segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Visita às obras de transposição dos Bispos do Regional da CNBB - Nordeste 2

Mensagem dos Bispos do Regional Nordeste 2
Após sua visita às obras de transposição de águas do Rio São Francisco


“Dar-vos-ei pastores de acordo com o meu projeto.” (Jr 3,15)

Na condição de Bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB, sentimos a ncessidade de visitar, com um olhar pastoral, as obras de transposição de águas do Rio São Francisco, primeiramente, para conhecermos, de perto, esse empreendimento de grande magnitude que já está mudando o rosto de nossa Região; sabemos que essas obras haverão de incidir, profundamente, na vida de milhões de nossos irmãos e irmãs nordestinos. Motivou-nos também a vontade de exercer, como cidadãos, uma ação de controle social na execução dessa obraa, construída com o dinheiro de todos os contribuintes do País. Constituiu razão de nossa visita o desejo ouvir o povo das comunidades, onde passam os canais, para sentir, de viva voz, como vive este tempo de mudança.


Nos dias 09 e 10 de novembro de 2010, visitamos os canteiros de obras dos Eixos Leste e Norte da transposição de águas do Rio São Francisco, encontrando-nos com gestores e técnicos governamentais e líderes de algumas das comunidades atingidas pelas obras.


No dia 09 de novembro, fomos acolhidos no canteiro de obras, situado perto da tomada d’água do Eixo Leste, pelo próprio Ministro da Integração Nacional, Dr. João Santana, o qual nos explicou, com muita propriedade e competência, o valor e o alcance do projeto. No dia seguinte, 10, acompanhados por técnicos do Projeto, visitamos as obras do Eixo Norte, em Cabrobó e em Salgueiro. Concluímos o dia encontrando lideranças de algumas das comunidades atingidas pelas obras que nos expuseram suas esperanças, dúvidas e preocupações.


A visita nos ajudou a perceber algumas faces dessa realidade que queremos partilhar:


- O Projeto é uma obra enorme, talvez a maior já realizada no Nordeste. Questionada por segmentos da sociedade, em sua concepção e durante a fase de audiências públicas e de obtenção de autorização de órgãos técnicos, a obra está em execução, tornando-se difícil pensar em sua paralisação.


- O impacto dessa obra já é grande e, quando terminada, deverá ser maior ainda. O “rasgo” feito na caatinga, por onde passam os canais no Eixo Leste, num total de 220 km, e no Eixo Norte, numa extensão de 426 km, é bastante significativo: 200 metros de largura.


- Constatamos muito desperdício da madeira extraída na área dos canais, que está se perdendo porque, em razão de questões burocráticas, o IBAMA não definiu, nem autorizou a sua utilização, legalmente.


- O governo está investindo muitos recursos: não falta dinheiro para a obra.


- A indenização das terras dos moradores das comunidades atingidas, frequentemente, é irrisória e demorada; a maioria dos pequenos proprietários não possui título legal das terras e a legalização, em Pernambuco, está se processando muito devagar.


- Percebemos que há pouca sinergia entre vários departamentos do governo, tanto federal como estaduais, com impasses sérios na resolução dos problemas concretos que uma obra deste porte levanta, prejudicando quase sempre os mais fracos, a exemplo de pessoas que ainda não receberam as indenizações, por problemas de natureza burocrática.


- As comunidades indígenas, de modo especial, queixam-se de não ter havido um debate sério a respeito da obra e de não terem sido considerados os seus direitos e reivindicações.


- Para os moradores que ficaram com suas terras divididas, existem dificuldades reais para atravessamento dos canais, considerando as distâncias dos locais onde serão construidas as pontes.


- Todos os moradores das localidades próximas às obras da Transposição vivem na incerteza de como e quando poderão retomar seu ritmo de vida, depois da conclusão das obras, ou depois de terem sido reassentados.


- Os trabalhos de revitalização são praticamente inexistentes no trecho do Rio São Francisco de onde saem os dois Eixos da Transposição. Embora não tenham chegado a todas, os trabalhos de saneamento básico constituem exceção, porque estão sendo realizados em muitas cidades da bacia. Estes trabalhos, porém, deveriam ser melhor fiscalizados, pois existem fortes dúvidas quanto à qualidade e à utilidade das obras realizadas em várias cidades.


- Reconhecemos o beneficio da água destinada, de fato, a quem tem mais carência e precisa de melhor qualidade de vida – populações e rebanhos dos Estados de Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte e Ceará.


- Persiste, no entanto, um grande questionamento: além das declarações oficiais, a quem a obra irá beneficiar de verdade? Foi-nos explicado que as águas do canal poderão ser usadas com um sistema de outorga: seria a serviço da agricultura familiar ou do agro-negócio?


- Preocupa-nos, especialmente, a situação dos mais pobres e desamparados, para que não sejam esquecidos ou atropelados por este grandioso Projeto.


- Agradecemos ao Ministério da Integração Nacional, pela atenção, ao acolher-nos, e pela cortesia, ao acompanhar-nos na visita às obras da transposição de águas do São Francisco. Agradecemos aos membros das comunidades que participaram do encontro conosco, pela partilha de sua vida e confiança depositada em nossa missão.


Recife, 24 de novembro de 2010

Fonte: CNBB

Bispos observam falta de revitalização do Rio São Francisco e cobram mais fiscalização nas obras de transposição

 Qui, 25 de Novembro de 2010 14:22 CNBB


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Os bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) se reuniram no município de Floresta (PE), no dia 8 de novembro, para tratar de vários assuntos internos e pastorais, e realizaram uma visita às obras da transposição de águas do Rio São Francisco, nos dias 9 e 10. Na oportunidade eles observaram a falta de revitalização do Rio e cobraram fiscalização nas obras de transposição.



“Os trabalhos de revitalização são praticamente inexistentes no trecho do Rio São Francisco de onde saem os dois Eixos da Transposição. Embora não tenham chegado a todas, os trabalhos de saneamento básico constituem exceção, porque estão sendo realizados em muitas cidades da bacia”. Os prelados também cobram mais fiscalização nos trabalhos. “Estes trabalhos, porém, deveriam ser melhor fiscalizados, pois existem fortes dúvidas quanto à qualidade e à utilidade das obras realizadas em várias cidades”, disseram os bispos em mensagem divulgada após a visita.



O objetivo da visita, que teve caráter pastoral, foi conhecer o andamento dos trabalhos e, sobretudo, ver de perto os reflexos e conseqüências da obra na vida das pessoas das comunidades atingidas. Eles também aproveitaram para manifestar solidariedade às comunidades que se sentem prejudicadas e detectar problemas sobre os quais se faz necessário um maior controle por parte da sociedade.



Na terça, dia 9, os prelados foram acolhidos pelo atual Ministro da Integração, Dr. João Santana. Ele apresentou todo o projeto de transposição aos bispos e, no período da tarde, eles visitaram algumas partes do Eixo Leste, o qual levará água para o Ramal do Agreste e para a bacia do Rio Paraíba, cuja nascente é em Monteiro.



No dia seguinte, com o acompanhamento dos técnicos do Ministério, foram visitados, no Eixo Norte, trechos do canal de aproximação que está sendo construído em Cabrobó e conheceram uma das Vilas Produtivas Rurais (VPR) que estão sendo construídas para recolocar as famílias, cujas casas ficaram na área desapropriada de Uri, em Salgueiro (PE).



Ainda quarta-feira, os bispos se reuniram no centro Dom Guanella, em Salgueiro, com um grupo de representantes de várias comunidades atingidas, em boa parte indígenas, que apresentaram suas dificuldades. Os principais problemas expostos foram: a indenização das terras, freqüentemente “irrisória” e demorada; as dificuldades de atravessamento do canal para os moradores que ficam com terras de um lado e de outro; e a grande rotatividade de trabalhadores que são demitidos depois de poucos meses de serviço. Uma grande preocupação, em particular, é relativa às terras indígenas; muitas das quais não foram homologadas.



Todos os dias, à noite, os bispos participaram de missas nas catedrais de Floresta e Salgueiro, acolhidos, respectivamente, por dom Adriano Ciocca Vasino e dom Magnus Lopes.

Bento XVI: ser humano não é objeto

“Vigília pela vida nascente” na Basílica de São Pedro

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 29 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O homem, inclusive antes de nascer, tem uma dignidade altíssima e por isso tem direito a não ser tratado como um objeto em benefício de outros.



Esta foi a afirmação do Papa Bento XVI em sua homilia da "Vigília pela vida nascente", realizada na Basílica de São Pedro no último sábado, antes das Primeiras Vésperas com as que se inaugurava o tempo litúrgico do Advento.



Nesta vigília, convocada como novidade este ano, o Papa quis reafirmar o "altíssimo valor" da vida humana, assim como advertir contra as "tendências culturais que tentam anestesiar as consciências por motivos injustificáveis".



"Nesta linha se coloca a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pelo escurecimento das consciências".



A ciência, segundo o Papa, evidencia a autonomia do embrião, sua capacidade de interação com a mãe, a coordenação dos seus processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a crescente complexidade do organismo.



"Não se trata de um cúmulo de material biológico, mas de um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana", afirmou o Papa.



Por isso, acrescentou, a Igreja sempre reiterou o que o Concílio Vaticano II afirma sobre o aborto e qualquer violação do nascituro: "A vida deve ser protegida desde a concepção com o máximo cuidado".



"Não há nenhuma razão para não considerá-lo uma pessoa desde a concepção", disse.



O homem, prosseguiu o Papa, "tem uma originalidade distintiva sobre todas as outras criaturas que habitam a terra. Apresenta-se como sujeito único e singular, dotado de inteligência e vontade livre, além de estar composto de realidade material".



"Somos, portanto, espírito, alma e corpo. Somos parte deste mundo, ligados às possibilidades e limites da condição material; ao mesmo tempo, estamos abertos a um horizonte infinito, capazes de dialogar com Deus e de acolhê-lo em nós."



A pessoa humana, acrescentou, exige "ser reconhecida como um valor em si" e "merece ser acolhida com respeito e amor para sempre".



Todo homem "tem o direito de não ser tratado como um objeto que se possui ou como algo que pode ser manipulado à vontade; tem o direito de não ser reduzido a puro instrumento para vantagem de outros e seus interesses".



Infelizmente, continuou, "mesmo após o nascimento, a vida das crianças continua estando exposta ao abandono, à fome, à pobreza, às doenças, ao abuso, à violência, à exploração".



O Papa recordou o apelo ao respeito pela vida humana, de João Paulo II, na Evangelium Vitae, e exortou "os protagonistas da política, da economia e da comunicação social a fazerem todo o possível para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para buscar condições favoráveis e redes de apoio à acolhida e desenvolvimento desta".



Cristo foi embrião



Este tempo do Advento, explicou o Papa, "nos faz voltar a viver a espera de Deus que se faz carne no ventre da Virgem Maria, de Deus que se faz pequeno, que se torna uma criança".



Este processo de crescimento embrionário "também aconteceu com Jesus no ventre de Maria; e acontece com cada um de nós no ventre da mãe".



Por isso, continuou, "o mistério da Encarnação do Senhor e o início da vida humana estão íntima e harmonicamente conectados no plano salvífico de Deus, Senhor da vida de todos e de cada um".



