãs Maronitas da Sagrada Família, pediu que se desse à mulher "seu lugar verdadeiro e justo".



"A Igreja não deveria estar na vanguarda neste âmbito, frente às práticas difundidas em certos ambientes muçulmanos, nos quais a mulher é espancada, presa, pisoteada, maltratada, sem direitos, com deveres que a escravizam?", perguntou a religiosa à assembleia de patriarcas, cardeais, bispos e sacerdotes.



"Isso seria um verdadeiro testemunho", afirmou.



Segundo a Irmã Saadé, "reparar juntos o tecido social, promovendo a pessoa humana no centro da família e a partir dela, parece-me ser a resposta certa para uma pastoral urgente e eficaz".



A religiosa convidou a "acender a fé na família, que é o lugar privilegiado em que os filhos aprendem a reconhecer sua identidade e crescem desenvolvendo seus talentos e faculdades humanas e divinas. Porque a fé é adquirida no colo da mãe. É aí que se faz a primeira catequese, a mais eficaz e durável".



A urgência do testemunho da mulher cristã



Por sua vez, a Irmã Clauda Achaya Naddaf, superiora das religiosas do Convento de Nossa Senhora da Caridade e do Bom Pastor, da Síria, constatou que o documento de trabalho deste Sínodo não menciona as questões relativas às mulheres, em um Sínodo do Oriente Médio, lugar onde as mulheres são consideradas como inferiores.



"A metade da população da terra está constituída por mulheres. Muitas delas são vítimas da violência, exploração, vivem na pobreza extrema, seus direitos são pisoteados. Nossa mãe Igreja é mãe segundo o exemplo de Maria. Será que ela excluiria as mulheres das suas preocupações?", perguntou a Irmã Clauda.



Por último, Jocelyne Khoueiry, membro fundador e presidente do movimento leigo La Libanaise-Femme du 31 Mai, do Líbano, afirmou que "quando a mulher cristã pode se expressar e testemunhar a beleza da fé e do verdadeiro sentido da dignidade e da liberdade, constitui um testemunho urgente que interpela a mulher muçulmana e abre caminhos novos ao diálogo".



"Que nossas famílias possam ser apoiadas e acompanhadas por sua Igreja, mãe e mestra, para que sejam, de maneira concreta e decidida, santuários abertos ao dom da vida, sobretudo quando esta é ferida pela deficiência ou por dificuldades socioeconômicas, algo que não é secundário diante da ameaça contínua da emigração."



"Uma conversão, no nível da nossa escala de valores e da nossa forma de ser, manifesta-se como muito urgente. Estamos chamados a ser, com Maria, servidores da esperança nesta região sofrida e vítima de tanta injustiça", concluiu Jocelyne Khoueiry.



Ontem não houve congregação geral dos participantes do Sínodo. O dia foi dedicado à unificação, por parte do relator geral, do secretário especial e dos relatores dos grupos de trabalho, das "propostas" que serão apresentadas ao Papa, depois do necessário debate e emendas.
(Marine Soreau)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dias de atividades

Essa semana será como as outras de muita atividade. Na paróquia estamos em festa comemorando a Padroeira Nossa Senhora do Rosário. Segunda e hoje dias de aulas. Amanha atividade no Tribunal e assim por diante. Bem, fico feliz em poder contribuir para o Reino de Deus.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Missionário Mundial 2010

Seg, 18 de Outubro de 2010 CNBB

A construção da comunhão eclesial é a chave da missão



Prezados irmãos e irmãs!



Com a celebração do Dia Missionário Mundial, o mês de Outubro oferece às Comunidades diocesanas e paróquias, aos Institutos de Vida Consagrada, aos Movimentos Eclesiais, e a todo o Povo de Deus, a ocasião para renovar o compromisso de anunciar o Evangelho e dar às atividades pastorais um ímpeto missionário mais amplo. Este encontro anual convida-nos a viver intensamente os percursos litúrgicos e catequéticos, caritativos e culturais, mediante os quais Jesus Cristo nos convoca à mesa da sua Palavra e da Eucaristia, para saborear o dom da sua Presença, formar-nos na sua escola e viver cada vez mais conscientemente unidos a Ele, Mestre e Senhor. É Ele mesmo quem nos diz: "Aquele que me ama será amado por meu Pai: Eu amá-lo-ei e manifestar-me-ei a ele" (Jo 14, 21). Só a partir deste encontro com o Amor de Deus, que muda a existência, podemos viver em comunhão com Ele e entre nós, e oferecer aos irmãos um testemunho credível, explicando a razão da nossa esperança (cf. 1 Pd 3, 15). Uma fé adulta, capaz de se confiar totalmente a Deus com atitude filial, alimentada pela oração, pela meditação da Palavra de Deus e pelo estudo das verdades da fé, é uma condição para poder promover um novo humanismo, fundamentado no Evangelho de Jesus.



