sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Atividades pastorais e outras

Outro dia comecei a fazer uma lista das minhas atividades pastorais e das outras que já tenho. Percebi a capacidade que Deus me deu para poder articular as mais diversas funções e assuntos sem grandes dificuldades. Também é preciso saber a hora que não se pode dar conta de tudo, e talvez quando se está atrapalhando ao invés de ajudar. Padre Joãozinho, SCJ escreveu um artigo noutra ocasião que se chamava "A arte de saber parar" é mais ou menos por aí. Pois bem, e ele chamava a atenção para o momento certo quando é tempo de parar. Há atividades na pastoral da Igreja que deveríamos saber parar e deixar pra outros. Refleti depois sobre seu artigo, e percebi algo que aconteceu em minha vida pastoral. Antes de ser padre eu tocava órgão, ensaiava cantos, cantava etc. Por sinal cantei em várias ordenações, consagrações, celebrações etc. Muita gente me pergunta se ainda toco, se ainda canto e por aí vai. Outras pessoas reclamam porque não canto tanto na missa. Pois é, acho que era preciso parar, e dar oportunidades para outros. Falo isso sem arrogância ou prepotência, mas com alegria no coração. Hoje vejo os seminaristas se envolvendo nas celebrações, tocando, cantando, ensaiando etc. Tomei outro rumo, novas atividades. Parar não significa abandonar, mas simplesmente "parar". Abrir espaço, dar oportunidades. Parar significa ver surgir novos talentos, e poder ajudar e orientar. Noutra ocasião, com certeza, poderei retomar essa outra atividade, que por sinal amo muito. Sinto de coração quando nossas comunidades não se interessam pelo canto, quando não ensaiam com carinho. Permitam-me um momento de saudosismo, pois também mereço, quando na minha cidade e em muitas outras na minha adolescência e juventude se ensaiva incansavelmente para o Natal do Senhor, para a Festa da Padroeira ou do Padroeiro, para as solenidades pascais. Nossa, eram ensaios e mais ensaios, tudo feito com carinho. Alguns talvez perguntarão, havia muitos novos cantos? E respondo não. Havia cantos novos e se introduzia sempre 2 ou 3, mas havia muitos outros já velhos conhecidos, principalmente no período do Natal. No entanto, nem por isso se deixava de ensaia-los. Pois bem, é preciso parar e saber parar. À muitas outras tarefas e atividades somos chamados, e precisamos estar prontos. Talvez um dia se volte àquela atividade. Tudo isso sem traumas e arrependimentos. Quando se não se sabe parar e não se aprende, e pior ainda não se quer parar murchamos, e fazemos também desanimar e murchar outros. Deus nos concedeu inúmeras capacidades não disperdicemos, ao contrário apropriemo-nos delas. Ficar agarrados somente numa coisa pode acabar ofendendo também o Criador, pois é como se dissessemos que não há outra coisa a fazer e não sabemos fazer mais nada. O que é uma mentira absurda. Aprendamos a arte de parar. Convido para lerem o artigo do meu irmão Padre Joãozinho. Tem ao lado o link dele.

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