"A encarnação nos revela com luz intensa e de forma surpreendente que toda vida humana tem uma dignidade altíssima, incomparável."



Acreditar em Jesus Cristo, acrescentou o Papa, "implica em ter um novo olhar sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança".



A pessoa "é um bem em si mesmo e é preciso sempre buscar seu desenvolvimento integral", concluiu o Pontífice.

domingo, 28 de novembro de 2010

Um Deus e três religiões monoteístas: a Comissão Teológica Internacional responderá

Sessão plenária da Comissão Teológica Internacional no Vaticano, de 29 de novembro a 3 de dezembro

CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Se só existe um Deus, como se explicam as três religiões monoteístas? Quais as relações entre judeus, muçulmanos e monoteístas com relação a isso? A sessão plenária da Comissão Teológica Internacional vai tentar responder a essas perguntas.



A Comissão, cuja função é ajudar a Santa Sé e especialmente a Congregação para a Doutrina da Fé a examinar questões doutrinais importantes, discutirá, de 29 de novembro a 3 de dezembro, no Vaticano, a questão dos princípios, sentido e método da Teologia além da integração da doutrina social da Igreja no contexto da doutrina cirstã.



A sessão será presidida pelo cardeal William Joseph Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.



Os resultados dos estudos da Comissão são apresentados ao Papa e entregues para sua oportuna utilização à Congregação para a Doutrina da Fé. Em geral, são publicados posteriormente para o conhecimento da opinião pública.



A Comissão está composta de teólogos de diferentes escolas e nações, eminentes por sua ciência e fidelidade ao Magistério da Igreja. Os membros – em número não superior a 30 – são nomeados pelo Santo Padre sob proposta do prefeito da Congregação e após consulta com as conferências episcopais.



A Comissão surgiu quando Paulo VI acolheu a proposta da primeira assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos, em 11 de abril de 1969.

O homem se mede por aquilo que espera, diz Papa

Bento XVI reza o Angelus com os fiéis na Praça de São Pedro

CIDADE DO VATICANO, domingo, 28 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – A espera é uma dimensão que atravessa toda existência do ser humano, sendo que este se mede por sua esperança e pelas coisas que aguarda.



O Papa Bento XVI dedicou a oração do Angelus deste domingo, com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, ao tema da espera e da esperança, no contexto do primeiro domingo do Advento.



“A espera, o aguardar, é uma dimensão que atravessa toda a nossa existência pessoal, familiar e social. A espera é presente em milhares de situações, das menores e mais banais às mais importantes, que nos comprometem totalmente e no profundo”, disse o pontífice.



Bento XVI citou exemplos de momentos marcantes nesse sentido, como a espera dos pais pelo filho, a espera de um jovem pelo êxito em um exame decisivo ou em uma entrevista de trabalho; nas relações afetivas, a espera do encontro com a pessoa amada, da resposta a uma carta, ou da acolhida de um pedido de perdão.



Segundo o Papa, “pode-se dizer que o homem está vivo enquanto espera, enquanto em seu coração é viva a esperança. E por sua esperança o homem se reconhece: a nossa ‘estatura’ moral e espiritual se pode medir por aquilo que esperamos, por aquilo em que temos esperança”.



Neste tempo que prepara o Natal, o Papa convidou cada pessoa a se perguntar aquilo que espera. “O que, neste momento de minha vida, clama em meu coração?”, sugeriu que se pergunte o Papa. Mas não só no âmbito individual, também no coletivo, o que se espera enquanto comunidade.



O Papa indicou então que se aprenda de Maria, “Mulher do Advento, a viver o dia a dia com um espírito novo, com o sentimento de uma espera profunda, que só a vinda de Deus pode preencher”.



(Alexandre Ribeiro)

sábado, 27 de novembro de 2010

Igreja no Rio de Janeiro reza pelo fim da violência

Arcebispo preside vigília eucarística na noite deste sábado

RIO DE JANEIRO, sexta-feira, 26 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Diante do quadro de violência no Rio de Janeiro, a Igreja local, neste sábado, dia 27, vai apresentar a Deus seu clamor pela paz na cidade.



Nos últimos seis dias, o Rio já soma 41 mortos [dado desta sexta-feira], no contexto de uma onda de ataques criminosos e a contrapartida da polícia e dos militares. 96 veículos foram queimados desde o domingo.



Segundo informa a arquidiocese do Rio, o arcebispo Dom Orani João Tempesta presidirá, das 22h até meia-noite, um momento de oração diante de Jesus Eucarístico.



A Rádio Catedral FM 106,7 transmitirá ao vivo esse tempo de intercessão, que reunirá todas as comunidades da arquidiocese junto de seu pastor para pedir a intervenção de Deus para que cesse a violência no Estado.



A intenção é reunir os fiéis pelas ondas da Rádio para que, em suas comunidades de origem – onde os sacerdotes encerrarão o encontro dando bênçãos com o Santíssimo Sacramento – ou mesmo em suas casas, todos façam das duas horas de oração um intenso momento de intercessão pelo Rio de Janeiro.



Em artigo divulgado à imprensa nesta sexta-feira, Dom Orani afirma que a arquidiocese do Rio “se une a todos os que passam pela tribulação e sofrem pelas atuais inseguranças e dificuldades”.





“Sabemos que é necessário buscar o desenvolvimento social, o equilíbrio cultural e fazer brotar valores dentro do coração humano. Sonhamos com um mundo novo e temos certeza de que, com a graça de Deus, poderemos ir construindo-o.”



Por isso – prossegue o arcebispo –, “é necessário, mais uma vez, falar de Paz”. “É preciso, mais uma vez, fazer nascer nos corações de todos os homens e mulheres de nossa querida cidade o anseio mais profundo de todos os seres humanos: Paz”.



“É preciso que se ouça novamente na terra o grito, o forte clamor aos homens de boa vontade”, afirma Dom Orani.



O arcebispo assinala que com o Advento, que se inicia agora “como tempo de esperança”, e prepara para a próxima celebração do Natal de Jesus, “vem-nos o forte clamor do senhor Deus pela voz do anjo que nos anuncia o nascimento do Príncipe da Paz”.



“Precisamos ser homens e mulheres de esperança, que acolhem a mensagem que nos chega da gruta de Belém: Deus ama todos os homens e mulheres da Terra e lhes dá a esperança de um tempo novo, um tempo de paz.”



“Acolhido no mais íntimo do coração, esse Amor, que nos reconcilia com Deus e com o próximo, faz nascer a Esperança da Paz. Ele torna também possível a reconciliação, para que a Igreja, como alma desta cidade, anuncie e testemunhe a alegre esperança de olhar para o futuro com confiança”, afirma Dom Orani.



O arcebispo roga a Deus que “ilumine a todos na busca da Paz para o nosso querido povo desta cidade maravilhosa, para que o seja ainda mais. Que o Senhor nos abençoe e nos guarde e faça reinar a paz em nossas fronteiras”.



(Alexandre Ribeiro)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Atividades pastorais e outras

Outro dia comecei a fazer uma lista das minhas atividades pastorais e das outras que já tenho. Percebi a capacidade que Deus me deu para poder articular as mais diversas funções e assuntos sem grandes dificuldades. Também é preciso saber a hora que não se pode dar conta de tudo, e talvez quando se está atrapalhando ao invés de ajudar. Padre Joãozinho, SCJ escreveu um artigo noutra ocasião que se chamava "A arte de saber parar" é mais ou menos por aí. Pois bem, e ele chamava a atenção para o momento certo quando é tempo de parar. Há atividades na pastoral da Igreja que deveríamos saber parar e deixar pra outros. Refleti depois sobre seu artigo, e percebi algo que aconteceu em minha vida pastoral. Antes de ser padre eu tocava órgão, ensaiava cantos, cantava etc. Por sinal cantei em várias ordenações, consagrações, celebrações etc. Muita gente me pergunta se ainda toco, se ainda canto e por aí vai. Outras pessoas reclamam porque não canto tanto na missa. Pois é, acho que era preciso parar, e dar oportunidades para outros. Falo isso sem arrogância ou prepotência, mas com alegria no coração. Hoje vejo os seminaristas se envolvendo nas celebrações, tocando, cantando, ensaiando etc. Tomei outro rumo, novas atividades. Parar não significa abandonar, mas simplesmente "parar". Abrir espaço, dar oportunidades. Parar significa ver surgir novos talentos, e poder ajudar e orientar. Noutra ocasião, com certeza, poderei retomar essa outra atividade, que por sinal amo muito. Sinto de coração quando nossas comunidades não se interessam pelo canto, quando não ensaiam com carinho. Permitam-me um momento de saudosismo, pois também mereço, quando na minha cidade e em muitas outras na minha adolescência e juventude se ensaiva incansavelmente para o Natal do Senhor, para a Festa da Padroeira ou do Padroeiro, para as solenidades pascais. Nossa, eram ensaios e mais ensaios, tudo feito com carinho. Alguns talvez perguntarão, havia muitos novos cantos? E respondo não. Havia cantos novos e se introduzia sempre 2 ou 3, mas havia muitos outros já velhos conhecidos, principalmente no período do Natal. No entanto, nem por isso se deixava de ensaia-los. Pois bem, é preciso parar e saber parar. À muitas outras tarefas e atividades somos chamados, e precisamos estar prontos. Talvez um dia se volte àquela atividade. Tudo isso sem traumas e arrependimentos. Quando se não se sabe parar e não se aprende, e pior ainda não se quer parar murchamos, e fazemos também desanimar e murchar outros. Deus nos concedeu inúmeras capacidades não disperdicemos, ao contrário apropriemo-nos delas. Ficar agarrados somente numa coisa pode acabar ofendendo também o Criador, pois é como se dissessemos que não há outra coisa a fazer e não sabemos fazer mais nada. O que é uma mentira absurda. Aprendamos a arte de parar. Convido para lerem o artigo do meu irmão Padre Joãozinho. Tem ao lado o link dele.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

“Regra beneditina” para os católicos contida em “Luz do mundo”

Papa oferece um verdadeiro programa em seu último livro-entrevista
Por Patricia Navas



CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 25 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – No último parágrafo de “Luz do Mundo”, Bento XVI define um objetivo: “que cheguemos a ser capazes de Deus e, assim, possamos entrar na vida autêntica, na vida eterna”.



O livro-entrevista apresentado nessa terça-feira no Vaticano aponta para essa meta e está repleto de indicações, conselhos e referências a objetivos para alcançá-la.



A palavra “tarefa” aparece em várias ocasiões. Através de suas respostas a mais de duzentas perguntas de diversos temas, o Papa oferece um itinerário aos leitores e indica uma espécie de “regra beneditina”, um verdadeiro programa para os católicos de hoje.



O autor da entrevista, o jornalista alemão Peter Seewald, explica no prefácio do livro que, para o Papa, “a tarefa é mostrar às pessoas Deus e dizer-lhes a verdade”.



Neste sentido, o pontífice explica que “hoje o importante é que se veja de novo que Deus existe, que Deus nos incumbe e que Ele nos responde”. Segundo o Papa, é preciso dar prioridade à “pergunta sobre Deus”.