Além disso, em Outubro, em muitos países retomam-se as várias atividades eclesiais depois da pausa de Verão, e a Igreja convida-nos a aprender de Maria, mediante a oração do Santo Rosário, a contemplar o desígnio de amor do Pai sobre a humanidade, para a amar como Ele a ama. Não é porventura este o sentido da missão?



Com efeito, o Pai chama-nos a ser filhos amados no seu Filho, o Amado, e a reconhecer-nos todos irmãos naquele que é Dom de Salvação para a humanidade dividida pela discórdia e pelo pecado, e Revelador do verdadeiro Rosto daquele Deus que "amou de tal modo o mundo, que lhe deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16).



"Queremos ver Jesus" (Jo 12, 21), é o pedido que, no Evangelho de João, alguns gregos que chegaram a Jerusalém para a peregrinação pascal, dirigem ao Apóstolo Filipe. Ele ressoa também no nosso coração neste mês de Outubro, que nos recorda como o compromisso do anúncio evangélico compete a toda a Igreja, "missionária por sua própria natureza" (Ad gentes, 2), convidando-nos a tornarmo-nos promotores da novidade de vida, feita de relacionamentos autênticos, em comunidades fundadas no Evangelho. Numa sociedade multiétnica que experimenta cada vez mais formas preocupantes de solidão e de indiferença, os cristãos devem aprender a oferecer sinais de esperança e a tornar-se irmãos universais, cultivando os grandes ideais que transformam a história e, sem falsas ilusões nem medos inúteis, comprometer-se para fazer com que o planeta seja a casa de todos os povos.



Como os peregrinos gregos de há dois mil anos, também os homens do nosso tempo, talvez nem sempre conscientemente, pedem aos crentes não só que "falem" de Jesus, mas que "façam ver" Jesus, façam resplandecer o Rosto do Redentor em cada ângulo da terra diante das gerações do novo milênio e sobretudo diante dos jovens de cada continente, destinatários privilegiados e agentes do anúncio evangélico. Eles devem sentir que os cristãos levam a Palavra de Cristo porque Ele é a Verdade, porque n'Ele encontraram o sentido, a verdade para a sua vida.



Estas considerações remetem para o mandamento missionário que todos os batizados e a Igreja inteira receberam, mas que não se pode realizar de maneira credível sem uma profunda conversão pessoal, comunitária e pastoral. De fato, a consciência da chamada a anunciar o Evangelho estimula não só cada fiel individualmente, mas todas as Comunidades diocesanas e paroquiais a uma renovação integral e a abrir-se cada vez mais à cooperação missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de cada pessoa, de cada povo, cultura, raça, nacionalidade, em todas as latitudes. Esta consciência alimenta-se através da obra de Sacerdotes Fidei Donum, de Consagrados, de Catequistas, de Leigos missionários, numa busca constante de promover a comunhão eclesial, de modo que também o fenômeno da "interculturalidade" possa integrar-se num modelo de unidade, no qual o Evangelho seja fermento de liberdade e de progresso, fonte de fraternidade, de humildade e de paz (cf. Ad gentes, 8). De fato, a Igreja "é em Cristo como que sacramento, ou seja, sinal e instrumento da união íntima com Deus e da unidade de todo o gênero humano" (Lumen gentium, 1).



A comunhão eclesial nasce do encontro com o Filho de Deus, Jesus Cristo que, no anúncio da Igreja, alcança os homens e cria comunhão com Ele próprio e por conseguinte, com o Pai e com o Espírito Santo (cf. 1 Jo 1, 3). Cristo estabelece a nova relação entre o homem e Deus. "É Ele quem nos revela "que Deus é caridade" (1 Jo 4, 8) e, ao mesmo tempo, nos ensina que a lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o mandamento novo do amor. Assim, aos que crêem no amor divino dá-lhes a certeza de que abrir o caminho do amor a todos os homens e instaurar a fraternidade universal não são coisas vãs" (Gaudium et spes, 38).



A Igreja torna-se "comunhão" a partir da Eucaristia, na qual Cristo, presente no pão e no vinho, com o seu sacrifício de amor edifica a Igreja como seu corpo, unindo-nos ao Deus uno e trino e entre nós (cf. 1 Cor 10, 16ss). Na Exortação apostólica Sacramentum caritatis escrevi: "não podemos reservar para nós o amor que celebramos neste sacramento: por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n'Ele" (n. 84). Por esta razão a Eucaristia não é só fonte e ápice da vida da Igreja, mas também da sua missão: "Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária" (Ibid.), capaz de levar todos à comunhão com Deus, anunciando com convicção: "o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco" (1 Jo 1, 3).



