segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Artigo interessante do Padre Zezinho...leiam

11/10/2010


ATORES NUS









A Igreja deve comentar fatos que afetam a sociedade no que tange à moral e à cidadania. Jornalistas, atores e advogados opinam. Também a Igreja o faz. A notícia de jornais do Recife, do dia 8 de setembro p.passado, falava de ator e atriz reprimidos pela polícia e de um tumulto que terminou por levar a atriz a um hospital. Estavam nus na rua para concluir as cenas de um filme. Diz o jornal que foram devidamente autorizados e atuavam sem biombos. Atrizes famosas também já posaram nuas e sem autorização. Não é novidade na nova moral do Brasil. Alguns podem e outros, não! Se for arte, pode!

Correto? Basta alguém em autoridade permitir para, por conseguinte um casal posar nu diante das casas, em plena rua? Se consultados, os moradores consentiriam? Têm os moradores o direito de opinar ou não? Por acaso os das artes e da mídia têm mais direito do que os demais cidadãos? E onde está escrito na Constituição que, com licença de autoridades, alguém pode ficar nu, ou expor-se em trajes menores nas avenidas? É possível delegar tal poder a uma ou duas pessoas, que decidem passando por cima das duas mil que moram naquela rua e, lá, criam filhos? Decência, que não é determinada por voto ou por multidão, pode ser determinada por uma ou duas pessoas?

Ficar nu na rua sem motivo é proibido, mas, se for para um filme, é permitido? Vale tudo pela arte? Não teriam que isolar a cena com biombos? Que liberdade é essa que permite um diretor de filmes e artistas fazer algo contra a opinião de toda uma rua? Quem tem um texto como pretexto pode?

E, por acaso, tecer estas reflexões é coisa de retrógrado? Por que não seria retrógrado quem passa por cima de uma comunidade e impõe sua moral a respeito do corpo? Andam criticando padres e pastores por imporem a moral cristã à sociedade, mas não estão eles impondo a própria, e de maneira mais acintosa?

Ou aquilo tudo foi jogo de cena para divulgar o filme e vendê-lo antes de concluí-lo? Não é o que faz um tipo de marketing? Recentemente um cidadão com sinais de alcoolismo ficou nu diante dar um templo. A policia o prendeu. Se alguém viesse alguém atrás dele com carro de filmagem e ele mostrasse um papel, o acinte seria menor? Se há limites para a repressão, não haverá para as artes e para os religiosos quando vão às ruas? Pode-se queimar os livros dos outros e chutar as imagens alheias em público? Se não pode, por que se permite que alguém desafie costumes que são caros a uma comunidade? Perguntas, perguntas, perguntas!

Fonte: site oficial do Padre Zezinho, scj

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