Igreja



O bispo de Roma explica qual é a incumbência da Igreja: “a tarefa não é elaborar algum produto ou ter êxito na venda de mercadorias. A tarefa consiste, em contrapartida, em viver exemplarmente a fé, anunciá-la e, ao mesmo tempo, manter esta mesma comunidade de aderentes voluntários, que se estende através de todas as culturas, nações e tempos e não se baseia em interesses externos, mas em uma relação interior com Cristo e, desse modo, com Deus”.



Liturgia



Sobre isso, explica que “os âmbitos da liturgia são âmbitos de refúgio. Mas também nas diferentes comunidades e movimentos, nas paróquias, nas celebrações dos sacramentos, nas práticas de piedade, nas peregrinações, etc, a Igreja tenta oferecer defesas e desenvolver também refúgios em que, em contraposição a tudo de despedaçado que nos cerca, faça-se brilhar novamente a beleza do mundo e a possibilidade de viver”.



A respeito da liturgia, o Papa indica que “o que importa é que a palavra de Deus e a realidade do sacramento estejam no centro (...), e que a liturgia não se converta em uma apresentação de nós mesmos”.



Tarefas do cristão



“Ser cristão não deve se converter em algo assim como um estrato arcaico que de alguma maneira retenho e que vive em certa medida de forma paralela à modernidade – adverte o Papa –. Ser cristão em si mesmo é algo vivo, algo moderno, que configura e molda toda minha modernidade.”



“O importante é que tentemos viver e pensar o cristianismo de tal maneira que assuma em si a boa, correta modernidade, e que ao mesmo tempo se afaste e distinga do que se converteu em contrarreligião”, resume.



“Onde a fé tem de fazer próprias as formas e figuras da modernidade e onde tem de oferecer resistência? Esta grande luta atravessa hoje o mundo inteiro”, assinala, convidando à reflexão.



“Temos de manifestar – e viver também – que a infinitude de que o homem necessita só pode provir de Deus – indica –. Que Deus é de primeira necessidade para que seja possível resistir às tribulações deste tempo.”



Como caminho para realizá-lo, o Papa indica que “devemos procurar dizer realmente a substância enquanto tal, mas dizê-la de forma nova”.



“Encontramo-nos realmente em uma era em que se faz necessária uma nova evangelização, em que o único Evangelho deve ser anunciado em sua imensa, permanente racionalidade e, ao mesmo tempo, em seu poder, que ultrapassa a racionalidade, para chegar novamente a nosso pensamento e nossa compreensão.”



“O progresso interior de tradução das grandes palavras para a imagem verbal e conceitual de nosso tempo está avançando, mas ainda não se alcançou realmente – observa –. E isso só se pode conseguir se os homens viverem o cristianismo a partir d’Aquele que virá.”



Entre os desafios do cristianismo, Bento XVI também destaca a importância de se opor a “uma pressão de intolerância que, primeiramente, o caricaturiza – como pertencente a um pensar equivocado, errôneo – e, depois, em nome de uma aparente racionalidade, quer tirar-lhe o espaço de que necessita para respirar.”



Segundo o Papa, trata-se de continuar assinalando a fé como centro “e de captar a dramaticidade do tempo, seguir sustentando nele a palavra de Deus como palavra decisiva e dar, ao mesmo tempo, ao cristianismo, aquela simplicidade e profundidade sem a qual não pode atuar”.



Presença pública



O Papa revela que “frequentemente as pessoas se perguntam como é que os cristãos, que são pessoalmente crentes, não possuem a força para fazer que sua fé tenha uma maior eficácia política”.



Ele indica que “sobretudo devemos tentar que os homens não percam de vista Deus. Que reconheçam o tesouro que possuem. E que, depois, partindo da força da própria fé, possam se confrontar com o secularismo”.



“Só podemos esperar que a força interior da fé, que está presente no homem, chegue a ser depois poderosa no campo público, moldando assim o pensamento no âmbito público e não deixando que a sociedade caia simplesmente no abismo”, acrescentou.



Para Bento XVI, “hoje há que consolidar, vitalizar e ampliar este cristianismo de decisão, de modo que haja mais pessoas que vivam e confessem de novo, de maneira consciente, sua fé”.



“Por outro lado, devemos reconhecer que não somos simplesmente idênticos à cultura e à nação enquanto tais, ainda que tenhamos a força para imprimir-lhes e indicar-lhes valores, que elas assumem ainda quando a maioria não seja crente cristã.”



O livro conclui com frases alentadoras do Papa sobre o que Deus tem preparado para cada um: “Realmente Ele veio para que conheçamos a verdade. Para que possamos tocar Deus. Para que nos esteja aberta a porta. Para que encontremos a vida, a vida real, a que já não está submetida à morte”.

Brasil: jovem padre é assassinado no Maranhão

Vítima de latrocínio, pe. Bernardo Muniz Rabelo tinha 28 anos

BRASÍLIA, quinta-feira, 25 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O padre Bernardo Muniz Rabelo, 28 anos, foi assassinado no sábado, dia 20, por volta das 15h, em Humberto Campos (Maranhão, nordeste do Brasil), a 120 km da capital São Luis, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), informou nesta quinta-feira a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).



Segundo informações dos familiares, o religioso voltava do povoado de Quebra Anzol com destino a Achuí, interior de Humberto de Campos, onde participava de uma assembleia paroquial, quando deu carona a um homem, identificado como Fabrício.



O suspeito anunciou o assalto pouco tempo depois de ter conseguido a carona. Ele disparou três tiros atingindo o padre no pescoço e no tórax. O assaltante fugiu levando carro do padre Bernardo, além de um aparelho celular e R$ 400.



O padre foi socorrido com vida e levado para o hospital de Humberto de Campos, de onde foi transferido para São Luís, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 21h do sábado.



Padre Bernardo era natural de Morros (Maranhão) e tinha apenas dois meses de padre, tendo sido ordenado no dia 5 de setembro, no município de Axixá. Estava trabalhando como vigário paroquial no município de Humberto Campos.



O corpo do padre foi velado em Morros, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde houve missa no domingo, 21, às 14h, presidida pelo arcebispo de São Luis, Dom José Belisário da Silva, e concelebrada por vários padres da arquidiocese. Por volta das 16h, o corpo foi sepultado no cemitério da cidade.



Padre Bernardo é o segundo religioso da arquidiocese Luís assassinado este ano. Em julho, o seminarista Mário Dayvit também foi vítima de latrocínio, na porta de sua casa, no Centro da capital maranhense.



(Com CNBB)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Papa recebe autor do livro “Luz do mundo”

Após a apresentação oficial da obra no Vaticano

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 23 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - "Espero que este livro seja útil para a fé de muitas pessoas": este foi o comentário do próprio Papa Bento XVI após a coletiva de imprensa do livro-entrevista sobre ele, que foi apresentado hoje pela Santa Sé.



O livro "Luz do mundo" foi apresentado oficialmente hoje aos jornalistas acreditados ante a Santa Sé, por parte do autor, o jornalista alemão Peter Seewald, junto a Dom Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, e ao vaticanista italiano Luigi Accatoli.



Depois, os três se dirigiram à Biblioteca privada do Palácio Apostólico, onde foram recebidos pelo Papa, acompanhados pela esposa de Peter Seewald e pelos diretores da Livraria Editora Vaticana.



Entre eles, encontrava-se Dom Giuseppe Antonio Scotti, Giuseppe Costa e o carmelita Edmondo Caruana. Também esteve presente o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi SJ.



Em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, Peter Seewald, anterior redator de Der Spiegel, Die Stern e do Süddeutschen Zeitung, disse que o livro - que fecha uma trilogia de livros que o jornalista escreveu nestes anos em contato com Joseph Ratzinger - é fruto de seis horas completas de conversa-entrevista com Bento XVI.



Essa trilogia marcou também a própria vida do autor, quem, após a primeira entrega, "O sal da terra. Cristianismo e Igreja Católica na mudança rumo ao terceiro milênio", voltou à Igreja Católica, da qual levava vários anos afastado.



Seewald confessou que, se por um lado é impossível não advertir o "nimbo imponente" ligado à sua autoridade de Pontífice, por outro, é verdade também que "a essência de Ratzinger não mudou", assim como "sua cordialidade e muito menos sua grande humildade; menos ainda sua força intelectual, sua incrível capacidade de formular os pensamentos".



"Como posso dizer isso? Na verdade, ele se tornou ainda mais humilde, mais simples e isso me fascinou", afirmou.



Neste livro, sublinha Seewald, "temos a possibilidade de experimentar o Santo Padre de forma direta: não estão presentes os meios de comunicação, que o desmembram ou o interpretam para seu próprio uso e abuso. O leitor terá, por meio deste livro, a possibilidade de dirigir um olhar mais 'limpo' sobre o seu pontificado e sobre o homem que caracteriza este pontificado".

“Luz do mundo”: um livro que faz história

Por Michaela Koller

ROMA, quarta-feira, 24 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O lançamento do livro-entrevista do Papa Bento XVI, "Luz do mundo", recebeu hoje uma enorme acolhida mundial. A demanda tão extraordinária deste livro do jornalista alemão Peter Seewald levou a editora alemã Herder a dobrar o número de exemplares nesta primeira semana.



Inúmeros comunicadores de diversas partes do mundo estavam se preparando para o grande impacto das respostas do Pontífice. Falava-se da força explosiva dos conteúdos, inclusive de uma revolução espiritual.



Mas as respostas do Papa, apresentadas nestas 240 páginas, não têm, à primeira vista, nenhum conteúdo revolucionário. A mensagem de Bento XVI, recolhida na intimidade de diálogos pessoais com Seewald, destaca-se de forma extraordinária porque é Evangelho atualizado, Boa Nova de hoje.



Bento XVI se apresenta, nessas linhas, a partir de um prisma pessoal, tornando transparentes suas mudanças de perspectiva ao concretizar sua fé na história. É uma mensagem atualizada a partir da realidade de mudança que estamos vivendo hoje.



E então surge a pergunta chave de Peter Seewald: "Segundo o Evangelho de São João, Jesus diz, em uma passagem decisiva, que o importante é o mandato do Pai: ‘E eu sei: o que ele ordena é vida eterna'. É por isso que Jesus veio ao mundo?".



O Santo Padre responde: "Sem dúvida alguma. Disso se trata: de que cheguemos a ser capazes de Deus e, assim, possamos entrar na vida autêntica, na vida eterna. Realmente, Ele veio para que conheçamos a verdade. Para que possamos tocar Deus. Para que a porta esteja aberta para nós. Para que encontremos a vida real, a que não está submetida à morte".



O núcleo dessas conversas é a grande mensagem de Bento XVI, que convida o mundo à santidade. Isso não deve ser perdido de vista quando se vai revisando as notícias da primeira página dos diversos jornais, inclusive da imprensa sensacionalista, falando-nos de preservativos ou da opinião de Bento XVI sobre o uso da burca.



Cristo é o centro. Esse Cristo que diz aos seus apóstolos: "Vós sois a luz do mundo". A grande entrevista, assim, dá continuidade à pregação do 265º Sucessor de Pedro na Santa Sé. Além disso, vai adquirindo uma forma de imediatismo inaudito como palavra direta e espontânea. Não é uma doutrina ex cathedra, deduzida das grandes verdades, senão que induz o leitor, vai brotando de um coração íntegro e enamorado, como grande testemunho pessoal de fé e síntese de vida impressionante.



