sábado, 29 de março de 2014

O Brasil que nós queremos...

Sabemos como anda o nosso Brasil hoje: violência gratuita e de todo tipo, desrespeito aos direitos humanos, descriminação de todo tipo, desmandos inadmissíveis do governo e do Estado, descompromissos das instituições republicanas etc. Contudo, nada disso justifica o retorno a tempos passados, no meu entendimento. Uma vez que temos consciência de tudo isso, toca-nos é mudar por meio do debate, do movimento e manifestação pacíficos e, com a arma mais correta, o VOTO. Temos que sair e fugir de uma mentalidade serviçal. Político não é nosso patrão, mas alguém que foi posto para atender nossas necessidades. Digo nossas e não individuais. Educação de qualidade para todos, saúde de qualidade para todos, serviços de qualidade para todos e assim por diante. Não temos que ter medo de político. Temos que respeitá-lo, pois é gente como nós, mas cabe também cobrar dele quando necessário. Um Estado melhor, um país melhor, uma nação avançada requer, acima de tudo, respeito de uns para com os outros, a começar daqueles que foram postos à frente. E se não estão dando certo, pois os fatos não mentem, nada melhor que tirá-los por meio do VOTO. Sem nenhum problema ou cara feia. Devemos exercer nossos direitos pelo VOTO e por outros meios dados pela nossa própria Constituição. Cabe aos líderes religiosos e outros de sã consciência colaborarem para a construção de um país justo e fraterno. Não é utopia, é trabalho mesmo. Requer tempo, mas tudo é possível para aquele que crê (Mc 9,23). Nosso Senhor Jesus Cristo nos ajude nessa Terra da Santa Cruz.

Celebração penitencial no Vaticano com Papa Francisco

Papa Francisco na celebração penitencial: "Jesus nos espera nos últimos, nos pobres" Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu a celebração penitencial na tarde desta sexta-feira, na Basílica de São Pedro. A cerimônia marcou o início da iniciativa "24 horas para o Senhor", promovida pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, neste tempo quaresmal. O Papa se confessou e depois confessou alguns fiéis. O evento "24 horas para o Senhor" está sendo realizado em várias dioceses do mundo, em vista do IV Domingo da Quaresma, Dominica Laetare, 30 de março. Eis a homilia do Papa Francisco, na íntegra. No período da Quaresma, a Igreja, em nome de Deus, renova o apelo à conversão. É um chamado a mudar de vida. Converter-se não é questão de um momento ou de um período do ano... é um compromisso que dura toda a vida. Quem, entre nós, pode pensar que não é pecador? Ninguém. O Apóstolo João escreve: “Se dissermos: ‘Não temos pecado’, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele, que é fiel e justo, perdoará os nossos pecados e nos purificará de toda injustiça”. (1 Jo 1,8-9). É o que acontece também aqui nesta celebração e em toda esta ‘jornada’ penitencial. A Palavra de Deus que acabamos de ouvir nos apresenta dois elementos essenciais da vida cristã. O primeiro é “Revestir-nos do Homem Novo, criado segundo Deus” (Ef 4,24), que nasce no Batismo, quando recebemos a própria vida de Deus que faz de nós seus filhos e nos incorpora a Cristo e à sua Igreja. Esta vida nova nos permite ver a realidade com olhos diferentes, sem nos deixar distrair por coisas que não contam nada e que não podem durar no tempo. Por isso, somos chamados a renunciar a comportamentos do pecado e dirigir nossos olhos ao essencial. «O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem» (Gaudium et spes, 35). Eis a diferença entre a vida deformada pelo pecado e a vida iluminada pela graça. Do coração do homem renovado por Deus, provêm bons comportamentos: falar sempre a verdade e evitar toda mentira; não roubar, mas compartilhar aquilo que se tem com os outros, especialmente com quem precisa; não ceder à ira, ao rancor e à vingança, mas ser dócil, generoso e pronto ao perdão; não fazer calúnias que arruínam a fama das pessoas, mas ver mais o lado positivo de cada um. O segundo elemento é: Permanecer no amor. O amor de Jesus Cristo dura para sempre, nunca terá fim, porque é a própria vida de Deus. Este amor vence o pecado e dá a força para nos reerguermos e recomeçar, porque com o perdão, o coração se renova e rejuvenesce. O nosso Pai nunca se cansa de amar e seus olhos não se cansam de olhar para a rua de casa para ver se o filho que se perdeu está voltando à casa. E este Pai não se cansa também de amar o outro filho, que embora esteja sempre em casa com ele, não é partícipe da sua misericórdia e da sua compaixão. Deus não está somente na origem do amor, mas, em Jesus Cristo, nos chama a imitar o seu mesmo modo de amar: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. (Jo 13,34). Na medida em que os cristãos vivem este amor, se tornam discípulos críveis de Cristo no mundo. O amor não consegue ficar fechado em si mesmo. É aberto por natureza, se difunde e é fecundo, gera sempre novo amor. Queridos irmãos e irmãs, depois desta celebração, muitos entre vocês serão missionários e proporão a outros a experiência da reconciliação com Deus. “24 horas para o Senhor” é uma iniciativa à qual aderiram muitas dioceses, em várias partes do mundo. A todos que encontrarem, vocês podem transmitir a alegria de receber o perdão do Pai e de reencontrar a amizade plena com Ele. Quem vivencia a misericórdia divina é incentivado a ser artífice de misericórdia em meio aos últimos e aos pobres. Jesus nos aguarda nestes “irmãos menores”! Vamos ao encontro deles e celebraremos a Páscoa na alegria de Deus! (CM/MJ) Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/03/28/papa_francisco_na_celebra%C3%A7%C3%A3o_penitencial:_jesus_nos_espera_nos/bra-785749 do site da Rádio Vaticano