Caríssimos, neste Dia Missionário Mundial no qual o olhar do coração se dilata sobre os imensos espaços da missão, sintamo-nos todos protagonistas do compromisso da Igreja de anunciar o Evangelho. O estímulo missionário foi sempre sinal de vitalidade para as nossas Igrejas (cf. Carta enc. Redemptoris missio, 2) e a sua cooperação é testemunho singular de unidade, de fraternidade e de solidariedade, que nos torna críveis anunciadores do Amor que salva!



Por conseguinte, renovo a todos o convite à oração e, não obstante as dificuldades econômicas, ao compromisso da ajuda fraterna e concreta em apoio das jovens Igrejas. Este gesto de amor e de partilha, que o serviço precioso das Pontifícias Obras Missionárias, à qual manifesto a minha gratidão, providenciará à distribuição, apoiará a formação de sacerdotes, seminaristas e catequistas nas terras de missão mais distantes e encorajará as jovens comunidades eclesiais.



Na conclusão da mensagem anual para o Dia Missionário Mundial, desejo expressar, com particular afeto, o meu reconhecimento aos missionários e às missionárias, que testemunham nos lugares mais distantes e difíceis, muitas vezes com a vida, o advento do Reino de Deus. A eles, que representam as vanguardas do anúncio do Evangelho, vai a amizade, a proximidade e o apoio de cada crente. "Deus (que) ama quem doa com alegria" (2 Cor 9, 7) os encha de fervor espiritual e de alegria profunda.



Como o "sim" de Maria, cada resposta generosa da Comunidade eclesial ao convite divino ao amor dos irmãos suscitará uma nova maternidade apostólica e eclesial (cf. Gl 4, 4.19.26), que deixando-se surpreender pelo mistério de Deus amor, o qual "ao chegar a plenitude dos tempos, enviou o Seu Filho, nascido de mulher" (Gl 4, 4), dará confiança e audácia a novos apóstolos. Esta resposta tornará todos os crentes capazes de ser "jubilosos na esperança" (Rm 12, 12) ao realizar o projeto de Deus, que deseja "que todo o gênero humano constitua um só Povo de Deus, se congregue num só Corpo de Cristo, e se edifique num só templo do Espírito Santo" (Ad gentes, 7).



Vaticano, 6 de Fevereiro de 2010.

BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: CNBB

Deus está sempre disposto a escutar as orações, afirma Bento XVI

Na homilia da missa de canonização de seis novos santos da Igreja
CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – É necessário “rezar sempre”; “Deus, de fato, é a generosidade em pessoa, é misericordioso, e portanto está sempre disposto a escutar as orações”, afirmou Bento XVI neste domingo.



O Papa falou aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a canonização de seis novos santos da Igreja: Stanisław Sołtys, André Bessette, Cândida Maria de Jesús Cipitria y Barriola, Mary MacKillop, Giulia Salzano e Battista Camilla Varano.



“Renova-se hoje na Praça de São Pedro a festa da santidade. Com alegria dirijo minhas cordiais boas-vindas aos que chegaram, também de muito longe, para participar nessa festa”, disse o Papa ao início de sua homilia.



Segundo o pontífice, a liturgia deste domingo oferece “uma lição fundamental”: “a necessidade de rezar sempre, sem cessar. Às vezes, nós nos cansamos de rezar, temos a impressão de que a oração não é tão útil para a vida, que é pouco eficaz”.



“Por isso somos tentados a nos dedicar à atividade, a empregar todos os meios humanos para alcançar nossos objetivos, e não recorremos a Deus. Jesus, em contrapartida, afirma que é necessário rezar sempre.”



O Papa citou então a passagem do Evangelho deste domingo, em que Jesus conta a parábola de um juiz que não teme a Deus e uma viúva que acorre a ele de modo insistente, pedindo justiça.



“Se um juiz injusto, ao final, deixa-se convencer pela súplica de uma viúva, quando mais Deus, que é bom, escutará quem lhe rogue”, comenta o Papa, enfatizando as palavras de Jesus.



“Deus, de fato, é a generosidade em pessoa, é misericordioso, e portanto está sempre disposto a escutar as orações. Portanto, nunca devemos desesperar, mas insistir sempre na oração”, disse o Papa.



Segundo Bento XVI, a oração deve ser “expressão de fé, caso contrário, não é verdadeira oração”.



“Se alguém não crê na bondade de Deus, não pode rezar de uma maneira verdadeiramente adequada. A fé é essencial como base da atitude da oração.”



De acordo com o pontífice, “assim fizeram os seis novos santos que hoje são propostos à veneração da Igreja universal”.



O Papa agradeceu a Deus “pelo dom da santidade, que resplandece na Igreja e hoje se reflete no rosto destes irmãos e irmãs nossos”.