A palavra impressa desse livro deixou a voz direta de Bento XVI quase sem alterações, como garante o autor no começo. Isso oferece ao leitor a possibilidade de uma composição de lugar excepcional: pode-se imaginar que se tem o "Papa Ratzinger" face a face no sofá. Pode-se ouvir sua voz no próprio idioma, enquanto Bento XVI vai abrindo amplamente a porta do seu entendimento, do seu coração e da sua alma.



Ao leitor, vai se revelando um personagem ágil, humilde, cheio de bondade, que sabe perdoar, mas que ao mesmo tempo se apresenta muito vulnerável. Da mesma forma, o livro tem um tom tão familiar e próximo, que lembra a experiência da comunidade primitiva no começo da Igreja.



Se o pontificado anterior foi o dos grandes gestos e imagens, este pontificado é o das grandes palavras. Peter Seewald conseguiu trazer à luz este dom de Bento com um emaranhado de perguntas seletas, um entretecido de política, perguntas pessoais, pastorais e esclarecimentos teológicos.



Seewald apresenta, assim, um diálogo entre o Papa e a sociedade. Põe em jogo seu amplo conhecimento e formula perguntas de amplitude global. Dessa forma, o Pontífice se converte ao mesmo tempo em ouvinte do mundo inteiro.



O jornalista faz perguntas que revelam sua sintonia com a postura crítica de Bento XVI diante da cultura atual. Ao mesmo tempo, fiel à sua profissão de comunicador, faz perguntas que vão indagando sobre temas delicados e realidades que são para o Papa causa de profunda dor.



O livro não só redigiu um capítulo importante da história da Igreja, senão que oferece pautas para um jornalismo de qualidade, que vai elevando o nível dos padrões de trabalho a um compromisso por parte dos católicos nos meios de comunicação, cujo objetivo é transmitir uma mensagem eficaz ao mundo atual.



É uma surpresa grande e positiva ouvir Bento XVI falar do bispo Richard Williamson, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Pela primeira vez, o Papa revela que ele não teria assinado o decreto sobre a revogação da excomunhão do britânico se tivesse sabido da sua negação das câmaras de gás. "Não. Então seria preciso ter separado primeiramente o caso Williamson. Mas, infelizmente, nenhum de nós havia feito uma busca na internet, para saber, assim, de quem se tratava", disse literalmente o Pontífice.



Ao assunto Williamson está vinculada a relação da Igreja Católica com os judeus e a relação com o Estado de Israel. Depois do alvoroço sobre as declarações dos padres do Sínodo do Oriente Médio sobre o conflito entre Israel e Palestina, aos "nossos pais e irmãos" chega mais uma vez uma clara confissão papal sobre o direito de existência de Israel. Isso não foi afirmado tão explicitamente pelos bispos da região, que condenaram, em seu documento final, o "antissemitismo", mas não o "antissionismo".



"Para mim, foi muito emocionante com que cordialidade me recebeu o presidente Peres, que é uma grande personalidade", conta o cabeça da Igreja Católica sobre sua visita a Israel em maio de 2009. "Ele carrega o peso de uma lembrança difícil. Como você sabe, seu pai foi preso em uma sinagoga à qual depois se ateou fogo. Mas ele veio até mim com uma grande abertura e sabendo que lutamos por valores comuns e pela paz, pela configuração do futuro e que, nisso, a questão da existência de Israel desempenha um papel importante".



O livro esclarece que não é verdade o que a mídia difundiu há algumas semanas sobre as declarações referentes à relação com o Islã: o Papa Bento não se distancia de forma alguma do discurso de Ratisbona: "A consideração política não levou em consideração o conjunto, senão que tirou um fragmento do contexto e o converteu em um ato político, que em si não era".



Ao ser perguntado pela estratégia diante dos casos de sacerdotes que vivem uma relação com uma mulher ou que formaram uma família em segredo, o Papa comenta: "Quando um sacerdote coabita com uma mulher, é preciso verificar se existe uma verdadeira vontade matrimonial e se poderiam formar um bom casal. Se for assim, eles têm de seguir esse caminho. Quando se trata de uma falta de vontade moral, mas existe um vínculo interior real, é preciso tentar encontrar caminhos de cura para ele e para ela".



O problema fundamental, confirma o Papa, "é a honradez". Além disso, existe a importância do "respeito pela verdade dessas duas pessoas e dos filhos, a fim de encontrar a solução correta".



Na entrevista, vislumbra-se também o conceito do amor de Bento, um tipo de amor que não permite separar a verdade do amor, que não deve ser confundido com um falso conceito de misericórdia.



Bento XVI confessa seu profundo horror diante dos casos de abusos em instituições católicas: "Hoje temos de aprender novamente que o amor ao pecador e ao danificado está em seu reto equilíbrio mediante um castigo ao pecador, aplicado de forma possível e adequada". Bento XVI não se preocupa em conservar a boa imagem da Igreja, senão que coloca o peso na credibilidade do testemunho daqueles que se consagraram ao seguimento de Cristo. Esta é a meta à qual o livro aponta com seu título, "Luz do mundo".



"Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal perde seu sabor, com que se salgará? Não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e pisado pelas pessoas.



Vós sois a luz do mundo. Uma cidade construída sobre a montanha não fica escondida.



Não se acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma caixa, mas sim no candelabro, onde ela brilha para todos os que estão em casa.



Assim também brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5,13-16).

Nomeação do Papa para o Brasil

RINUNCIA DEL VESCOVO DI CAÇADOR (BRASILE)



Papa Bento XVI aceitou a renúncia da diocese de Caçador (Brasil), apresentada por Luiz Carlos Eccel HE, em conformidade com o cân. 401 § 2 do Código de Direito Canônico.



[01679-01.01]





NOMINA DEL VESCOVO DI UMUARAMA (BRASILE)



O Santo Padre nomeou Bispo de Umuarama (Brasil), Dom João Mamede Filho, OFM Conv, Bispo titular de Acque data Albe da Mauritânia e do Bispo Auxiliar de São Paulo.



Dom João Mamede Filho, OFM Conv



Dom João Mamede Filho, OFM Conv, nasceu em Caçapava, na Diocese de Taubaté, Estado de São Paulo, 21 de agosto de 1951. Ordem Religiosa dos Frades Menores Conventuais, ele fez os votos perpétuos 20 de fevereiro de 1974. Estudou filosofia na FAI - "Faculdades Associadas do Ipiranga " em São Paulo, eo primeiro de Teologia no Mosteiro São Bento no Rio de Janeiro e depois na Faculdade "Nossa Senhora da Assunção", em ' Arquidiocese de São Paulo.



Em 21 de abril de 1978 foi ordenado sacerdote e em seguida, executar as seguintes atividades: Diretor da "Obra Cidade dos Social Meninos" , em Santo André (1978), vigário da paróquia "Exaltação da Santa Cruz" , na diocese de Caraguatatuba (1979) pároco da paróquia Nossa Senhora dos Navegantes " na Diocese de Toledo (1980-1982), Reitor do Seminário "Casa Romero Sun" em Santo André (1983-1985) eo Seminário "Casa São Francisco" , em Curitiba (1986-1988) , editor e editor do "Mensageiro de Santo Antônio" (1989-1998), Tesoureiro Provincial (1989-2005), vigário da paróquia "São Maximiliano Kolbe" na Diocese de Mogi das Cruzes (2000-2006) e Reitor do Seminário de Filosofia "Casa São Francisco" , em Curitiba, Estado do Paraná (2006).



Em 26 de abril de 2006 foi nomeado Bispo titular de Acque Albe da Mauritânia e Auxiliar de São Paulo e foi ordenado sacerdote em 01 de julho.



[01680-01.01]





NOMINA DI AUSILIARI DELL’ARCIDIOCESI DI SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO (BRASILE)



O Papa nomeou Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (Brasil):



- Rev.do o padre Pedro Cunha Cruz, do clero da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, até agora pároco de Santa Rita e diretor da Faculdade Eclesiástica de Filosofia "João Paulo II", na cidade do Rio de Janeiro , atribuindo-lhe o bispo titular de Agbia;



- O Rev.do Padre Nelson Francelino Ferreira, do clero da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, até agora pároco de Nossa Senhora da Glória ", na cidade do Rio de Janeiro, atribuindo-lhe o bispo titular de Alava;



- O Rev.do Padre Paulo César Costa, do clero da Diocese de Valença, agora reitor do seminário , "Paulo VI" , em Nova Iguaçu e Diretor do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, dando a Esco titular .



Rev.do. Pedro Cunha Cruz



O Rev.do Pedro Cunha Cruz nasceu no Rio de Janeiro 16 de junho de 1964. Ele completou os seus estudos de Filosofia da Universidade Estadual (1987-1990) e teologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1986-1989). Então, em Roma, obteve a licenciatura em Teologia Moral na Pontifícia Universidade Gregoriana e uma licenciatura e um doutoramento em filosofia na Universidade Pontifícia de Santa Croce (1993-1996).



Ele foi ordenado sacerdote 04 de agosto de 1990 e foi articulada na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde ocupou os seguintes cargos: vigário da paróquia , "Cristo eo Santo Cura d'Ars Operário" (1990) , pároco da paróquia "São Francisco de Assis" (1991), Diretor do Seminário Arquidiocesano de Estudos "São José" (1991-1993), pároco da paróquia "Santa Teresa de Jesus" (1998). Desde 1998 é pároco da paróquia de Santa Rita, Professor de Filosofia na Pontifícia Universidade Católica e Director da Faculdade Eclesiástica de Filosofia "João Paulo II " na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.



Rev.do. Nelson Ferreira Francelino



O Rev.do Nelson Francelino Ferreira nasceu 26 fevereiro de 1965, na Arquidiocese da Paraíba Sapé. Depois de estudar a média alcançada no Seminário Arquidiocesano do Rio de Janeiro (1983-1985) estudou filosofia na Faculdade Eclesiástica de Filosofia "João Paulo II" no Rio de Janeiro (1983-1985) e os de Teologia no Instituto de Teologia (1986-1994). Ele obteve uma licenciatura e um doutoramento em Teologia Pastoral na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994-2000).



Ele foi ordenado sacerdote 04 de agosto de 1990 e foi articulada na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde ocupou os seguintes cargos: pároco da paróquia "São Luiz, Rei de França", em Costa Barros ( 1990), vigário da paróquia "Sagrada Família", uma (1990), Realengo pastor da paróquia "São Marcos", na Barra da Tijuca (1999-2005). Desde 2005, o padre da paróquia Nossa Senhora da Glória ", em Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro.



Rev.do Paulo César Costa



O Rev.do Paulo César Costa nasceu em Valença 20 de julho de 1967, na diocese do mesmo nome. Ele completou os seus estudos superiores e filosofia no Seminário Diocesano "Nossa Senhora do Amor Divino", em Valência, e no Seminário Arquidiocesano de Teologia "São José" , no Rio de Janeiro. Em seguida, ele obteve uma licenciatura e um doutoramento em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (1996-2001).



Ele foi ordenado sacerdote 05 de dezembro de 1992 e foi a diocese de Valência, na qual ocupou os seguintes cargos: vigário em Paraíba do Sul (1993), pároco da paróquia "São Sebastião dos Ferreiros" (Valencia, 1994 -1996).