"24 horas para o Senhor" - Dia de Confissão em todo Orbe

Papa dá o exemplo e se confessa na Basílica de São Pedro Cidade do Vaticano (RV) - Durante a celebração penitencial de sexta-feira, 28, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco ajoelhou-se para se confessar, pela primeira vez em público. Pouco antes, na homilia, Francisco havia dito que “somos todos somos pecadores, mas podemos pedir perdão”: “Se dissermos: ‘Não tempos pecado’, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele, que é fiel e justo, perdoará os nossos pecados e nos purificará de toda injustiça”. Na sequência, Francisco deu o exemplo e foi confessar-se. Depois de alguns minutos, sentou-se num confessionário e ouviu várias pessoas. A iniciativa intitulada “24 horas para o Senhor” se estende até às 17h deste sábado, 29, com o objetivo de convidar todos a se aproximarem do sacramento da penitência. “Com o perdão, o coração se renova e rejuvenesce. O nosso Pai nunca se cansa de amar, Ele nos espera sempre e nos perdoa. Não só nos deixa a porta aberta, como nos espera e nos perdoa. E mais ainda: faz uma festa. Se tu vens com toda a tua vida, com tantos pecados, Ele, em vez de te repreender, faz uma festa”, disse Francisco. Ainda na celebração penitencial, o Papa pediu aos presentes que façam da preparação para a Páscoa uma etapa de “conversão”. “Do coração do homem renovado segundo Deus provêm os comportamentos bons: falar sempre com verdade e evitar qualquer mentira; não roubar, antes partilhar quanto se tem com os outros, particularmente com quem passa necessidade; não ceder à ira, ao rancor e à vingança”, afirmou, diante de centenas de fiéis. (CM) Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/03/29/papa_d%C3%A1_o_exemplo_e_se_confessa_na_bas%C3%ADlica_de_s%C3%A3o_pedro/bra-785912 do site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quaresma 2014

Vivamos intensamente esse período quaresmal, para que transbordemos jubilosos na Páscoa do Senhor Jesus Ressuscitado!!!

CF 2014 - Rezemos e lutemos pela liberdade...