“Jesus também nos convida a segui-lo para herdar a vida eterna. Deixemo-nos atrair por estes exemplos luminosos, deixemo-nos guiar por seus ensinamentos, para que nossa existência seja um cântico de louvor a Deus.”



“Nos obtenham esta graça a Virgem Maria e a intercessão dos seis novos santos que hoje com alegria veneramos”, afirmou o Papa.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Santa Tereza e os professores - tudo a ver!

Antes de tudo quero dar meus PARABÉNS a todos os PROFESSORES. Vocês são os hérois da nação brasileira. É sabido todas as dificuldades existentes do ensino em geral. Mesmo aqueles que trabalham dentro das melhores condições. E o que tem a ver os professores com Santa Tereza d'Avila, mais conhecida por todos? Tudo a ver! Ela é professora das lições que nos fazem experienciar as maravilhas de Deus em nossa vida. É professora da vida espiritual, e os nossos professores buscam ensinar a vida real. São rios que correm lado a lado, e que podem até não se encontrar de imediato, mas que eles tem um único fim chegar no mar. Lá todos os rios se encontram, em Deus.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ser ou não ser: eis a questão!

A famosa interrogação expressada por William Shakespeare parece que se pode aplicar nesse segundo turno eleitoral. Em todas as rodas de negócios, conversas de bar e em todo o lugar a pergunta é quem vai ser aquele que receberá a faixa de Lula? A disputa e as conversas crescem a cada momento. Isso é bom! Demonstra uma população cada dia mais consciente politicamente, e que precisa estar a par desse mundo também. Ele não faz parte de um grupo de exaltados ou de uma elite pensante, mas é de todos, para todos e feito para todos. Nada de dizer que isso "não me pertence". Ao contrário, isso lhe pertence sim e muito. Vamos pra frente que atrás vem gente! Desejo uma boa e sadia discussão política.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sinodo dos Bispos para a Igreja no Oriente Médio - Abertura com o Papa

Bento XVI abre o Sínodo dos Bispos para Igreja no Oriente Médio com apelo à paz e à justiça

Seg, 11 de Outubro de 2010 09:47 cnbb


Na missa abertura do Sínodo para o Médio Oriente, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, neste domingo, 10, o papa Bento XVI pediu um esforço comum das religiões e da comunidade internacional em favor da paz no Médio Oriente, recusando “qualquer expressão de violência”.



“Todos são chamados a dar o seu próprio contributo: a comunidade internacional, apoiando um caminho fiável, leal e construtivo em direcção à paz; as religiões mais presentes na região, promovendo os valores espirituais e culturais que unem os homens e excluem qualquer expressão de violência”, disse o Papa.



O Sínodo é uma assembleia consultiva de bispos que representam o episcopado católico, convocados para ajudar o Papa no governo da Igreja.



A Reunião



A Assembleia deve reunir 185 participantes até o dia 24 deste mes discutindo o tema “A Igreja Catolica no Oriente Medio: comunhao e testemunho. ‘A multidao dos fieis tinham um so coraçao e uma so alma’” (At 4,32). Do Brasil, participa o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do Conselho Episcopal Latino-americando, dom Raymundo Damasceno Assis.



Lembrando “a delicada e muitas vezes dramática situação social e política de alguns países”, o papa defendeu a necessidade de “favorecer as condições de paz e de justiça, indispensáveis para um desenvolvimento harmoniosos de todos os habitantes da região”.



A unidade das Igrejas católicas árabes também esteve no centro da intervenção do papa que uma maior “comunhão da Igreja Católica no Médio Oriente”.



“É a terra de Abraão, de Isaac e de Jacob; a terra do Êxodo e do regresso do exílio; a terra do Templo e dos Profetas; a terra em que o Filho Unigénito nasceu de Maria, ali viveu morreu e ressuscitou; é o berço da Igreja, constituída para levar o Evangelho de Cristo até aos confins do mundo”, disse.



Bento XVI destacou a importância de promover a unidade “no interior de cada Igreja, entre todos os seus membros” e nas relações com as outras Igrejas.



“Não obstante as dificuldades, os cristãos da Terra Santa são chamados a reavivar a consciência de serem pedras vivas da Igreja no Médio Oriente, junto dos Lugares santos da nossa salvação”, acentuou.



CNBB/Ecclesia

Nossa Senhora Aparecida, intercedei por todos nós!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Bento XVI presta homenagem às mulheres católicas

A União Mundial de Organizações Femininas Católicas comemora 100 anos

JERUSALÉM, segunda-feira, 11 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI prestou homenagem ao testemunho das mulheres católicas, em uma mensagem enviada à União Mundial de Organizações Femininas Católicas (UMOFC), que neste ano realiza a assembleia do seu centenário, em Jerusalém.