Desde 2001 ele é pastor em Valência e, desde 2007, Diretor do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e reitor do Seminário Inter-diocesano "Paulo VI" em Nova Iguaçu.



[01681-01.01]



Fonte site do Vaticano: http://www.vatican.va/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Congresso de Liturgia do Nordeste 2 dá destaque à Celebração da Palavra de Deus

 congressoliturgiaSeg, 22 de Novembro de 2010 10:56 CNBB


Com o tema “Celebração da Palavra no dia do Senhor”, o Regional Nordeste 2 da CNBB (Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas) promoveu, na semana passada, dias 12 a 15, o 3º Congresso Regional de Liturgia (Congrelit). O Congresso reuniu, em Igarassu (PE), 15 dioceses do Regional e teve como objetivo “aprofundar a prática litúrgica das comunidades que celebram a Memória Pascal de Jesus Cristo”.



A Irmã Penha Carpanedo, assessora do encontro, enfatizou a importância da Celebração Dominical da Palavra, lembrando o lema do Congresso, “Hoje se cumpriu estas palavras da escritura que acabastes de ouvir”.



“Mais do que exortar ou dar lições catequéticas, a celebração da Palavra é o momento vital de encontro com Alguém, capaz de transformar a vida”, disse a religiosa.



O bispo referencial da liturgia no Regional, dom Manoel dos Reis de Farias, da diocese de Patos (PB), ressaltou a participação das dioceses no Congresso. “Achei o evento muito positivo, com a presença de 15 dioceses. A assessora foi excelente e o clima do Congresso foi muito bom, com o entrosamento entre os participantes, a partilha e animação, todos com sede de penetrar no profundo mistério da Palavra de Deus”, avaliou.



O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, visitou os congressistas e os exortou à na missão. Ele lembrou, ainda, o centenário da Arquidiocese de Olinda e Recife a ser comemorado no próximo dia 5 de dezembro.

Grupos de anglicanos entrarão na Igreja Católica na Páscoa

Bispos da Inglaterra e do País de Gales informam sobre a constituição do Ordinariado

LONDRES, segunda-feira, 22 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – A Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, depois de sua Assembléia Plenária, confirmou a criação do Ordinariado, previsto na Anglicanorum Coetibus para os fiéis anglicanos que desejem unir-se à Igreja Católica, para janeiro.



De acordo com este calendário, estes grupos de anglicanos poderão efetivar sua união com Roma na Páscoa.



Segundo um comunicado da Conferência Episcopal, a implementação da Anglicanorum Coetibus prevê várias etapas, que começarão no próximo ano e serão concluídas na festa de Pentecostes de 2011, com a admissão ao sacerdócio dos ministros anglicanos.



Este processo será realizado em conjunto entre os bispos da Inglaterra e do País de Gales em colaboração com a Congregação para a Doutrina da Fé. Será este organismo vaticano que determinará a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio entre os ministros anglicanos que o solicitem.



Os prelados buscam, com estas disposições, “responder com generosidade e oferecendo cálidas boas-vindas àqueles que buscam a plena comunhão eclesial com a Igreja Católica no Ordinariado”.



“Os bispos sabem que o clero e os fiéis que estão nesse caminho de fé trarão seus tesouros espirituais, que enriquecerão ainda mais a vida espiritual da Igreja Católica na Inglaterra e em Gales”, e farão “todo o possível para que se estabeleça uma estreita e eficaz colaboração com o Ordinariado tanto no nível diocesano como no paroquial”.



Renúncias



O processo formal dessa transição começou no dia 8 de novembro, quando cinco bispos anglicanos: Andrew Burnham, bispo de Ebbsfleet; Keith Newton, bispo de Richborough; e John Broadhurst, bispo de Fulham; junto com os bispos eméritos Edwin Barnes, antigo pastor anglicano de Richborough; e o bispo auxiliar David Silk, de Exeter; anunciaram sua renúncia ao ministério e seu desejo de entrar na Igreja Católica.



Esses mesmos prelados serão os que começarão o processo: “Cinco bispos anglicanos que pretendem entrar no Ordinariado já anunciaram sua decisão de renunciar ao ministério pastoral na Igreja da Inglaterra a partir de 31 de dezembro de 2010”.



Após a entrada na plena comunhão com a Igreja Católica, no começo de janeiro, se constituirá o Ordinariado e se anunciará o nome do novo Ordinário, que poderia ser um desses prelados mencionados.



Depois, os ex-bispos que não estão aposentados e cujas petições tenham sido aceitas pela Congregação para a Doutrina da Fé serão ordenados para o diaconado e o sacerdócio católicos.



Estes ministros participarão no segundo passo do processo, que será a admissão dos grupos anglicanos junto com seus pastores para “ajudar na preparação e recepção dos antigos clérigos anglicanos e seus fiéis na comunhão plena com a Igreja Católica, durante a Semana Santa de 2011”.



Os bispos aposentados também poderão se preparar para o sacerdócio e ajudar nesta tarefa, se o desejarem e a Congregação estiver de acordo.



Páscoa especial



Para a Igreja Católica na Inglaterra e para os fiéis que desejem aderir a ela, a próxima Páscoa será “muito especial”, como já se falava na Assembléia Nacional de Forward in Faith, no passado mês de outubro.



Os clérigos anglicanos e seus grupos de fiéis começarão, antes da Quaresma, “um período de intensa formação para sua ordenação como sacerdotes católicos”.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As palavras do Papa sobre a sexualidade e o preservativo

No livro-entrevista que se publicará nesta terça-feira

CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Meios de comunicação de todo o mundo publicam comentários e notícias sobre a posição moral de Bento XVI sobre o preservativo, desde que se veicularam algumas passagens de seu livro-entrevista “Luz do mundo”. O livro, realizado pelo jornalista alemão Peter Seewald, será publicado no dia 23 de novembro.

Apresentamos uma tradução de trabalho sobre a passagem sobre “A sexualidade” divulgada por L'Osservatore Romano.


Concentrar-se só no preservativo quer dizer banalizar a sexualidade e esta banalização representa precisamente o motivo pelo qual muitas pessoas já não veem na sexualidade a expressão de seu amor, mas só uma espécie de droga, que se fornecem por sua conta. Por este motivo, também a luta contra a banalização da sexualidade forma parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer seu efeito positivo no ser humano em sua totalidade.



Pode haver casos justificados singulares, por exemplo, quando uma prostituta utiliza um preservativo, e este pode ser o primeiro passo para uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver de novo a consciência sobre o fato de que nem tudo está permitido e de que não se pode fazer tudo o que se quer. No entanto, este não é o verdadeiro modo para vencer a infecção do HIV. É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade.

Santa Sé define diretrizes contra abusos sexuais

Santa Sé define diretrizes contra abusos sexuais

domingo, 21 de novembro de 2010

ZENIT - Bispos dos EUA assinam acordo sobre batismo com igrejas protestantes

ZENIT - Bispos dos EUA assinam acordo sobre batismo com igrejas protestantes

Evangelho do domingo: Viva Cristo Rei!

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo

OVIEDO, sexta-feira, 19 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos a meditação escrita por Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, administrador apostólico de Huesca e Jaca, sobre o Evangelho deste domingo (Lucas 23,35-43), 34º do Tempo Comum.

Termina o ano cristão e a Igreja celebra o domingo de Cristo Rei. A liturgia nos relata o final da paixão de Jesus, na qual Ele aparece como Rei. Onde está, ó Rei, o teu reinado? Onde estão teus súditos leais? Aonde se foram os incondicionais discípulos? Como ficaram todos os teus projetos bem-aventurados? Como é que esse, que se apresenta como rei-dos-judeus, nasceu de uma mulher, brinca com as crianças, atende os pobres e doentes, trata com todo tipo de pecadores e condena nossas leis inumanas? Assim todos, por temor, desencanto ou indignação... foram abandonando aquele Rei. Bem, nem todos. Lá estava Maria, algumas mulheres e João. E havia mais um, o da última hora: Dimas. Somente Dimas não empregou o condicional de quem duvida ou nega, mas o imperativo de quem tem certeza diante do acontecimento que seus olhos presenciam: "Lembra-te de mim". A resposta de Jesus não se fez esperar: "Hoje estarás comigo no Paraíso".



Aquele Rei e o seu Reino não terminaram. Aquele estar com Jesus e participar do seu reinado é o que os cristãos vêm celebrando e prolongando durante séculos. E é o que, neste último domingo do ano litúrgico, queremos especialmente recordar: que Ele é o Rei de toda a criação, o Rei de uma nova história, o Rei de uma nova humanidade.



O reinado de Jesus não é uma proclamação fugaz e oportunista, não é um discurso fácil e barato. É, nem mais nem menos, um devolver à humanidade a possibilidade de voltar a ser humana segundo o plano de Deus: a possibilidade de reempreender aquele caminho perdido que Deus oferecera outrora, e que uma liberdade não vivida na luz, na verdade e no amor, mandou para o espaço. O reinado de Jesus é esse espaço de nova história na qual é possível viver como filhos de Deus, como irmãos diante dos homens e diante de toda a criação.



Este reinado já começou e muitos homens e mulheres viveram assim. Mas também quantos ainda não vivem assim, nem diante do Pai Deus, nem diante do irmão homem, nem diante da irmã criação! Por isso, é um Reino de Jesus que está apenas começando, que se encontra sem terminar, sem sua plenitude final. Só existe um trono e este pertence a Deus: e nesse trono se oferece liberdade. Toda suplantação desse Rei suporá um caminho de escravidão, de inumanidade, de corrupção, como demonstra a história de sempre e a mais recente. Por Jesus Cristo Rei e por esse Reino é preciso continuar trabalhando, construindo-o cotidianamente com cada gesto, em cada situação e circunstância, para ir desterrando e transformando o que em nós e entre nós não corresponda ao projeto do Senhor.



Como disseram nossos mártires: Viva Cristo Rei!

Christus Vincit, Christus Regnat, Christus Imperat

SOLENIDADE DE CRISTO REI


sábado, 20 de novembro de 2010

Igreja Católica sobe para 2º lugar no ranking de instituições mais confiáveis

 Qui, 18 de Novembro de 2010 14:58 CNBB





Uma pesquisa que aponta o Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), feita pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela que a Igreja Católica está em 2º lugar no ranking de confiança das instituições. Com 54%, ela fica atrás apenas das Forças Armadas, que têm 66%.



Antes a Igreja ocupava a 7ª posição, com 34%. Houve, portanto, um aumento de 60% no terceiro trimestre deste ano em comparação com os três meses anteriores.



"A Igreja só perde para as Forças Armadas e ganha de longe do governo federal e, inclusive, das emissoras de TV que normalmente são instituições consideradas confiáveis pela população", disse a professora da Direito GV e coordenadora do ICJ Brasil Luciana Gross Cunha.



O ICJ Brasil foi criado pela Escola de Direito da FGV para verificar o grau de confiança no Judiciário e como a população utiliza o poder para a reivindicação de direitos e busca por soluções. Nesta pesquisa o Judiciário aparece em 8º lugar com 33%.