Homilia do Papa Francisco - Missa de Cinzas 2014

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco presidiu, na tarde desta quarta-feira, a procissão penitencial que partiu da Basílica de Santo Anselmo até a Basílica de Santa Sabina, no bairro Aventino, em Roma, onde celebrou a missa com a bênção e imposição das cinzas. "Rasgai os vossos corações e não as vossas roupas." "Com essas penetrantes palavras do profeta Joel, a liturgia nos introduz hoje na Quaresma, indicando na conversão do coração a característica deste tempo de graça", frisou o Papa Francisco em sua homilia. "Segundo o pontífice, "o apelo profético constitui um desafio para todos nós, sem exclusão, e nos recorda que a conversão não se traduz em formas exteriores ou em propósitos vagos, mas envolve e transforma toda a existência a partir do centro da pessoa, da consciência. Somos convidados a tomar um caminho no qual, desafiando a rotina, nos esforcemos para abrir os olhos e os ouvidos, mas, sobretudo, o coração, para irmos além do nosso quintal". "Abrir-se a Deus e aos irmãos. Vivemos num mundo sempre mais artificial, numa cultura do 'fazer', do 'útil', onde, sem nos darmos conta, excluímos Deus do nosso horizonte. A Quaresma nos chama a 'despertar-nos', a recordar-nos que somos criaturas, que não somos Deus", sublinhou o Santo Padre. Em relação aos outros corremos o risco de fechar-nos, de esquecê-los. Somente quando as dificuldades e os sofrimentos dos nossos irmãos nos interpelam, somente então podemos iniciar o nosso caminho de conversão rumo à Páscoa. "É um itinerário que compreende a cruz e a renúncia. O Evangelho de hoje indica os elementos deste caminho espiritual: a oração, o jejum e a esmola Todos os três comportam a necessidade de não nos deixarmos dominar pelas coisas que parecem: o que conta não é a aparência; o valor da vida não depende da aprovação dos outros ou do sucesso, mas do que temos dentro", frisou o Papa destacando o primeiro elemento: a oração. "A oração é a força do cristão e de toda pessoa que crê. Na fraqueza e na fragilidade da nossa vida, podemos dirigir-nos a Deus com confiança de filhos e entrar em comunhão com Ele. Diante de tantas feridas que nos fazem mal e que nos poderiam endurecer o coração, somos chamados a mergulhar-nos no mar da oração, que é o mar do amor sem limites de Deus, para saborear a sua ternura. A Quaresma é tempo de oração, de uma oração mais intensa, mais assídua, capaz de assumir as necessidades dos irmãos, de interceder diante de Deus por tantas situações de pobreza e de sofrimento." O segundo elemento qualificador do caminho quaresmal é o jejum. "Devemos estar atentos a não praticar o jejum formal, ou que na verdade nos 'sacia' porque nos faz sentir em estado de justiça", disse o pontífice que acrescentou: "O jejum tem sentido se verdadeiramente atinge a nossa segurança, e também se dele se obtém um benefício para os outros, se nos ajuda a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se curva diante do irmão em dificuldade e cuida dele. O jejum comporta a escolha de uma vida sóbria, que não desperdiça, que não 'descarta'. Jejuar ajuda-nos a treinar o coração à essencialidade e à partilha. É um sinal de tomada de consciência e de responsabilidade diante das injustiças, das arbitrariedades, especialmente em relação aos pobres e pequenos, e é sinal da confiança que recolocamos em Deus e em sua providência." O terceiro elemento é a esmola: ela indica a gratuidade, porque a esmola se dá a alguém de quem não se espera receber algo em troca. "A gratuidade deveria ser uma das características do cristão, que, consciente de ter recebido tudo de Deus gratuitamente, isto é, sem nenhum mérito, aprende a doar aos outros gratuitamente. Hoje comumente a gratuidade não faz parte da vida cotidiana, na qual tudo se vende e tudo se compra. Tudo é cálculo e medida. A esmola ajuda-nos a viver a gratuidade do dom, que é liberdade da obsessão da posse, do medo de perder aquilo que se tem, da tristeza de quem não quer partilhar com os outros o próprio bem-estar." Com seus convites à conversão, a Quaresma vem providencialmente despertar-nos, despertar-nos do torpor, do risco de seguir adiante por inércia. "A exortação que o Senhor nos dirige por meio do profeta Joel é forte e clara: 'Retornai a mim de todo vosso coração'. Por que devemos voltar para Deus? Porque alguma coisa não está bem em nós, em nossa sociedade, na Igreja e precisamos mudar, dar uma reviravolta, converter-nos!", sublinhou ainda o Santo Padre. "Mais uma vez a Quaresma vem dirigir-nos seu apelo profético, para recordar-nos que é possível realizar algo de novo em nós mesmos e em torno a nós, simplesmente porque Deus é fiel, continua sendo rico de bondade e de misericórdia, e está sempre pronto a perdoar e recomeçar do início. Com essa confiança filial, coloquemo-nos a caminho", concluiu o Papa Francisco. (RL/MJ) Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/03/05/papa_francisco_na_missa_de_imposi%C3%A7%C3%A3o_das_cinzas:_escolher_uma_vida/bra-778952 do site da Rádio Vaticano