O Papa se fez presente no encontro enviando uma carta, por meio do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, dirigida à presidente da instituição, Karen Hurley, e aos seus membros.



Sua Santidade "agradece pelas numerosas bênçãos que se derramaram sobre a Igreja por meio do testemunho de fidelidade de mulheres católicas que vivem e trabalham no mundo, transformando-o em seu interior e proclamando o Evangelho com a palavra e com os atos".



O Santo Padre reconhece que, nestes 100 anos de história, "os membros da UMOFC contribuíram para a missão da Igreja no âmbito local, nacional e internacional, enriquecendo a Igreja com frutos de santidade feminina".



Bento XVI invoca "os dons do Espírito Santo sobre a UMOFC, para que continue promovendo a contribuição única das mulheres à vida e à missão da Igreja, tanto na esfera pública como no lar".



A assembleia do centenário da UMOFC começou no dia 5 e termina hoje, dia 11, no Instituto Pontifício Notre Dame de Jerusalém, com o tema "Vós sereis minhas testemunhas" (Atos 1, 8).



O objetivo da UMOFC é promover a presença, participação e corresponsabilidade das mulheres católicas na Igreja e na sociedade, para facilitar-lhes o cumprimento da sua missão de fé, para trabalhar pelo desenvolvimento humano e pela paz no mundo.



Esta união mundial está integrada por cerca de 100 organizações de mulheres católicas, que representam mais de 5 milhões de mulheres que trabalham em mais de 60 países e que foram reconhecidas por suas respectivas conferências episcopais.



O Conselho Pontifício para os Leigos erigiu a UMOFC como associação pública internacional de fiéis.



Mais informação em: http://www.wucwo.org/

sábado, 9 de outubro de 2010

28 Domingo do Tempo Comum

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo
OVIEDO, sexta-feira, 8 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 17,11-19), 28º do Tempo Comum.

A trama do Evangelho deste domingo não está em uma simples distinção construtiva entre pessoas agradecidas e pessoas ingratas. O assunto não é a cortesia ou as boas maneiras, mas a fé daqueles homens, sua relação com esse Deus em quem acreditavam. O protagonista será alguém duplamente marginalizado da sociedade: por ser leproso e por ser estrangeiro.



O pecado que se reprova neste Evangelho é precisamente o de não ter fé achando que se tem. Aqueles leprosos que não voltaram para agradecer Quem os havia curado, não eram estrangeiros, mas judeus; consideravam que tinham o "direito" de ser curados e que isso era o mínimo que "seu" Deus poderia fazer por eles. Então, aquela cura foi recebida como quem recebe seu correspondente pago pelos serviços prestados: Deus pagava com moeda de cura. E por isso, uma vez ajustadas as contas, Deus e eles estavam em paz, não deviam nada um ao outro!



No entanto, havia outro leproso que não tinha nem o passaporte judaico. Tal leproso era estrangeiro, sem direitos oficiais diante de Deus. Isso significava que, se acontecesse o que, de fato, aconteceu, não era mais que por pura generosidade, por uma graça imerecida, por um dom inesperado.



Efetivamente, não basta pertencer oficialmente a uma comunidade de salvação, como no caso dos judeus - e como no caso da nossa Igreja. Não temos um direito sobre Deus, até o ponto de poder cobrar por nosso serviço e nossa virtude com uma moeda das que não são desvalorizadas (luz, paz, saúde...). Se Deus nos concede qualquer graça, é por pura graça, sem que isso deva gerar em nossa vida cristã atitudes como as que Jesus denuncia veladamente naqueles leprosos que não agradeceram: a arrogância, a vanglória, a inércia e a rotina.



Aquele samaritano reconheceu Jesus, pediu-lhe uma graça, acolheu-a e depois agradeceu por ela. Foi um homem que aderiu ao Senhor com sua vida, assim como ela era: doente e estrangeira. E, em sua realidade concreta, foi alcançado pela graça.



Será que nós temos, partindo da nossa condição de estrangeiros e da nossa doença, a coragem de gritar também "Jesus, mestre, tem compaixão de nós!"?



Peçamos ao Senhor a graça de pertencer-lhes cada vez mais, acabando de vez com todas as nossas distâncias; peçamos-lhe que vende nossas feridas, acabando com todas as doenças que nos levam a enfrentar os outros, de fora, e dividem nós mesmos, por dentro.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Artigo interessante do Padre Zezinho...leiam

04/10/2010


VOTAR EM QUEM VOTAMOS


O fato de irmos às urnas revela democracia, mas o fato de os brasileiros terem votado em quem votaram revela a qualidade da nossa democracia. Com o tempo terá que ser aperfeiçoada, a ponto de não permitir que certos cidadãos concorram à câmara e ao senado, nem mesmo à presidência da república. E tais exigências não irão contra os direitos humanos: vetá-los será impedir o pior.