Outras instituições tiveram o seguinte resultado: Grandes Empresas (44%); Emissoras de TV (44%); Governo Federal (41%); Imprensa escrita (41%), Polícia (33%); Congresso Nacional (20%) e os partidos políticos (8%).


Fonte: CNBB

Dom Damasceno participa de Consistório em Roma

 Ter, 16 de Novembro de 2010 15:15 CNBB


No sábado, 20, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), dom Raymundo Damasceno Assis, receberá o barrete cardinalício (chapéu vermelho que é a insígnia dos cardeais da Igreja Católica), durante o consistório (reunião formal de criação dos cardeais) no Vaticano, que criará 24 novos cardeais, pelo papa Bento XVI.



No dia 21, durante a celebração eucarística, será entregue o anel de cardeal. O Consistório e a missa acontecem na Basílica de São Pedro. Este será o terceiro Consistório do pontificado de Bento XVI e os cardeais chegarão a um total de 203, dos quais 121 eleitores.



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Bento XVI anunciou a nomeação dos 24 novos cardeais, entre os quais o brasileiro, dom Raymundo Damasceno Assis, no dia 20 de outubro. Com sua nomeação, o Brasil passa a ter nove cardeais, dos quais seis são eméritos. Dos 24 novos cardeais, 20 têm menos de 80 anos e são eleitores.


Fonte: CNBB

Publicada a Exortação Pós-Sinodal sobre a Palavra de Deus

 Qui, 11 de Novembro de 2010 13:26 CNBB


Foi divulgada nesta quinta-feira, 11, pela Santa Sé, a Exortação Pós-Sinodal Verbum Domini, referente ao sínodo sobre a Palavra de Deus, realizado em Roma de 5 a 26 de outubro de 2008. A Exortação foi assinada pelo papa Bento XVI no dia 30 de setembro deste ano, dia de São Jerônimo.



O novo documento, com 208 páginas, consta de três partes, além de uma introdução e uma conclusão. A primeira parte fala sobre a Palavra de Deus (Verbum Dei); a segunda discorre sobre a Palavra na Igreja (Verbum in Ecclesia) e a última trata da Palavra no mundo (Verbum mundo).



A íntegra do documento está no site da Santa Sé.

Fonte: site da CNBB

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ecumenismo não é “negociar acordo”, diz Papa

Discurso ao Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O diálogo ecumênico não tem os objetivos “políticos” de chegar a “compromissos aceitáveis” entre as diferentes confissões cristãs, mas “à unidade na verdade”, assegura Bento XVI.



O pontífice fez essa afirmação nessa quinta-feira, no discurso que dirigiu aos participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, que celebra seus 50 anos de vida.



“Ainda em presença de novas situações problemáticas ou de pontos difíceis para o diálogo, a meta do caminho ecumênico continua imutável, como também o firme empenho em persegui-la”, disse o Santo Padre.



“Não se trata, no entanto, de um empenho segundo categorias, por assim dizer, políticas, em que entram em jogo a capacidade de negociar ou a maior capacidade de encontrar compromissos, pelo que se poderia esperar, como bons mediadores, que após um certo tempo se chegasse a acordos aceitáveis para todos.”



“A ação ecumênica tem um duplo movimento” – afirmou –. De um lado está “a busca convencida, apaixonada e tenaz para encontrar toda a unidade na verdade, para idear modelos de unidade, para iluminar oposições e pontos obscuros para alcançar a unidade”.



“E isso no necessário diálogo teológico, mas sobretudo na oração e na penitência, nesse ecumenismo espiritual que constitui o coração latente de todo o caminho: a unidade dos cristãos é e continua sendo, oração, habita na oração.”



Em segundo lugar, citou “outro movimento operativo, que surge da firme consciência de que nós não sabemos a hora da realização da unidade entre todos os discípulos de Cristo e não a podemos conhecer, porque a unidade não ‘a fazemos nós’, Deus ‘a faz’: vem do alto, da unidade do Pai com o Filho no diálogo de amor que é o Espírito Santo; é um tomar parte na unidade divina”.



Segundo o Papa, “isso não deve fazer diminuir nosso compromisso, ao contrário, deve nos tornar cada vez mais atentos a captar os sinais dos tempos do Senhor, sabendo reconhecer com gratidão o que já nos une e trabalhando para que se consolide e cresça”.



Ao concluir, o bispo de Roma reconheceu que “também no caminho ecumênico se trata de deixar para Deus o que é unicamente seu e de explorar, com seriedade, constância e dedicação, o que é tarefa nossa, tendo em conta que ao nosso compromisso pertencem os binômios de atuar e sofrer, de atividade e paciência, de cansaço e alegria”.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vigília mundial pela vida nascente

No dia 27 de novembro, a Igreja no mundo inteiro rezará pela defesa da vida


ROMA, quinta-feira, 18 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O apelo foi lançado no último mês de junho. Em algumas igrejas, a mobilização foi um pouco lenta, mas a verdade é que, no dia 27 de novembro, na Basílica de São Pedro, assim como nas dioceses e igrejas católicas do mundo inteiro, serão realizadas vigílias de oração, adorações ao Santíssimo Sacramento e terços em defesa da vida nascente.



No último dia 14 de junho, o cardeal Antonio Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, enviaram uma carta a todos os presidentes das conferências episcopais para convidá-los a organizar uma solene "vigília pela vida nascente".



Na carta, informa-se aos bispos que foi o próprio Pontífice quem havia tomado a iniciativa de realizar a vigília na Basílica de São Pedro, coincidindo com as Primeiras Vésperas do 1º domingo do Advento e perto do Natal de nosso Senhor Jesus Cristo.



Junto às vésperas, a carta propõe a adoração eucarística para "dar graças ao Senhor que, com a doação total de si mesmo, deu sentido e valor a toda a vida humana, e para invocar a proteção de todo ser humano chamado à existência".



À vigília e à adoração, a Conferência Episcopal Espanhola propôs acrescentar também a oração do terço.



"É desejo do Santo Padre - lê-se na carta - que os bispos presidam em suas igrejas celebrações similares que envolvam paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos."



A carta também explica: "Todos nós somos conscientes dos perigos que ameaçam a vida humana hoje devido à cultura relativista e utilitarista que escurece a percepção da dignidade de toda pessoa humana, seja qual for sua fase de desenvolvimento".



Por isso, acrescenta, citando a encíclica Evangelium vitae, de João Paulo II, "estamos chamados mais que nunca a ser 'povo da vida' com a oração e com o compromisso".



A missiva convida todos os presidentes das conferências episcopais a "envolver rapidamente e da maneira mais apropriada" todos os bispos de cada país, de forma que "se possa inserir esta iniciativa nos diversos programas diocesanos".



A carta termina com o desejo de que "todas as igrejas particulares, em união com o Santo Padre, Pastor universal", possam "obter a graça e a luz do Senhor para a conversão dos corações e dar um testemunho comum da Igreja para uma cultura da vida e do amor".

(Antonio Gaspari)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rio de Janeiro homenageia Dom Helder com estátua de bronze

Seg, 15 de Novembro de 2010 09:28 cnbb


A arquidiocese e a prefeitura do Rio de Janeiro inauguraram, no sábado, 13, uma estátua de Dom Helder Câmara no Largo de Pilares. A homenagem é uma extensão das comemorações do centenário de seu nascimento, celebrado no ano passado. Dom Helder exerceu seu ministério por 28 anos na capital fluminense. Ele faleceu em 1999, como arcebispo emérito de Recife e Olinda, e ficou conhecido em todo o mundo por suas ações em favor dos pobres e como defensor dos direitos humanos.



Feita em bronze pelo escultor Otto Dumovich, medindo 1,80 metros de altura e pesando cerca de 250 quilos, a estátua foi instalada na esquina entre as avenidas João Ribeiro e Dom Helder Câmara, antiga Avenida Suburbana, Zona Norte do Rio.



“Dom Helder iluminou e inspirou muitas pessoas. Ele muito fez pela nossa cidade e, por isso, merece nosso reconhecimento. Que essa imagem possa servir de inspiração, a seguir o caminho da fé, da esperança e por dias melhores”, disse o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, também destacou as virtudes de dom Helder.



O arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta , presidiu uma missa e recordou o exemplo de vida e as ações realizadas por dom Helder no Rio, destacando o projeto de urbanização de favelas, conhecido como Cruzada São Sebastião, no Leblon, e a fundação do Banco da Providência, cuja atuação se desenvolve há 50 anos no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Mais de mil pessoas participaram da celebração.



“Sabemos que o segredo de dom Helder para o êxito de suas atividades estava ligado ao seu profundo amor a Deus e ao próximo. Quanto mais a pessoa é exigida na sua coerência de vida, mais ela é chamada a traduzir em atitudes heróicas os valores Evangelho. Valores que nem sempre são compreendidos pela sociedade, mas que trazem alegria para quem vive, e dá sentido para a existência”, disse dom Orani.



CNBB/Arquidiocese do Rio
Foto: Moioli

terça-feira, 16 de novembro de 2010

São necessárias novas linguagens para comunicar a fé, afirma Papa

Na audiência com os participantes da plenária do Conselho Pontifício para a Cultura

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 16 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - A Igreja deve buscar linguagens novas e criativas para comunicar ao homem de hoje a beleza da fé e da vida cristã.



Esta foi a mensagem de Bento XVI no último sábado, ao receber em audiência, no Vaticano, os participantes da assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Cultura.



No começo da audiência, interveio o presidente do dicastério vaticano, o arcebispo Gianfranco Ravasi.



O futuro cardeal explicou que, durante a plenária, foram repassados os diversos itinerários da comunicação, "desde a linguagem artística e musical à juvenil; do rito à rede informática e televisiva; das linguagens e dos 'ícones' virtuais aos sinais materiais; dos símbolos litúrgicos ao testemunho pessoal e existencial".



Por sua vez, o Papa destacou que a comunicação "é um dos aspectos cruciais do nosso mundo e de suas culturas".



Por isso, indicou, é tarefa do dicastério vaticano para a cultura "colocar-se à escuta dos homens e mulheres da nossa época, para promover novas ocasiões de anúncio do Evangelho".



Frente ao ambiente de "profunda transformação cultural, caracterizado por novas linguagens e novas formas de comunicação - indicou -, os pastores e os fiéis advertem com preocupação algumas dificuldades na comunicação da mensagem evangélica e na transmissão da fé, dentro da própria comunidade eclesial".



Além disso, continuou, "os problemas parecem às vezes aumentar quando a Igreja se dirige aos homens e mulheres afastados ou indiferentes a uma experiência de fé, aos quais a mensagem evangélica chega de maneira pouco eficaz e convincente".



Por isso, "em um mundo que faz da comunicação a principal estratégia", a Igreja "não permanece indiferente", senão que busca "utilizar, com renovado empenho criativo, mas também com senso crítico e discernimento atento, as novas linguagens e as novas modalidades comunicativas", afirmou.



De fato, "a incapacidade da linguagem para comunicar o sentido profundo e a beleza da experiência de fé pode contribuir para a indiferença de muitos, sobretudo dos jovens" e "pode se tornar um motivo de afastamento".



"A Igreja quer dialogar com todos, na busca da verdade - reconheceu o Papa. Mas, para que o diálogo e a comunicação sejam eficazes e fecundos, é necessário sintonizar-se em uma mesma frequência."