Não exigimos que o advogado, o juiz e o médico tenham qualificações para exercer sua função? Não se espera do engenheiro que tenha qualificação para erguer edifícios, pontes e barragens? Pelo bem as pessoas e de populações inteiras exige-se dos que fabricam estradas, carros, aviões, moradias, remédios e usinas que saibam o que fazem; não podem ser inidôneos.



Então, por que proibir apenas os corruptos? Vetemos também os analfabetos, os tão pouco alfabetizados que mal conseguem ler um documento. Exijamos que entendam de leis, de administração, de História e Sociologia. Precisam provar que estudaram, leram e sabem o suficiente para legislar ou governar. Não basta ser simpático, ser dono de firma ou cantor ou comediante, pregador religioso ou sujeito popular. Permitir que se candidatem é democrático. Mas, se queremos democracia com mais conteúdo exijamos deles o que se exige dos que interferem na natureza ou na vida humana. Fazer política é lidar com vidas! Ora, um eleito que nem sabe no que vota, ou que vota no que lhe mandam votar, pra começo de conversa nem deveria ter sido candidato. Você aceitaria ser operado no coração por um sujeito simpático e brincalhão que nem sequer sabe o que é um ventrículo esquerdo? Pois há políticos que simplesmente não conhecem ao alcance das leis que são chamados a votar.



Procure saber que vereadores e deputados o Brasil andou elegendo. Votar em quem promete que vai destruir a democracia? Votar em quem ridiculariza a função que exercerá? Se você fez isso como protesto fez como o sujeito que de raiva, balançou o galho que o separava do abismo. Um dia, o galho quebra! Se você é religioso e tem alguma dúvida sobre a nossa atual prosperidade, leia o livro de Amós. No Brasil de hoje ele seria ridicularizado. Mas o que ele predisse, aconteceu!

http://www.padrezezinhoscj.com/interna.php?arquivo=ok&flag_area=palavra&id_palavra=141

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Segundo turno das eleições

Quem imaginaria um segundo turno das eleições?! Já postei algo sobre o tema. Minha opinião é que foi salutar um segundo turno. Ambos precisam demonstrar seriedade, programa de governo e honestidade. Não falaram tanto que o Brasil cresceu, que não é mais o mesmo, que o povo está mais consciente e que a ascendência social era um fato e não um sonho?! Pois bem, porque subestimaram tanto?! Agora vemos estapandos nos maiores jornais do país as diversas lamentações e os rasgos de arrependimento por terem cantado vitória antes do tempo. Bem, ouvi dizer e recebi inúmeros emails afirmando que Dilma haveria dito "que nem Jesus tiraria sua vitória no primeiro turno"! Verdade ou não, de minha parte não posso dizer porque não ouvi nem a vi falando tal coisa. O que posso dizer é que parece realmente que nosso povo está ficando sensível às questões políticas, e que não basta somente alguém falar bonito ou vestir-se bem e prometer coisas absurdas e impossíveis no momento. É preciso muito mais. O povo está atento e querendo algo mais sério. Temos agora dois candidatos. Qual dos dois é o melhor? Qual deles levará? A observação a partir de agora no que irão falar e propor é muito importante. Atentos e vigilantes! E rezemos para que o Brasil seja muito melhor e que reina a paz e a fraternidade entre nós. Amém.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Que é um rito?

Para conhecer melhor as igrejas orientais
Por Hani Bakhoum Kiroulos

ROMA, quarta-feira, 6 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Às vésperas da assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a Terra Santa, apresentamos uma série de artigos de fundo para contribuir para um melhor conhecimento das igrejas do Oriente, seus ritos, sua liturgia e sua vida eclesial. Os textos são assinados pelo padre Hani Bakhoum Kiroulos, doutor em direito canônico, e foram publicados originalmente pela edição árabe de ZENIT.

O termo “rito” não é uma inovação da cristandade, mas foi retomado pela Igreja e tem sido utilizado com toda sua riqueza e ambiguidade.



Rito e liturgia



O termo “rito” sempre teve um sentido religioso ligado à esfera litúrgica que permanece até nossos dias. Já a Vulgata fazia deste termo um sinônimo de cerimônia, de prescrições e de costumes ligados à liturgia.



Com o “rito”, a Igreja indicava no início a praxis de uma certa liturgia, como rito da aspersão da água ou o rito de acrescentar a água no vinho, na Santa Missa. Depois começa a indicar uma cerimônia de culto, quer dizer, toda a função litúrgica, como o rito do batismo e o rito da missa, por exemplo: ou inclusive indicava-se com o termo “rito” o próprio conjunto da liturgia, como o rito romano, ou o rito ambrosiamo em Milão [1].