Para fazê-lo, a Igreja pode acudir ao "extraordinário patrimônio" de símbolos e imagens da sua tradição, indicou.



E destacou que, em particular, "o rico e denso simbolismo da liturgia deve resplandecer em toda a sua força como elemento comunicativo, até tocar profundamente a consciência humana, o coração e o intelecto".



"A tradição cristã, além disso, uniu sempre intimamente à liturgia a linguagem da arte, cuja beleza tem uma particular força comunicativa própria", explicou.



E sublinhou, para ilustrar isso: "Nós experimentamos isso no domingo passado, em Barcelona, na basílica da Sagrada Família, obra de Antoni Gaudí, que conjugou de maneira genial o sentido do sagrado e da liturgia com formas artísticas modernas e ao mesmo tempo em sintonia com as melhores tradições arquitetônicas".



"Contudo - precisou -, mais incisiva ainda que a arte e a imagem na comunicação da mensagem evangélica é a beleza da vida cristã."



"Afinal, só o amor é crível e digno de fé - constatou. A vida dos santos, dos mártires, mostra uma singular beleza que fascina e atrai, porque uma vida cristã vivida em plenitude fala sem palavras."



Por isso, concluiu, "precisamos de homens e mulheres que falem com sua vida, que saibam comunicar o Evangelho com clareza e valor, com a transparência das ações, com a paixão alegre da caridade".

Visitador de Dublin: novo olhar sobre a crise dos abusos

Cardeal O'Malley diz que a arquidiocese já realizou progressos


DUBLIN, terça-feira, 16 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O visitador apostólico de Dublin, cardeal Sean O'Malley, reconheceu o trabalho que já se realizou nessa arquidiocese irlandesa, em resposta à crise dos abusos sexuais, e indicou que sua tarefa é "oferecer um novo olhar sobre a situação".



O purpurado, arcebispo de Boston, falou no último domingo, na pro-catedral de Santa Maria de Dublin, afirmando que é uma "honra" ter sido escolhido para ser o visitador da arquidiocese.



Bento XVI pediu uma visita apostólica a 4 dioceses da Irlanda, em resposta à crise dos abusos sexuais que estourou no ano passado. Está previsto que a primeira fase da visita se complete na Páscoa de 2011.



O cardeal O'Malley se referiu, em seus comentários, às suas raízes irlandesas, destacando que as famílias do seu pai e da sua mãe emigraram da Irlanda.



Disse que ambas as famílias deixaram a maioria das suas propriedades pessoais na Irlanda, mas não puderam deixar atrás sua "fé católica e seu grande amor à Irlanda". "Eu fui criado com essas duas coisas", reconheceu.



"É com este mesmo amor pelo povo irlandês que venho a esta visita - continuou. Vim para escutar, não para oferecer uma solução rápida. Vim para escutar sua dor, sua indignação, mas também suas esperanças e aspirações."



Pastoral



O cardeal O'Malley afirmou que a visita à Irlanda é "uma visita pastoral para ajudar a Igreja aqui no caminho de renovação".



"Em Dublin - acrescentou -, já se fez muito para enfrentar os crimes do passado e desenvolver políticas adequadas para garantir a proteção das crianças e proporcionar assistência às vítimas dos abusos de menores."



"A tarefa da visita é proporcionar um novo olhar à situação, para verificar a efetividade dos processos atuais utilizados para responder aos casos de abusos", acrescentou.



"Não estamos aqui para duplicar investigações ou estudos do passado. Estamos aqui para estar disponíveis para encontrar-nos com alguns dos que foram afetados pelos abusos e desejamos encontrar-nos com eles."



"Faremos o possível para comunicar-lhes as desculpas de uma Igreja arrependida e a solicitude pastoral do Santo Padre", explicou.



"Igualmente, tentaremos avaliar se as diretrizes de Proteção da Infância, da Junta Nacional, funcionam bem."



O cardeal afirmou que espera encontrar-se com o maior número possível de vítimas, assim como com os bispos, sacerdotes, religiosos e leigos da arquidiocese.



"Qualquer pessoa que desejar compartilhar seu testemunho pode entrar em contato comigo por meio da nunciatura apostólica aqui em Dublin, para solicitar um encontro ou enviar seus pensamentos por escrito, também por meio da nunciatura", informou.



"Por favor, rezem - pediu - para que esta visita ajude as pessoas da Irlanda, faça a sociedade progredir na segurança das crianças e promova a cura e a reconciliação que todos nós desejamos."

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Artigo interessante do Padre Zezinho...leiam

11/10/2010


ATORES NUS









A Igreja deve comentar fatos que afetam a sociedade no que tange à moral e à cidadania. Jornalistas, atores e advogados opinam. Também a Igreja o faz. A notícia de jornais do Recife, do dia 8 de setembro p.passado, falava de ator e atriz reprimidos pela polícia e de um tumulto que terminou por levar a atriz a um hospital. Estavam nus na rua para concluir as cenas de um filme. Diz o jornal que foram devidamente autorizados e atuavam sem biombos. Atrizes famosas também já posaram nuas e sem autorização. Não é novidade na nova moral do Brasil. Alguns podem e outros, não! Se for arte, pode!

Correto? Basta alguém em autoridade permitir para, por conseguinte um casal posar nu diante das casas, em plena rua? Se consultados, os moradores consentiriam? Têm os moradores o direito de opinar ou não? Por acaso os das artes e da mídia têm mais direito do que os demais cidadãos? E onde está escrito na Constituição que, com licença de autoridades, alguém pode ficar nu, ou expor-se em trajes menores nas avenidas? É possível delegar tal poder a uma ou duas pessoas, que decidem passando por cima das duas mil que moram naquela rua e, lá, criam filhos? Decência, que não é determinada por voto ou por multidão, pode ser determinada por uma ou duas pessoas?

Ficar nu na rua sem motivo é proibido, mas, se for para um filme, é permitido? Vale tudo pela arte? Não teriam que isolar a cena com biombos? Que liberdade é essa que permite um diretor de filmes e artistas fazer algo contra a opinião de toda uma rua? Quem tem um texto como pretexto pode?

E, por acaso, tecer estas reflexões é coisa de retrógrado? Por que não seria retrógrado quem passa por cima de uma comunidade e impõe sua moral a respeito do corpo? Andam criticando padres e pastores por imporem a moral cristã à sociedade, mas não estão eles impondo a própria, e de maneira mais acintosa?

Ou aquilo tudo foi jogo de cena para divulgar o filme e vendê-lo antes de concluí-lo? Não é o que faz um tipo de marketing? Recentemente um cidadão com sinais de alcoolismo ficou nu diante dar um templo. A policia o prendeu. Se alguém viesse alguém atrás dele com carro de filmagem e ele mostrasse um papel, o acinte seria menor? Se há limites para a repressão, não haverá para as artes e para os religiosos quando vão às ruas? Pode-se queimar os livros dos outros e chutar as imagens alheias em público? Se não pode, por que se permite que alguém desafie costumes que são caros a uma comunidade? Perguntas, perguntas, perguntas!

Fonte: site oficial do Padre Zezinho, scj

domingo, 14 de novembro de 2010

Papa pede a G20 medidas justas para sair da crise

Com acordos comuns que não privilegiem alguns países em detrimento de outros

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de novembro 10 de 2010 (ZENIT.org) - Bento XVI desejou que o G20 seja consciente de que a eficácia dos instrumentos adotados contra a crise depende de que sejam destinados a um autêntico progresso humano.



O Papa enviou uma mensagem a Lee Myung-bak, presidente da Coréia do Sul, sede do encontro que começa hoje em Seul.



Na mensagem, publicada no L'Osservatore Romano, o pontífice constata que o mundo espera que o G20 “adote instrumentos adequados para sair da crise, com acordos comuns que não privilegiem alguns países em detrimento de outros”.



“As soluções adotadas só funcionarão se, em última análise, estiverem destinadas a buscar o mesmo objetivo: o autêntico e integral desenvolvimento humano", destaca Bento XVI



Para que sejam eficazes, tais instrumentos “deverão ser aplicados com sinergia e, principalmente, respeitando a natureza do homem”, acrescentou Bento XVI.



Na mensagem, o Papa animou os líderes do G20 a enfrentar os problemas “de uma maneira coerente com as razões mais profundas da crise financeira atual”. E, mais adiante, “ tendo em consideração as conseqüências das medidas que se adotem para compensar a crise e na busca de soluções duradouras, sustentáveis e justas’.



Na opinião de Bento XVI, é “decisivo” demonstrar que, “também, graças à crise, o homem amadureceu a ponto de reconhecer que os sistemas e culturas podem e devem convergir em uma visão compartilhada da dignidade humana, que respeite as leis e exigências pensadas por Deus criador”.



O Papa inicia sua mensagem destacando a celebração do G20 como “um sinal eloqüente da relevância e da responsabilidade adquiridas pela Ásia no cenário internacional no começo do século XXI”.



Dirigindo-se ao presidente da Coreia do Sul, Bento XVI considerou a escolha o país como sede e presidente da cúpula “um reconhecimento do significativo nível de desenvolvimento alcançado pela Coreia, que é o primeiro país, entre os que pertencem ao G8, em receber o G20 e guiar suas decisões no mundo depois da crise”.



O Papa relembra que os mandatários reunidos nesta cúpula ‘buscam soluções para resolver questões complexas, das quais depende o futuro das próximas gerações e que também requerem a cooperação de toda a comunidade internacional, baseadas no reconhecimento – que é compartilhado e aceito por todos os povos – da primazia e centralidade do valor da dignidade humana, o objetivo final de suas decisões”.



Bento XVI conclui sua mensagem afirmando: “O G20 responderá às expectativas e terá êxito se souber delinear as características do bem comum universal e demonstrar a vontade de cooperar para alcançá-lo”.

“Verbum Domini” em cápsulas

Passagens representativas da exortação apostólica de Bento XVI

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 12 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos algumas das passagens mais representativas da exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, de Bento XVI, que recolhe as conclusões do Sínodo dos Bispos realizado no Vaticano em outubro de 2008, sobre "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja".