Rito entre lei e disciplina



A finais do século XII, com Celestino III (1191- 1198), o termo “rito” foi usado para indicar o conjunto de leis ou de costumes que se devem respeitar e observar atentamente. Celestino III, de fato, aos bispos gregos que tentavam impor a observância de seus ritos e costumes ao clero latino, ele impedia de mesclar os diversos ritos.



Em seguida, o rito começou a indicar toda a comunidade que observa estas leis, disciplina e liturgia. Aparece, portanto, o sentido de “igreja particular”.



Rito e igreja particular



Desde o século XVII, começa-se a falar do rito Latino, do rito Armênio e do rito Grego. Aparece, portanto, este novo significado do termo “rito”, como igreja particular. A primeira codificação oriental seguia usando o termo “rito” em seus diversos significados, seguindo o código de 1917. Por exemplo, o Motu Proprio Cleri Sanctitati [2], de Pio XII, no can. 200, utiliza o termo “rito” no sentido de cerimônia litúrgica. O Motu Proprio Crebrae Allatae [3], em contrapartida, no can. 86 § 1. 2°, com o termo “rito” indica os fiéis que pertencem a uma igreja particular.



Do Vaticano II ao Código dos Cânones das Igrejas Orientais



O Concílio utiliza o termo “rito” de duas formas diferentes – ou para dizer melhor – de duas formas complementares [4]. Na primeira, o Concílio Vaticano II abre uma nova dimensão ao termo “rito”, dando-lhe uma nova definição. Na segunda forma, o Concílio utiliza o termo “rito” com o significado já recebido no passado.



Por uma parte, o decreto conciliar Orientalium Ecclesiarum [5], que é um decreto sobre as Igrejas Orientais, no número 3, dá uma definição bem precisa do termo “rito”: “Tais igrejas particulares, tanto do Oriente como do Ocidente, embora difiram parcialmente entre si em virtude dos ritos, isto é, pela liturgia, disciplina eclesiástica e património espiritual, são, todavia, de igual modo confiadas o governo pastoral do Pontífice Romano, que por instituição divina sucede ao bem-aventurado Pedro no primado sobre a Igreja universal” [6]. Observa-se, portanto, que com o termo “rito” indica-se o conjunto do patrimônio litúrgico, disciplinar e espiritual de uma igreja particular. Definindo assim o termo “rito”, o Concílio prolonga seu sentido recebido já desde o passado e lhe atribui um sentido canônico.



O Concílio Vaticano II segue utilizando o termo “rito” indicando também o conjunto dos atos litúrgicos ou a própria função, por exemplo, no número 71 de SC [7] utiliza a expressão “rito da Confirmação”; no número 19 de PO [8], “rito da Ordenação”, etc.



Por outro lado, o Concílio Vaticano II utiliza o termo “rito” como sinônimo de “igreja particular”. De fato, o decreto conciliar Orientalium Ecclesiarum, nos números 2, 3, 4 e também no título do parágrafo utiliza esta expressão: “As Igrejas Particulares ou os Ritos”. Para o Concílio Vaticano II, portanto, o termo “rito” é uma expressão com a qual se entende também a “igreja particular”.



Em seguida, o Codex Iuris Canonici [9] de 1983 simplifica a terminologia, dando um só e único sentido ao termo “igreja particular”. Como igreja particular, no Codex Iuris Canonici se entende só a diocese. Enquanto que com o termo “rito”, entendem-se as celebrações litúrgicas, como se afirma no can. 2.



Para as Igrejas orientais que estão em comunhão com Roma, o Codex Iuris Canonici, em diversos cânones, usa o termo “iglesia ritual sui iuris”. Observa-se também que o Codex Iuris Canonici segue utilizando o termo “rito” para indicar uma igreja oriental.



O Código dos Cânones das Igrejas Orientais, no can. 28 § 1, dá uma definição muito precisa da noção de “rito”: O rito é o patrimônio litúrgico, teológico, espiritual e disciplinar, diferente por cultura e circunstâncias históricas dos povos, que se expressa no modo de viver a fé que é próprio de cada Igreja sui iuris.



Observa-se deste cânon que o rito converte-se no patrimônio de um grupo. Este patrimônio não é comum, portanto, a todas as Igrejas orientais: cada uma tem o seu. O rito é um patrimônio que tem quatro elementos essenciais: litúrgico e teológico, espiritual e disciplinar. Este é depósito e totalidade de uma comunidade religiosa em seu conjunto.



A noção de “rito”, desta forma, recebe uma riqueza e clareza pela primeira vez na história da Igreja. Converte-se na maneira em que um povo vive sua própria fé.