Objetivo: "Desejo assim indicar algumas linhas fundamentais para uma redescoberta, na vida da Igreja, da Palavra divina, fonte de constante renovação, com a esperança de que a mesma se torne cada vez mais o coração de toda a atividade eclesial." (n. 1)



Religião da Palavra, não do livro: "A fé cristã não ser uma 'religião do Livro': o cristianismo é a 'religião da Palavra de Deus', não de 'uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo'." (7)



Tradição e Escritura: "É a Tradição viva da Igreja que nos faz compreender adequadamente a Sagrada Escritura como Palavra de Deus." (17)



Sagrada Escritura, inspiração e verdade: "A Sagrada Escritura é 'Palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito de Deus'. Deste modo se reconhece toda a importância do autor humano que escreveu os textos inspirados e, ao mesmo tempo, do próprio Deus como verdadeiro autor." (19)



Deus escuta o homem: "É decisivo, do ponto de vista pastoral, apresentar a Palavra de Deus na sua capacidade de dialogar com os problemas que o homem deve enfrentar na vida diária. (...) A pastoral da Igreja deve ilustrar claramente como Deus ouve a necessidade do homem e o seu apelo." (23)



Exegese: "No seu trabalho de interpretação, os exegetas católicos jamais devem esquecer que interpretam a Palavra de Deus. A sua tarefa não termina depois que distinguiram as fontes, definiram as formas ou explicaram os processos literários. O objectivo do seu trabalho só está alcançado quando tiverem esclarecido o significado do texto bíblico como Palavra atual de Deus." (33)



Antigo Testamento e judaísmo: "A compreensão judaica da Bíblia pode ajudar a inteligência e o estudo das Escrituras por parte dos cristãos. (...) O Novo Testamento está oculto no Antigo e o Antigo está patente no Novo. (...) Desejo afirmar uma vez mais quão precioso é para a Igreja o diálogo com os judeus." (41/43)



Bíblia e ecumenismo: "Na certeza de que a Igreja tem o seu fundamento em Cristo, Verbo de Deus feito carne, o Sínodo quis sublinhar a centralidade dos estudos bíblicos no diálogo ecumênico, que visa a plena expressão da unidade de todos os crentes em Cristo." (46)



Traduções, serviço ao ecumenismo: "A promoção das traduções comuns da Bíblia faz parte do trabalho ecumênico. Desejo aqui agradecer a todos os que estão comprometidos nesta importante tarefa e encorajá-los a continuarem na sua obra." (46)



Escritura e Liturgia: "Exorto os Pastores da Igreja e os agentes pastorais a fazer com que todos os fiéis sejam educados para saborear o sentido profundo da Palavra de Deus que está distribuída ao longo do ano na liturgia, mostrando os mistérios fundamentais da nossa fé." (52)



A homilia: "É preciso que os pregadores tenham familiaridade e contato assíduo com o texto sagrado; preparem-se para a homilia na meditação e na oração, a fim de pregarem com convicção e paixão." (59)



Celebrações da Palavra de Deus: "Os Padres sinodais exortaram todos os Pastores a difundir, nas comunidades a eles confiadas, os momentos de celebração da Palavra. (...) Tal prática não pode deixar de trazer grande proveito aos fiéis, e deve considerar-se um elemento importante da pastoral litúrgica." (65)



Acústica: "Para favorecer a escuta da Palavra de Deus, não se devem menosprezar os meios que possam ajudar os fiéis a prestar maior atenção. Neste sentido, é necessário que, nos edifícios sagrados, nunca se descuide a acústica, no respeito das normas litúrgicas e arquitetônicas." (68)



Canto litúrgico: "No âmbito da valorização da Palavra de Deus durante a celebração litúrgica, tenha-se presente também o canto nos momentos previstos pelo próprio rito, favorecendo o canto de clara inspiração bíblica capaz de exprimir a beleza da Palavra divina por meio de um harmonioso acordo entre as palavras e a música. Neste sentido, é bom valorizar aqueles cânticos que a tradição da Igreja nos legou e que respeitam este critério; penso particularmente na importância do canto gregoriano." (70)



Atenção aos portadores de deficiência: "O Sínodo recomendou uma atenção particular àqueles que, por causa da própria condição, sentem dificuldade em participar ativamente na liturgia, como por exemplo os cegos e os surdos." (71)



A animação bíblica da pastoral: "O Sínodo convidou a um esforço pastoral particular para que a Palavra de Deus apareça em lugar central na vida da Igreja, recomendando que 'se incremente a pastoral bíblica, não em justaposição com outras formas da pastoral mas como animação bíblica da pastoral inteira'." (73)



Dimensão bíblica da catequese: "A atividade catequética implica sempre abeirar-se das Escrituras na fé e na Tradição da Igreja, de modo que aquelas palavras sejam sentidas vivas, como Cristo está vivo hoje onde duas ou três pessoas se reúnem em seu nome." (74).



Lectio Divina: "Nos documentos que prepararam e acompanharam o Sínodo, falou-se dos vários métodos para se abeirar, com fruto e na fé, das Sagradas Escrituras. Todavia prestou-se maior atenção à lectio divina, que 'é verdadeiramente capaz não só de desvendar ao fiel o tesouro da Palavra de Deus, mas também de criar o encontro com Cristo, Palavra divina viva'." (87)



Palavra de Deus e Terra Santa: "Os Padres sinodais lembraram a expressão feliz dada à Terra Santa: 'o quinto Evangelho'. Como é importante a existência de comunidades cristãs naqueles lugares, apesar das inúmeras dificuldades! O Sínodo dos Bispos exprime profunda solidariedade a todos os cristãos que vivem na Terra de Jesus, dando testemunho da fé no Ressuscitado." (89)



Anúncio e nova evangelização: "Há muitos irmãos que são 'batizados mas não suficientemente evangelizados'. É frequente ver nações, outrora ricas de fé e de vocações, que vão perdendo a própria identidade, sob a influência de uma cultura secularizada. A exigência de uma nova evangelização, tão sentida pelo meu venerado Predecessor, deve-se reafirmar sem medo, na certeza da eficácia da Palavra divina." (96)



Testemunho: "A Palavra de Deus alcança os homens através do encontro com testemunhas que a tornam presente e viva." (97)



Compromisso pela justiça: "A Palavra de Deus impele o homem para relações animadas pela rectidão e pela justiça, confirma o valor precioso aos olhos de Deus de todas as fadigas do homem para tornar o mundo mais justo e mais habitável." (100)



Direitos humanos: "Quero chamar a atenção geral para a importância de defender e promover os direitos humanos de toda a pessoa (...). A difusão da Palavra de Deus não pode deixar de reforçar a consolidação e o respeito dos direitos humanos de cada pessoa." (101)



Palavra de Deus e paz: "No contexto atual, é grande a necessidade de descobrir a Palavra de Deus como fonte de reconciliação e de paz, porque nela Deus reconcilia em Si todas as coisas (cf. 2 Cor 5, 18-20; Ef 1, 10): Cristo 'é a nossa paz' (Ef 2, 14), Aquele que derruba os muros de divisão." (102)



Palavra de Deus e proteção da criação: "O compromisso no mundo requerido pela Palavra divina impele-nos a ver com olhos novos todo o universo criado por Deus e que traz já em si os vestígios do Verbo, por Quem tudo foi feito (...). A arrogância do homem que vive como se Deus não existisse, leva a explorar e deturpar a natureza, não a reconhecendo como uma obra da Palavra criadora." (108)



Internet: "No mundo da internet, que permite que bilhões de imagens apareçam sobre milhões de monitores em todo o mundo, deverá sobressair o rosto de Cristo e ouvir-se a sua voz, porque, 'se não há espaço para Cristo, não há espaço para o homem'." (113)



Diálogo inter-religioso: "A Igreja reconhece como parte essencial do anúncio da Palavra o encontro, o diálogo e a colaboração com todos os homens de boa vontade, particularmente com as pessoas pertencentes às diversas tradições religiosas da humanidade, evitando formas de sincretismo e de relativismo." (117)



Diálogo e liberdade religiosa: "O respeito e o diálogo exigem a reciprocidade em todos os campos, sobretudo no que diz respeito às liberdades fundamentais e, de modo muito particular, à liberdade religiosa. Tal respeito e diálogo favorecem a paz e a harmonia entre os povos." (120)

sábado, 13 de novembro de 2010

Evangelho de domingo: “por causa do meu nome”

Por Dom Jesús Sanz Montes, ofm

OVIEDO, sexta-feira, 12 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Publicamos o comentário ao Evangelho do próximo domingo, 14 de novembro, XXXIII do tempo comum (Lucas 21,5-19), redigido por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo (Espanha).

O Evangelho deste domingo nos deixa uma sensação agridoce, com um certo desconcerto. As diversas respostas de Jesus indicavam a seus ouvintes que tudo estava inacabado, inseguro. Até a beleza do Templo era frágil e sua solidez ameaçava: “não ficará pedra sobre pedra”. Surgirão profetas falsos uma vez mais, virão guerras, catástrofes, espantos. E aos discípulos, dirá: vos perseguirão, entregando-vos aos tribunais e ao cárcere, e vos farão comparecer perante governadores por causa de meu nome. Até os mais próximos, como pais, irmãos, parentes e amigos, vos odiarão, trairão e inclusive matarão por causa de seu nome.



Muitas vezes surgiu a tentação de fazer do Cristianismo uma espécie de vergel, de tranquilo paraíso onde se evadir de um mundo corrupto e caduco que se empenha em não viver “como Deus manda”. Mas o Cristianismo não foi presenteado por Deus como uma “bolha de paz”. De fato, os melhores filhos da Igreja tiveram de sofrer perseguição, incompreensão e martírio de tantos modos, “por causa do meu nome” (Lc 21, 12). Viver em seu Nome, dizendo seu Nome, sendo seu Nome.



Jesus e o Cristianismo não são um sedativo para nossas moléstias sociais, nem um hipnótico para perpetuar privilégios. Não provocam alucinações, mas compromissos. Os cristãos somos chamados a pertencer à história d’Aquele que foi anunciado como “sinal de contradição”, e que veio para trazer o fogo e a espada, quer dizer, portador da Luz e porta-voz da Verdade, em um mundo que com muita frequência compactua com a obscuridade e a mentira.



Mas este Evangelho, ainda que duro, não é de tirar a esperança. Diz-nos Jesus: “não tenham medo”. Ele prometeu nos dar palavras e sabedoria para fazer frente a qualquer adversário. O que importa é que essa Presença e essa Palavra por Ele prometidas ressoem e reflitam-se na vida da comunidade cristã e na de cada cristão particular.



O Cristianismo não é uma aventura para fugir do mundo, mas uma urgência para transformá-lo segundo o projeto de Deus, em Nome do Senhor. Os cristãos não são os do eterno poderio ou os da eterna oposição, mas os eternos discípulos do único Mestre. Pondo o melhor de nós mesmos para que em cada rincão da história possa seguir escutando a Boa Nova de Jesus e fazendo realidade o dom imerecido de seu Reino, que a Igreja em cada época não deixa de anunciar.

“Verbum Domini” preenche déficit na vida do povo de Deus

Comentário do padre Federico Lombardi, porta-voz vaticano

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 12 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – A exortação apostólica Verbum Domini preenche um déficit criado na vida do povo de Deus, que corre o risco de perder o entusiasmo promovido pelo Concílio Vaticano II pela Palavra de Deus.



O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, recorda – em editorial de Octava Dies – que a constituição Verbum Dei foi um dos documentos mais importantes do Concílio Vaticano II.



Mas com o tempo, notou-se “um certo descuido, uma rotina”, com as consequências de um “genérico espiritualismo ou, pelo contrário, de áridos tecnicismos por parte dos especialistas”.



Padre Lombardi assinala que essa situação provocou “um déficit que se tinha de preencher na vida espiritual do povo de Deus”.



O porta-voz vaticano recolhe duas das propostas centrais do Papa: “ler e interpretar a Escritura com métodos oferecidos pela ciência, mas à luz da fé, para encontrar a Palavra de Deus, Jesus Cristo; e viver e praticar a escuta e o serviço da Palavra na vida cotidiana da Igreja, para ajudar os fiéis e toda humanidade a encontrar Deus através de Jesus Cristo”.



“Por este motivo, Bento XVI não só nos dá outro grande documento para estudar e assimilar: oferece-nos ajuda e exemplo.”