O Codex Canonum Ecclesiarum Orientalium não fica sozinho em definir a noção de “rito”, ao contrário, para evitar qualquer ambiguidade, estabelece seu nascimento e origem:



28 § 2. Os ritos dos que se trata no Código são, a menos que não conste o contrário, os que têm origem nas tradições Alexandrina, Antioquena, Armênia, Caldeia e Constantinopolitana.



Cinco são as tradições, as matrizes, de todos os ritos. A tradição é a origem do rito. A própria tradições, inclusive, poderia ser a origem de vários ritos diferentes.



Concluindo, observa-se que no Codex Canonum Ecclesiarum Orientalium a noção de “rito” toma o sentido de patrimônio e com ela se expressa a maneira de um grupo viver sua própria fé em sua totalidade litúrgica, espiritual, cultural e disciplinar.


1) Cfr. E. EID, Rite, Église de Droit Propre e Juridiction, en L’année canonique, 40 (1998), 7.



2) AAS, 49 (1957) 433- 600.



3) AAS, 41 (1949) 89- 117.



4) Cfr. E. EID, Rite, Église de Droit Propre e Juridiction, 9.



5) CONCILIUM OECUMENICUM VATICANUM II, Decretum de Ecclesiis Orientalibus Catholicis, Orientalium Ecclesiarum, (21.XII. 1964), in AAS, 57 (1965), 76- 89.



6) OE 3.



7) CONCILIUM OECUMENICUM VATICANUM II, Constitutio de Sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, (4. XII. 1963), in AAS, 56 (1964) 97- 138.



8) CONCILIUM OECUMENICUM VATICANUM II, Decretum de Presbyterorum Ministerio et Vita, Presbyterorum Ordinis, (7. XII. 1965), in AAS, 58 (1966) 991- 1204.



9) I. PAULI II PP., Codex Iuris Canonici, in AAS, 75 (1983), pars II, 1– 317.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleição no Brasil

Bom dia a tod@s. O que dizer da nossa eleição? Não resta dúvida que devemos nos orgulhar pela nossa tecnologia. Não devemos nada pra ninguém nesse aspecto. Somos até o momento o único país no mundo, em que se utiliza a eleição 100% eletrônica ou melhor dizendo informatizada. Mal terminamos o domingo e já sabíamos que o segundo turno haveria de acontecer. Nem as grandes potencias mundiais nem os mais ricos tem essa tecnologia. Agora o que dizer dos candidatos em geral? Dos futuros deputados estaduais e federais? E a surpresa para o Senado Federal? Muitos dos caciques não passaram. Sequer tiveram uma votação expressiva. Podemos afirmar que nosso está começando a tomar mesmo consciência política? Ou é somente uma mudança de "curral"? Bom, esperemos que seja mesmo uma tomada de conscientização política, pois isso seria muito bom. Do meu ponto de vista, acho que o povo brasileiro ta começando a tomar consciência. Dava-se praticamente como certo o primeiro turno presidencial, e quando é daqui a pouco, nada com nada. Vai-se para o segundo turno mesmo. Bom ou ruim? Justo ou injusto? Certo ou errado? Pois bem agora você responde.

domingo, 3 de outubro de 2010

Viagem à São Paulo (4)

Cheguei em casa, graças a Deus, e fiz boa viagem. Diria até que foi uma excelente viagem. Foram dias iluminados e abençoados. Gratificantes e edificantes. Como havia falado na postagem anterior participei e dei uma pequena contribuição no curso de partilha do padre Joãozinho. Convite feito pelo mesmo. Agradeço a oportunidade dada por ele e sua atenção comigo. Foi um momento interessante o encontro no Santuário São Judas, e acreditamos que tenha ajudado mais ainda os nossos irmãos e irmãs leigos à se animarem na caminhada.

Quem votou, votou!

Bom, está praticamente terminada as eleições no país. E quem votou, votou e ponto final! Não se tem mais muito o que reclamar. O Brasil continua e a vida mais ainda. "Vamos pra frente, que atrás vem gente!", é o dito popular. Acho que o mais importante é que o Brasil avance cada vez e que todos tenham vida digna.

sábado, 2 de outubro de 2010

Curso de Acolhida

Bom, hoje participo de um Curso de Acolhida aqui em São Paulo promovido pelo Santuário São Judas e Loyola, tendo como palestrante o Padre Joãozinho. Fui convidado por ele para falar um pouco sobre a experiência da Acolhida. Combinei que iria tratar a partir das leis da Igreja. Uma abordagem diferente e interessante. Depois digo como foi.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Viagem à São Paulo (3)

Hoje fomos às edições Loyola Padre Joãozinho e eu. Fui pra ver toda a parte de edição do livro e conhecer mais de perto o pessoal. Já conhecia algumas jovens e rapazes quando estive na expocatólica, mas hoje conheci todos os demais. Agradeço a hospitalidade e o carinho de todos. Aproveitei para discutir novos projetos editoriais.